domingo, 9 de fevereiro de 2014

Alerta de SARAMPO em Fortaleza - CE ...

O Brasil enfrenta atualmente um surto de sarampo em Fortaleza, que teve início em dezembro de 2013. Dados recentes contabilizam 11 casos confirmados e 29 fortemente suspeitos (que aguardam confirmação).
O caso índice foi provavelmente importado da Europa (genótipo D8). Os menores de 12 meses representam cerca de 70% dos casos, o que motivou a decisão de uma campanha para vacinar todas as crianças entre 6 meses e 5 anos nascidas em Fortaleza e nas cidades da região metropolitana.
No período de janeiro a dezembro de 2013 (Semana Epidemiológica 52), o Brasil registrou 172 casos de sarampo,número maior que aquele notificado no último surto em território nacional no ano de 2011, quando 42 casos foram confirmados e em 2012, quando apenas 2 casos foram confirmados. Os casos se distribuíram nos seguintes estados: São Paulo(05), Minas Gerais (02), Santa Catarina (01), Distrito Federal (01), Pernambuco(153) e Paraíba (09). Em relação ao genótipo viral, foram identificados o D8 (casosem SP, PE, PB, SC, MG), o D4 (1 caso em SP) e o B3 (1 caso em DF).
Como existe a preocupação da disseminação dos casos no país, é de fundamental importância que os pediatras fiquem alertas para esse diagnóstico. Os casos suspeitos devem ser imediatamente notificados e investigados com coleta de sorologia.Cada profissional deve verificar as orientações para atendimento dos pacientes e encaminhamento de amostras clínicas em seu município/estado.
 
Definição de caso suspeito de sarampo(Guia de Vigilância Epidemiológica/ 7ª ed., MS, 2010, disponível no link: http://bit.ly/1aKCBeJ)
 
“Todo paciente que, independente da idade e da situação vacinal, apresentar febre e exantema maculopapular, acompanhados de um ou mais dos seguintes sinais e sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite; ou todo indivíduo suspeito com história de viagem ao exterior nos últimos 30 dias ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou ao exterior.”
O sarampo é altamente transmissível, pode ter apresentação grave e cursar com complicações sérias, como pneumonia e encefalite e pode potencialmente ter evolução fatal. Após exposição a um caso de sarampo praticamente todos os indivíduos suscetíveis adquirem a doença. O vírus pode ser transmitido 5 dias antes a 5 dias após a erupção cutânea.
A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba.

Até mais.

Fonte:
Departamento Científico de Infectologia
Sociedade Brasileira de Pediatria

Açúcar ou gordura: médicos gêmeos testam eficácia de dietas...

Chris e Alexander Van Tulleken | Foto: Joanna Barwick / BBC
Para comparar a eficácia de duas das principais dietas da moda, os irmãos gêmeos britânicos Alexander e Chris Van Tulleken – que também são médicos - decidiram viver na pele as provações e os desafios de cardápios extremamente restritivos.
 
Com o acompanhamento de uma nutricionista, Alexander cortou totalmente os carboidratos (pães, massas, cereais, etc.), enquanto Chris ingeriu uma quantidade mínima de gordura (frituras) durante um mês. Ambos podiam comer quanto quisessem, desde que seguissem à risca as limitações impostas.
Eles também mantiveram uma rotina semelhante de exercícios físicos.
O objetivo dos irmãos consistia em alcançar um resultado o mais verossímil possível dos efeitos positivos e negativos das dietas, uma vez que eliminariam, por serem gêmeos, qualquer influência genética sobre seus organismos. Eles também queriam entender qual delas seria mais eficiente.
A experiência da dupla, de 35 anos, foi tema do documentário Sugar v Fat ("Açúcar vs Gordura", em tradução livre) produzido pelo canal BBC 2.
O resultado surpreendeu: Alexander perdeu cerca de cinco quilos, enquanto Chris, que se limitou a ingerir alimentos com menos de 2% de gordura, perdeu um pouco menos.
Por outro lado, apesar de o ponteiro da balança cair, os dois relataram os efeitos devastadores de ambos os regimes.
Alexander, que se alimentou basicamente de carnes, peixes, ovos e queijos, afirmou se cansar muito mais rapidamente, além de ter perdido o fôlego nas atividades físicas.
Já seu irmão Chris, que cortou as gorduras, relatou que nunca se sentia satisfeito e que, frequentemente, se via beliscando petiscos.
Em linhas gerais, Chris teve um desempenho melhor do que Alexander, que demonstrou um cansaço ininterrupto e frequentes dores de cabeça.
Isso ficou patente em uma competição promovida entre os dois irmãos para ver quem ganhava dinheiro mais rápido em um simulador de ações da bolsa.
Ambos começaram com 100 mil de dinheiro virtual. Em uma hora, Chris ganhou quase o triplo de Alexander.
A mesma performance se repetiu durante os treinos físicos, que envolveram desde alongamentos a sessões exaustivas de spinning. Chris voltou a ter um desempenho consideravelmente superior ao de Alexander.
Apesar de perder mais peso, Alexander conta que tudo foi mais difícil para ele.
Os exames de sangue feitos ao final da experiência também refletiram os prejuízos de ambas as dietas para os indivíduos.
O de Alexander, que cortou os carboidratos, revelou que parte da energia de que ele necessitava diariamente vinha exclusivamente das proteínas não só das refeições quanto também dos músculos, uma dos motivos que explicaria o seu cansaço endêmico.
O exame de Chris, que perdeu menos peso, mostrou um aumento do nível de açúcar, o que, a longo prazo, poderia gerar problemas de saúde.

