terça-feira, 29 de março de 2011

Butantan transforma dentes de leite em células 'embrionárias'...

O Instituto Butantan, órgão da Secretaria de Estado da Saúde, desenvolveu uma técnica que reprograma células extraídas de dente de leite, tornando-as capazes de criar qualquer célula e tecido.

A técnica abre caminho para revolucionárias descobertas científicas, podendo ser usadas no desenvolvimento de novos tratamentos para doenças motoras, imunológicas, de regeneração de ossos e nervos, na reconstrução de células dos músculos, cartilagem e outros tecidos, e enfermidades psiquiátricas.

A pesquisa demonstrou que as células-tronco adultas da polpa de dente de leite podem reduzir a um estágio pluripotente induzido (iPS em inglês). Essas células demonstraram ter a mesma versatilidade de células-tronco embrionárias, retiradas de embriões de poucos dias.

“É como se conseguíssemos pegar uma célula de uma flor e a transformássemos novamente em muda, capaz de originar qualquer parte da flor. Com a descoberta nos igualamos a países desenvolvidos que trabalham com pesquisas de ponta”, explica Irina Kerkis, do laboratório de genética do Butantan. Antes, entre os países desenvolvidos, somente a China desenvolvia pesquisas de ponta nesta área.

Outro benéficios da técnica é que ela não é invasiva, além de ser mais rápida e barata que outros métodos. Muitos pesquisadores estudam as iPS em células da pele, que podem causam mutações, transformando-se em tumores devido à exposição ao sol e outras contaminações. Além disso, é necessária uma biópsia para retirá-las.

Até mais.

Vacina contra Gripe em Abril/11...

A campanha de vacinação contra o vírus influenza, causador da gripe, também irá proteger, neste ano, os paulistas contra o vírus A H1N1. A dose trivalente (dois tipos de vírus A e um B) será oferecida pela Secretaria de Estado da Saúde a cerca de 7 milhões de paulistas a partir do dia 25 de abril.

Diferentemente dos anos anteriores, não serão apenas os idosos, indígenas e profissionais de saúde os convocados para receber a vacina contra a gripe. Além deles, serão vacinadas gestantes e crianças com idade entre seis meses e dois anos.

Por conta da pandemia de H1N1 registrada em 2009, a vacinação contra a doença aconteceu separadamente em 2010, com cerca de 20,5 milhões de pessoas sendo imunizadas no Estado de São Paulo. O número de casos de Doença Respiratória Aguda Grave caiu de 12.002, no ano da pandemia, para 578 em 2010.

“Com a pandemia controlada, a unificação das vacinas deixa mais organizada e fácil a realização da campanha. Queremos poder contar com a adesão dos paulistas, o que vem acontecendo nos últimos anos, para que o índice de cobertura continue alto”, afirma a diretora de imunização da Secretaria, Helena Sato.

A campanha, realizada em parceria com o Ministério da Saúde e com as prefeituras, está marcada para o dia 25 de abril e segue até o dia 13 de maio. No dia 30 de abril, um sábado, haverá o chamado “Dia D” da campanha. A vacina é segura e não há risco de a pessoa imunizada contrair

Até mais.

sábado, 26 de março de 2011

Novo telefone...

Telefone, hoje em dia, é jogo duro. Chuvas e falta de manutenção na atual rede de fios telefônicos acabam causando transtornos para quem usa o telefone para fins comerciais. Baseado nisso estou deixando 2 números de telefone do meu consultório a disposição para marcação de consultas.
São eles: 13- 32883400 e 13- 33011088 (Horários: 09:00 as 12:00hs e das 18:00 as 20:30hs).

Até mais.

terça-feira, 22 de março de 2011

Vacinas contra gripe - 2011...

Ministério da Saúde: gestantes, crianças menores de dois anos e trabalhadores de saúde serão vacinados a partir deste ano contra gripe
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira (17) a ampliação da população coberta pela Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza do Sistema Único de Saúde. A partir deste ano, além de idosos e populações indígenas, atendidos desde 1999, serão imunizadas crianças entre seis meses e dois anos, gestantes e profissionais da saúde. A vacina1 a ser distribuída protege contra os três principais vírus2 que circulam no hemisfério sul, dentre eles o da influenza A (H1N1).
A 13ª Campanha Nacional de Vacinação acontecerá no período de 25 de abril a 13 de maio em 65 mil postos em todo o país. No sábado seguinte ao início da campanha, 30 de abril, ocorrerá o Dia de Mobilização Nacional para estimular a ida da população aos pontos de imunização.
As complicações da influenza (pneumonias bacterianas ou agravamento de doenças crônicas já existentes, como diabetes4 e hipertensão5) são mais comuns nesses grupos: idosos e crianças com idade entre seis meses e dois anos, além das gestantes, que também são muito vulneráveis. Neste caso, a principal forma de prevenção é a vacinação. A meta do Ministério da Saúde, estados e municípios é vacinar 80% da população alvo, cerca de 23,8 milhões de pessoas.
“A vacina1 é segura para todos. Não oferece risco algum. A maioria das reações adversas é leve, como dor e sensibilidade no local da injeção6. Somente quem tem alergia7 a ovo não pode tomar a vacina”, garantiu o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. O secretário também esclareceu uma dúvida comum na população: “É impossível pegar gripe8 pela vacina1, como algumas pessoas costumam afirmar. O vírus2 usado nesta vacina1 é inativado”.
Até mais.

Fonte: Ministério da Saúde.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ervas (Riscos e benefícios)...


Até mais.

