quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Médicos pedem tratamento individualizado para diabéticos...

Especialistas que vão se reunir no congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes, em outubro, em Florianópolis, farão uma lista de recomendações ao Ministério da Saúde para melhorar o controle do diabetes tipo 1 no país, como o tratamento individualizado com orientações de acordo com as necessidades de cada paciente.
Um estudo nacional com mais de 3.500 pessoas cujos primeiros resultados foram publicados em 2011 mostraram que mais de 70% dos diabéticos têm taxas de açúcar no sangue fora do controle.
Segundo a endocrinologista Marília Gomes, coordenadora do estudo, o controle é ruim mesmo com diferentes tipos de insulina. "A pessoa pode ficar com taxas altas por muito tempo sem ter sintomas, mas, depois que começam, é difícil revertê-los."
Amputações, cegueira e doenças renais estão entre as principais consequências do diabetes fora de controle. Estima-se em 600 mil o número de diabéticos tipo 1 no país.

Até mais.

Fonte: Folha de São Paulo.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Verduras e legumes no combate ao câncer de pâncreas...

Plantas como aipo, alcachofra, ervas e orégano contêm substâncias que matam as células cancerosas
Cientistas da Universidade de Illinois, nos EUA, descobriram que plantas como aipo, alcachofra, ervas e orégano contêm substâncias que matam as células cancerosas pancreáticas humanas em laboratório.
Os resultados mostraram que as substâncias apigenina, luteolina e flavonoides inibiram uma enzima importante ligada à doença.
"Sozinha a apigenin induziu a morte celular em duas linhas de células humanas do câncer pancreático. No entanto, recebemos os melhores resultados quando nós pré-tratamos as células cancerosas com apigenina por 24 horas e, em seguida, aplicamos o quimioterápico gemcitabina por 36 horas", afirma a líder da pesquisa Elvira de Mejia.
Segundo os pesquisadores, o truque parece ser usar os flavonoides como um pré-tratamento, em vez de aplicá-lo junto com o medicamento quimioterápico ao mesmo tempo.
"Mesmo que o tema ainda seja controverso, nosso estudo indicou que tomar suplementos antioxidantes no mesmo dia de medicamentos quimioterápicos pode anular o efeito dessas drogas", afirma de Mejia.
"Isto acontece porque os flavonoides podem atuar como antioxidantes. Uma das maneiras que as drogas quimioterápicas matam as células é baseada na sua atividade pró-oxidante, o que significa que os flavonoides e os medicamentos quimioterapêuticos podem competir uns com os outros quando são introduzidos ao mesmo tempo", explica a pesquisadora.
Os cientistas descobriram que a apigenina inibiu uma enzima chamada de glicogênio sintase quinase-3ß (GSK-3ß), o que levou a uma diminuição na produção de genes anti-apoptóticos nas células do câncer de pâncreas. Apoptose significa que a célula cancerosa se autodestrói porque seu DNA foi danificado.
Em uma das linhas de células de câncer, a porcentagem de células em apoptose foi de 8,4% em células que não tinham sido tratadas com flavonoide a 43% em células que foram tratadas com a substância. Neste caso, nenhuma droga de quimioterapia tinha sido adicionada.
"Pacientes com câncer pancreático provavelmente não seriam capazes de comer bastante alimentos ricos em flavonoides para elevar os níveis plasmáticos sanguíneos do flavonoide a um patamar eficaz. Mas os cientistas poderiam desenvolver drogas que permitam alcançar as concentrações", afirma de Mejia.
Segundo os pesquisadores, a prevenção desta doença é outra história. "Se você comer um monte de frutas e legumes em toda a sua vida, você vai ter a exposição crônica a esses flavonoides bioativos, o que certamente ajudaria a reduzir o risco de câncer", conclui de Mejia.
Até mais.
Fonte: isaude.

sábado, 17 de agosto de 2013

Britânico reverte diabetes com dieta de apenas 11 dias...

