sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ 2012...

Desejo a todos um ótimo ano novo. Que os sonhos de cada um se realize, com muito amor, felicidades, paz e saúde.

Até mais.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Vacina contra Aids tem novo obstáculo...

Cientistas descobriram um novo obstáculo que deve atrapalhar o desenvolvimento de uma vacina contra o HIV, assim como outras vacinas contra doenças provocadas por vírus. A informação está em um estudo publicado online pelo “Journal of Clinical Investigation”.

Em 2007, um estudo conhecido como Step, que testava uma vacina candidata para o HIV, mostrou que esse medicamento não era eficiente. Em alguns casos, inclusive, a vacina tornava as pessoas mais suscetíveis à infecção, pois o sistema imunológico reconhecia um componente usado na vacina: um tipo de vírus chamado de Ad5.

A equipe liderada por Juliana McElrath, do Centro de Pesquisa do Câncer Fred Hutchinson, em Seattle, nos EUA, descobriu que algumas pessoas tinham no sistema de defesa células com alta resposta ao Ad5. Esses pacientes produziram uma reação mais fraca em relação ao HIV e, por isso, a vacina não foi eficaz.

O atual estudo mostrou também que isso acontece não só com o Ad5, mas também com outros adenovírus usados como componentes de vacinas. Na avaliação dos pesquisadores, esse aspecto deverá ser levado em conta no desenvolvimento de novas vacinas.

“Esses achados providenciam o que acreditamos ser uma nova compreensão de como a imunidade viral pré-existente pode impactar a eficácia de vacinas hoje sob avaliação para a prevenção do HIV, da tuberculose e da malária”, sugere o artigo.

Até mais.

Fonte: G1

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Bronquiolite: terapia inalatória combinada com hélio e oxigênio melhora bebês com a doença ...

O estudo, publicado pelo periódico Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, foi realizado durante quatro anos, no departamento de emergência de um hospital infantil americano, por pesquisadores das universidades University of Louisville Medical Center e University of Pittsburgh Medical Center, em pacientes com idades entre 2 e 12 meses, com pontuação de três ou mais no Modified Wood's Clinical Asthma Score (M-WCAS).

Os pacientes receberam inicialmente tratamento com salbutamol nebulizado com oxigênio a 100%. Depois foram randomizados para um grupo que recebeu uma mistura de hélio e oxigênio ou para outro grupo que recebeu apenas oxigênio, em nebulização com epinefrina racêmica através de uma máscara facial. Após a nebulização, o oxigênio umidificado ou a mistura de hélio-oxigênio foi oferecida por cânula nasal de alto fluxo. Após 60 minutos de terapia de inalação, os pacientes com uma pontuação do M-WCAS de 2 ou mais receberam uma segunda dose de epinefrina racêmica nebulizada, seguida de hélio-oxigênio ou oxigênio fornecido por cânula nasal de alto fluxo.

A principal avaliação final foi o grau de melhoria da pontuação do M-WCAS em 240 minutos ou até a alta do departamento de emergência.

Os resultados mostram que de 69 crianças inscritas, 34 foram randomizadas para o grupo hélio-oxigênio e 35 para o grupo de oxigênio. A alteração média na pontuação do M-WCAS desde o início até 240 minutos ou saída do departamento de emergência foi de 1,84 para o grupo de hélio-oxigênio em comparação com 0,31 para o grupo de oxigênio (P <0,001). A pontuação do M-WCAS foi significativamente melhor para o grupo de hélio-oxigênio em comparação com o grupo de oxigênio em 60 minutos (P = 0,005), 120 minutos (P <0,001), 180 minutos (P <0,001) e 240 minutos (P <0,001).

A nebulização com epinefrina racêmica feita com hélio-oxigênio seguida de terapia de inalação por cânula nasal de alto fluxo com hélio e oxigênio foi associada a um maior grau de melhora clínica em comparação com o uso de oxigênio a 100% entre os lactentes com bronquiolite estudados.

Até mais.

Fonte: Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, volume 165, de 12 de dezembro de 2011 NEWS.MED.BR, 2011. Bronquiolite: terapia inalatória combinada com hélio e oxigênio melhora bebês com a doença. Disponível em: . Acesso em: 23 dez. 2011.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Consenso Latino-Americano sobre crianças nascidas pequenas para idade gestacional (PIG)...



A WHO (World Health Organization) define como pequeno para idade gestacional (PIG), os recém-nascidos com peso de nascimento abaixo do percentil 10 na curva de peso para idade gestacional. Quando a idade gestacional não é conhecida, considera-se o peso de nascimento menor que 2500g.

Este consenso define que o PIG'são aqueles que nasceram com peso menor que 2 desvios-padrão da média.

É importante essa definição pois estas crianças tem 5x mais chances de morrer no período neonatal e 4,7x mais chances, antes de 1 ano de idade, do que as crianças nascidas adequadas para idade gestacional.

Apresentam também maior risco de QI menor, baixa estatura e desenvolvimento de hipertensão e diabetes melitus tipo 2 na vida adulta.

Sào muitas as causas para PIG, os fatores de risco são dependentes de: altura, peso, gestações, idade, etnia e localização geográfica da mãe. Mau alimentação materna com insuficiente ganho de peso durante a gestação, disfunção e tamanho placentário, doenças maternas, tabagismo, etilismo e uso de drogas são também fatores associados.

A maioria das crianças recuperam o peso e a estatura, de acordo com o padrão genético, até os 2 anos, porém de 10-15% não recuperam e tem a tendencia a serem crianças e adultos baixos.

As crianças que não recuperam a altura com 2 anos geralmente tem secreção endógena adequada de GH em resposta aos testes farmacológicos. Entretanto, eles frequentemente tem IGF1 baixos e padrões fisiológicos de secreção de GH alterados.