Hoje é Dia da Síndrome de Down (e de derrubar preconceitos)

Hoje é Dia da Síndrome de Down (e de derrubar preconceitos)

Pessoas com Síndrome de Down têm os mesmos direitos que as pessoas “comuns” e podem ter uma vida feliz e produtiva. Apesar disso, acabamos tratando-os como um problema a ser eliminado. Uma coisa é defender o direito ao aborto por não desejar uma gravidez, o que sou a favor. Outra, eticamente questionável, é abortar porque o filho não era bem o que se esperava – o que vem sendo sugerido por alguns médicos quando a Síndrome é detectada na gestação. A isso, aliás, dá-se o nome de eugenia. Hoje, limam-se os “diferentes”. Amanhã, quem não tiver olho azul e DNA de sueco não terá chance?

Para lembrar o Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado nesta segunda (21), e nos lembrar de que a felicidade está muito além padrão de família vendido em comercial de margarina, pedi para o jornalista Renato de Souza escrever um texto exclusivo sobre o tema para este blog. Ele é pai de uma criança que nasceu com a Síndrome:

***************

No dia 21 de março, comemora-se o dia Internacional da Síndrome de Down. Mais uma oportunidade para políticos e gestores de saúde pública se promoverem em solenidades oficiais de homenagem às pessoas com deficiência. Muitas promessas vazias e discursos sem conteúdo serão proferidos, e no dia seguinte tudo seguirá como dantes.

Porque a política de inclusão das pessoas com Síndrome de Down – no Brasil e no mundo – sofre de um mal de origem: o feroz preconceito – profundo, milenar e disseminado – contra pessoas com deficiência intelectual. A elas não é devido respeito, mas condescendência. Não são aceitas, mas toleradas. Não atraem amor, mas piedade. Em resumo: não são realmente humanas, “gente como a gente”. E são, portanto, descartáveis…

Ainda que a Síndrome de Down fosse uma doença, o método de combatê-la é perverso. Quem imaginaria uma política concertada de detecção e eliminação de embriões que venham a desenvolver, depois de nascidos, diabetes, hipertensão ou calvície? Absurdo? Pois essa política existe para detectar eliminar pessoas com síndrome de Down. Nos países desenvolvidos, uma vez detectada a síndrome de Down em um exame pré-natal, geralmente a mãe recebe a recomendação de abortar. No Brasil, onde o aborto é proibido, o mesmo procedimento é seguido pelas mães ricas, que podem pagar médicos particulares.

Mas será que ela é uma doença? O que significa hoje ter Síndrome de Down? Ela resulta de uma alteração genética. As pessoas “comuns” têm 46 cromossomos, ordenados em pares de 1 a 23. Quem a tem, possui 47 cromossomos. Esse cromossomo a mais produz alterações fisiológicas e morfológicas que influem na coordenação motora e capacidade de aprendizado. Pesquisas recentes sinalizam ser possível desenvolver medicamentos que reduzam o efeito desse material genético excedente, melhorando o desenvolvimento das pessoas com Síndrome de Down. Lamentavelmente, poucos recursos são destinados a tais estudos, pois o aborto parece uma solução mais simples.

Apesar da falta de investimentos em pesquisa médica, ocorreu uma dramática melhora na qualidade de vida das pessoas com a síndrome. A expectativa de vida de um adulto de hoje é de 60 anos, o dobro do que era há 30 anos – e deve continuar crescendo. Em função do imenso progresso nas terapias de apoio, grande parte das pessoas com essa condição tem ingressado no mercado de trabalho, e uns poucos têm mesmo cursado o nível superior.

E mesmo que nada disso estivesse acontecendo, cabe perguntar se o valor de cada um é medido pelo seu sucesso profissional. É essa a medida de humanidade? Pessoas com síndrome de Down são tão capazes de alegria, tristeza, amor, raiva, angústia e tédio como todos nós.

A prática de abortar sistematicamente embriões com Síndrome de Down é uma ameaça à inclusão. Para que existam serviços públicos a disposição de um determinado grupo de pessoas, é preciso que a demanda seja significativa. Ademais, os abortos em massa são um sintoma de que pessoas com Síndrome de Down não são bem-vindas em nosso mundo e um prenúncio da hostilidade que enfrentarão em espaços públicos, como a escola e o trabalho. O número cada vez menor de pessoas com a síndrome só contribui para aumentar o estigma dessa condição.

Nos países ocidentais do chamado Norte, tão orgulhosos de sua tradição humanista, essa é uma verdade inconveniente. As iniciativas de inclusão social convivem com uma política quase-oficial de aborto de embriões com alterações genéticas. Recentemente, a ministra da Saúde de certo país anglófono defendeu a expansão dos testes pré-natais para “prevenir a Síndrome de Down”. No ano passado, as autoridades de outro país de reputação humanista negaram visto de turista a um adolescente brasileiro com a síndrome, alegando que este haveria de fixar residência ali, o que pressionaria os custos dos serviços de saúde pública locais.

Não cabe aqui discutir o mérito do direito ao aborto, muito menos defender sua proibição que, de resto, já existe no Brasil. Interessa enfatizar a importância da difusão de dados corretos e atuais sobre o que é ter Síndrome de Down. Tais informações não são disponibilizadas pelos médicos que travam o primeiro contato com gestantes de crianças com essa condição. Muitos dos que optam pelo aborto de um feto com a Síndrome mudariam de opinião se soubessem como é, hoje, ter um filho com ela. Seriam informados de que são crianças que demandam mais trabalho e dedicação, mas que são capazes de se inserir em nosso mundo e dar muito amor.

Mais crianças com Síndrome de Down nos espaços públicos não são um ônus para a sociedade – como querem certas mentes iluminadas – mas um ganho. São lições de cidadania, solidariedade e respeito pela diferença. Essas pessoas, com o apoio necessário, têm muito a contribuir.


Até mais.


Fonte: Blog do Sakamoto.

Medicina preventiva...

Reportagem de 20/3/11 publicada na FOLHA DE SÃO PAULO, diz que especialista americano é contra a realização de exames preventivos e que muitos não tem sua indicação por não ajudarem o paciente no futuro.

Leia matéria abaixo:

Doenças devem ser detectadas o quanto antes, para que haja sucesso no tratamento, certo?

