sexta-feira, 26 de junho de 2015

Vírus que ataca crianças de até 5 anos é descoberto em Manaus...

Um estudo de autoria dos pesquisadores Patrícia Orlandi, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), e Tung Gia Phan, da Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA), é responsável pela descoberta de um novo tipo de vírus que afeta crianças de até cinco anos. O vírus causa diarreia e paralisia flácida temporária nos membros inferiores, além de poder resultar em encefalite e levar à morte.
A descoberta foi feita a partir da análise molecular das fezes de crianças com diarreia atendidas em prontos-socorros de Manaus. O Gemycircularvirus, gênero de vírus que causa os sintomas relatados, foi encontrado pela primeira vez no Brasil. A descoberta foi publicada em artigo de abril deste ano, na revista Virology, disponível para acesso público.
“A paralisia nos membros inferiores, ou seja, nas pernas, não é simplesmente a fraqueza que dá após longos períodos diarreicos, é uma paralisia total, com impossibilidade de andar por até duas semanas”, disse a pesquisadora da Fiocruz.
Segundo Orlandi, de 2007 a 2009, pesquisadores da Fiocruz Amazônia coletaram 1,5 mil amostras de fezes de crianças com diarreia atendidas no Hospital e Pronto Socorro João Lúcio e na Policlínica da Codajás (PAM Codajás), em Manaus, para analisar os tipos de vírus e bactérias mais acometem crianças manauaras de até 10 anos.
O estudo recebeu incentivo financeiro do governo do Estado, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no âmbito do Programa de Pesquisa para o Sistema Único de Saúde (PPSUS).
Até mais.
Fonte: Univadis.

Vacina contra Chikungunya...

Até agora não está disponível nenhuma vacina contra a febre Chikungunya (CHIKV). Mas pesquisadores do Instituto alemão Paul Ehrlich (Paul Ehrlich Institute, PEI) estão agora um passo mais próximos de desenvolver a vacina. Experimentalmente foram recombinados segmentos da proteína E2 de superfície do vírus, criando assim proteínas artificiais. Com o então criado domínio “sAB”, os cientistas tiveram como criar com sucesso um efeito protetor contra o vírus Chikungunya em um modelo animal. De acordo com os pesquisadores, o fragmento de proteína poderia dessa forma apresentar a base para a vacina contra a Chikungunya. Os resultados foram publicados na revista “PLOS Neglected Tropical Diseases”.
Para o desenvolvimento de uma vacina eficaz, é fundamental identificar uma estrutura adequada de antígeno do vírus, que criará uma resposta imunológica eficaz em humanos. Abordagens anteriores usaram toda a proteína E2 de superfície como base para a vacina, parcialmente em combinação com outras proteínas de vírus. No entanto, essas proteínas têm uma estrutura relativamente grande, o que tornaria difícil a produção comercial da vacina.
Os pesquisadores do PEI questionaram se os segmentos de E2, que são menores, mais específicos e menos complexos para produzir, bastariam para estimular uma resposta imunológica de proteção. Em termos da estrutura tridimensional da proteína, foram escolhidas áreas diferentes de superfície expostas e combinadas para criar vários fragmentos de proteína artificiais.
Em seguida, camundongos foram imunizados com esses fragmentos de proteína e, mais tarde, o sangue dos animais foi examinado quanto a anticorpos neutralizantes. O fragmento sAB se provou o mais eficaz para induzir anticorpos neutralizantes. Esse fragmento foi usado para imunizar camundongos que eram depois infectados com o vírus Chikungunya do tipo selvagem. Comparados aos animais não vacinados, os camundongos tratados demonstraram consideravelmente menos RNA do vírus no sangue. “Nosso trabalho de pesquisa mostra que fragmentos únicos e artificialmente compostos da proteína de superfície do vírus Chikungunya podem bastar para induzir uma resposta imunológica parcialmente protetora. Consideramos promissora a abordagem da nossa vacina para futuro desenvolvimento”, disse a líder do estudo, Barbara Schnierle.
Até mais.
Fonte: Univadis.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Folato e vitamina B12 são importantes para o ganho de peso em crianças...

O folato e vitamina B-12 são importantes para o crescimento. Muitas crianças em países de baixa e média renda têm uma ingestão inadequada desses nutrientes.
Pesquisadores realizaram um estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo, em 1000 crianças do norte da Índia, entre os 6-35 meses de idade, proporcionando o dobro da dose diária recomendada de ácido fólico e / ou vitamina B-12, ou placebo, diariamente por 6 meses. Foi medido o efeito de administrar ácido fólico,  vitamina B-12, ou a combinação de ambos sobre o crescimento linear e ponderal. Também foram identificados preditores para o crescimento em modelos de regressão múltipla e modificadores de efeito linear para o efeito de suplementação do ácido fólico ou vitamina B-12 sobre o crescimento.
Verificou-se que o efeito global de cada uma das vitaminas era significativo apenas para peso; crianças que receberam vitamina B-12 aumentaram o seu peso para a idade média de escores z de 0,07 (intervalo de confiança de 95%: 0,01-0,13).  Os pesquisadores puderam concluir que uma dieta pobre em vitamina B-12 contribui para o crescimento inadequado. Os investigadores recomendaram estudos com doses maiores e maior tempo de seguimento para confirmar estes achados.

Até mais.

Fonte: 

PEDIATRICS Vol. 135 No. 4 April 1, 2015. pp. e918 -e926

domingo, 21 de junho de 2015

Efeito do tratamento intensivo do diabetes sobre a albuminúria no diabetes tipo 1: seguimento de longo prazo dos estudos Controle e Complicações do Diabetes e Epidemiologia das Intervenções e Complicações do Diabetes...