Na Grã-Bretanha, mais um caso de sucesso na reversão do diabetes tipo 2 voltou a chamar a atenção para a teoria de que por meio de uma dieta de restrição calórica, feita por um período determinado de tempo, é possível se livrar da condição que afeta cada vez mais pessoas em todo o mundo.
O jornalista britânico Robert Doughty, de 59 anos, que até o ano passado estava entre os 371 milhões de portadores do diabetes no mundo, reverteu o quadro da própria condição com uma dieta de apenas 800 calorias por dia.
Num período de apenas 11 dias, Doughty enfrentou o duro regime de ingerir três doses diárias de shakes de reposição alimentícia com 200 calorias cada, somada a uma uma porção de legumes e vegetais de mais 200 calorias. Como parte da dieta, ele também teve que tomar um total de três litros de água por dia.
O drástico regime, que para efeito de comparação tem menos calorias do que apenas um dos lanches vendidos pela rede de fast food Mc'Donalds - o Big Tasty tem 843 calorias - não foi "nada fácil de enfrentar", contou o jornalista em entrevista à BBC Brasil.
"Frequentemente me sentia muito cansado... Uma noite, depois de ir ao teatro, quase não consegui subir as escadas da minha estação local de trem, e caminhar para casa parecia praticamente impossível. Também sentia muito frio, chegando a colocar quatro camadas de roupa no meio do verão, quando sentia meus dedos ficarem dormentes", disse o jornalista.
Doughty seguiu a dieta depois de procurar na internet estudos referentes ao diabetes tipo 2. Antes de começar o regime, ele procurou o pesquisador Roy Taylor, da Universidade de Newcastle, autor da teoria da dieta de 800 calorias, além do próprio médico, de quem obteve o aval para cortar as calorias diárias.
Ele já havia tentando uma dieta considerada menos radical, com cerca de 1.500 calorias por dia, com a qual emagreceu, mas não reduziu a glicose no sangue para o nível adequado.
A TEORIA
O diabetes tipo 2 se desenvolve quando o pâncreas para de produzir insulina em quantidades suficientes para manter o nível normal de glicose no sangue. No caso do diabetes tipo 1 - também chamado de diabetes congênito -, o pâncreas para totalmente de produzir insulina, que precisa ser injetada no paciente.
Nos dois casos, sem o controle adequado, o nível de glicose no sangue alcança um patamar de risco, o que pode gerar a longo prazo diversas complicações nos rins, pressão arterial alta, perda parcial ou total da visão, problemas no coração, dentre outros males.
No caso da diabetes tipo 2, a condição está fortemente associada à obesidade, uma condição que se alastra em todo o mundo.
Foi justamente a associação com a gordura que intrigou professor Roy Taylor, da Universidade de Newcastle, no norte da Inglaterra, quando iniciou seus estudos sobre o diabetes tipo 2 há dois anos.
Ele notou que pacientes que se submetiam à cirurgia para redução de estômago passavam por um período de transição, logo após a cirurgia, de redução drástica da quantidade de calorias ingeridas.
"Até se acostumarem com a redução do próprio estômago, os pacientes comiam muito pouco, porque se sentiam saciados muito rápido e tinham náuseas. Com isso eles perdiam muito peso, num espaço de tempo bem curto", afirmou Taylor em entrevista à BBC Brasil.
Passados alguns meses depois do emagrecimento, o pesquisador notou que a maioria dos pacientes que tinham diabetes tipo 2 tinham se livrado da condição.
Todos eles tinham algo em comum: haviam perdido uma grande quantidade de gordura na região abdominal.
Estudos preliminares mostraram, então, que esse tipo de gordura, localizada na barriga, próxima de órgãos como o pâncreas e o fígado, tinha uma associação com o desenvolvimento do diabetes tipo 2.
"Descobrimos que a gordura na região abdominal provoca uma reação metabólica que dificulta a digestão da glicose pelo pâncreas. A simples presença da gordura nessa região causa uma mudança no metabolismo, que dificulta a produção de insulina", explicou Taylor.
Ao fazer a relação entre calorias ingeridas, tempo gasto para perder peso e a quantidade de gordura perdida, principalmente na região abdominal, Taylor chegou à teoria da dieta de hiper redução calórica.
"Cada pessoa é diferente, mas notamos que a redução calórica para algo em torno de 800 calorias por dia causava a reversão do diabetes. Alguns pacientes demoram mais que outros, mas todos conseguem reverter a condição dentro de oito semanas", afirmou o pesquisador.
O estudo de Taylor foi divulgado em 2011, na publicação científica Diabetologia.
RISCOS
A dieta das 800 calorias é considerada segura, mas precisa ser feita com acompanhamento médico, pois há vários riscos e fatores que devem ser levados em consideração.