Não, segundo o médico americano H. Gilbert Welch. O especialista em clínica médica é autor de "Overdiagnosed", recém-lançado nos Estados Unidos.

No livro, Welch, pesquisador da Universidade Dartmouth, afirma que a epidemia de exames preventivos, ou "screening", como são chamados nos EUA, coloca a população em perigo mais do que salva vidas.

Citando pesquisas, ele mostra evidências de que muita gente está recebendo "sobrediagnóstico": são tratadas por doenças que nunca chegariam a incomodá-las, mas que são detectadas nos testes preventivos.

"O jeito mais rápido de ter câncer? Fazendo exame para detectar câncer, disse ele àFolha*, por telefone.

Folha - Como exames preventivos podem fazer mal?

H. Gilbert Welch - A prevenção tem dois lados. Um é a promoção da saúde. É o que sua avó dizia: "Vá brincar lá fora, coma frutas, não fume". Mas a prevenção entrou no modelo médico, virou procurar coisas erradas em gente saudável, virou detecção precoce de doenças. Isso faz mal. Não estou dizendo que as pessoas nunca devem ir ao médico quando estão bem. Mas a detecção precoce também pode causar danos.

De que maneira isso ocorre?

Quando procuramos muito algo de errado, vamos acabar achando, porque quase todos temos algo errado. Os médicos não sabem quais anormalidades vão ter consequências sérias, então tratam todas. E todo tratamento tem efeitos colaterais.

Há um conjunto de males que podem decorrer de um diagnóstico: ansiedade por ouvir que há algo errado, chateação de ter que ir de novo ao médico, fazer mais exames, lidar com convênio, efeitos colaterais de remédios, complicações cirúrgicas e até a morte.

Para quem está doente, esses problemas não são nada perto dos benefícios do tratamento. Mas é muito difícil para um médico fazer uma pessoa sadia se sentir melhor. No entanto, não é difícil fazê-la se sentir pior.

Os médicos dizem que a detecção precoce é essencial no caso do câncer. Mas você diz que é perigoso. Não se deve tratar qualquer tumor inicial?

Não. Se formos tratar todos os cânceres quando estão começando, vamos tratar todo o mundo. Todos nós, conforme envelhecemos, abrigamos formas iniciais de câncer. Se investigarmos exaustivamente vamos achar câncer de tireoide, mama e próstata em quase todos. A resposta não pode ser tratar todos e nem tratar todo mundo. Ninguém mais ia ter tireoide, mamas ou próstata. Câncer de próstata é o símbolo dessa questão.

Por quê?

Há 20 anos, um teste de sangue foi introduzido para detectar câncer de próstata. Vinte anos depois, 1 milhão de americanos foram tratados por causa de um tumor que nunca chegaria a incomodá-los. Esse teste é o PSA [antígeno prostático específico]. Muitos homens têm números anormais de PSA. Eles fazem biópsias e muitos têm cânceres microscópicos e fazem tratamento, o que não é mero detalhe. Pode ser retirada da próstata ou radioterapia. Isso leva, em um terço dos homens, a problemas sexuais, urinários ou intestinais. Alguns até morrem na operação. Não podemos continuar supondo que buscar a saúde é procurar doenças.

Qual é o impacto desses testes de próstata na população?

Um estudo europeu mostrou que é necessário fazer exames preventivos de PSA em mil homens entre os 50 e 70 anos, por dez anos, para evitar a morte por câncer de uma pessoa. É bom ajudar uma pessoa. Mas precisamos prestar atenção às outras 999. Por causa desses exames, de 30 a 100 homens são tratados sem necessidade.

As pessoas precisam refletir. Cada mulher pode decidir se quer fazer mamografia todo ano. Mas temo que estejamos coagindo, assustando e incutindo culpa nelas, para que façam mamografias.

Mas a detecção precoce não é o fator que mais reduz a mortalidade de câncer de mama?

Na verdade, não. Os esforços mais relevantes no câncer de mama vêm de tratamentos melhores, como quimioterapia e hormônios. Os avanços no tratamento nos últimos 20 anos reduziram a mortalidade em 50%.

O problema é se adiantar aos sintomas. Não há dúvida de que uma mulher que percebe um caroço deva fazer uma mamografia. Isso não é teste preventivo, é exame diagnóstico. Claro que os médicos preferem ver uma mulher com um pequeno nódulo no seio do que esperar até que ela desenvolva uma grande massa. A questão não é entre atendimento cedo ou tarde, mas entre buscar atendimento logo que você fica doente e procurar doenças em quem não tem nada.

Critérios usados em exames como de pressão e diabetes estão mais rígidos. Estão deixando todo mundo "doente"?

Sim. Somos muito tirânicos sobre saúde. O que é saúde? Se formos medicalizar a definição de saúde, seria: "Não conseguimos achar nada errado". A pressão está abaixo de 12 por 8, o colesterol está abaixo de tal valor, fizemos uma tomografia e não há nada de errado. Se essa virar a definição de saúde, pouquíssimas pessoas serão saudáveis. É certo tachar a maioria como doente? Saúde é muito mais do que a ausência de anormalidades físicas.

Por que essa conduta está se tornando dominante?

Os médicos recebem mais para fazer mais, o que ajuda a alimentar o círculo vicioso da detecção precoce. É um bom jeito de recrutar mais pacientes, de vender mais remédios ou exames. Nos EUA, há os problemas de ordem legal. Os advogados processam os médicos por falta de diagnóstico, mas não há punições para sobrediagnóstico.

E tem quem creia realmente na detecção precoce. Nunca se diz que há perigo nisso. Pacientes diagnosticados com câncer de próstata e mama por detecção precoce têm muito mais risco de serem sobrediagnosticados do que ajudados pelo teste. Quando você ouve histórias de sobreviventes de câncer, na maioria das vezes o paciente acha que sua vida foi salva porque ele fez um exame preventivo.