Tratamento intensivo do diabetes reduz o risco de desenvolvimento de albuminúria em indivíduos com diabetes tipo 1. 
Os efeitos sobre o curso clínico da doença renal de longo prazo ainda precisa ser definido.
O objetivo desse estudo, publicado no The Lancet. Diabetes & Endocrinology, foi comparar os efeitos de longo prazo do tratamento intensivo com o tratamento convencional sobre a incidência de albuminúria.
Avaliou-se o efeito do tratamento intensivo do diabetes na albuminúria durante 18 anos. Durante o estudo Controle e Complicações do Diabetes (DCCT, 1983-1993), 1.441 participantes com diabetes tipo 1 foram divididos aleatoriamente em grupos para receber tratamento intensivo (com o objetivo de alcançar níveis de glicemia próximos da faixa de não-diabético, dentro dos limites de segurança) ou tratamento convencional (cujo o objetivo foi prevenir sintomas de hiperglicemia e hipoglicemia). No final do DCCT, todos os participantes foram orientados quanto ao tratamento intensivo, e foram convidados a participar do Estudo Observacional da Epidemiologia das Intervenções e Complicações do Diabetes(EDIC). A HbA1c média durante o estudo EDIC foi semelhante nos dois grupos de pacientes que diferiram quanto ao tratamento no DCCT. A taxa de excreção de albumina foi medida a cada dois anos durante o estudo EDIC. Microalbuminúria foi definida como uma taxa de excreção de albumina de pelo menos 30 mg em 24 h em duas visitas consecutivas, e macroalbuminúria, como uma taxa de excreção de albumina de 300 mg (ou mais ) por dia. Estimou-se o ritmo de filtração glomerular a partir de medidas anuais de creatinina sérica em todo o estudo DCCT e EDIC.
Durante os anos 1-18 do estudo EDIC, observaram-se 191 novos casos de microalbuminúria (71 no grupo que recebeu tratamento intensivo durante o DCCT e 120 no grupo que recebeu o tratamento convencional; redução de risco: 45%, IC 95%: 26-59) e 117 novos casos de macroalbuminúria (31 no intensivo, 86 no convencional; 61%, 41-74). No ano 17-18 do EDIC, a prevalência da taxa de excreção de albumina de 30 mg (ou mais) por 24 horas foi de 18,4% em participantes designados para tratamento intensivo durante o DCCT, contra 24,9% nos participantes submetidos ao tratamento convencional (p = 0,02). Durante os anos 1-18 do EDIC, registraram-se 84 casos de ritmo de filtração glomerular sustentado estimado inferior a 60 mL/min por 1,73m2 (31 no intensivo, 53 no convencional; redução do risco: 44%, IC 95%: 12-64).
Os pesquisadores concluíram que, em indivíduos com diabetes tipo 1, o tratamento intensivo do diabetes alcança benefícios renais duráveis, ​​que persistem por pelo menos 18 anos após a sua aplicação. Em última análise, esses benefícios devem resultar em um menor número de pacientes que necessitará de terapia substituição renal.

Até mais.

Fonte: 
Autores: de Boer IH, Sun W, Gao X, Cleary PA, Lachin JM, Molitch ME, Steffes MW, Zinman B; for the DCCT/EDIC research group.

O aleitamento materno é proteção ao risco de diabetes em adultos jovens: um estudo longitudinal...

O objetivo deste estudo, publicado na Acta Diabetologica, foi avaliar se qualquer tipo de amamentação ou se um certo tempo de aleitamento materno é fator protetor contra o desenvolvimento de diabetes na vida adulta.
No estudo foram seguidos uma sub-amostra de 3.595 descendentes nascidos no Hospital Mater em Brisbane, Austrália, entre 1981 e 1983 e para quem o médico diagnosticou diabetes auto-referido na idade de 21 anos e a mãe relatou duração do aleitamento materno aos 6 meses de seguimento pós-natal.
Os pesquisadores concluíram que os achados do estudo sugerem que os bebês que são amamentados por mais de quatro meses possuem um efeito protetor significativo contra o desenvolvimento de diabetes na idade adulta jovem, que é independente do IMC atual. Promover a amamentação por um período mínimo de 4 meses pode ser uma estratégia útil para a prevenção de diabetes em adultos jovens.

Autores: Mamun AA, O'Callaghan MJ, Williams GM, Najman JM, Callaway L, McIntyre HD.

Até mais.

terça-feira, 9 de junho de 2015

75 milhões de crianças podem ter obesidade infantil até 2025, diz pesquisa...

Pesquisas têm demonstrado cada vez mais que a obesidade infantil está crescendo nessa fase da vida e que o problema pode resultar em sérios riscos à saúde, impactando até mesmo no desempenho escolar. Para você ter uma ideia, uma em cada três crianças sofre com a doença no Brasil. Uma reeducação alimentar, aliada à prática de exercícios físicos regulares, por exemplo, é o começo para a perda de peso e um estilo de vida mais saudável.

De acordo com um estudo, aproximadamente 30% da garotada com 10 anos têm obesidade ou apresenta sobrepeso. Um outro levantamento mostra que as crianças e adolescentes cariocas estão mais obesas do que as paulistanas. 
Por sua vez, há pesquisas que apontam a possibilidade da obesidade infantil atingir 75 milhões de crianças até 2025, sem contar que a doença pode desencadear ainda outros problemas de saúde, como déficit de atenção e o risco de câncer no intestino.

Como você vê, são muitas as razões para pais e mães se preocuparem com a saúde dos seus filhos obesos. Além disso, é fundamental compreender a necessidade de se ter uma alimentação saudável começando dentro de casa e quando os filhos ainda são bem pequenos.
Até mais.

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