domingo, 24 de fevereiro de 2013

Pediatria é a maior especialidade do Brasil...

 

O número de médicos em atividade no Brasil chegou a 388.015 em outubro de 2012, registrando uma razão de dois profissionais por grupo de 1.000 habitantes e confirmando a tendência de crescimento exponencial da categoria, que já perdura 40 anos. A pediatria se mantém como a maior especialidade, com 30.112 profissionais ou 11,23% do total de especialistas. A informação está no volume II da pesquisa “Demografia Médica do Brasil - Cenários e indicadores de distribuição”, que acaba de ser divulgada. O estudo, feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), e coordenado por Mário Scheffer, reitera também a manutenção da desigualdade na distribuição dos profissionais, dentre outros fatores. A relação especialista/habitante aponta 15,53 pediatras para cada 100 mil pessoas no país.
“Os dados são muito importantes para sepultar mitos. Esperamos que contribuam para reorientar as políticas públicas. Faltam pediatras nos serviços de saúde? Não porque os profissionais não existam, não porque os jovens não escolham a especialidade, mas por falta de uma política adequada de saúde e de recursos humanos na área”, assinala o dr. Eduardo Vaz. Veja a pesquisa na integra no site do CFM.
Até mais.
Fonte: SBP

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Excesso de TV na infância pode levar a comportamento criminal na idade adulta...

Crianças que aqueles que assistiram mais televisão eram mais propensas a ter traços de personalidade antissocial na idade adulta

Crianças e adolescentes que assistem televisão em excesso são mais propensos a um comportamento antissocial e criminal na idade adulta, de acordo com pesquisa realizada na Universidade de Otago, na Nova Zelândia.
O estudo acompanhou um grupo de cerca de mil crianças nascidas em 1972 e 73. A cada dois anos entre as idades de 5 e 15, eles foram convidados a relatar o quanto assistiam de televisão.
Os resultados, publicados na revista Pedatrics, mostraram que aqueles que assistiram mais televisão eram mais propensos a cometer crimes e também eram mais propensos a ter traços de personalidade antissocial na vida adulta.
Segundo o coautor Bob Hancox, o risco de ter uma condenação penal na idade adulta aumentou cerca de 30% para cada hora que as crianças gastavam assistindo TV em média durante a semana.
O estudo também descobriu que assistir mais televisão na infância estava associado, na idade adulta, com traços de personalidade agressiva, aumento da tendência a experimentar emoções negativas e um risco maior de transtorno de personalidade antissocial, transtorno psiquiátrico caracterizado por padrão persistente de comportamento agressivo e antissocial.
Os pesquisadores descobriram que a relação entre assistir TV e o comportamento antissocial não foi explicado pelo status socioeconômico, comportamento agressivo ou antissocial na infância ou fatores parentais.
"O comportamento antissocial é um grande problema para a sociedade. Enquanto nós não podemos dizer que a televisão provoca todo o comportamento antissocial, nossos resultados sugerem que reduzir o tempo de exposição à TV poderia de alguma forma diminuir as taxas de comportamento antissocial na sociedade", afirma Hancox.
A Academia Americana de Pediatria recomenda que as crianças devam assistir não mais do que 1 a 2 horas de televisão por dia. Os pesquisadores dizem que suas descobertas apoiam a ideia de que os pais devem tentar limitar a exposição dos filhos à televisão.
Até mais.
Fonte: Isaude.net

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Seguimento da criança e do adolescente com diabetes melitus tipo 2...

Estas informações são retiradas da Clinical Practice Guideline da American Academy of Pediatrics, publicado na edição de Fevereiro de 2013.


Definições:

CRIANÇA COM DIABETES TIPO 2:

  • está com sobrepeso ou obesidade.
  • tem forte história familiar de diabetes tipo 2.
  • tem secreção de insulina residual com capacidade para diagnóstico.
  • demonstra resistência insulínica (inclui síndrome dos ovários policísticos ou acantose nigricans).
  • falta de evidência de diabetes autoimune (negativo para anticorpos tipicamente associado com diabetes tipo 1).
CRITÉRIOS PARA DIAGNÓSTICO DE DIABETES DE ACORDO COM A AMERICAN DIABETES ASSOCIATION:


  • HbA1c > ou = 6,5%, ou
  • Glicemia de jejum (8 horas) > ou = 126mg/dL, ou
  • 2 horas após teste de tolerância oral a Glicose > ou = 200mg/dL, ou
  • Glicemia esporádica > ou igual a 200mg/dL associado com sintomas de hiperglicemia.
CONSENSOS:


  • A insulina deve ser iniciada para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2 (DM2) em cetose ou em cetoacidose, quando a diferença de tipo 1 e 2 não está ainda certa e quando a concentração da glicemia está > ou igual a 250mg/dL ou HbA1c > ou igual a 9%.
  • Os pacientes devem iniciar mudanças no seu estilo de vida, nutrição e atividade física, e iniciar metformina como primeira linha de tratamento.
  • Deve-se moritorar HbA1c a cada 3 meses, e intensificar as mdições de glicemia quando o alvo terapêutico não foi alcançado.
  • Há necessidade de medições das glicemias frequentes em pacientes em uso de insulina, ou medicações que causem hipoglicemias, estão iniciando ou mudando o regime de tratamento, quando não foi alcançado o alvo terapêutico e quando está doente.
Até mais.


Fonte: 

Management of Newly Diagnosed Type 2 Diabetes Mellitus (T2DM) in Children and Adolescents

  • Kenneth C. Copeland
  • Janet Silverstein
  • Kelly R. Moore
  • Greg E. Prazar,
  • Terry Raymer
  • Richard N. Shiffman
  • Shelley C. Springer
  • Vidhu V. Thaker,
  • Meaghan Anderson
  • Stephen J. Spann
  • and Susan K. Flinn
Pediatrics 2013; 131:364-382

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Pulseira à base de polímeros monitora temperatura de bebês e crianças...


Cientistas da Universidade de Coimbra, de Portugal, desenvolveram uma pulseira de monitoramento da temperatura que vai auxiliar pais e educadores escolares nos cuidados de saúde de bebês e crianças.
Ao atingir a temperatura de 38ºC (graus Celsius), a pulseira altera sua cor, dando assim sinal de alerta para uma situação de saúde anormal.
A temperatura de ativação escolhida foi de 38ºC "porque a temperatura normal da pele do bebê pode chegar aos 37,8ºC. Dessa forma, garante-se que a cor varia apenas quando já poderá haver sinais de alerta", explica o coordenador do projeto Filipe Antunes.
Segundo os investigadores, uma vantagem do sistema é não necessitar de qualquer tipo de bateria. O sistema responde à temperatura, mudando de cor à temperatura definida.
A segurança da pulseira é outro fator positivo apontado pela equipe. Outro diferencial são os materiais utilizados, completamente biocompatíveis, garantindo segurança máxima. "Se, por algum motivo, o reservatório se romper os produtos não causam qualquer tipo de lesão ao bebê", ressaltam.
O novo sistema é desenhado para ficar menos solúvel em água a partir da temperatura desejada, formam-se agregados e induz-se mudança de cor no sistema.
A equipe de investigadores selecionou polímeros biocompatíveis cuja cor varia com a temperatura. E essa temperatura foi ajustada para a temperatura desejada, através da adição de outras moléculas, como tensioactivos ou sais hidrofóbicos. "Grande parte do trabalho focou precisamente neste aspecto, o controle da temperatura para transição de cor", destaca o pesquisador.
O trabalho de investigação foi iniciado em 2011 e neste momento a pulseira de monitoramento da temperatura está em fase final de testes de laboratório. Assim que o protótipo estiver concluído, serão feitos contatos com a indústria para sua comercialização.
Até mais.
Fonte: isaude.net

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Conar proíbe participação de crianças até 12 anos em merchandising na TV...