De acordo Taylor, o primeiro passo é saber se o indivíduo está bem nutrido e não possui falta de vitaminas no organismo, principalmente o ferro.
Ele ressalta que a dieta de hiper restrição calória poderia ser um meio seguro de reduzir o índice de diabetes "até mesmo em países pobres, desde que todas as precauções sejam tomadas".
"Seria importante, porém, se tomar extrema precaução com pessoas que são mal nutridas, que devem ter os níveis de vitaminas e especialmente o ferro verificados antes de se iniciar a dieta. Ainda assim, seria muito barato prover suplementos vitamínicos para estas pessoas e continuar a recomendar a dieta para reverter o diabetes".
CURTO PRAZO
O Brasil ocupa a quarta colocação no ranking dos países com maior índice de diabetes no mundo, com 13,4 milhões de portadores no país, o que equivale a 6,5% da população, de acordo com o último levantamento da Federação Internacional do Diabetes (FID).
Em primeiro lugar está a China (92,3 milhões), seguida da Índia (63 milhões) e Estados Unidos (24,1 milhões).
"Notamos que há uma relação direta entre aumento poder de compra e o crescimento de casos de diabetes no mundo. Em Países como o Brasil, China e Índia, onde a população está podendo consumir mais, o aumento do diabetes é tipo 2 é assustador", ressaltou o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Balduino Tschiedel, em entrevista à BBC Brasil.
Para Tschiedel, "a pesquisa britânica de hiper redução calórica na reversão da diabetes tipo 2 tem uma validade científica muito grande, porque vem a confirmar a importância da alimentação como fator fundamental no combate a doença".
No entanto, ele ressalta que manter-se livre da obesidade e consequentemente do diabetes tipo 2 por um longo período de tempo é o maior desafio.
"O maior problema está em manter uma dieta adequada por um longo período de tempo. Esse é o nosso maior desafio, porque envolve uma mudança comportamental muito difícil de ser alcançada num mundo em que a oferta de alimentos hiper calóricos é muito grande", explica Tschiedel.
Ele ainda ressalta que o esforço para combater a obesidade e o diabetes envolve uma ação conjunta de várias entidades.
"Nós, da Sociedade Brasileira de Diabetes, acreditamos que uma mudança nos hábitos da população só seja possível com um conjunto de medidas que envolvam o governo, sociedade civil e a mídia num esforço conjunto para conscientizar e educar as pessoas sobre a importância de se manter uma alimentação mais saudável e atividades físicas regulares", alerta.
No longo prazo, a eficácia da teoria do professor Roy Taylor ainda está sendo testada.
"Notamos em nossos estudos, que as pessoas que contraíram o diabetes tipo 2 há menos de quatro anos são as que melhor respondem ao tratamento da dieta de 800 calorias. Com mais de quatro anos, notamos que se torna mais difícil a reversão da diabetes tipo 2. Então, ainda é muito cedo para dizer que o mesmo método vá funcionar em pessoas que têm diabetes há muito tempo. Estamos tentando entender qual seria o melhor método para essas pessoas", disse Taylor.
GENÉTICA
De acordo com estudos feitos na Universidade de Newcastle, a genética parece não ser mais um fator fundamental no desenvolvimento do diabetes tipo 2.
"Mesmo pessoas com tendência genética ao diabetes tipo 2 podem evitar o desenvolvimento da condição se mantiverem uma dieta mais restrita de açúcares e uma rotina de exercícios regulares. O mais importante é não chegar ao ponto de acumular gordura na região abdominal", explicou o professor Taylor.
"Pessoas com histórico na família estão mais suscetíveis a desenvolver o diabetes tipo 2, porque isto é uma tendência genética. Mas o fato é que, qualquer pessoa pode desenvolver a doença pelo simples fato de acumular gordura, principalmente na região do abdômen. Então, hoje em dia, podemos dizer que as pessoas desenvolvem o diabetes tipo dois mais por hábitos alimentares inadequados e falta de exercício físico - com um estilo de vida sedentário - do que pela questão genética".
O jornalista Robert Doughty disse que, apesar da dieta ter sido difícil de ser seguida, ele não desistiu porque acreditou nos benefícios.
"Durante a dieta, fiquei relembrando a mim mesmo os benefícios do regime pare reduzir a glicose no sangue. O fato dos portadores do diabetes tipo 2 terem 36% mais risco de morrer mais cedo e grandes chances de ter ataques cardíacos, aneurisma, danos na visão e problemas de circulação que podem provocar até esmo amputação de membros, e 50% mais chance de tomarem medicação para o resto da vida, foi meu grande incentivo".
Ele disse que sua maior alegria foi quando seu médico ligou e disse: "O seu diabetes se reverteu completamente, parabéns!".