Moda

Recentemente, milhares de pessoas que sonham com corpos 'sarados' vêm testando dietas que preveem consumo zero de carboidratos.
A corrente de médicos que defende esse tipo de regime afirma que seu segredo está na chamada "síndrome metabólica".
O pensamento segue uma lógica simples: carboidratos elevam o nível de açúcar no sangue, estimulando o corpo a produzir mais insulina, hormônio produzido no pâncreas e responsável por "quebrar" as moléculas de açúcar.
Porém a substância também tem outro efeito: ela funciona como um gatilho para o corpo converter o açúcar em gordura e estocá-la. Essa gordura é mais difícil de perder, pois o organismo entende que só deve consumi-la em situações limite de insuficiência energética.
O que os médicos chamam de "síndrome metabólica", por sua vez, é essa combinação de obesidade abdominal, pressão alta e altas taxas de colesterol e gorduras no sangue. Isso faz com que o indivíduo tenha maior tendência a desenvolver diabetes do tipo 2, doenças cardiovasculares, câncer e outros.
Por essa teoria, as calorias dos carboidratos seriam "piores" do que as calorias das gorduras. Em tese, elas facilitariam o ganho de peso e aumentariam as chances de paradas cardíacas.
Para esses cientistas, o segredo para a solução da epidemia de obesidade global seria, portanto, reduzir a ingestão de açúcar.
"Essa hipótese, de que a chave para o sobrepeso é o nível de insulina elevado, causado principalmente pelo consumo de carboidratos, descarta a ideia mais básica do por que engordamos: se você ingerir mais calorias do que consegue gastar, vai engordar", contesta Alexander.

Conclusão

Chris e Alexander Van Tulleken | Crédito: Joanna Barwick / BBC
Ganho de peso está ligado à combinação de gordura e açúcar, dizem gêmeos
Ao final do experimento, os médicos gêmeos concluíram que o ganho de peso não está ligado exclusivamente ao consumo de gordura ou ao de açúcar (carboidratos).
O problema, na prática, é a combinação desses dois elementos, dizem eles.
Segundo estudos consultados por Alexander e Chris, a associação de gordura e açúcar - como achocolatados, sorvete ou batatas-fritas, por exemplo - têm um efeito semelhante ao da cocaína no corpo humano.
A chave para entender por que essa combinação é tão perigosa está numa substância chamada dopamina, um neurotransmissor que controla a sensação de recompensa do cérebro.
Uma ingestão de carboidratos e gorduras eleva a dopamina, afetando o funcionamento do organismo.
Segundo Alexander e Chris, a dica é: evite, ao máximo, as comidas processadas, que funcionam como uma "bomba viciante" e cujos efeitos para o corpo são devastadores.
 
Até mais,
 
Fonte: BBC Brasil

 
 


Médicos cubanos vivem de cesta básica e recebem "vale coxinha"...

Reportagem Jornal Atribuna (09/02/2014):

 

Cubanos do programa federal Mais Médicos, responsáveis pelo atendimento em unidades básicas de saúde nas periferias de grandes cidades e no interior do País, têm trabalhado sem receber o dinheiro da ajuda de custo prometido pelas prefeituras. Para driblar o atraso, eles improvisam repúblicas, vivem de cestas básicas, recebem "vale-coxinha" e pagam, do próprio bolso, a passagem de ônibus para fazer visitas do Programa Saúde da Família (PSF).

Embora o Ministério da Saúde pague as bolsas, cabe às prefeituras arcar com os custos de moradia, alimentação e transporte. A cláusula é uma exigência do governo federal para a participação no programa.

"Em Cuba, disseram que teríamos facilidades que não estamos encontrando aqui. Prometeram, por exemplo, que haveria um carro nas unidades para levar para as visitas domiciliares, mas isso não existe. Temos de pegar ônibus e pagamos a passagem", diz uma médica cubana que atende em uma UBS da capital paulista.
Os médicos têm despesa extra de pelo menos R$ 24 com as tarifas. "Parece pouco, mas faz diferença porque recebemos só US$ 400, e o custo de vida aqui é alto", afirma. A bolsa em torno de R$ 900 ante a de R$ 10 mil paga a profissionais de outras nacionalidades, foi um dos motivos apresentados por Ramona Matos Rodríguez, de 51 anos, para abandonar o programa, no Pará, na semana passada.

Os médicos reclamam também do vale-refeição. "São R$ 180 por mês dá R$ 8 por dia de trabalho. Onde você almoça em São Paulo com esse dinheiro?", pergunta um médico trazido por meio do convênio entre a Organização Pan-americana de Saúde (Opas), o governo federal e o governo cubano, que fica com a maior parte da bolsa.

Nenhum cubano ouvido na capital quis ter seu nome divulgado com medo de represálias. Eles receberam um comunicado oficial da Secretaria Municipal da Saúde que os proíbe de conceder entrevista sem autorização.

 
Até mais.

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