O FDA (US Food ans Drug Administration) aprovou o uso de GH nestas crianças em julho de 2001, e na Europa o CPMP (Committee for Proprietary Medicinal Products) aprovou em Junho de 2003.

Até mais.

Fonte: Latin American Consensus: Children Born Small for gestacional Age. Boguszewski et at. BMC Pediatrics 2011, 11:66.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Programa da Prefeitura prevê entrega de medicamentos em casa...

Os moradores de Santos que realizam tratamento contra diabetes e hipertensão na rede básica de saúde vão passar a receber os medicamentos de uso contínuo em casa.

A Prefeitura anunciou nesta quinta-feira o início do programa Remédio em Casa, que prevê a entrega dos remédios em domicílio para pessoas com idade igual ou superior a 60 anos e inscritas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

A ideia do projeto é aumentar o acesso aos medicamentos e a adesão ao tratamento, além de otimizar o controle clínico. Segundo a Prefeitura, o programa ajudará a reduzir a morbimortalidade cardiovascular e cerebrovascular.

Em Santos, segundo a Secretaria de Saúde, 32 mil pacientes sofrem de hipertensão, sendo que 10.200 fazem uso de medicamentos via oral e 1.200 estão cadastrados na Seção de Atendimento Domiciliar.

Segundo a secretária de Sáude, Lygia Lyra Perreira, o programa garantirá a adesão dos pacientes por estar integrado às unidades de atendimento. “A integração acontece graças à informatização nas unidades básicas”.

A secretária explica ainda que o ingresso ao programa depende do paciente passar por uma avaliação clínica, na qual o médico faz a prescrição via sistema informatizado.

A recepção da Unidade Básica efetiva a participação do paciente por meio de termo de adesão, confirmando o cadastro no Programa Hiperdia, e agenda nova consulta.

O paciente receberá na farmácia, após a consulta, a quantidade suficiente de remédio para tratamento de 30 dias. O restante será entregue em domicílio por um motoboy, em uma quantidade suficiente para o período de 90 dias (prazo máximo de validade de uma receita médica).

Para a nova remessa de medicamentos será necessário um retorno do paciente à consulta médica.

Para o prefeito João Paulo Tavares Papa, o programa representa um avanço no atendimento da rede básica de saúde.

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Fonte: A Tribuna.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Efeitos dos desrreguladores endócrinos ambientais no desenvolvimento da puberdade...

Estudos recentes vem demonstrando a progressiva diminuição da idade de início da puberdade em todo o mundo, a reação exata disso não é completamente entendida mas é aceito de ser resultado da complexa interação entre genética, endocrinologia e fatores ambientais.
Os DESRREGULADORES ENDÓCRINOS (DE) são produtos químicos ambientais que podem ser naturais ou sintéticos. Devido a serem parecidos com hormônios em suas funções (hormone-like), podem ter ação agonista ("as mesmas") ou antagonistas ("opostas").

DE naturais:
  • FITOESTRÓGENOS: consumidos em grandes quantidades podem ter efeito estrogênico e em baixa quantidade, antiestrogênico. Alimentos que contem fitoestrôgenos: soja, cenoura, alho, legumes, maça, café, cereja, salsa...
DE sintéticos:
  • Dietilbestrol: forte atividade estrogênica. Mães espostas tem 2x mais chances de terem cancer de mama. É proibido desde 1997.
  • Pesticidas, fungicidas, herbicidas, alguns produtos de limpeza, alguns cosméticos, corantes, plásticos e solventes.
Para os DE causarem comprometimento da função endócrina dependem do tempo de exposição a substâncias, assim como a dose, duração e a idade de exposição.

Até mais.

Fonte: Samim Ozen, Sukran Darcan Effects of environmental endocrine disruptors on pubertal development J Clin Res Ped Endo 2011;3(1): 1-6.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado aprovou nesta quarta-feira novas restrições ao uso do bisfenol A (BPA) na fabricação de produtos para bebês. Projeto aprovado na comissão proíbe a venda de mamadeiras e chupetas que contenham essa substância.

O aditivo, usado para dar maior resistência ao plástico policarbonato, ainda está presente em parte das mamadeiras à venda no país.

Em setembro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a proibição da venda e fabricação de mamadeiras que contenham bisfenol. A indústria recebeu um prazo de adaptação até o fim de dezembro.

A substância é suspeita de causar doenças como câncer e problemas de comportamento, além de obesidade, puberdade precoce e infertilidade, porque o aditivo teria uma ação similar à de hormônios humanos.

No entanto, não há evidências conclusivas desses efeitos na saúde. A maior parte dos estudos, até hoje, foi feita com animais.

Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, instituto que representa a indústria do plástico, afirma que as chupetas não contêm a substância. "Os bicos são feitos de látex, EVA ou silicone. A base da chupeta é de polipropileno, que não tem bisfenol."

Para o endocrinologista Francisco Homero D'Abronzo, especialista no tema, a lei é válida mesmo assim, porque ao menos avança no tema, mas ainda deixa de fora outros produtos que contêm a substância.

Além das mamadeiras, o BPA é encontrado em embalagens de alimentos, como latas de molho de tomate, e de refrigerantes.

O relator do projeto, senador Paulo Davim (PV-RN), que é médico, diz que a substância é cancerígena e pode causar alterações hormonais e desregular a tireoide.

A França e os Estados Unidos já restringiram o uso da substância em produtos usados por bebês e crianças.

A decisão de ontem na comissão tem caráter definitivo para o Senado. Se não receber recurso em cinco dias, não precisará passar pelo plenário e poderá seguir para análise na Câmara.

Até mais.

Fonte: Folha de São Paulo 07/12/11 Colaborou DÉBORA MISMETTI

Remédio contra doença de Chagas terá versão pediátrica...

