domingo, 14 de fevereiro de 2016




As DISPLASIAS ESQUELÉTICAS são um grande e heterogêneo grupo de doenças genéticas caracterizadas por um crescimento, desenvolvimento, diferenciação e maturação do osso e cartilagens anormais.
Tem uma incidência estimada em 1:5000 nascidos vivos.
Normalmente se apresentam com baixa estatura na infância. Causas endócrinas, cardíacas, respiratórias, renais, bem como problemas psicológicos geralmente mostram baixa estatura proporcional, enquanto as displasias esqueléticas são desproporcionais.


  • Displasias epifisárias: são caracterizadas por epífises ausentes, pequenas ou irregularmente ossificadas.
  • Displasias metafisárias: são caracterizadas por alargamento, irregularidades metafisárias.
  • Displasias diafisárias: é caracterizada pela ampliação da diáfise, esclerose, espessamento cortical ou estreitamento ou expansão medular.
Até mais.

Fonte: Ann Pediatr Endocrinol Metab. 2015 Dec; 20 (4): 187-191. Inglês. 
Publicado on-line 31 de dezembro de 2015.   http://dx.doi.org/10.6065/apem.2015.20.4.187 

Uso da bomba de insulina desde o diagnóstico pode beneficiar diabéticos tipo 1...


A introdução da terapia com bomba de insulina logo após o diagnóstico de diabetes tipo 1 não afeta negativamente a qualidade de vida ou risco de hipoglicemia e também pode melhorar o controle de glicose a longo prazo, os resultados do estudo sugerem.
Os pesquisadores descobriram que 38 crianças que começaram a usar uma bomba de insulina dentro de 30 dias do diagnóstico apresentaram níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) com média de 6,8% (51 mmol / mol) ao longo dos primeiros 48 meses de uso da bomba.
Este foi significativamente inferior à de 7,9% (63 mmol / mol) observada em 37 crianças que usaram múltiplas injeções diárias durante pelo menos 12 meses antes de mudar para a terapia com bomba de insulina.
Os mesmos benefícios de controle de glicose foram observados para crianças com menos de 13 anos de idade (HbA1c de 6,9 ​​vs 8,0%) e para aqueles com idades entre 13 anos ou mais (6,7 vs 7,9%). Por conseguinte, a equipe acredita que o uso precoce de uma bomba de insulina "é um tratamento válido tanto no pré-púberes e grupos etários de adolescentes", apesar de salientar que os resultados precisam ser confirmados em um estudo prospectivo maior.
Pesquisador Deborah Foskett (bomba de insulina Anjos, Helensvale, Queensland, Austrália) e colegas observam que pacientes com um início retardado, a terapia com bomba de insulina eram mais jovens do que aqueles com início imediato. Eles tinham idade média de 4,9 anos no momento do diagnóstico, mas não começar a usar uma bomba até que eles tivessem quase 9 anos - a mesma idade em que o grupo de início precoce foram diagnosticadas e começou a terapia com bomba de insulina.
"A idade no momento do diagnóstico é importante na medida em que as crianças mais velhas geralmente recebam educação em diabetes primária, juntamente com seus pais", eles escrevem em Pediatric Diabetes . Mas eles acrescentam que as crianças com um início atrasado foram reeducados na gestão de diabetes no momento da iniciação bomba de insulina, reduzindo "o risco de um viés de conhecimento entre os dois grupos."
Independentemente de quanto tempo após o diagnóstico começaram, todas as crianças experimentaram uma redução nos níveis de Hb1Ac do ponto de início da terapia com bomba de insulina. As necessidades de insulina foram semelhantes entre os dois grupos.
O início precoce não teve impacto significativo sobre os resultados adversos, com 13% dos pacientes enfrentando hipoglicemia grave em algum momento durante o follow-up. E qualidade de vida também foi afetado pela introdução precoce de uma bomba de insulina, com 82% de todos os doentes que completaram Pediátrico Inventário de Qualidade de Vida e o Inventário Diabetes Module, e relatar altos níveis de satisfação com o tratamento.
Até mais:
Fonte: Por Eleanor McDermid, medwireNews Senior Reporter
Diabetes Pediatr 2016; Avançar publicação online
29 de janeiro de 2016

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Zika já tem transmissão local em 34 países e não se limita às Américas...