Até mais.

Fonte: Folha de São Paulo 

Uso de tablets e smartphones pode prejudicar visão de crianças, alerta oftalmologista...

Um estudo da Universidade de Alberta apontou que, quanto mais telas uma criança tem em seu quarto, pior será para sua saúde. No caso, computadores e televisores podem atrapalhar o sono (quem nunca ficou até tarde assistindo à TV?). Além das horas dormidas, os olhos das crianças estão sendo prejudicados por causa da exposição prolongada à tela da televisão, smartphones, tablets, notebooks, vídeo game, segundo a oftalmologista pediátrica e consultora do Consulte Aqui, Dra. Rosane da Cruz Ferreira. Enfim, é muita coisa. Não há boas estatísticas para o Brasil, mas uma criança norte-americana, por exemplo, calcula-se uma média de três a quatro horas de TV por dia, fora as outras tecnologias. Para se ter uma ideia de como o acesso às telas é abusivo, a Academia Americana de Pediatria recomende o máximo de duas horas por dia – e crianças menores de dois anos a recomendação é totalmente restritiva: os pequenos não podem ver TV ou usar tecnologias eletrônicas.
Embora haja recomendações, o que mais vemos por aí são crianças de tudo quanto é idade mexendo (com facilidade invejável!) nos tablets, jogando games, mandando SMS via celular ou conectados em redes sociais.
Ex-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica, a Dra. Rosane é categórica ao dizer que tablets, celulares e computadores são contraindicados para os pequenos. “A geração atual está desenvolvendo miopia, que é a dificuldade para ver de longe, mais precocemente e em “graus” muito maiores do que as gerações anteriores”, alerta.
A miopia tem vários fatores, sendo os mais importantes o genético e o ambiental. A doença está associada ao esforço acomodativo, isto é, ver coisas pequeninhas muito de perto, em movimento ou no escuro. “Se a criança passa muito tempo em frente ao computador, joguinhos de celular, lendo ou vendo TV no escuro ou ainda assistindo filmes no DVD no carro, o cérebro 'entende' que o importante é a visão de perto, que vai ficando cada vez melhor, em detrimento da visão de longe”, explica a médica. O risco de ter a doença aumenta se a criança tiver predisposição genética, ou seja, míopes na família, ou se for detectada uma tendência no exame oftalmológico de rotina.