Uma medida simples vai representar um grande avanço no combate à doença de Chagas em crianças. Depois de 40 anos sendo oferecido unicamente em dose para adultos, o benznidazol, principal remédio utilizado no tratamento, será produzido em versão pediátrica, podendo ser administrada inclusive em recém-nascidos.

A autorização para produção será publicada pela Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) no dia 12. O anúncio da novidade foi feito hoje pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha, durante a 4ª Reunião de Parceiros da iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi).

A apresentação tradicional do medicamento é na forma de comprimidos com 100 mg do princípio ativo. A partir de agora será oferecido também na forma de pó solúvel com 12,5 mg. A produção está a cargo do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco (Lafepe), único produtor desse medicamento em todo o mundo.

De acordo com a médica especializada em medicina tropical Lucia Brum, da organização Médicos Sem Fronteiras, a nova apresentação da droga vai contornar um dos maiores problemas para o tratamento de crianças, que era a necessidade de fracionar o comprimido para adulto. "Esse procedimento ocasionava falhas terapêuticas de dosagem que muitas vezes comprometem a eficácia do tratamento."

Brum destaca a importância do foco em crianças. "Quanto mais precoce o diagnóstico, mais efetivo é o tratamento." No caso de bebês nascidos com a doença transmitida pela mãe, por exemplo, o remédio é capaz de eliminar o parasita em até 90% dos casos tratados no primeiro ano de vida.

Em comunicado, o presidente do Lafepe, Luciano Vasquez, informou que o remédio "será oferecido a preço de custo para todas as instituições públicas de saúde, incluindo o Ministério da Saúde do Brasil, além de organizações não governamentais e instituições filantrópicas".

A doença de Chagas é causada pelo parasita Trypanosoma cruzi e tem entre seus principais sintomas lesões cardíacas e no trato digestivo. Transmitida principalmente pelo inseto conhecido como barbeiro, acomete principalmente populações que vivem em condições inadequadas de moradia. Com políticas de prevenção contra o vetor, no entanto, a transmissão de mãe para filho vem sendo considerada a forma mais importante forma de disseminação da doença. A DNDi estima que nasçam por ano mais de 14 mil bebês infectados.

Ainda segundo a organização, atualmente existem no mundo entre 8 milhões e 10 milhões de pessoas infectadas, que resultam em 12 mil mortes por ano.

Até mais.

Fonte: Folha de São Paulo (02/12/11)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Briga com a balança - Parte 3...

Até mais.

Exercício físico para crianças precisa ser na hora certa...

RIO - Enquanto crianças e adolescentes passam um tempo cada vez maior diante de jogos eletrônicos, pediatras chamam a atenção para a epidemia de obesidade e a necessidade de se colocar os pequenos para fora do sofá: dados do IBGE mostram que 15% dos brasileiros entre 6 e 18 anos estão acima do peso; 5% obesos. Mas entre tantas opções, como escolher a atividade e quando começar? Primeiro, a criança deve gostar do exercício; depois, esporte competitivo só é recomendado a partir de 13 anos.

Jogos em grupo, como futebol, vôlei, e queimado, judô e balé são apropriados a partir dos 5 anos, se enfatizarem cooperação e altruísmo:

— Até os 12 anos, essas atividades devem ser lúdicas. Antes dessa idade, a criança ainda não tem estrutura psicológica para competir. Pode-se brincar de premiar quem ganha, quem perde — ensina Isabel Rey Madeira, da Sociedade Brasileira de Pediatria e autora do livro "Filhos, de 2 a 10 anos de idade" (Manole).

Se a criança está gordinha, Isabel sugere começar pela natação, pois a água protege mais das lesões. E essa atividade não expõe tanto dificuldades que ela possa ter, em função do excesso de peso.

Bebês de seis meses já podem brincar na piscina

Mas vale a regra: é a criança quem tem que escolher. Caso ela prefira algum jogo em equipe, não há problemas. E os pais não devem se esquecer de consultar o pediatra, para afastar riscos à saúde, seja qual for a preferência.

Ela tem razão, afirma o pediatra Ricardo Rego Barros, chefe do Serviço de Adolescentes do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (da UFRJ).

— Os pais devem respeitar as escolhas de seus filhos. Estudos americanos dizem que 75% das crianças e adolescentes obrigados a praticar um esporte abandonam a atividade aos 14 a 15 anos — conta. — É muito importante que eles experimentem várias modalidades antes de se dedicar a um esporte.

Para crianças acima do peso, Jayme Murahovschi, da Academia Brasileira de Pediatria, indica uma caminhada, corrida e pedalada. A criança pode fazer isso por uma hora, seis vezes por semana. Se a ideia for apenas mantê-la em movimento, sem preocupação com as medidas, basta praticar 30 minutos.

Além de queimar calorias, a atividade física na infância ajuda no desenvolvimento da coordenação, do equilíbrio e sociabiliza, entre outros benefícios. E se pode começar antes do primeiro ano; como a iniciação na piscina. Se o bebê não sofre de otite, já pode cair na água aos seis meses. A mãe de José Francisco Prado, de 1,6 ano, Luisa Prado, percebe a evolução do menino de uma aula de natação para outra, numa academia carioca:

— Ele está cada vez mais esperto. E a aula tem música, o que ajuda na identificação dele com a atividade na água.

Ricardo Barros aprova e dá uma dica importante:

— É preciso avaliar o preparo dos professores e condições de higiene dos locais.

Os profissionais são unânimes: fora da academia, brincar é sempre um bom exercício.

Até mais.

Fonte: O Globo
Assessoria de Comunicação da SBP

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Vacina Meningocóccica tetravalente...

