quarta-feira, 12 de julho de 2017

Hormônio de crescimento

Resultado de imagem para gh
Foi realizado um estudo de coorte populacional na França com 5100 crianças com deficiência isolada de GH, crianças com baixa estatura e PIGs, e baixa estatura idiopática que iniciaram o tratamento com GH entre 1985 e 1996.
A prevalência de diabetes foi calculada e comparada com a população em geral. Com uma idade média de 30 anos, não houve diferença na prevalência de diabetes tratada (com drogas orais ou insulina), entre indivíduos tratados com GH e a população em geral, independente do sexo. 
Estes resultados são tranquilizadores, mas estudos adicionais com um acompanhamento mais longo são necessários para avaliar o risco de diabetes com a idade nestes pacientes.

Até mais.

Fonte: 

Risk of Diabetes Treated in Early Adulthood After Growth Hormone Treatment of Short Stature in Childhood

J Clin Endocrinol Metab (2017) 102 (4): 1291-1298.
 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Harmina ou "arruda da Síria"...

Em busca de novas possibilidades terapêuticas para a diabetes, pesquisadores do Mount Sinai Hospital fizeram triagem de mais de 100 mil moléculas e apenas uma se destacou como capaz de induzir reprodução das células pancreáticas produtoras de insulina: a harmina. Esta molécula primeiramente encontrada nas sementes da planta Peganum harmala ou "arruda da Síria" é também a principal molécula com efeitos farmacológicos no “cipó das almas” ou "ayahuasca".
diabetes tipo 1 e 2 afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Ambas, em última instância, resultam de uma deficiência de células beta pancreáticas produtoras de insulina. As células beta proliferam nos seres humanos durante uma breve janela temporal começando em torno do nascimento, com um pico de percentagem (aproximadamente 2%) engajados no ciclo celular do primeiro ano de vida. Na vida embrionária e após o início da infância, a replicação de células beta é mal detectável.
Considerando que a expansão das células beta parece ser uma abordagem terapêutica óbvia para a deficiência de células beta, células beta humanas adultas têm-se revelado recalcitrantes a tais esforços. Por conseguinte, permanece uma necessidade urgente de agentes terapêuticos antidiabéticos que possam induzir a regeneração e expansão de células beta humanas adultas in vivo ou ex vivo.
Neste trabalho publicado online pela revista Nature, usando uma tela de moléculas pequenas de alto rendimento (HTS), pesquisadores do Mount Sinai Hospital, em Nova Iorque, descobriram que os análogos da pequena molécula harmina funcionam como uma nova classe de compostos mitogênicos de célula beta humana. Eles também definiram a especificidade dupla da cinase-1a (DYRK1A) regulada pela tirosina como o alvo provável da harmina e os fatores nucleares da família de fatores de transcrição de linfócitos T ativados (NFAT) como prováveis mediadores da proliferação e diferenciação de células beta humanas.
Usando três diferentes ratos de laboratório e ilhotas humanas em modelos baseados in vivo, foi mostrado que a harmina é capaz de induzir a proliferação de células beta, aumentar a massa de ilhotas pancreáticas e melhorar o controle glicêmico. Estas observações sugerem que os análogos da harmina podem ter uma promessa terapêutica única para a terapia para a diabetes humana. O reforço da potência e da especificidade destes compostos nas células beta são desafios importantes para o futuro.
Até mais.
Fonte: www.news.med.br

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Detecção de Hipotireoidismo no teste do pezinho...


Com resultado utilizando um valor de corte de TSHneo de 5,0IU/mL, 50 dos 111.705 neonatos examinados foram diagnosticados com hipotireoidismo congênito (prevalência de 1:2.234 nascidos vivos). A curva ROC mostrou que o valor do TSHneo de 5,03IU/mL possuía sensibilidade de 100% e a maior especificidade relacionada (93,7%). A área abaixo da curva foi 0,9898 (p<0,0001).
Concluiu-se que a curva ROC confirmou que o valor de corte de TSHneo de 5,0IU/mL adotado pelo Programa de Triagem Neonatal de um estado brasileiro foi o mais adequado na detecção do hipotireoidismo congênito e provavelmente explica a alta prevalência constatada.