Ao estabelecer novas regras para a participação de crianças na publicidade, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) determinou nesta sexta-feira que, a partir de março, as crianças de até 12 anos não poderão participar de qualquer tipo de ação de merchandising em TV, rádio e mídia impressa, conforme antecipara Ancelmo Gois em sua coluna. O órgão também proíbe a utilização de elementos do universo infantil ou outros artifícios publicitários com o objetivo de chamar a atenção das crianças.
O Conar também sugeriu o fim do merchandising de produtos infantis em programas destinados a crianças. Essas ações ficariam restritas aos intervalos e espaços comerciais dos programas. As normas do Conar, de adesão voluntária, são unanimemente aceitas e seguidas no país por anunciantes, agências de publicidade e veículos de comunicação.
— Trata-se de um importante aperfeiçoamento às regras que vêm sendo praticadas desde 2006, quando promovemos uma reforma bastante profunda no nosso Código. Desde então, o Brasil tem um dos regramentos éticos mais exigentes para essa classe de publicidade no cenário internacional. O Conar, mais uma vez, corresponde às legítimas preocupações da sociedade com a formação de suas crianças — afirmou o presidente do Conar, Gilberto Leifert.
A decisão terá um impacto econômico na receita das emissoras, mas revela o amadurecimento da autorregulamentação da comunicação no país. A avaliação é de Daniel Slaviero, presidente da †††F?Associação Brasileiras das Emissoras de Rádio e TV (Aberta).
— Mostra que anunciantes, veículos e agências estão sensíveis às preocupações da sociedade com relação a esse público — disse Slaviero, acrescentando que as regras foram amplamente discutidas pelo setor.
Luiz Lara, presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap), concorda:
— É mais uma iniciativa saudável, mostrando que o caminho não é a proibição ou o fim da publicidade. A medida é importante no sentido de exercermos a liberdade de expressão com responsabilidade.
Publicidade deve ser identificada, diz gerente do Idec
Já o pedagogo Ocimar Munhoz Alavarse, da Escola de Educação da Universidade de São Paulo (USP), considera que a medida “pode ser exagerada e não atingir o objetivo”. Mas concorda deve haver algum tipo de controle, já que hoje as crianças estão mais expostas à mídia que há 20 ou 50 anos:
— Não permitir a participação de uma criança em uma propaganda não quer dizer que se está evitando que ela tenha contato ou queira aquele produto. A medida é radical e pode ser ineficiente.
Carlos Thadeu de Oliveira, gerente técnico do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), argumenta que o merchandising viola o artigo 36 do Código de Defesa do Consumidor, segundo o qual a publicidade deve ser veiculada de forma que o consumidor a identifique como tal. Mas reconhece que as novas normas representam um avanço.
Até mais.
Fonte:SBP.

Agonia de uma profissão - CARTA AOS MÉDICOS BRASILEIROS...

Artigo de Milton Pires, médico de Porto Alegre..