O Comitê de Imunizações do CDC( Centers for Disease Control and Prevention) a a Academia Americana de Pediatria aprovaram recentemente o uso da VACINA TETRAVALENTE CONTRA A MENINGITE(MCV4 contra os grupos A, C, W-135 e Y) para reforço nos adolecentes.
A recomendação é de 1 dose entre 11 e 12 anos com reforço aos 16 anos. Quem receber a primeira dose entre 13 e 15 anos deverá receber um reforço entre 16 e 18 anos. E adolescentes maiores de 16 anos necessitam de apenas 1 dose.

Até mais.

Fonte: Meningococcal Conjugate Vaccines Policy Update: Booster Dose Recommendations. Committee on Infectious DiseasesPediatrics 2011; 128:1213-1218

domingo, 4 de dezembro de 2011

Alto nível de açúcar no sangue pode duplicar risco de câncer colorretal...

Altos níveis de açúcar no sangue estão associados ao aumento do risco de câncer colorretal, sugere um estudo feito na Faculdade de Medicina Albert Einstein, da Universidade Yeshiva, nos Estados Unidos. O estudo analisou cerca de 5.000 mulheres que haviam passado pela menopausa e foi divulgado no periódico British Journal of Cancer.

O estudo selecionou 5.000 mulheres inscritas no Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês) e mediu os níveis de açúcar e de insulina em seu sangue durante 12 anos. Ao final desse período, 81 mulheres desenvolveram câncer colorretal.

Os pesquisadores observaram mulheres com maiores níveis de glicose no sangue tiveram cerca de duas vezes mais chances de desenvolver câncer colorretal do que aquelas com os menores níveis da substância. Entretanto, nenhuma associação foi observada entre níveis de insulina o risco da doença.

Os resultados de pesquisa contrariam o que muitos pesquisadores acreditavam, ou seja, que a obesidade, conhecido fator de risco para a doença, estava relacionada com o câncer pois aumentava a insulina no sangue. O estudo sugere que os motivos para a obesidade acarretar o problema podem ser diferentes, como o fato de aumentar os níveis de glicose no sangue, ou então outro fator não conhecido.

"O próximo desafio é encontrar o mecanismo pelo qual os níveis de glicose no sangue cronicamente elevados podem levar ao câncer colorretal", disse Geoffrey Kabat, epidemiologista da Universidade Yeshiva e principal autor do artigo. "É possível que níveis elevados de glicose estejam ligados ao aumento de inflamações que estimulam o crescimento de pólipos intestinais, que são lesões no revestimento interno do intestino, algumas das quais mais tarde podem se transformar em câncer".

Brasil – Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer colorretal é o terceiro mais comum entre homens e mulheres. Em 2007, a doença matou 11.322 pessoas no país e a previsão é que sejam registrados, em 2012, 30.140 novos casos do câncer.

Até mais.

Fonte: Veja

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Tomar ou comer "gelado" faz mal? ...

A resposta é SIM. É claro que não é 100% das vezes porém poderá fazer mal, sim. O fato de ingerir líquidos ou comer alimentos congelados ou bem gelados, acarreta uma vasoconstrição na circulação sanguínea principalmente na boca, onde há o primeiro contato.
Com isso, há uma diminuição da circulação sanguínea local, fazendo com que haja menos células de defesa e propiciando o aparecimento de infecções dentre elas: faringites, amigdalites, sinusites, laringites...
Portanto, tome cuidado pois o verão está chegando, não abuse.

Até mais.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Hipotireoidismo subclínico: tratar esta condição pode ajudar a aliviar alguns sintomas psiquiátricos como ansiedade, estresse e depressão...

Após revisar a literatura sobre o hipotireoidismo subclínico e algumas alterações de humor, o Dr. Russell Joffe, psiquiatra do North Shore-Long Island Jewish Health System e colegas concluíram recentemente que tratar esta condição poderia aliviar alguns sintomas psiquiátricos e até mesmo prevenir o declínio cognitivo futuro.
Em muitos pacientes com depressão, ansiedade e outros problemas psiquiátricos, os médicos também encontram níveis sanguíneos bastante alterados dos hormônios da tireoide. Sabe-se que tratar o problema pode levar a melhorias na memória, no humor e na cognição. Agora os cientistas estão avaliando se tratar o hipotireoidismo subclínico também traz benefícios para pacientes com problemas psiquiátricos.
Após revisar a literatura sobre o hipotireoidismo subclínico e algumas alterações de humor, o Dr. Russell Joffe, psiquiatra do North Shore-Long Island Jewish Health System e colegas concluíram recentemente que tratar esta condição poderia aliviar alguns sintomas psiquiátricos e até mesmo prevenir o declínio cognitivo futuro.
No hipotireoidismo subclínico, os pacientes não exibem sintomas de hipotireoidismo e têm níveis normais de hormônios tireoideos circulando no organismo. A única anormalidade é um aumento de TSH no sangue.
Os médicos ainda se questionam se é um problema na tireoide que causa sintomas psiquiátricos ou se na verdade acontece o contrário. A ideia de tratar o hipotireoidismo1 subclínico também é controversa entre os endocrinologistas. O tratamento hormonal da tireoide pode sobrecarregar o coração e agravar a osteoporose8 em mulheres. Por outro lado, alguns estudos sugerem que deixar de tratar esta condição pode aumentar o risco da doença de Alzheimer e de outras demências.
Novas pesquisas são necessárias para avaliar tal hipótese.


Até mais.


Fonte: New York Times
NEWS.MED.BR, 2011. Hipotireoidismo subclínico: tratar esta condição pode ajudar a aliviar alguns sintomas psiquiátricos como ansiedade, estresse e depressão. Disponível em: . Acesso em: 29 nov. 2011.

Diabetes Care: menos de meio litro de água ao dia pode aumentar a glicemia...