Países que já registraram casos de zika, clique no link abaixo para explorar o mapa (Foto: G1)

Vírus está presente no Índico, no Pacífico e talvez na África, afirma OMS.
14 países receberam casos importados, sem evidência de infecção interna.

Até mais.

Fonte: G1

Médicos argentinos associam microcefalia a larvicida utilizado na água...

Enquanto a comunidade científica internacional caminha para provar a relação entre o zika vírus e os casos de microcefalia, médicos argentinos chamam a atenção para outra causa suspeita de provocar a má-formação em bebês: o larvicida Pyriproxyfen, usado no Brasil desde 2014 para deter o desenvolvimento da larva do mosquito Aedes aegypti em tanques de água potável.
Pesquisadores trazem os argumentos para a hipótese em relatório divulgado nesta semana pela organização médica argentina Physicians in the Crop-Sprayed Towns (em inglês). O primeiro deles relaciona o pesticida ao período e ao local de maior manifestação da doença. O Pyriproxyfen é utilizado, sobretudo, em regiões carentes de saneamento, onde a população precisa armazenar água em casa devido ao racionamento. No Brasil, o inseticida começou a ser utilizado no fim de 2014, principalmente em regiões do Nordeste — local e período a partir do qual foi detectada maior incidência de casos de microcefalia —, em substituição ao Temephos, não mais utilizado devido à resistência do mosquito.
Os médicos também questionam o fato de as outras epidemias de zika, como a da Polinésia Francesa, não terem sido associadas a problemas congênitos em recém-nascidos — "apesar de infectar 75% da população nesses países". Outro elemento reforça ainda as suspeitas de que há algo além do zika vírus nos casos de má-formação: a Colômbia, o segundo país com maior número de infectados, contabilizou mais de 3 mil grávidas infectadas, mas não há registros de microcefalia vinculada ao zika.
Conforme a publicação, as má-formações detectadas em bebês de grávidas que vivem em áreas onde passou a ser utilizado o Pyriproxyfen na água potável "não são uma coincidência". A crítica vai além: "o Ministério da Saúde coloca a culpa diretamente sobre o vírus zika, ignora sua responsabilidade e descarta a hipótese de danos químicos cumulativos no sistema endócrino e imunológico causados à população afetada", posicionam-se os pesquisadores no documento.
ZH contatou o Ministério da Saúde e solicitou uma posição sobre o assunto. Até a publicação desta a reportagem, não havia recebido retorno. A Secretaria Estadual da Saúde disse que o Pyriproxyfen é "utilizado em pequena escala no Rio Grande do Sul, apenas em situações bem específicas, como em objetos que acumulam água e, por algum motivo, não podem ser removidos".
O PYRIPROXYFEN
Recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde, o Pyriproxyfen é um inibidor de crescimento de larvas de mosquito. Produzido pela Sumitomo Chemical — empresa japonesa que, de acordo com os pesquisadores argentinos, teria parceria com a Monsanto —, ele atua como um hormônio juvenil, inibindo o desenvolvimento das características adultas do inseto (por exemplo, asas, maturação dos órgãos reprodutivos e genitália externa), mantendo-o com aspecto "imaturo" (ninfa ou larva). De acordo com a OMS, o produto não provoca câncer, danos a embriões e fetos durante a gravidez ou alterações no material genético do indivíduo a ele exposto.
Má-formação poderia ser potencializada
Especialistas consultados por Zero Hora acreditam que a microcefalia está vinculada ao zika — não descartam, no entanto, a possibilidade de a má-formação ser potencializada por outros fatores.
— A gente tem a sensação de que está faltando alguma coisa nessa história. Não tenho dúvida de que exista a associação com o zika, mas há aspectos que a gente não consegue entender. Por que tem proporcionalmente mais casos em Pernambuco do que na Bahia? Já havia sido levantada a hipótese de que houvesse alguma droga, algum produto diferente, que, junto ao vírus, pudesse estar provocando isso. Mas não é simples de elucidar. Por isso, essa informação (do Pyriproxyfen) é superimportante — avalia Celso Granato, diretor clínico do Grupo Fleury, principal laboratório de medicina diagnóstica do país.
Para Lia Giraldo, pesquisadora da Fiocruz e professora da Universidade Federal de Pernambuco, dois elementos novos surgiram em um mesmo contexto: a presença do vírus e a aplicação do Pyriproxyfen na água. Porém, segundo ela, a ciência internacional "erroneamente" foca pesquisas apenas em um dos possíveis fatores, o vírus.
— Buscam um modelo linear, de causa-
efeito, quando, na verdade, a gente tem um cenário que possibilita um somatório de causas, de possibilidades para a doença: a microcefalia ocorre na região mais pobre, de menor saneamento e, consequentemente, de maior uso de produtos químicos. Não se pode ir por um único caminho — considera a médica sanitarista, membro da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).
Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso do pesticida na quantidade sugerida para inibir o crescimento de larvas em reservatórios não provoca danos à saúde. A Abrasco faz questionamentos.
— Sabemos que o Pyriproxyfen tem efeito teratogênico em mosquitos (causa má-formação em fetos e embriões). Um produto com essa ação não deveria ser colocado na água de beber, que tem que ser potável: sem larva de mosquito e sem larvicida — defende Lia.
Até mais.
Fonte: Zero Hora.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Lipodistrofia Familiar tipo Dunnigan...