O desconforto
Sabe aquele desconforto que sentimos quando passamos muito tempo em frente à tela? Então, as crianças também estão sujeitas a isso, mas talvez não percebam com facilidade. O desconforto surge quando o usuário do telefone concentra seu olhar na tela, ou seja, acomoda sua visão à distância apropriada da tela, que é fonte refletora de luz. Ao mesmo tempo, os olhos devem convergir para que uma distância apropriada do telefone possibilite ler ou assistir o que está na tela do telefone. Os sintomas mais comuns são dores de cabeça, olho seco, coceira e, mais raramente, vista embaçada. Para evitá-los é recomendável que a cada duas horas de leitura, deve-se descansar 10 minutos.
Em condições normais, esta situação de “esforço extra para os olhos” pode não representar um problema porque quando uma pessoa apresenta fadiga visual, na frente do computador, por exemplo, ela se levanta, descansa os olhos e fica bem novamente. Mas, como a criança pode não perceber os sintomas do desconforto, os pais devem ficar de olho e estabelecer tempo limite para a exposição.
Segundo dados divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) cerca de 15 milhões de crianças em idade escolar sofrem de problemas de visão, como miopia, hipermetropia e o astigmatismo. Segundo o conselho, a Agência Internacional de Prevenção à Cegueira, ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que pelo menos 100 mil crianças brasileiras têm alguma deficiência visual e 33 mil ficaram cegas por causa de doenças oculares que poderiam ser evitadas ou tratadas caso descobertas precocemente.

A visão do seu filho
Normalmente, quando os sinais “aparecem” a doença já está bastante avançada. É muito difícil os pais perceberem os problemas em sua fase inicial. Por isso, as avaliações de rotina são fundamentais. “Os sinais mais perigosos indicativos de doença ocular são o aparecimento de um reflexo esbranquiçado nas fotografias, assimetria do reflexo vermelho do flash entre os olhos e estrabismo (desvio dos olhos)”, enumera Dra. Rosane.
Outros sinais de que a visão do seu filho não vai bem são dores de cabeça frequentes, franzir a testa e apertar os olhos para ler e a necessidade se sentar muito próximo ao quadro-negro na escola ou à televisão. Todos esses “sintomas” podem ser causados por erros de refração (miopia, hipermetropia e astigmatismo).
Além disso, a criança com erro de refração tende a ser mais lenta no desempenho escolar, pode apresentar dificuldade de concentração e desinteresse nas atividades. “Algumas vezes as crianças tem o diagnóstico errôneo de hiperatividade, quando na verdade tem hipermetropia alta, dificuldade na visão de perto. Crianças com miopia alta já foram inclusive confundidas com autistas, pois por não estarem enxergando nada além de 50 cm, se tornam introspectivas, quietas e com dificuldades de relacionamento.”
A dica da oftalmologista pediátrica é levar a criança para fazer uma avaliação oftalmológica completa de seis em seis meses até completar dois anos de idade, e depois marcar exames anuais até os 10 anos ou sempre que houver necessidade. Além disso, a médica recomenda que os pais restrinjam o tempo de uso dos aparatos tecnológicos. “O importante é estimular brincadeiras ao ar livre, de preferência em locais abertos como parques”, conclui.
Até mais.
Fonte: uol.

Anvisa confirma denúncia de pelos de rato em ketchup da Heinz...



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou a denúncia da presença de pelos de rato no produto Tomato Ketchup, da marca Heinz. O caso foi denunciado há seis meses pela Associação de Consumidores Proteste. Após testes, um lote do produto foi retirado do mercado pela Vigilância Sanitária em São Paulo.

Um outro lote do produto 2K04, com vencimento em janeiro de 2014 adquirido no Carrefour Taboão, de São Bernardo do Campo, também estava contaminado.

Em fevereiro, a Anvisa considerou que as análises foram feitas por laboratório não oficial. Novos testes foram feitos pelo Instituto Adolfo Lutz, de Santo André.

A irregularidade foi detectada pela Proteste no lote 2C30 do produto por exame microscópico em amostras compradas em supermercado de São Bernardo do Campo, região metropolitana de São Paulo, no final de 2012. 