Pessoas que bebem menos de 500 ml de água por dia podem ser mais propensas a desenvolver níveis glicêmicos mais altos, de acordo com estudo publicado pelo periódico Diabetes Care. O estudo demonstra uma correlação entre a ingestão de água e os níveis de glicose no sangue, mas não prova a relação de causa e efeito entre eles. Suspeita-se de que o hormônio vasopressina possa estar envolvido.
Pesquisadores franceses descobriram que pessoas que tomam menos de 500 ml de água ao dia podem ter seus níveis glicêmicos aumentados. Estes achados foram publicados pelo periódico Diabetes Care.
A ingestão de água altera os níveis de vasopressina, um hormônio antidiurético, no sangue. Pesquisadores franceses realizaram um estudo com 3.615 homens e mulheres de meia idade, com glicemia de jejum basal normal. O estudo teve nove anos de seguimento.
Durante o acompanhamento, houve 565 novos casos de hiperglicemia e 202 casos novos de diabetes mellitus. A ingestão de água foi inversamente e independentemente associada ao risco de desenvolver hiperglicemia.


Até mais.


Fonte: Diabetes1 Care, de 12 de outubro de 2011
NEWS.MED.BR, 2011. Diabetes Care: menos de meio litro de água ao dia pode aumentar a glicemia. Disponível em: . Acesso em: 29 nov. 2011.

sábado, 12 de novembro de 2011

Miliária...

Entrevista da Dr. Giselle Guedes Pereira (CRM/SP 115636) sobre Miliária nas crianças, realizado hoje na TV Santa Cecília de Santos.

Até mais.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

EUA tentam conter venda de pirulitos infectados com catapora via internet...

Só faltava essa agora... Alguns pais do Estado do Tennesse (Estados Unidos), estão vendendo pela internet pirulitos "lambidos" e contaminados por seus filhos com catapora. A venda se dá pelo fato dos pais não acreditarem na vacina e até estão proporcionando a festa da catapora, para crianças ainda pequenas pegarem a doença quando crianças pois é mais fraco nesta idade do que quando adultos.
E lá é um país de primeiro mundo, com muito acesso a informação, livre... Mas uma idiotice dessa não dá para acreditar.

Até mais.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Irmã Dulce amplia leitos de UTI Neonatal e Pediátrica...

O Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, passará a contar, a partir desta terça-feira, com mais 10 leitos de UTI Neonatal e Pediátrica. Com o aumento de unidades, a Cidade passa a ter um total de 20 leitos para as duas especialidades.

As internações em leitos de alta complexidade são resultados de uma parceria entre o Município e o Estado e visa atender toda a Baixada Santista.

“Temos participado de reuniões em que secretários de saúde reclamam da carência de vagas de UTI, principalmente a Neonatal e Pediátrica. Crianças acabam morrendo nos nos municípios por falta dessas vagas. Com a entrega desses leitos, esperamos reduzir significativamente a mortalidade de recém-nascidos em toda a Baixada Santista”, afirmou o prefeito Roberto Francisco.

De acordo com o secretário de saúde Pública, Adriano Springmann Bechara, o Irmã Dulce passa contar com leitos regionalizados para alta complexidade. “Ao ampliar o acesso à saúde para moradores de outras cidades, damos um passo muito importante na regionalização do hospital”, frisou. Para ele, apesar da unidade estar instalada em Praia Grande, o compromisso deve ser com toda a Baixada Santista. “Devemos ter uma mentalidade metropolitana e, acima de tudo, visando salvar vidas, sejam os pacientes daqui ou de qualquer lugar”.

Do total de leitos atuais do Irmã Dulce, 148 são custeados pelo município e 50 pelo Estado. A internação municipal se divide em 42 leitos para Clínica Médica; 29 para Clínica Cirúrgica; 26 para Maternidade; 19 para Pediatria; 12 para Clínica Cirúrgica Eletiva; 10 para Psiquiatria; 10 para UTI Neonatal. O atendimento conta ainda com cinco salas de Centro Cirúrgico.

Além dos 10 novos leitos de UTI Pediátrica, são mantidos pelo governo estadual 30 unidades de Clínica Cirúrgica e 10 de UTI adulto. Estão sendo finalizadas as entregas de outras unidades para leitos de alta complexidade com recursos estaduais, sendo 10 para Ortopedia; 10 para Cirurgia Geral; 10 Clínica Médica; 10 para Patologias Obstétricas.

Até mais.

Fonte: Atribuna.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ambientalistas acusam Johnson & Johnson de usar produtos cancerígenos em xampu para bebê...

Ambientalistas norte-americanos encabeçam um boicote internacional contra a empresa Jonhson & Jonhson. O grupo denuncia a presença de duas substâncias químicas consideradas prejudiciais aos bebês nos xampus infantis da empresa vendidos nos Estados Unidos e em outros países.

As reivindicações para a remoção das substâncias causadoras de câncer -- formaldeído e 1,4-dioxano -- na composição do produto tiveram início há dois anos. Sem sucesso, o grupo agora apela aos consumidores pedindo um boicote à empresa até que ela se comprometa a fazer as devidas alterações.

Lisa Archer, diretora do Campaign for Safe Cosmetics (Campanha por Cosméticos Seguros), acredita que a Johnson & Johnson possa fazer um xampu mais seguro para os bebês, mas diz não ver nenhuma movimentação da empresa para mudar a composição do produto. "Claramente não há necessidade em expor os bebês a uma substância cancerígena. Todos merecem produtos mais seguros", disse, em comunicado.

Junto com a campanha de boicote, o grupo também divulgou nesta terça-feira (1º) o novo relatório da campanha: "Banheira do bebê ainda é tóxica". O documento foi baseado em um exame dos ingredientes do xampu Johnson's Baby em 13 países e inclui um abaixo-assinado com aproximadamente 3,5 milhões de assinaturas, incluindo a de ambientalistas, médicos e consumidores dos Estados Unidos e de outros países.

O relatório inclui ainda um termo que obriga a Jonhson & Jonhson a se comprometer publicamente a remover os produtos químicos de todos os seus produtos até 15 de novembro.