E isso não é verdade?

Ele tem mais chance de ter sido tratado sem necessidade. Histórias de sobreviventes geram mais entusiasmo por testes e levam mais pessoas a procurar doenças, gerando sobrediagnóstico.

O que fazer para evitar isso?

Um paciente nunca vai saber se recebeu um sobrediagnóstico. Nem o médico sabe. Não é preciso decidir para sempre se você vai ou não fazer exames. Mas todos os dias novos testes são criados. É preciso ter um ceticismo saudável sobre isso.*

CÂNCER E DIAGNÓSTICO

250 mil mulheres americanas são diagnosticadas com câncer de mama por ano; 40 mil morrem

24% das mulheres têm ao menos um resultado falso-positivo em mamografias, mostra pesquisa feita por 10 anos

186 mil homens são diagnosticados com câncer de próstata ao ano nos EUA; 29 mil morrem

Nenhuma morte por câncer de próstata foi evitada após 10 anos de exames preventivos


Até mais.

sexta-feira, 18 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Conjuntivite ...



Está ocorrendo um grande surto de CONJUNTIVITE na Baixada Santista. Somente em Santos-SP já foram notificados mais de 7000 casos da conjuntivite porém o número de contaminados é muito maior que esse pois são inúmeros os casos não notificados.
Para ajudar na prevenção, recomendo sempre lavar as mãos com agua e sabão, não coçar ou tocar os olhos, se sair na rua, ao chegar em casa lave bem as mãos e depois lave bem o rosto.
Em caso de coceira ou sensação de areia nos ohos, vermelhidão, dor e/ou lacrimejamento abundante, procure seu OFTALMOLOGISTA para uma avaliação e tratamento correto do caso em questão.
Até mais.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Monitoramento da glicose...


Saiu um artigo recente que achei muito interessante em relação a "gotinha" de sangue utilizada para monitoramento da glicemia pelo diabético.
O estudo comparou a lavagem das mãos com agua e sabão, com posterior secagem, e com as mãos não lavadas mas que entraram em contatos com frutas ou em que se "espremeu" o dedo para pegar a "gotinha" de sangue.
A conclusão foi que é muito mais confiável, sempre lavar as mãos com agua e sabão e posterior secagem das mão precedendo os controles utilizando a primeira gota de sangue, do que não fazer isso. Não espremer os dedos pois também pode ocasionar resultados não confiáveis. E se não for possível lavar as mão no momento da monitorização e visualmente os dedos não estiverem sujos, que não utilize a primeira gota de sangue e sim a segunda gota pois a chance de contaminação é menor.

Até mais.

Fonte: Johanna Hortensius Diabetes Care March 2011 34:556-560 Self-Monitoring of Blood Glucose: The Use of the First or the Second Drop of Blood.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Alcoolismo em criança de 3 anos...


Menino de três anos, o alcoólatra mais jovem do Reino Unido

LONDRES, 14 Mar 2011 (AFP) -Um menino de três anos teve que ser tratado por alcoolismo em um hospital público do Reino Unido, segundo dados oficiais divulgados nesta segunda-feira pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS).
O menino, considerado o alcoólatra mais jovem da história do Reino Unido, foi um dos 13 menores de 12 anos que foram diagnosticados com problema de alcoolismo entre 2008 e 2010 pelo NHS.
Os dados compilados por este organismo público mostram também que mais de 70 adolescentes de entre 13 e 16 anos foram hospitalizados de urgência por abuso de álcool no mesmo período, e que outros 106 da mesma idade foram tratados por dependência ao álcool.
Segundo um estudo realizado em outubro de 2009, os britânicos são os maiores consumidores de álcool entre os cidadãos dos 27 países da União Europeia (UE).
SE A MODA PEGA AQUI NO BRASIL... QUE ABSURDO...
Até mais.
Fonte: Uol.

Desvalorização médica...