O produto foi considerado pela Proteste como impróprio para consumo. Agora a entidade está pedindo inspeção na indústria Quero Alimentos, importadora e distribuidora do produto Heinz no Brasil. 

Nota da empresa

Quando a denúncia surgiu, a Heinz Brasil informou que não teve a oportunidade de avaliar o produto ou de validar a precisão do teste do produto. "Com base em nossos rigorosos programas de qualidade e segurança temos razões para questionar o teste e não temos nenhuma evidência de problemas de segurança com o produto" informou a empresa. 

Diante da confirmação da denúncia pela Anvisa, a empresa divulgou nova nota informando que todos os produtos trazidos para o País são produzidos de acordo com as normas sanitárias de seus países de origem, bem como normas internacionais. 

A empresa acrescentou que os lotes em questão não estão em circulação e que está analisando os aspectos levantados pelo caso.

O produto que apresentou problemas de contaminação é de origem mexicana, fabricado pela Delimex. Por isso a Proteste informou os resultados das análises à Associação de Consumidores do México.

Em 2005, a entidade havia avaliado 16 marcas de ketchup e identificado cinco produtos impróprios para consumo. Mas somente após cinco anos obteve na Justiça autorização para divulgar o resultado dos testes. Quando saiu a autorização, em 2010, os lotes dos produtos cujas análises indicaram presença de pelos de roedores, pedaços de penas de ave e ácaros nas embalagens não estavam mais no mercado.


Até mais.

Fonte: Estadão.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Exames em casa na Baixada Santista...

Pela primeira vez, a saúde do brasileiro será pesquisada pelo Governo, por meio de convênio fechado entre Ministério da Saúde e IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na região, serão pesquisados moradores de sete municípios: Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, Santos e São Vicente.

Segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, os exames servirão para dar maior precisão às estatísticas sobre a prevalência da hipertensão, diabetes, colesterol e anemia falciforme.

As coletas devem ser feitas até o final do ano, e a análise do material deve ser iniciada nos primeiros meses de 2014.Concluída a pesquisa, num segundo momento o ministério vai avaliar se, eticamente, pode usar o sangue colhido para medir a prevalência do vírus HIV na população.

Até novembro, a meta é entrar em 80 mil domicílios distribuídos em 1.600 cidades para reunir informações sobre hábitos de alimentação, tabagismo, frequência de realização de exames e práticas de atividades físicas.O resultado dos exames será devolvido às pessoas que participaram da pesquisa, como uma espécie de check-up.

Em um quarto dessa amostra, o Governo quer realizar exames: aferição da pressão; medição de peso, altura e circunferência abdominal; e coleta de sangue e urina para a realização de exames, algo nunca feito no país nessas proporções.  A coleta do material não é obrigatória e só será feita em pessoas com 18 anos ou mais.


Até mais.

Fonte: Jornal Atribuna.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Trabalhar a noite é muito ruim...