Em resposta às acusações, a Johnson & Johnson Consumo do Brasil disse, em nota, que todos os ingredientes utilizados nos produtos são seguros e aprovados pelos "órgãos reguladores de saúde nos países em que são comercializados, inclusive pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), no Brasil, e pelo FDA (Food and Drug Administration), nos Estados Unidos."

A empresa garantiu ainda que "médicos, cientistas clínicos e especialistas em toxicologia revisam regularmente os dados de segurança de todos os ingredientes utilizados nos produtos Johnson & Johnson." Também informou que, desde 2009, trabalha com a reformulação da linha para reduzir o nível de 1,4-dioxano. Mas não disse se iria responder ou atender às demandas da campanha.

Até mais.

Fonte: www.uol.com.br * Com informações da "msnbc.com".

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Porque desenvolvemos o DIABETES ? ...

O Diabetes ocorre por causa de uma série de razões, todas elas aumentam a concentração de açúcar no sangue, devido a deficiência do hormônio insulina ou uma combinação de deficiência e resistência a insulina em diversos tecidos do nosso corpo.
Quando comemos, a insulina é liberada para a circulação sanguínea, com a finalidade de " diminuir" a quantidade de açúcar no sangue, participando da incorporação das células ao açúcar para ser transformado em energia.
O desequilíbrio entre a insuficiência total ou parcial de insulina, associada ou não a resistência periférica dos tecidos a insulina, diferencia os diabetes tipo 1 e 2. Seja qual for o tipo, pode ser hereditário, ou agravados pelo "componente ambiental". A contribuição hereditária é mais ou menos constante ao longo da evolução humana em todas as sociedades, porém nos últimos 100 anos a contribuição ambiental tem sido responsável pelo aumento dramático dos casos de diabetes no mundo, como por exemplo: o ganho de peso, a falta de atividade física, e o uso de certos medicamentos. Por isso, a mudança no estilo de vida ( prática regular de atividade física e reeducação alimentar), são atores que podem mudar a severidade da doença.

Até mais.

Fonte: Livro 100 Questions and Answers About Diabetes. Michael Bryer-Ash. 2011.

sábado, 29 de outubro de 2011

Americanos querem novos números em testes de colesterol...

Grupo de especialistas publica recomendações para melhorar identificação de pessoas com risco cardíaco.
Dados seriam usados para fazer exames em pacientes com níveis de colesterol um pouco abaixo do máximo.
Especialistas americanos em colesterol publicaram recentemente um documento em que sugerem mudar os exames de colesterol, para que passem a incluir a medição de substâncias que, em geral, não constam dos testes feitos hoje.
Os médicos da Associação Nacional de Lípides dos EUA propõem detalhar o teste para detectar proteínas que são carregadas junto com as de LDL (o colesterol "ruim"), além de uma proteína que indica inflamação nas artérias.
A mudança aumentaria ainda mais a sopa de letrinhas dos testes atuais, que já confundem muita gente.
Hoje, os médicos se concentram na medição do LDL, do VLDL, dos triglicérides e do HDL. Os três primeiros são responsáveis pela formação de placas ateroscleróticas, formações que dificultam a passagem do sangue e podem causar infarto.
O HDL é o chamado colesterol bom. Ele faz uma espécie de limpeza das artérias, removendo resíduos do LDL que levam à formação da placa e estimulando a produção de óxido nítrico, substância que dá elasticidade ao vaso, facilitando sua dilatação. Isso melhora a circulação.

CLASSIFICAÇÃO
Com base nos testes atuais, além dos exames clínicos e do histórico familiar dos pacientes, os médicos estimam se a pessoa tem ou não risco de sofrer um infarto e se precisa de tratamento.
Quando os exames apontam VLDL, LDL e triglicérides acima dos números desejados e/ou HDL baixo, o médico pode recomendar mudanças na dieta, prática de exercícios, parar de fumar ou até remédios anticolesterol, as chamadas estatinas.
O problema, segundo Raul Dias Santos, diretor da unidade clínica de lipídes do InCor (Instituto do Coração), é que, em parte dos pacientes, os testes de colesterol dão um resultado que não justifica uma intervenção mas, na realidade, aquela pessoa está em risco de infarto.
"Em 20% das pessoas que infartam, a gente nem tem ideia de que isso ia acontecer. Para muitos, o primeiro sinal de doença cardíaca ainda é o infarto ou a morte."
O uso dos novos testes serviria para que o médico tivesse mais certeza ao classificar seus pacientes como de alto ou baixo risco.
Funcionaria assim: a pessoa faria a consulta e o teste comum. Se estivesse em risco intermediário, faria os novos testes. Se os números viessem acima do desejado, elas teriam de reduzir bastante o colesterol. Muitas que hoje não tomam remédio anticolesterol passariam a tomar.
Santos explica que um desses novos marcadores, o chamado Lp(a), aumenta o risco de coágulos sanguíneos.
"Essa proteína foi descrita há 40 anos, mas só ganhou força no último ano. Entidades na Europa já recomendam medir o Lp(a)."
O que ainda não se sabe é se baixar os níveis dessas proteínas ajuda a prevenir infartos, ou se elas só servem mesmo como indicador.
Essa nova proposta dos americanos não se aplica para pessoas que têm colesterol alto mesmo. Para essas, já se sabe: é preciso fazer o tratamento e baixar os números.

Até mais.

Fonte: Folha de São Paulo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Fabricantes terão de reduzir substância cancerígena em refrigerantes...

Fabricantes de refrigerantes de baixas calorias ou dietéticos cítricos vão reduzir a quantidade de benzeno (substância cancerígena) das bebidas no prazo de até cinco anos, conforme acordo fechado com Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG). As informações são da Proteste Associação de Consumidores.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com a Ambev, a Coca-Cola e a Schincariol prevê que a quantidade máxima deverá ficar em cinco microgramas por litro.