Permitam-me os colegas fazer uso no presente artigo dos dois discursos que mais encantam o “meio intelectual brasileiro” – o marxista e o psicanalítico. Esqueçam, por alguns instantes, aquilo que ambos dizem do mérito e da caridade humanos. Espero que minhas conclusões não os choquem e sugiro ainda que, em caso de indignação, adotem como saída elegante afirmar que não gosto de ser médico; passa a impressão de profissionalismo e pena profundos de alguém como eu….rss
Tenho visto profissionais, às vezes de sessenta ou setenta anos, fazendo plantão nas emergências do Sistema Único de Saúde (SUS).
Comem mal, não dormem (ou o fazem em quartos imundos), são ameaçados ou agredidos pelos próprios pacientes, alguns roubam medicações controladas para uso próprio, e muitos acabam como notícia no Jornal Nacional.
Seu instrumento de trabalho mais importante é um carimbo e seu chefe é uma enfermeira. Eles assistem pacientes morrerem por falta de medicamentos, leitos, cirurgias e métodos diagnósticos. Dia após dia, independentemente de posição política ou tempo de formatura, são representantes legítimos de um delírio cujo início remonta a década de setenta.
Naquela época, um médico brasileiro, ex-assessor  para saúde na Nicarágua, e que depois viria se eleger deputado por um partido comunista, pensou ser possível trazer à terra aquilo que nem Jesus Cristo imaginou: um sistema de saúde com livre demanda, cobertura completa de custos, e acesso imediato aos serviços. Sim, meus amigos, o Brasil deve ao Dr. Sérgio Arouca e aos seus “companheiros” o fato de homens maravilhosos como Fernandinho Beira-Mar e Marcola terem o mesmo direito a um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI)  que qualquer trabalhador.
Certamente, se vivo, o Dr. Arouca ficaria exultante ao ver como nossas UTIs são numerosas e estão bem equipadas e eu gostaria de saber como ele explicaria o fato de Lula não tratar seu câncer no SUS.
Uma década antes, no governo Castelo Branco, o Brasil assistia ao início de uma proliferação de faculdades que nos lembra  que nem só de futebol somos campeões. Daqueles bancos saíram médicos, e continuam saindo, que vêem no futuro a possibilidade de uma prática liberal que a muito deixou de existir.
A verdade é que nos tornamos empregados! O estereótipo do médico recém-formado que vai para o interior casar com a filha de um latifundiário  e depois disputar algum cargo municipal é cada vez mais difícil de ser encontrado.
Ao que nos parece, em 1964 os militares viram na  classe médica uma ameaça política e trataram de tomar providências. A primeira delas, em silêncio garantido pelas paredes da Escola Superior de Guerra, foi determinar que saúde era uma questão de segurança nacional. A segunda, bem mais simples, foi submeter os médicos a mais elementar lei de mercado: oferta e procura.
E o que houve daí em diante? Tornamo-nos muitos, empobrecemos, nos sindicalizamos, e acima de tudo passamos a crer, como bons marxistas, que tínhamos um poder de transformação social até então adormecido. Era preciso ser um “trabalhador da saúde”. Médicos ligados à saúde pública começaram a despontar na cena política, mas desta vez ligados aquilo que se chamava na época de “esquerda”.
O país assistia então ao nascimento do Partido dos Trabalhadores e quem não lutava por eleições diretas não tinha coração. Enquanto isso, em silêncio mas de forma contínua, o sistema que fazia diferença entre aqueles que trabalhavam e contribuíam ou não para os gastos com a saúde nacional extinguia-se aos poucos.
Alheios a tudo, os antigos mestres das Escolas de Medicina, consagrados pelo tempo e saber, continuavam ensinando que o importante era a relação médico-paciente, que a medicina não podia se desumanizar e conseguiram com isso contribuir para a visão maniqueísta que passou a nos dividir entre “técnicos-frios” ou preocupados “com o paciente como um todo”.
Orientaram nossos acadêmicos a fazer estágio nos Estados Unidos. Para lá partiram aos comboios, quase sempre financiados pelos pais, lembrando os adolescentes brasileiros que visitam a Disneylandia.
Mas a mim me parece que o sonho está acabando. Voltamos de lá e estamos de plantão. O que poderia ter saído errado? Nossos pacientes já não nos respeitam e querem apenas atendimento de graça. Não nos esqueçamos dos famosos exames – quem não os pede não pode ser bom médico!
Será generalizada entre os colegas esta minha sensação? Medicação antidepressiva, menos trabalho e um salário melhor não resolveriam meu caso? Estas respostas ficam por conta de quem até aqui gastou seu tempo a me ler.
Uma vez Freud escreveu que a capacidade do indivíduo ser feliz está relacionada à realização no amor e no trabalho. Da vida pessoal de meus colegas pouco sei, mas tenho visto em pequenas salas (chamadas pelos otimistas de estar médico), em que se toma cafezinho frio, uma verdadeira legião de gente triste.
Isso mesmo, meus colegas, tristes é como estamos em função do que fazemos para sustentar nossas famílias. Aos dezoito anos de idade, com todas as alegrias desta época da vida, estávamos, muitos de nós, em frente a cadáveres. Quantas noites sem dormir por causa dos exames da faculdade? E o que dizer então da disputa por uma vaga na residência?
Somos médicos, mas antes de tudo somos humanos e é nesta última condição que a natureza e a doença vem cobrar seu preço. Aumenta cada vez mais o número de colegas com problemas por causa do álcool e das drogas. Patologias mentais entre nós avançam em número e gravidade. Frieza, discussões, insensibilidade com a dor, e raiva das queixas frívolas dos nossos pacientes são cada vez mais comuns nas emergências em que trabalhamos com condições quase veterinárias.
Pobre do país cujos médicos estão doentes! Era neles que se depositava a esperança de alívio de um povo que agora percebe que ele, povo, cuidou muito mal dos seus próprios médicos. Estamos pedindo socorro a pessoas comuns, sem treinamento, mas nem por isso sem coração e vontade de ajudar.
Alguém há que nos possa e queira ajudar?
Uma vez aquele que foi considerado o maior escritor de todos os tempos – James Joyce – disse que achava impossível escrever sem ofender as pessoas. Termino aqui. Longe de mim ofendê-los por mais tempo ou ter a audácia de pensar que Joyce pudesse estar errado.
Até mais.

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