segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Anvisa aprova registro da primeira vacina contra a dengue no Brasil...

Saiu hoje (28) a aprovação do registro da primeira vacina contra a dengue no Brasil: a Dengvaxia, da francesa Sanofi Pasteur. Embora liberada para comercialização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ainda falta a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos definir o valor de cada dose, processo que dura em média três meses, mas não tem prazo máximo.

Até mais.

Fonte: ANVISA

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Inibina B em adolescentes e adultos jovens com Síndrome de Turner...

A insuficiência gonadal primária pode ocorrer na maioria dos indivíduos com Síndrome de Turner (ST). Os ovários da meninas com ST sofrem apoptose precoce e a criopreservação de tecido ovariano agora possível, seria útil identificar um marcador confiável para a reserva ovariana destes pacientes.
As meninas com ST em amenorréia primária tem significativamente níveis mais baixos de inibina B do que meninas com ST e puberdade espontânea. A Inibina B não se correlaciona com o FSH e LH. Se forem confirmados em estudos futuros, a inibina B poderia tornar-se um teste de triagem para avaliar reserva ovariana e um marcador longitudinal do possível declínio da função ovariana em ST.

Fonte:

Inhibin B em adolescentes e jovens adultos com síndrome de Turner.

Messina, MF; Aversa, T.; Salzano, G.; Costanzo, D.; Sferlazzas, C.; Mirabelli, S.; Zirilli, L.; Lombardo, F.

JPEM Vol. 28 Nr. 11-12 Página: 1209 - 14 Data da publicação: 01/11/2015

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Vacina contra dengue será testada em 17 mil pessoas, em 12 Estados...

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A vacina contra a dengue do Instituto Butantan será testada em 17 mil voluntários distribuídos por 12 Estados do país em sua terceira fase de experimento. O recrutamento começa a ser feito nos próximos dias e ainda não há prazo para a liberação da vacina para o público geral, segundo o instituto informou nesta sexta (11) em coletiva no Palácio dos Bandeirantes. 
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou a última fase de testes da vacina contra a dengue. A primeira etapa do trabalho é buscar voluntários para participar dos testes – a expectativa é que haja boa procura. Entre eles, um terço receberá placebo e outros dois terços serão injetados com uma dose única da vacina.
O estudo será feito em diferentes regiões do país para que a vacina seja testada em áreas com os quatro tipos de vírus da dengue existentes. Haverá testes em Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), São Paulo (SP), São José do Rio Preto (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR).
Os voluntários serão acompanhados por cinco anos. No entanto, se os resultados forem positivos antes disso é possível que a vacina seja liberada antes desse prazo.
Segundo Jorge Kalil, presidente do Butantan, a vacina contra a dengue não é eficaz contra o vírus da zika, possível responsável pelo surto de microcefalia que vive o país. 
De acordo com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, essa fase de testes deve custar R$ 270 milhões. Na próxima semana, o governo fará reuniões com empresas interessadas em fabricar a vacina, após sua aprovação. 
"Na próxima segunda teremos reuniões envolvendo o Butantan, o Estado e empresas internacionais que tenham interesse em compartilhar o estudo com o Butantan desde a fase 3 em diante. A possibilidade do negócio, vamos discutir na segunda. Entendo que estamos com uma vacina para o país e na sequência para o mundo", afirmou o secretário estadual de Saúde, David Uip.

Oito meses na Anvisa

Até agora, duas fases do estudo já foram concluídas com sucesso. A fase 3 envolve a análise da eficiência da vacina contra os quatro sorotipos diferentes do vírus da dengue. A intenção é que uma fábrica para a produção do produto já seja construída enquanto os últimos testes são realizados.
O Instituto Butantan havia pedido há oito meses a liberação para a última fase de pesquisas da vacina contra a dengue. Em 10 de abril, quando o Brasil vivia o ápice da epidemia da doença, a solicitação foi encaminhada para a Anvisa, que respondeu o pedido apenas agora. Ainda em abril, o instituto paulista ainda não havia concluído a segunda fase de pesquisas da vacina.
Até mais.
Fonte: UOL

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Doenças transmitidas pelo Aedes...

Quadro de sinais e sintomas que ajudam a diferenciar Dengue, Chikungunya e Zika.

Até mais.

sábado, 28 de novembro de 2015

FDA aprova Insulinas Degludec e Ryzodeg...

Aprovou os EUA Food and Drug Administration (FDA) hoje dois medicamentos de longa duração de insulina da Novo Nordisk para melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes mellitus após ter os rejeitado em 2013 por falta de dados de resultados cardiovasculares.
As drogas, Tresiba e Ryzodeg 70/30contem insulina degludec, que possui uma meia-vida de 25 horas e atua para menos de 42 horas.
Insulina Degludec é o único ingrediente ativo no Tresiba. Pacientes injetam por via subcutânea uma vez por dia. Por causa da cobertura longa da droga, os pacientes não precisam utilizá-las ao mesmo tempo em cada dia como com outras insulinas basais, levando alguns a chamam de "Sunday-dormir-in insulina."
Ryzodeg 70/30 contém insulina aspart, um agente de ação rápida, bem como insulina degludec. Também é injetável. Ryzodeg é tomado uma vez ou duas vezes por dia com qualquer refeição principal, de acordo com uma nota de imprensa da Novo Nordisk.
Após a sua primeira derrota regulamentar há 2 anos, Novo Nordisk lançou um estudo cardiovascular para insulina degludec chamados dedicar e apresentado os resultados intercalares para a FDA, no início deste ano, quando reaplicado para aprovação. O fabricante espera que o julgamento se encerra no segundo semestre de 2016.
Em um comunicado à imprensa, a FDA citou estudos clínicos que mostram que tanto Tresiba e Ryzodeg 70/30 reduzia a hemoglobina A1c nos pacientes com tipo 1 e tipo 2 diabetes que tiveram controle glicêmico inadequado no início. As reduções se assemelhava aos alcançados por drogas previamente aprovados de longa duração de insulina.
Os efeitos adversos mais comuns relatados para as duas novas drogas foram hipoglicemia, reações alérgicas, reações no local da injeção, prurido, erupção cutânea, edema e ganho de peso. Os pacientes que têm aumentado as cetonas no sangue ou na urina, não devem tomar qualquer medicamento, de acordo com a FDA.
A reputação de Tresiba foi manchada no ano passado, quando o Instituto Alemão para a Qualidade e Eficiência em Saúde relatou nenhum benefício adicional da insulina degludec sobre insulinas existentes para pacientes adultos com diabetes tipo seja 1 ou tipo 2. Em julho, a Novo Nordisk anunciou que iria parar de distribuir Tresiba na Alemanha até o final de setembro porque não conseguiu negociar um preço satisfatório para a droga com a associação de caixas públicos de seguro de saúde do país.
Até mais.
Fonte: Medscape.com