Em matéria de hoje no Jornal Atribuna a relatos de comparativos entre ganhos médicos. Quem filma um parto ganha mais do que quem o realiza. Não que o fotógrafo não mereça essa remuneração mas o médico Obstétra é que deveria ser melhor valorizado. Leiam abaixo a matéria.
Trazer uma vida ao mundo é um desafio inigualável. O responsável por tal feito vive um misto de emoção e preocupação pela vida da mãe e do bebê. Em um momento como esse, um obstetra, logo após concluir o parto, olhou para o profissional que, com uma câmera filmadora na mão, o acompanhou a cada passo. Já relaxado e com uma curiosidade momentânea, o médico aproveitou a oportunidade e perguntou: Quanto custa essa filmagem? Com a resposta, um susto: era mais caro filmar do que fazer o parto. A filmagem em questão ficou em torno de R$ 800,00. Pesquisando valores com empresas e profissionais liberais, é possível achar preços mais baixos, algo em torno de R$ 600,00 e R$ 500,00. Encontra-se até por R$ 400,00. Mesmo assim, o valor fica bem acima dos cerca de R$ 170,00 pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para um parto ­ natural, por que se for cesárea, o médico recebe R$150,00. A realidade dos pagamentos efetuados pelos planos de saúde é um pouco melhor ­ mas ainda não chega no custo da filmagem. Segundo tabela fornecida pela direção regional da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp), a Unimed Santos paga para o médico que faz um parto natural R$ 257,34 e, por uma cesariana, R$ 205,87. Mas a assessoria de imprensa da Unimed Santos afirma que, independente do tipo de plano, a cooperativa paga R$ 446,00 por uma cesárea. Se o médico acompanhar os nove meses do pré-natal e participar do programa de incentivo fazendo parto natural, recebe R$ 1.000,00. A assessoria não quis informar o valor pago pelo parto natural quando não há o acompanhamento durante toda a gestação. A Reportagem entrou em contato com outros planos de saúde para obter informações de valores. A assessoria de imprensa do BeneSaúde disse que eles não fornecem dados sobre pagamentos, porque essa é uma relação exclusiva entre o plano de saúde e o médico. A Mediservice declarou que não informa números e pediu que fosse feito contato com a Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) para obter essa informação. A federação, por sua vez, afirmou que ela não cuida de valores, o que é competência individual de cada empresa.
CAMPANHA
Para tentar mudar essa realidade, a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo realiza uma campanha nacional reivindicando aumento nos pagamentos, considerando a responsabilidade que o trabalho envolve. "Nós temos entrado em contato com todas as empresas para propor aumento de honorários. Essa ação é em prol até de melhorias para o paciente. Para cobrir seus gastos o médico tem que fazer diversos atendimentos, ficando sobrecarregado", informa a diretora da Comissão de Defesa Profissional e Honorários Médicos da Sogesp, Maria Rita de Souza Mesquita. Com representantes em várias cidades do Estado, a entidade já fez contato com cerca de 40 empresas de saúde. A campanha da entidade conta com anúncios, cartazes e veiculações em rádios. Segundo Maria Rita, o objetivo é mostrar para a população que os médicos são os menos ressarcidos, apesar de serem os principais responsáveis pelo atendimento adequado do paciente. A ideia de fazer esse movimento surgiu depois de levantamentos constatando que alguns planos de saúde pagam honorários extremamente baixos para o parto. "Esse valor fica em torno de R$ 200,00", diz a diretora. Maria Rita ressalta que a intenção não é aumentar o valor do plano de saúde para o usuário, mas realizar uma divisão melhor de valores. Receber valores abaixo do que ganham outros profissionais não é exclusividade dos obstetras.Essa situaçãose repete com outras especialidades e em vários procedimentos clínicos e hospitalares. "Pesquisa feita pela Fipe calculando quanto o médico recebe por consulta concluiu que, descontando custos com consultório e luz, entre outros, a média de pagamento é de R$ 4,00", afirma a diretora da Sogesp, Maria Rita. O diretor clínico da Santa Casa da Misericórdia de Santos, José Luiz Camargo Barbosa, cita como exemplo de baixa remuneração o valor pago por um plantão médico de 12 horas R$ 700,00, que, com os descontos, fica em torno de R$ 500,00. "Dizem que os hospitais contratam mão de obra barata para o plantão. A questão é que pagam o mesmo valor para um profissional que tem seis meses ou 30 anos de experiência. E um médico experiente não quer. Só quem deu plantão tem ideia do que é; muita tensão, muita cobrança", afirma, com a experiência de quem trabalha no hospital há 57 anos e fez plantão por 27. A quem argumenta que o valor de R$700,00 não é tão baixo para um plantão de 12 horas, Barbosa apresenta o recibo de R$ 650,00 pago a uma firma para desentupir a pia de sua casa. "Não levaram 10minutos". O pagamento de procedimentos também é questionado. O diretor técnico da Santa Casa, Marcos Calvo, ressalta que os custos crescem, mas o SUS não aumenta a remuneração. Ele aponta como exemplo a biópsia de próstata: "o SUS paga R$ 92,38 pelo procedimento, mas só a agulha custa R$ 188". Segundo ele, a Anvisa determinou que a agulha não poderia mais ser esterilizada para reaproveitamento. Tinha que usar uma nova a cada procedimento ­ criou uma exigência, mas não mudou o valor. "Para um tratamento de pneumonia, por exemplo, com previsão de quatro dias de internação, o médico ganha R$ 26,72 e o hospital recebe R$ 422,15. Nós damos cinco refeições, roupa esterilizada, enfermagem e, se o caso complicar e o paciente precisar ficar mais tempo, não há pagamento de diferença de valores", explica Calvo. Os diretores explicam que fica difícil para o hospital custear as diferenças. Para Barbosa, a saída seria o Governo subsidiar uma parte.
Até mais.
Fonte: Atribuna 14/03/11

sábado, 12 de março de 2011

Técnicas corretas para uma boa amamentação...

Abaixo, informarei algumas boas dicas para a correta amamentação dos bebês:
  1. A mãe deve estar sentada, recostada, deitada ou até em pé, mas deve estar relaxada, e sem tensão, principalmente da musculatura das costas.
  2. O corpo do bebê deve estar bem próximo ao da mãe ("barriga com barriga").
  3. O rosto do bebê de frente para a mama, com o nariz na altura do mamilo, tronco e cabeças alinhados, com o pescoço nâo torcido.
  4. Bebê bem apoiado (sustentação nos quadris).
  5. O queixo do bebê tocando, ou quase tocando o peito, aréola mais visível acima da parte superior do que abaixo do lábio inferior, boca bem aberta e lábio inferior virado para fora.
  6. A sucção deve ser lenta e profunda, e pode-se escutar a criança em períodos de atividade e pausa.

Até mais.

Fonte: PRONAP ciclo XIII nº4

terça-feira, 8 de março de 2011

Parabéns para todas as mulheres...

A todas as mulheres desse mundo, PARABÉNS por esse dia simbólico apesar de que todos sabemos que todo dia é dia da mulher.

segunda-feira, 7 de março de 2011

ANS e consultas médicas...

Esse excelente post retirei do blog do Dr. Leonardo Savassi (http://www.medicinadefamiliabr.blogspot.com) e vale a pena dar uma lida para maiores informações sobre o seu plano de saúde e a sua relação com os médicos.


ANS e os 7 dias... não bastava o gatekeeper e remuneração digna?


Mais uma lei "que não vai pegar"? Ou o início do fim da saúde suplementar?