Até mais.

Fonte: http://jped.elsevier.es/pt/detecting-congenital-hypothyroidism-with-newborn/articulo/S2255553617300010/

Pais mais participativos podem ajudar a reduzir o risco de obesidade infantil...

A crescente participação do pai na criação dos filhos está relacionada com uma menor probabilidade de que estas crianças se tornem obesas aos quatro anos de idade, sugerem novos dados.
A Dra. Michelle S. Wong, médica e doutoranda do Departament of Health Policy and Management na Johns Hopkins School of Public Health, em Baltimore, Maryland, e colaboradores, analisaram esta correlação usando dados do Early Childhood Longitudinal Study-Birth Cohort .
Este estudo de coorte acompanhou um grupo representativo nacional com cerca de 10.700 crianças nascidas em 2001 nos Estados Unidos até o segundo ano do ensino fundamental.
De acordo com os pesquisadores, quando o pai ajudou mais frequentemente com tarefas como vestir, escovar os dentes e dar banho, os filhos tiveram uma probabilidade 33% menor de se tornarem obesos entre dois e quatro anos de idade (odds ratio = 0,67; P < 0,05).
E o aumento de um nível na frequência com que os pais levaram os filhos para caminhar ou brincar ao ar livre foi associado a uma diminuição de 30% na obesidade (odds ratio = 0,70).
Os resultados foram publicados on-line em 21 de junho, no periódico Obesity.

Maior envolvimento paterno pode ser benéfico para a saúde infantil

Todos os pais viviam em casa com os filhos, em famílias formadas por dois pais heterossexuais, mas não eram os cuidadores primários. Os pais do estudo trabalhavam em média 46 horas por semana, e as mães, em média, 18 horas por semana.
Os pesquisadores ressaltam que as intervenções contra a obesidade tipicamente têm como alvo as mães, e esses novos achados sugerem que o maior envolvimento do pai na puericultura possa beneficiar ainda mais a criança.
Por exemplo, "os pais disseram se sentir negligenciados durante as consultas dos filhos com o pediatra", escrevem os autores.
E direcionar apenas às mães as ações de culinária saudável ​​pode contribuir para o menor conhecimento dos pais sobre opções saudáveis de alimentos e de estilo de vida .
"Em comparação às mães, os pais podem preparar refeições menos nutritivas e ser complacentes com petiscos, ou com um tempo mais longo diante de uma tela ao cuidarem dos filhos", dizem a Dra. Michelle e colaboradores.

No entanto, mesmo quando os pais tiveram um papel aumentado na tomada de decisões, tais como na escolha de alimentos, este aumento não teve efeito sobre a probabilidade de obesidade.
Os pesquisadores dizem que estudos adicionais sobre o quanto cada pai está envolvido, e a natureza do envolvimento, podem esclarecer como as intervenções podem ser mais benéficas.
Pesquisas anteriores observaram que o envolvimento do pai na criação dos filhos aumentou três vezes entre 1965 e 2011.
"Há evidências crescentes da importância do envolvimento do pai na criação dos filhos, em outras áreas do desenvolvimento infantil, e nosso estudo sugere que também possa haver benefícios para a saúde da criança", disse a Dra. Michelle em um comunicado à imprensa.
Uma das limitações do estudo é a de que o envolvimento na criação e a influência na tomada de decisões foram informados pelos próprios pais, e não houve validação externa. Além disso, o estudo abrangeu apenas casais com os dois pais, portanto, permanece incerto se os resultados seriam iguais em famílias com apenas um pai ou uma mãe.
Este trabalho foi financiado pela Agency for Healthcare and Quality e pelo National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases dos National Institutes of Health.

Até mais.

Fonte: Pais mais participativos podem ajudar a reduzir o risco de obesidade infantil - Medscape - 7 de julho de 2017.

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