Estudo da USP comprova efeitos nocivos do trabalho noturno para saúde

Quem trabalha no período noturno e precisa descansar durante o dia dorme menos e pior. Além disto, os hormônios melatonina e cortisol, bem como as citocinas inflamatórias salivares sofrem uma desregulação em sua produção, o que pode ser um indicador para diversas doenças, incluindo o câncer. Estes são alguns dos apontamentos da bióloga Érica Lui Reinhardt, em sua tese de doutorado pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP. Ela afirma que, para diminuir estes problemas, as empresas devem implantar turnos alternantes, já que o trabalho noturno é necessário a alguns setores profissionais.
Devido à exposição à luz durante a noite, o organismo destes trabalhadores diariamente secreta menos o hormônio melatonina, que participa do controle dos ritmos biológicos, incluindo o que regula o sono. Ou seja, a mudança na quantidade de melatonina no organismo também altera o "relógio" pelo qual o corpo diz a hora de dormir. Quanto mais escuro e calmo um ambiente, mais melatonina tende a ser secretada e com mais sono a pessoa fica. A secreção de cortisol nesses trabalhadores, por sua vez, perdeu seu ritmo natural. Este hormônio prepara para situações de estresse, podendo prejudicar esta função. Além disto, melatonina e cortisol ajudam no controle das respostas aos agentes que invadem o corpo, como microorganismos, com destaque para o papel do cortisol.
A tese de doutorado de Érica foi defendida em abril deste ano na área de Saúde Ambiental da FSP. A pesquisadora constatou que os horários de produção de citocinas salivares durante o dia se alterou, o que talvez possa, a longo prazo, acarretar prejuízos aos processos imunológicos. Mesmo não tendo como foco as doenças ocasionadas quando estas alterações ocorrem, a bióloga explica que a mudança no ciclo da melatonina "tem sido relacionada com surgimento do câncer de mama em mulheres e de próstata em homens".
Alterações no sono
Além dos resultados relativos à melatonina, ao cortisol e às citocinas salivares, o trabalho noturno também é responsável por alterações no sono, que tiveram impacto negativo nos resultados da avaliação feita nos trabalhadores. Érica conta que "o trabalhador poderia dormir 7, 8 horas, mas ele acaba acordando antes porque o organismo dele diz 'não é para você estar dormindo'. Então ele dorme menos. A qualidade deste sono provavelmente também é pior". A solução recomendada pela bióloga é a alternância de horários de trabalho durante a semana. Um exemplo seria a pessoa trabalhar dois dias de manhã, dois dias de tarde e dois dias de noite, depois ter dois dias de folga, "com isso você reduz esses efeitos".
O estudo foi realizado com a comparação entre dois grupos de trabalhadores de uma mesma indústria: aqueles cujo turno ia das 21 às 6 horas e outros que trabalhavam das 7 às 17 horas. A todos os pesquisados foi aplicado um questionário sócio-demográfico e de condições de trabalho e de vida, medindo, entre outras coisas o estresse, a sonolência e a fadiga. Além disto, a avaliação da atividade e do repouso foi feita por actímetros, medidores de movimento colocado no punho dos empregados, com o aspecto de um relógio, que permitem estimar a quantidade e a qualidade do sono. A secreção de cortisol e de melatonina e a produção das citocinas salivares, por sua vez, foi estudada com três coletas de saliva diárias que, depois eram analisadas pela técnica conhecida por ELISA, um tipo de imunoensaio que permitiu detectar e quantificar os dois hormônios e as citocinas nas amostras.
Qualidade de vida
O resultado dos questionários reforçou que o ambiente de trabalho influencia na avaliação que o funcionário tem de diferentes aspectos em seu trabalho e também fora dele. Isto porque dois grupos do turno noturno, de setores diferentes na indústria estudada, tiveram grande divergência nas percepções relacionadas ao ambiente de trabalho e a efeitos do trabalho sobre sua saúde e qualidade de vida. Érica explica que em um desses setores, inclusive, os trabalhadores noturnos relatavam que dormiam pior, apesar de esta diferença não ter sido identificada nos dados dos actímetros. "Atribuímos isso ao fato de esse setor ser pior em termos de trabalho. São tarefas mais agressivas, com um ambiente de trabalho pior, mais calor, mais ruído, mau cheiro e isso acaba contaminando toda a percepção sobre qualidade de vida do trabalhador."
Érica foi motivada a iniciar o estudo devido a sua atuação na Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro). A instituição é ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego, do Governo Federal e tem como objetivo pesquisar aspectos da saúde, segurança e integridade do empregado em seu ambiente de trabalho. Atualmente, ela atua na Diretoria Executiva e realiza pesquisas neste campo.
Até mais.
Fonte: isaude

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Vacina contra diabetes melitus tipo 1...