A Lipodistrofia familiar tipo Dunnigan é uma doença autossômica dominante. Em sua forma clássica , é resultante de uma mutação missense heterozigótica no gene LMNA, que codifica a proteína nuclear denominada lâmina tipo A/C.
Caracteriza-se pelo desaparecimento progressivo de tecido adiposo subcutâneo nos membros, região glútea, abdome e tronco, que se inicia na puberdade, acompanhada de acúmulo de gordura em outras áreas, como face, queixo, grandes lábios e região intra-abdominal, conferindo o aspecto de hipertrofia muscular e simulando o fenótipo de síndrome de Cushing.

Até mais.

Fonte: Lipodistrofia parcial familiar do tipo Dunnigan, LMCS Lenora, Alencar RC, Rodrigues GC, Bouzas I, Gallo P, Rossini A. Rev Bras Ginecol Obstet. 2011; 33(2):99-103.

Artigo sobre Zika vírus no New England Journal...



Até mais.

Fonte: NEJM

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Teste rápido para ZIKA vírus...

Os laboratórios da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) iniciam na segunda-feira (15) testes rápidos para o vírus da zika. O teste de sorologia será feito em amostras de sangue, urina e saliva. O método identifica e diferencia a zika em relação a outros vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, como dengue e chikungunya. O resultado sai em cinco horas.

De acordo com a coordenadora de pesquisas da universidade, Clarisse Arns, o teste foi desenvolvido pela força-tarefa que estuda o vírus em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp). O teste rápido tem eficácia de 100%, segundo a pesquisadora, e representa considerável avanço no controle do zika vírus. Atualmente, o exame é realizado apenas em sangue e o resultado demora pelo menos uma semana.

Inicialmente, os testes estarão disponíveis para pacientes do Hospital das Clínicas de Campinas e da rede pública municipal. Em uma segunda fase, serão atendidos casos suspeitos de cidades da região, como Sumaré e Hortolândia. Até agora, foram confirmados cinco -- dois em Sumaré e um em Campinas, Americana e Piracicaba.

O Ministério da Saúde promete também para este mês a distribuição de kits de testes rápidos de zika para laboratórios de todo o país. Esse foi desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que é ligada ao governo federal. O teste permite realizar a identificação simultânea dos vírus de dengue, chikungunya e zika em uma mesma amostra de sangue.

Ribeirão Preto

O secretário de Saúde de Ribeirão Preto, Stênio Miranda, já prevê que o número de casos de zika vai se igualar aos de dengue na cidade, em razão do rápido avanço dessa doença. "Se nossa projeção para janeiro é de 2 mil casos de dengue, a incidência de zika deverá ser dessa mesma ordem", afirmou, em nota oficial em que negou que haja caos na saúde na cidade, como mostrou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo nesta semana.