A imprensa divulga a nova legislação que incidirá sobre planos de saúde e determinará um prazo máximo de 7 dias entre marcação e consulta para especialidades como pediatria, gineco-obstetrícia, e medicina interna, e de 14 dias para outras especialidades.Em linhas gerais, a ANS prevê:

1) o cumprimento de prazos máximos para atendimento aos beneficiários, com consultas básicas, exames e internações;

2) a obrigatoriedade de existência de prestadores de serviços de saúde (hospitais, clínicas, laboratórios e médicos) em todos os municípios da área de abrangência do plano;Se não houver prestador de saúde credenciado no município, a operadora deverá:

  • garantir o atendimento em prestador não credenciado no mesmo município;
  • ou, garantir o transporte do beneficiário até o prestador credenciado para o atendimento, assim como seu retorno à localidade de origem;
  • ou, reembolsar, integralmente, o custo pago pelo beneficiário pelo serviço ou procedimento realizado.A determinação surgiu a partir do enorme número de reclamações quanto ao tempo necessário para consultas, que chegam a demorar até um mês para o pediatra e três meses ou mais para algumas especialidades.

Mas porque chegamos a este ponto?

1) Porque a Medicina Suplementar tem filas de espera semelhantes ao sistema público?

Em primeiro lugar, é importante destacar que o SUS funciona com cerca de R$60,00/habitante/mês, enquanto os planos de saúde funcionam com 3 a 10 vezes mais. Se você pagasse R$60,00 pelo seu plano de saúde, certamente não teria direito a um décimo do que o SUS oferece.É igualmente importante lembrar que o governo usa dinheiro que deveria ir para o SUS para financiar a saúde suplementar, de duas formas:

A) Paga a ela por exames e procedimentos que não existem no SUS e assume pacientes que os convênios não conseguem sustentar e

B) isenta todo e qualquer gasto com saúde, ou seja, deixa de arrecadar no imposto de renda integralmente o seu gasto com saúde.Posto isto, o plano de saúde atualmente faz mal para o médico, ainda que este plano seja uma cooperativa. O valor de uma consulta é cada vez menor frente ao salário mínimo, o salário médico não está vinculado ao mínimo, e os custos de sua clínica, secretária, secretária doméstica, porteiro, sim.

A consulta médica se desvalorizou frente ao mínimo, frente ao dólar, frente ao próprio real, pois é reajustada abaixo do valor da inflação e ficou congelada por 10 anos. A lógica para o médico é simples: com o aviltamento do valor pago por consultas, ocorreu o progressivo abandono do convênio como fonte de renda.Hoje um médico tem duas agendas: a do cliente particular e a do cliente de convênio.

Em vários casos, o médico sequer dá o número do celular para o paciente de convênio. Isto porque a remuneração em consultórios varia de R$20,00 a R$60,00 por consulta, sendo que a maioria dos convênios paga menos de R$42,00 a consulta, valor proposto na CBHPM há cinco anos como o mínimo.

2) Mas porque os convênios pagam tão pouco?


