domingo, 29 de março de 2015

Dois hormônios melhor do que um para prevenção de hipoglicemia com pâncreas artificial...

Sistemas de pâncreas artificial melhorar significativamente o controle glicêmico em adolescentes e adultos com diabetes tipo 1, comparando o sistema de bomba simples e bomba com 2 hormônios.
Os resultados, publicados na revista The Lancet Diabetes e Endocrinologia , sugerem que um sistema de hormônio duplo (insulina e glucagon) pode ter a vantagem sobre um sistema de hormônio único (somente insulina) em termos de redução de hipoglicemia.
Pesquisadores Ahmad Haidar (Institut de Recherches Clínicas de Montreal, Quebec, Canadá) e equipe recrutaram 30 pacientes, dos quais 10 eram adolescentes, com idade média de 14 anos.
Antes do início do estudo, a equipe otimizou as taxas de administração de insulina basal e correção de insulina e contagem de carboidrato para a terapia de bomba de insulina convencional dos participantes. Cada período de teste de 24 horas foi realizado em um centro de pesquisa, mas incluiu atividades sociais e exercício para imitar as condições ambulatoriais.
Durante os períodos experimentais quando foram utilizando uma bomba de insulina convencional, os participantes permaneceram dentro concentrações plasmáticas alvo de glucose no dia 51% do tempo, com o intervalo de destino definido como 4,0 a 8,0 mmol / L, e 4,0 a 10,0 mmol / L durante 2 horas depois comer.
O sistema de hormônios duplos e sistemas de pâncreas artificial melhoraram esta significativamente, para 62% e 63%, respectivamente, não havendo diferença entre os dois sistemas.
Durante a noite, os participantes permaneceram dentro do intervalo alvo para 46%, 70% e 65% do tempo com os sistemas, com hormônio único convencional e hormônios duplo, respectivamente, com os sistemas de pâncreas artificial novamente oferecendo uma melhoria significativa.
Os participantes raramente tiveram abaixo dos intervalos durante a noite, mas os sistemas de pâncreas artificial produziu uma grande redução no tempo total gasto abaixo do intervalo alvo, de 13,3%, com a bomba convencional para 3,1% com o sistema de hormônio único e 1,5% com o sistema de hormônio duplo. A diferença entre os sistemas simples e de hormônio dupla foi estatisticamente significativa.
Houve um total de 52 episódios de hipoglicemia (<3 0="" 13="" 3="" bomba="" caindo="" com="" convencional="" da="" durante="" e="" font="" hormonal-duplo="" l="" mmol="" nbsp="" nove="" o="" os="" ou="" para="" respectivamente.="" sem="" simples="" sintomas="" sistemas="" uso="">Os números correspondentes para episódios de hipoglicemia induzida pelo exercício foram de 12, três e quatro.
Os pesquisadores observam que a quantidade de glucagon emitido pelo sistema de hormônio duplo era muito pequeno: uma média de 0,13 mg em geral e 0,026 mg à noite, com um tamanho de bolus médio de 0,012 mg.
No entanto, em um comentário que acompanha o estudo, Steven Russell (Hospital Geral de Massachusetts, Boston, EUA), observa que a entrega "mais liberal" de glucagon poderia ter sido ainda mais eficaz.
Ele diz: "O verdadeiro valor incremental de glucagon será mostrado em ambiente ambulatorial sem restrições, onde o sistema de controle deve lidar com uma maior variedade e intensidade dos desafios à glicose estabilidade."
Até mais.
Fonte:
Por Eleanor McDermid, medwireNews Senior Reporter
Lancet Diabetes Endocrinol 2014; Avance publicação online
22 de dezembro de 2014

sexta-feira, 20 de março de 2015

Baixa estatura idiopática...