A presença do benzeno nas bebidas foi detectada em 2009 pela Proteste ao realizar exames em 24 amostras de diferentes marcas. O Termo de Ajustamento de Conduta foi assinado agora, dois após o MPF instaurar inquérito civil público para apurar o caso.

Ao analisar 24 amostras de diferentes marcas, a Associação detectou a presença do benzeno em sete delas: Fanta laranja, Fanta Laranja light, Sukita, Sukita Zero, Sprite Zero, Dolly Guaraná e Dolly Guaraná diet. Em duas das amostras – Fanta laranja light e Sukita Zero – a concentração estava acima dos limites considerados aceitáveis para a saúde humana. Foram encontrados limites aceitáveis de benzeno no Dolly guaraná tradicional e light, na Fanta laranja tradicional, Sukita tradicional e no Sprite Zero.

De acordo com o MPF, a legislação brasileira, em especial o Código de Defesa do Consumidor, estabelece que os produtos colocados à venda no mercado não poderão trazer riscos à saúde ou à segurança dos consumidores, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a fornecer as informações necessárias e adequadas a respeito.

Já que as bebidas testadas traziam ácido benzoico, era possível que algumas também tivessem benzeno, uma substância cancerígena que resulta da combinação dos ácidos benzoico e ascórbico, mais conhecido como vitamina C.Estas duas substâncias juntas, sob certas condições de exposição à luz e ao calor, podem reagir e formar o benzeno.

Como não existe um limite fixado pela Anvisa para refrigerantes, a Proteste utilizou o parâmetro de água potável que é de 5 micrograma por litro. Como a OMS e as autoridades sanitárias estrangeiras e nacionais não estabeleceram um limite de benzeno para refrigerantes e sucos, considera-se que, no mínimo, deve ser adotado o mesmo limite utilizado para a água potável. As marcas reprovadas estavam acima desse limite.

O MPF também expediu recomendação para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária realizasse os estudos necessários para determinar a concentração máxima, tolerável, da substância nos refrigerantes comercializados no país.

Enquanto isso, o MPF reuniu-se com os fabricantes para tentar uma solução amigável e definitiva, que pudesse proteger os consumidores. Desde o início, três deles, que representam quase 90% do mercado, dispuseram-se a acatar as orientações do Ministério Público.

Os fabricantes informaram que a formação do benzeno decorre de um processo químico geralmente desencadeado nos refrigerantes light/diet, já que a presença do açúcar inibe a formação da substância. Disseram ainda que “a eventual identificação de traços mínimos de benzeno em determinado produto pode se dar por razões diversas e alheias aos esforços da empresa, como, por exemplo, em decorrência da quantidade de benzeno pré-existente na água”.

Até mais.

Fonte uol.

Médicos devem falar diretamente com os pais sobre a necessidade de colocar limites no tempo de assistir TV das crianças...

Um estudo realizado na University of Bristol analisou se os estilos ou práticas dos pais foram associados aos hábitos de ver televisão (TV) das crianças. 431 díades mãe-filho (10 a 11 anos de idade) de Bristol, Reino Unido, foram incluídas.

Os hábitos de ver TV dos pais e das crianças foram auto-relatados e classificados como <2, 2-4, ou> 4 horas / dia. Crianças relataram o estilo materno (autoritário ou permissivo). A maior proporção de crianças com mães permissivas assistiam > 4 horas de TV por dia, em comparação com as crianças de mães autoritárias (P = 0,033).

A maior proporção de crianças para as quais ambos os pais demonstraram alta restrição assistiam <2 horas de TV por dia (P <0,001). O risco de assistir de 2 a 4 horas (VS <2 horas) de TV por dia foi 2,2 vezes maior para crianças de famílias de baixa restrição (P = 0,010). O risco de assistir > 4 horas (VS <2 horas) de TV por dia foi 3,3 vezes maior para crianças de famílias de baixa restrição (P = 0,013). O risco de assistir > 4 horas de TV por dia foi de 5,2 vezes maior para crianças com mães permissivas (versus autoritárias) (P = 0,010).

Segundo os autores, os clínicos devem falar diretamente com os pais sobre a necessidade de colocar limites no tempo de assistir TV das crianças e incentivar ambos os pais a reforçar as mensagens restrição. O estudo foi publicado na revista Pediatrics em setembro de 2011.

Até mais.

Fonte: Pediatrics, Volume 128, Number 3, 2011, Pages 572-578.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Rótulos delatam pegadinhas nas embalagens...