Não, os convênios não são meros canalhas odiosos que exploram médicos. Eles também estão apertados e há várias explicações para isto, duas das quais soam mais importantes.Em primeiro lugar, saúde é "saco sem fundo", ou seja, não há investimento em saúde suficiente para responder a todas as demandas de um paciente. Sabe-se ainda que a demanda em saúde se regula pela oferta (em outras palavras, "se há um serviço, será consumido", e um novo pronto-atendimento atingirá seu limite de atendimento em uma questão de dias).
As tecnologias em saúde, além disto, são somativas: não se deixou de fazer a consulta do paciente com o advento do Raio X, não se deixou de pedir Raio X na consulta com o advento da tomografia, e não se deixou de consultar, pedir Raio X e Tomografia com o advento da Cintilografia, ou da Ressonância. Enfim, saúde é caro, o gasto só aumenta, e a margem de lucro de todos (planos, hospitais, médicos) está caindo.Em segundo lugar, em um sistema de saúde voltado para cuidar da doença e regulado por interesses pessoais e comerciais na doença, a necessidade do usuário nunca será o objetivo principal; no máximo o desejo do paciente será levado em conta.
Lembrando que desejo é diferente de necessidade (desejo, necessidade, vontade).Falta promover saúde de uma maneira racional, assim como falta prevenção baseada em evidências (e não em procedimentos que especialistas defendem para reduzir seu prejuízo). Falta promover o acesso ao cuidado racionalmente, utilizando para isto umgatekeeper, ("porteiro"), preferencialmente aquele que foi formado no âmbito comunitário, ou seja, na atenção primária: o Médico de Família e Comunidade (MFC, ou simplesmente médico de família).
Caberá ao médico de família orientar e tratar a maioria das dores nas costas, e compartilhar algumas poucas para o fisioterapêuta, ao invés do paciente procurar livremente o especialista (que fará exames de imagem e sangue desnecessários, ou até potencialmente nocivos, pois naturalmente deverá descartar qualquer causa de sua área para a dor).
Ao estabelecer o cuidado ao longo do tempo, ele também saberá quais sintomas são novos e relevantes e quais realmente importam, ao invés de ficar brincando de classificar pacientes em blocos de doenças; e ao coordenar o cuidado, mesmo aqueles pacientes que necessitaram do especialista terão o acompanhamento e orientação do médico que já os conhece.
3) Mas essa é uma idéia brilhante! Porque vocês não tiveram ela antes?
Dizem que na política e na arte, "nada se cria, tudo se copia". Ninguém está inventando a roda.
Esta é uma solução simples que um país destruído por uma guerra e quase falido adotou na década de 40; que foi adotado em outros países ao longo das décadas seguintes; que foi proposto para o mundo todo em 1977. E que o SUS (nascido onze anos depois), só começou a trabalhar em 1994.Este modelo de atenção começou há 17 anos no Brasil, e apenas em 2010 atingiu metade da população, infelizmente via de regra os 50% mais pobres, o que dá margem aos inimigos da saúde pública dizerem que a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o SUS são um um modelo de saúde para os pobres. A classe média ainda utiliza pouco a assistência pública, incluindo a ESF, e desconhece os verdadeiros problemas do SUS (que são bem diferentes daqueles que o Datena, o Casoy e o casal 20 dizem existir).
4) Porque quem tem plano de saúde não tem direito ao um médico de família, só no SUS?
Porque a Unimed, a Amil e os planos de saúde seguem a lógica de mercado dos Estados Unidos, de venda de seguros saúde. Isso é um pouco mais complicado que parece, e sugiro que assistam SICKO de Michael Moore para entender como funciona lá e imaginar como tentam diariamente nos rebaixar a qualidade da saúde estadunidense desconstruindo o SUS.
A conta é simples: se médicos de família resolvem de 85 a 95% dos problemas de saúde da uma população dentro do consultório, com poucos ou nenhum exame, os especialistas/ hospitais/ clínicas de exames ficam com a fatia de 5% de pacientes, mesmo assim compartilhados e coordenados pelos médicos de família.
Problemas não faltam: os MFCs começam a ser formados novamente no Brasil há menos de 10 anos, bem depois do mercado de trabalho estabelecido, e estão longe da graduação nas faculdades tradicionais e seus currículos ultrapassados.
O mercado de trabalho é enorme na rede pública (32.000 equipes no Brasil) e mesmo ele não valoriza ainda o título. Para fazer partos, você precisa ser obstetra, mas para atender atenção primária, "qualquer um serve". Faltam profissionais, a grande parte da população não os conhece, e mesmo uma boa parte da classe médica os desconhece, ou faz questão de evitar.
E é claro que muitos interesses permeiam esta relação:- o interesse coorporativo de sociedadades de especialistas que não desejam ver seus pacientes atendidos por um médico de família;- interesse de empresas de exames que não querem ver seus lucros reduzidos pelo questionamento de diretrizes não baseadas em evidências;- interesse da indústria farmacêutica e suas relações com sociedades de especialidades/ hospitais/ farmácias, para quem um médico baseado em evidências e centrado no paciente será menos intervencionistas, e menos lucrativo;- medo de uma indústria da doença, para quem a prevenção não interessa;- receio de um grande sistema suplementar que não deseja perder mercado para uma medicina humanista e pouco baseada em tecnologia.
5) Para resumir:- Medicina é cara, e o custo aumentará sempre.- Medicina é saco sem fundo, não há investimento que resolva 100% dos problemas de saúde.- Medicina é arte e humanismo, mas o mercado não deixa isto se dar da melhor maneira.- Há algumas soluções para reduzir o custo e melhorar a relação médico-paciente.- Mas estas soluções desagradam muita gente.
6) E o que será dos planos de saúde e de seus usuários daqui por diante?
Não há respostas, e sim dúvidas. Algumas perguntas são:
1) Qual mecanismo irá obrigar um pediatra ou clínico, que já ganha um valor irrisório, com taxas de "glosas" (nome técnico para quando o convênio "dá o cano" no profissional), a abrir horários na agenda para salvar os planos de saúde de multas?
2) Os convênios pagarão o valor de uma consulta particular a estes profissionais? Ou reembolsarão os usuários de planos de saúde que pagam a consulta particular? Neste caso, não seria melhor descredenciar todo mundo e pagar a consulta particular e deixar somente exames e internações por conta dos convênios?
3) Os convênios, cooperativas e grupos tem alguma previsão de trabalhar com racionalização de recursos, ou continuarão a fazer o pêndulo, aviltando o médico e cobrando mais do usuário?
4) Os planos de saúde sobreviverão ao crescimento e consolidação do SUS?
5) Será uma lei que "não vai pegar"? Ou estamos fadados a ver o fim da saúde suplementar, que desde a década de 70 é acusada pelas coorporações de explorar a classe médica?
6) E, para os usuários de planos de saúde: porque não pagar por uma consulta particular, que custa o mesmo que uma boa ida ao cabelereiro, ou ao preço de um conserto de privada na sua casa, e deixar o plano de saúde para os gastos com exames e hospitais? Porque trocar um profissional que te conhece por um pronto-socorro lotado com uma consulta expressa, impessoal e pouco resolutiva?(Racionalmente: Uma consulta particular em pediatra custa R$150,00, e os controles a partir do segundo ano podem ser semestrais. Você terá um profissional a sua disposição, com número de celular, e agenda tranquila, quando for necessário. Quanto você gastou com cabelereiros em 2010?)Por fim, não podemos deixar de dizer: pobre classe média, que não tem direito a um médico de família... passará ainda uns bons anos a mercê da iatrogenia e da impessoalidade da relação médico-paciente.
Até mais.

domingo, 6 de março de 2011

Agendamento de consultas mais rápidas...