Resultado de imagem para baixinho
Cerca de 2% das crianças são definidas como tendo baixa estatura. Decidir quando propor a terapia com hormônio de crescimento humano recombinante para aumentar a estatura adulta é controverso.
O objetivo desse estudo, publicado no JAMA, foi rever o tratamento de crianças com baixa estatura idiopática, incluindo a avaliação diagnóstica e opções terapêuticas.
Busca sistemática da literatura nas bases PubMed, Embase, e Cochrane Library foi realizada, sendo os artigos limitados a estudos relatando altura adulta e revisões sistemáticas.
Terapia de hormônio de crescimento humano recombinante em crianças com baixa estatura idiopática aumenta altura em algumas crianças. O ganho médio estimado em altura adulta é de 5,2 cm (2 pol). A relação custo-benefício é controversa. O tratamento com hormônio do crescimento parece seguro no curto prazo, enquanto os dados sobre os efeitos a longo prazo são limitados, uma vez que os estudos de eficácia a longo prazo não foram capazes de determinar a segurança.
Os pesquisadores concluíram que o tratamento com hormônio de crescimento pode ser considerado em algumas crianças com baixa estatura idiopática.

Até mais.

Fonte: 
Autor: Cohen LE.
Uma resenha de Idiopathic short stature: a clinical review - JAMA; 2014 May 7;311(17):1787-96 


domingo, 15 de março de 2015

Vacina contra HPV está disponível no SUS para meninas de 9 a 11 anos...


Com objetivo de prevenir o câncer do colo do útero, a vacina este ano está disponível no SUS para meninas de 9 a 11 anos.
É muito positiva a antecipação da idade de imunização, pois aumenta consideravelmente a possibilidade das adolescentes receberem a terceira dose antes do início da vida sexual, ficando totalmente protegidas da doença.
No ano passado, o Sistema Público promoveu a vacinação do grupo de adolescente de 11 a 13 anos. Em 2015, também estão incluídas mulheres de 9 a 26 anos que vivem com HIV e têm probabilidade cinco vezes maior de desenvolver câncer no colo do útero do que a população em geral.
“A vacina é extremamente segura. Além da menina, os estudos mostram que a comunidade também fica protegida”, disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro, que recomendou que estados e municípios façam parceria com escolas públicas e privadas.
Esquema do SUS – Para receber a dose, basta apresentar o cartão de vacinação e o documento de identificação. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção. De acordo com o esquema do SUS, a segunda dose deve ser tomada seis meses depois, e a terceira, cinco anos após a primeira dose.
O Ministério da Saúde informa que as meninas de 11 a 13 anos que só tomaram a primeira dose no ano passado também podem aproveitar a oportunidade de se prevenir e procurar um posto de saúde ou falar com a coordenação da escola para dar prosseguimento ao esquema vacinal. Isso também vale para as meninas que tomaram a primeira dose aos 13 anos e já completaram 14.
Para as mulheres que vivem com HIV, o esquema vacinal também conta com três doses, mas com intervalos diferentes. A segunda e a terceira doses serão aplicadas dois e seis meses após a primeira. Nesse caso, elas precisarão apresentar a prescrição médica.


Desde março de 2014, o SUS oferece a vacina quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos do vírus HPV (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia em quem segue corretamente o esquema vacinal. Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero em todo mundo e os subtipos 6 e 11 por 90% das verrugas anogenitais.



A vacina contra HPV tem eficácia comprovada para proteger mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus. Hoje, é utilizada como estratégia de saúde pública em mais de 50 países, por meio de programas nacionais de imunização. Sua segurança é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS).



Prevenção – Tomar a vacina na adolescência é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer do colo do útero. No entanto, a imunização não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais. 

O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. A transmissão também pode ocorrer da mãe para filho no momento do parto. 
Até mais.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Nódulos tireoidianos benignos...

A detecção de nódulos tireoidianos assintomáticos aumentou. Falta consenso sobre o acompanhamento ideal de lesões benignas comprovadas por citologia e nódulos não suspeitos à ultrassonografia. As diretrizes atuais recomendam exames de ultrassonografia em série e reavaliação da citologia se um crescimento significativo for observado.
Com o objetivo de determinar a frequência, magnitude e fatores associados a alterações no tamanho dos nódulos da tireoide, foi realizado um estudo prospectivo, multicêntrico, observacional, envolvendo 992 pacientes com um a quatro nódulos tireoideanos consecutivos assintomáticos, detectados por ultrassonografia e com citologia benigna. Os pacientes foram recrutados a partir de oito centros hospitalares italianos, de referência em patologias da tireoide, entre 2006 e 2008. Os dados coletados durante os primeiros cinco anos de acompanhamento, até janeiro de 2013, foram analisados.
O crescimento do nódulo inicial (desfecho primário) foi avaliado com exames anuais de ultrassonografia detireoide. As alterações de tamanho foram consideradas significativas para o crescimento quando havia um aumento de 20% ou mais em pelo menos dois diâmetros dos nódulos, com um aumento mínimo de 2 milímetros. Foram identificados os fatores associados ao crescimento dos nódulos. Os desfechos secundários foram a detecção ultrassonográfica de novos nódulos e o diagnóstico de câncer de tireoide durante o acompanhamento.
Concluiu-se que entre pacientes com nódulos tireoideanos assintomáticos, detectados por ultrassonografia e com citologia benigna comprovada, a maioria dos nódulos não exibiu aumento significativo de tamanho durante cinco anos de acompanhamento e o câncer de tireoide foi raro. Estes resultados suportam a consideração de revisão das diretrizes atuais para acompanhamento de nódulos tireoidianos benignos assintomáticos.