Uma equipe de pesquisadores parece ter conseguido desenvolver uma vacina capaz de domar o sistema imunológico de uma pessoa de forma a evitar que ele passe a atacar e destruir as células que produzem insulina – quadro que caracteriza o diabetes tipo 1. 
Ainda em testes iniciais, a vacina, caso prove ser eficaz e segura em estudos futuros, poderá ser a solução para retardar ou até mesmo evitar a doença. As descobertas foram publicadas nesta quarta-feira no periódico Science Translational Medicine.
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, ou seja, que ocorre quando o sistema imunológico do paciente passa a atacar o próprio organismo. No caso dessa condição, o sistema de defesa reconhece como inimigo e ataca células que produzem a insulina, hormônio que ajuda a glicose a sair da corrente sanguínea e entrar nas células, controlando a taxa de açúcar no sangue. Pessoas com essa doença precisam controlar seus níveis de glicose várias vezes ao dia, além de repor a insulina no organismo.
A busca por uma vacina que consiga controlar o sistema imunológico e evitar que ele ataque essas células não é algo recente. Segundo esse novo artigo, cientistas estudam uma forma de tornar isso possível há mais de 40 anos. Na maioria das tentativas, o que ocorreu foi que a terapia atacou todo o sistema de defesa do indivíduo, fragilizando a saúde do paciente e o tornando mais propenso a outras doenças, como o câncer, por exemplo.
Ação específica — A nova pesquisa foi feita por especialistas de instituições como a Universidade Leiden, na Holanda, e a Universidade Stanford, Estados Unidos. Segundo os autores, a vacina desenvolvida por eles é feita a partir de um pedaço de DNA geneticamente modificado para conter a resposta imunológica à insulina. A vacina foi criada para destruir apenas as células do sistema imunológico que são prejudiciais, deixando o restante do sistema de defesa intacto.
Segura e eficaz — O teste da vacina envolveu 80 pessoas maiores do que 18 anos com diabetes tipo 1 que faziam tratamento com injeções de insulina. Parte delas recebeu doses dessa vacina e o restante, de placebo. Após 12 semanas recebendo uma dose de vacina ou placebo semanalmente, os pacientes do grupo da vacina ativa apresentaram sinais de que seu corpo estava preservando algumas das células produtoras de insulina no pâncreas sem efeitos adversos. Além disso, a nova vacina diminuiu o número de células do sistema de defesa responsáveis por matar as produtoras de insulina.
Lawrence Steinman, um dos autores do estudo, admite que a vacina está longe de ser comercializada, mas acredita que esses resultados são suficientes para que um estudo maior em torno do tratamento seja realizado futuramente. A ideia é que a vacina seja testada em 200 pessoas com diabetes tipo 1 para avaliar se ela pode parar a progressão da doença em pacientes jovens antes mesmo de a condição ter causado um dano maior à saúde.
Até mais.
Fonte: Veja.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

INVOKANA... para diabéticos tipo 2...

O Food and Drug Administration (FDA) aprovou um novo medicamento para tratamento do diabetes mellitus tipo 2, a canagliflozina. Com nome comercial de Invokana, ele age sobre a reabsorção renal de glicose e faz parte de uma nova classe de medicamentos conhecida como inibidores da proteína cotransportadora de sódio e glicose 2 (SGLT2).
Fisiologicamente, a glicose filtrada pelos rins é reabsorvida no túbulo contorcido proximal através da ação da SGLT2. A canagliflozina bloqueia a reabsorção da glicose pelo rim, aumentando a excreção de glicose e reduzindo os níveis de açúcar no sangue. O medicamento é ingerido uma vez ao dia.
A aprovação foi baseada em nove estudos multicêntricos, randomizados, que envolveram cerca de 10.300 pacientes e avaliaram a segurança e a eficácia da canagliflozina. Os estudos mostraram redução dos níveis de hemoglobina glicosilada e da glicemia de jejum.
O medicamento está contraindicado em pacientes com diabetes tipo 1, pacientes com cetonúria ou naqueles com grave comprometimento renal. Os principais efeitos colaterais observados incluem candidíase vulvovaginal, infecção urinária e hipotensão postural, principalmente nos primeiros três meses de tratamento.
A Invokana é comercializada pela Janssen Pharms.

Até mais.


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