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) vai limitar, a partir de abril, o tempo máximo para que os clientes de planos de saúde consigam agendar consultas, exames e cirurgias – uma das principais reivindicações das entidades de defesa do consumidor.
O principal objetivo dessa medida é estimular as empresas a promover o credenciamento de prestadores de serviços nos municípios que fazem parte de sua área de cobertura. A criação de um regulamento específico levou em conta a demora para atendimento na rede credenciada, noticiada constantemente na imprensa e registrada pelo órgão regulador.
Formuladas a partir de um questionário respondido pelas empresas do setor, as novas regras já estavam previstas numa resolução normativa, que seria publicada em outubro do ano passado. No entanto, a ANS entendeu que deveria abrir uma consulta pública para que a sociedade pudesse sugerir melhorias e críticas na proposição inicial.Uma das definições mais aguardadas pelas empresas são os mecanismos exigidos para viabilizar aos clientes o tempo máximo de espera para cada tipo de atendimento.
Conforme proposta da ANS, na ausência de especialista e procedimentos na área de abrangência da empresa, esta deverá garantir o atendimento num local não credenciado no mesmo município.Se isso não for possível, terá de garantir o transporte do beneficiário até um local credenciado ou ainda reembolsar integralmente o custo pago pelo serviço realizado num prazo de 30 dias.
A principal preocupação das operadoras é a forma de interpretação da determinação da ANS.
Num primeiro momento, os clientes entendem que terão de ser atendidos pelo médico de sua confiança no prazo estabelecido. Na verdade, a resolução do órgão regulador exigirá que a operadora terá de conseguir uma consulta com qualquer profissional do convênio para a especialidade indicada.
O gerente-executivo de mercado da Unimed-Santos, Sérgio Ratti, admitiu que esse problema deverá ser recorrente no início. Também explicou que a rede de profissionais da cooperativa está pronta para cumprir a determinação da ANS.“Entendo que o paciente já acostumado com o especialista que o acompanha há algum tempo vai querer esperar além do prazo para ser atendido. Não podemos interferir nessa relação médico-paciente”, minimizou.
Conforme o responsável pelo plano de saúde da Santa Casa de Santos, Erimar Carlos Brehme de Abreu, a proposta da ANS é benéfica, mas faz uma ressalva.“Existem especialidades que estão em falta no nosso mercado, como endocrinologistas, dermatologistas e psiquiatras. Em sua avaliação, pode haver casos de pessoas que terão de viajar até para outro estado para serem atendidos. “O custeio disso será repartido com os demais, o que poderá tornar os custos das mensalidades inviáveis”, explicou.

Até mais.

Fonte: ATRIBUNA.


sexta-feira, 4 de março de 2011

Antitérmicos e vacinas...


A ocorrência de reações adversas às vacinas é comum e reconhecida como possível e esperada. Para a vacina empregada na campanha de vacinação contra H1N1 do Ministério da Saúde a situação não é diferente: espera-se que a vacina contra H1N1 cause reações adversas em 3% dos vacinados. Segundo a fabricante, as reações mais comuns para esta vacina são febre, dores de cabeça, cansaço, reações no local de aplicação, dores musculares e em articulações.
Existe a possibilidade de uma maior frequencia de reações adversas após a segunda dose da vacina.
Para o tratamento de reações vacinais em geral, não está contra-indicado o uso de analgésicos e antitérmicos.
Todos os antitérmicos disponiveis podem ser fornecidos sem risco de diminuição da imunogenicidade a vacina, particularmente o Paracetamol é seguro para ser fornecido no tratamento das reações febris pós-vacinais, assim como os outros antitérmicos utilizados na prática diária como Ibuprofeno e Dipirona.
De acordo com o documento de referência do próprio fabricante da vacina contra H1N1, o paracetamol é o medicamento sugerido para tratamento destas reações, inclusive em crianças.
A administração profilática de medicamentos analgésicos e antitérmicos, no momento da aplicaçao das vacinas, ou antecedendo a vacinação não esta indicada atualmente pelo possivel risco de diminuição de imunogenicidade das vacinas.
Esta recomendação vale também para todos os antitérmicos utilizados .Entretanto a utilização de analgésicos para alivio de reação adversa após a vacina não apresenta contra-indicação.

Até mais

Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria.


Conjuntivite...


SURTO DE CONJUNTIVITE NO ESTADO DE SÃO PAULO:
A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, mambrana transparente e fina que reveste a parte da frente do globo ocular ( branco dos olhos) e o interior das pálpebras.
Causas: vírus, bactérias, alergias à poluentes ou substâncias irritantes (cloro de piscina, maquiagem, lentes de contato...).
O surto que está ocorrendo é VIRAL, não necessitando do uso de colírio antibiótico, mas é claro, se a pessoa estiver com isso deverá procurar seu médico ou de preferência, seu oftalmologista, para o correto diagnóstico e acompanhamento.
A limpeza com soro fisiológico de preferência gelado e várias vezes ao dia, é o tratamento principal. Lavar as mãos com agua e sabão, não mexer nos olhos, trocar roupas de cama, banho todos os dias são medidas complementares úteis para a melhora dos sintomas.
Deve-se ficar afastado do trabalho e da escola.
Os principais sinais e sintomas da conjuntivite são: lacrimejamento, vermelhidão nos olhos, dificuldade em olhar para a claridade, sensação de areia nos olhos, coceira e secreção ocular.
Até mais.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Cidade de Santos...

Para quem não conhece ou que já conhece e quer conhecer ainda mais, assista esse vídeo sobre a cidade de Santos - SP. É maravilhoso...

Até mais.

terça-feira, 1 de março de 2011

SAMU ... DISQUE 192...

Recebi um e-mail interessante, leiam abaixo:
SAMU INFORMA: UTILIDADE PÚBLICA IMPORTANTE

As ambulâncias e emergências médicas perceberam que muitas vezes nos acidentes da estrada os feridos têm um celular consigo. No entanto, na hora de intervir com estes doentes, não sabem qual a pessoa a contatar na longa lista de telefones existentes no celular do acidentado.
Para tal, o SAMU lança a idéia de que todas as pessoas acrescentem na sua longa lista de contatos o NUMERO DA PESSOA a contatar em caso de emergência. Tal deverá ser feito da seguinte forma: 'AA Emergencia' (as letras AA são para que apareça sempre este contato em primeiro lugar na lista de contatos).
É simples, não custa nada e pode ajudar muito ao SAMU ou quem nos acuda. Se lhe parecer correta a proposta que lhe fazemos, passe esta mensagem a todos os seus amigos, familiares e conhecidos. É tão-somente mais um dado que registramos no nosso celular e que pode ser a nossa salvação. Por favor, não destrua esta mensagem! Reenvie-o a quem possa dar-lhe uma boa utilidade.
JOSIANE TROCATTI
Coordenadora Administrativa SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência
Achei o e-mail interessante, por isso postei no blog. Ninguém quer estar passando por um situação desta porém em casos de prevensão é bom ter um número de emergência para contato de um familiar próximo para ajudar no que for necessário.
Até mais.

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