Até mais.
sexta-feira, 06 de março de 2015
NEWS.MED.BR, 2015. Nódulos tireoidianos benignos: há um consenso para acompanhamento?. Disponível em: . Acesso em: 11 mar. 2015.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Invokana para tratamento do diabetes tipo 2...

Food and Drug Administration (FDA) aprovou um novo medicamento para tratamento do diabetes mellitus tipo 2, a canagliflozina. Com nome comercial de Invokana, ele age sobre a reabsorção renal de glicose e faz parte de uma nova classe de medicamentos conhecida como inibidores da proteína cotransportadora de sódio e glicose 2 (SGLT2).
Fisiologicamente, a glicose filtrada pelos rins é reabsorvida no túbulo contorcido proximal através da ação da SGLT2. A canagliflozina bloqueia a reabsorção da glicose pelo rim, aumentando a excreção de glicose e reduzindo os níveis de açúcar no sangue. O medicamento é ingerido uma vez ao dia.
A aprovação foi baseada em nove estudos multicêntricos, randomizados, que envolveram cerca de 10.300 pacientes e avaliaram a segurança e a eficácia da canagliflozina. Os estudos mostraram redução dos níveis dehemoglobina glicosilada e da glicemia de jejum.
O medicamento está contraindicado em pacientes com diabetes tipo 1, pacientes com cetonúria ou naqueles com grave comprometimento renal. Os principais efeitos colaterais observados incluem candidíase vulvovaginal,infecção urinária e hipotensão postural, principalmente nos primeiros três meses de tratamento.
A Invokana é comercializada pela Janssen Pharms.

Até mais.

NEWS.MED.BR, 2013. Invokana: nova opção de tratamento para diabéticos tipo 2 aprovada pelo FDA. Disponível em: . Acesso em: 6 mar. 2015.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Avaliação ultrassonográfica da gordura visceral e subcutânea em crianças obesas...

Estudo:

Objetivo: Avaliar as medidas ultrassonográficas da gordura visceral e subcutânea em crianças e testar se a gordura pré-peritoneal (GPP) e o índice de gordura da parede abdominal (IGPA) são parâmetros úteis para determinar a gordura visceral e a presença de doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) em crianças obesas.
Materiais e Métodos: Estudo tipo caso-controle, com uma amostra de 44 crianças, sendo 22 casos e 22 controles, pareados conforme sexo e idade. Os resultados foram analisados de forma descritiva e bivariada, com teste t de Student e teste exato de Fischer.
Resultados: Os parâmetros ultrassonográficos avaliados - tecido celular subcutâneo, GPP e gorduras intraperitoneais, e DHGNA - obtiveram elevada associação estatística com o índice de massa corpórea. A DHGNA foi observada em oito pacientes obesos (36,36%), sendo que a GPP e o IGPA foram as variáveis com maior significância estatística, com valor de p < 0,0001.
Conclusão: A ultrassonografia permite diferenciar e quantificar a gordura visceral e subcutânea nas crianças. As medidas da GPP e do IGPA são úteis para a avaliação da gordura visceral e DHGNA em crianças obesas.

Palavras-chave: Ultrassonografia; Criança; Obesidade; Fígado gorduroso; Gordura intra-abdominal.

Até mais.

Fonte:
Autores: SAKUNO, Telma; et al.Uma resenha de Avaliação ultrassonográfica da gordura visceral e subcutânea em crianças obesas - Radiologia Brasileira; [online]. 2014, vol.47, n.3, pp. 149-153 

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