"Há sobrecarga, sim, as equipes de assistência estão trabalhando intensamente, há grande número de pessoas nas unidades -- metade ou mais é acompanhante --, mas não há nada parecido com o caos", disse Miranda. "Caos seria se não houvesse atendimento, se faltassem medicamentos... se houvesse mortes sem assistência. Não há nada disso em Ribeirão Preto." (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo).

Até mais.
Fonte: Uol

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Tratamento da Giardíase...

Tratamento da Giardíase...


Até mais.

Revista: PEDIATRIA MODERNA
Edição: Jan/Fev 09 V 45 N 1
Autor(es): Diana Toledo-Monteverde
Glaciele Moraes-Martins
Cibele Alvarenga Andrade
Luiz Eduardo de Oliveira Viana
Renata Cristina Teixeira Pinto , Ana Karla Araújo Cavalcanti de Albuquerque
Fernando Lopes Siqueira Pontes , Andreia Patrícia Gomes
Vanderson Esperidião Antonio , Sávio Silva Santos 


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

OMS declara emergência mundial contra o Zika vírus...

A OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou nesta segunda-feira (1º) que o surto de zika vírus é uma emergência de saúde pública internacional, que exige uma resposta urgente e única, com vigilância máxima pelos governos de todo o mundo. A decisão deve acelerar ações internacionais de cooperação (com financiamento e envio de pessoas) e de pesquisa. 
Segundo os especialistas, o vírus está se espalhando muito e de maneira rápida, com consequências devastadoras. Apesar de os sintomas de zika serem de pouca gravidade, há evidências que vinculam a doença ao número excepcionalmente elevado de casos de bebês que nascem com microcefalia, uma má-formação do cérebro. A informação mudou o perfil de risco de zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, de uma leve ameaça a algo de proporções alarmantes.
Atualmente não há vacina ou medicamento para o zika, cujos sintomas são brandos: febre, dor de cabeça e no corpo e manchas avermelhadas. Ainda não há certeza que o vírus cause microcefalia em bebês, mas a existência de uma ligação está clara para os cientistas.
O último alerta deste tipo feito pela OMS ocorreu em agosto de 2014, quando o surto de ebola se expandia em países da África. Desde a reformulação do Regulamento Sanitário Internacional, em 2007, além do ebola, apenas as doenças H1N1, em 2009, e pólio (em 2014) receberam tal status.
Nas Américas do Sul e Central, 26 países já reportaram casos de zika vírus. O Brasil fez um alerta em outubro sobre um número elevado de nascimentos de crianças com microcefalia na região Nordeste. 
O vírus é conhecido há mais de 50 anos, mas os casos atuais de transmissão de zika concentram-se nas Américas, mas estão presentes na África, Ásia e Oceania. O vírus também foi detectado na Europa e nos Estados Unidos, em pessoas que viajaram ao exterior.

Declaração de Emergência Internacional

A declaração da OMS foi feita após reunião de um comitê técnico de emergência, formado por pesquisadores e especialistas de diversos países. O diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, participou dos debates por videoconferência.
O comitê foi criado depois que os Estados Unidos emitiram alerta para que gestantes não viajassem a países onde circula o vírus e que governos aconselharam mulheres a não engravidar.
Durante sessão do conselho da organização na semana passada, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, disse que a situação do vírus no mundo mudou drasticamente e que o Zika, após ser detectado nas Américas em 2015, se espalha agora de forma explosiva. 
Em abril de 2015, professores da UFBA (Universidade Federal da Bahia) identificaram pela primeira vez a doença no Brasil. Os primeiros casos foram confirmados pelo Ministério da Saúde no mês seguinte, após exames realizados pelo Instituto Evandro Chagas.
Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), entre 3 milhões e 4 milhões de pessoas poderiam ser contaminadas pelo vírus em 2016 nas Américas. Mas a OMS hesita em chancelar a projeção.
Com mais de 1,5 milhão de contágios desde abril, o Brasil é o país mais afetado pelo zika vírus, seguido pela Colômbia, que anunciou mais de 20 mil casos, 2.000 deles em mulheres grávidas.
Há 270 casos de microcefalia confirmados no Brasil e 3.448 em estudo. No final do ano passado, foi confirmada pelo Ministério da Saúde a relação entre o vírus zika e a microcefalia - caso inédito na pesquisa científica mundial.
Até mais.
Fonte: uol

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