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (29) uma resolução que obriga as propagandas de alimentos que contenham quantidades elevadas de açúcar, sódio, gordura saturada ou gordura trans e de bebidas de baixo teor nutricional, como refrigerantes, venham acompanhados de mensagens alertando para os riscos à saúde em caso de consumo excessivo. O regulamento tem o objetivo de coibir práticas excessivas que levem o público a padrões de consumo incompatíveis com a saúde e que violem o direito à alimentação adequada. As empresas terão 180 dias para se adequar à resolução que estabelece que, a partir de agora, as mensagens publicitárias devem ser acompanhadas de alertas sobre os perigos do consumo excessivo de nutrientes prejudiciais. Isso significa que quando você olhar uma mensagem publicitária de um alimento, nos novos padrões, ela trará: "O (nome/marca comercial do alimento) contém muita gordura saturada e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de diabetes e doenças do coração" ou ainda: "O (nome/marca comercial do alimento) contém muito açúcar e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de obesidade e de cárie dentária". Esta medida vale também para os refrigerantes, refrescos artificiais, bebidas com cafeína e taurina ou qualquer substância que atue como estimulante no sistema nervoso.Os rótulos são os mais importantesA resolução só será válida para peças publicitárias dos alimentos, não se aplicando aos rótulos. Porém, antes de comprar qualquer alimento, verificar as informações nutricionais disponibilizadas nos rótulos alimentícios é sempre aconselhável. Só assim, você fica realmente a par não só das calorias que vai ingerir como também dos nutrientes que fazem parte do alimento escolhido. Algumas confusões na hora de lê-los, no entanto, podem atrapalhar o equilíbrio da sua alimentação. Os enganos normalmente acontecem quando você lança mão de algum produto pensando ser benéfico para um objetivo que ele não é capaz de atender. Para não correr o risco de comprar gato por lebre, o MinhaVida montou uma lista das confusões comuns na interpretação de estampas mais usadas nos alimentos. Sem gordura transDe acordo com a Anvisa, alimentos que apresentam até 0,2 gramas de gordura trans não precisam declarar a quantidade da gordura, podendo ser expressa como zero ou não contém gordura trans , explica a especialista sobre as informações comumente encontrada nos rótulos.Porém, o que você deve verificar é se, entre os ingredientes, existe gordura vegetal hidrogenada. "Quando há esse ingrediente, o alimento apresenta gordura trans, mesmo não sendo declarado", explica a nutricionista Roberta Stella. Além disso, ela lembra que, como a porcentagem de valor diário de gorduras trans não é estabelecida, os rótulos não indicam nenhum valor de consumo. O conselho da nutricionista é ter em mente que a quantidade da gordura não deve ser superior a 2 gramas diários. Sem colesterolPasseando pelas prateleiras dos supermercados, é fácil encontrar óleos de origem vegetal com a informação de que são isentos de colesterol. Segundo Roberta, dizer que os óleos vegetais são livres de colesterol, é o mesmo que dizer que a chuva é molhada, já que o colesterol só é encontrado em alimentos de origem animal. Quando o rótulo de certo produto indica que ele é livre de colesterol não necessariamente ele é melhor que outro com a mesma composição. Um óleo vegetal que estampa sem colesterol em sua embalagem não se difere de outro óleo vegetal que não apresenta este tipo de comunicação" , exemplifica. O raciocínio, lembra ela, também vale para os cremes vegetais. DietRelacionar alimentos diet com alimentos de baixas calorias é a confusão mais freqüente com esta estampa nos rótulos. A nutricionista do portal MinhaVida esclarece que os alimentos diet são aqueles que sofrem modificações na composição de nutrientes para atender uma condição específica. Produtos com restrição de carboidratos, por exemplo, atendem aos diabéticos. Aqueles com restrição de sódio são indicados aos hipertensos . Para que o alimento seja considerado diet, a quantidade de determinado nutriente deve estar presente em valores não significativos, ou ainda, nulos. Mas isso não significa que o alimento apresente, necessariamente, uma redução de calorias. Um bom exemplo é o chocolate diet, que possui a mesma quantidade de calorias da sua versão tradicional.Zero"Os produtos zero não possuem muita diferença quando comparados aos produtos diet, ou seja, há uma isenção em algum dos seus componentes nutricionais, que podem ser açúcar, sal, proteínas ou gorduras", explica a nutricionista Paula Cristina da Costa, do centro de diabetes da Unifesp. O ideal é sempre dar uma boa olhada no rótulo para descobrir a que redução ele se refere. Muitas vezes, o lançamento de um produto zero pode ser mais jogada comercial do que efetivamente uma inovação. É preciso ter muito cuidado tanto com os produtos "zero" como com os diet para não levar "gato por lebre". Esses produtos são mais eficientes para pessoas com restrições alimentares, principalmente relacionadas ao açúcar. Porém, a substituição de adoçante no lugar do açúcar pode ser prejudicial caso o consumo não seja moderado. A nutricionista explica que a sacarina e o ciclamato, tipos de adoçantes usados, contém muito sódio na composição, por isso, pessoas com problemas de hipertensão deve consumir com moderação. LightO termo light é empregado em alimentos que apresentem uma redução mínima de 25% em calorias ou em algum nutriente, comparando com sua versão original. A diferença entre os alimentos light e diet é que os primeiros não são formulados para atender uma condição específica, como é o caso dos produtos diet. Entretanto, "um alimento diet que tem uma redução mínima de 25% nas calorias também pode ser considerado light. Isso explica porque os alimentos anteriormente classificados como diet são, hoje em dia, descritos como light" , fala a nutri sobre pães e refrigerantes encontrados no mercado. Outra diferença entre light e diet é que os alimentos light costumam apresentar uma tabela comparativa com o alimento base. Na tabela, é possível descobrir em qual característica nutricional do alimento foi feita a redução. "O que deve ficar claro é que nenhum dos dois tipos de alimento (light e diet) tem sempre o valor calórico reduzido" , alerta Roberta. Ainda de acordo com ela, analisar estas diferenças nos rótulos é fundamental para que a comunicação dos alimentos não se torne uma armadilha. Fonte ou rico de vitaminas? Para atingir a quantidade diária de nutrientes recomendados, vale optar por alimentos fontes deles. Ou será que a melhor alternativa é escolher aqueles que são ricos no nutriente que você procura? Realmente existe diferença entre as duas especificações das embalagens. "Quando você lê que o produto é fonte de vitaminas e minerais, por exemplo, não significa que ele é rico em tais nutrientes" , ressalta a especialista. A explicação é: para que o alimento seja classificado como fonte, ele precisa conter, no mínimo, 7,5% do valor diário (%VD) para alimentos líquidos e 15% do valor diário para alimentos sólidos. "Agora, para serem classificados como ricos, eles precisam ter o dobro da porcentagem indicada para ser fonte. Ou seja, um valor mínimo de 15% do valor diário para líquidos e 30% para os sólidos" , ensina Roberta.

Até mais.

Fonte: MSN.minhavida.

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