Ministério da Saúde confirma relação do Zika vírus e Microcefalia...

O Ministério da Saúde confirma neste sábado (28) a relação entre o vírus Zika e o surto de microcefalia na região Nordeste. O Instituto Evandro Chagas, órgão do ministério em Belém (PA), encaminhou o resultado de exames realizados em um bebê, nascida no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. Em amostras de sangue e tecidos, foi identificada a presença do vírus Zika.

A partir desse achado do bebê que veio à óbito, o Ministério da Saúde considera confirmada a relação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia. Essa é uma situação inédita na pesquisa científica mundial. As investigações sobre o tema devem continuar para esclarecer questões como a transmissão desse agente, a sua atuação no organismo humano, a infecção do feto e período de maior vulnerabilidade para a gestante. Em análise inicial, o risco está associado aos primeiros três meses de gravidez.

O achado reforça o chamado do Ministério da Saúde para uma mobilização nacional para conter o mosquito transmissor, o Aedes aegypti, responsável pela disseminação da dengue, zika e chikungunya. O êxito dessa medida exige uma ação nacional, que envolve a União, os estados, os municípios e a toda a sociedade brasileira. O momento agora é de unir esforços para intensificar ainda mais as ações e mobilização.

A campanha lançada nesta semana alerta que o mosquito da dengue mata e, portanto, não pode nascer.  A ideia é que todos os dias sejam utilizados para uma limpeza e verificação de focos que possam ser criadouros do mosquito. O resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) indica 199 municípios brasileiros em situação de risco de surto de dengue, chikungunya e zika, sendo necessária uma mobilização, de todos, imediata.

ÓBITOS

O Ministério da Saúde também foi notificado, na sexta-feira (27), pelo Instituto Evandro Chagas sobre outros dois óbitos relacionados ao vírus Zika. As análises indicam que esse agente pode ter contribuído para agravamento dos casos e óbitos. Esta é a primeira ligação de morte relacionada ao vírus Zika no mundo, o que demostra uma semelhança com a dengue. 

O primeiro caso foi confirmado pelo Instituto Evandro Chagas, de Belém (BA), trata-se de um homem com histórico de lúpus e de uso crônico de medicamentos corticoides, morador de São Luís, do Maranhão. Com suspeita de  dengue, foi realizada coleta de amostra de sangue e fragmentos de vísceras (cérebro, fígado, baço, rim, pulmão e coração) e enviadas ao IEC. O exame laboratorial apresentou resultado negativo para dengue. Com a técnica RT-PCR, foi detectado o genoma do vírus Zika no sangue e vísceras.

Confirmado na sexta-feira (27), o segundo caso é de uma menina de 16 anos, do município de Benevides, no Pará, que veio a óbito no final de outubro. Com suspeita inicial de dengue, notificada em 6 de outubro, ela apresentou dor de cabeça, náuseas e petéquias (pontos vermelhos na pele e mucosas). A coleta de sangue foi realizada sete dias após o início dos sintomas, em 29 de setembro. O teste foi positivo para Zika, confirmado e repetido.

Todos os achados estão sendo divulgados conforme são conhecidos. O objetivo é dar transparência sobre a situação atual, assim como emitir orientações para população e para a rede pública. Esse é um achado importante e merece atenção. O Ministério da Saúde está se aprofundando na análise dos casos, além de acompanhar outras análises que vem sendo conduzidas pelos seus órgãos de pesquisa e análise laboratorial. O protocolo inicial para o atendimento de possível agravamento da Zika será o mesmo utilizado para situações mais graves de dengue.

Investigações em curso

O Ministério da Saúde mantém as investigações sobre a ocorrência de microcefalia em bebês, assim como a avaliação de casos graves em adultos, a manifestação clínica e a disseminação da doença. Nesta semana, a convite de governo federal, representantes do CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças, em inglês), dos Estados Unidos, integrarão os esforços das autoridades e parceiros nacionais nestas análises. O CDC é referência para a Organização Mundial de Saúde (OMS) em doenças transmissíveis.

A OMS e a sua representação nas Américas, a OPAS, têm sido atualizadas sobre o andamento das ações, dos resultados e das conclusões do Ministério da Saúde.

Atividades

O Ministério da Saúde intensificou o acompanhamento da situação, de forma prioritária, e divulgará orientações para rede pública e para a população, conforme os resultados das investigações.   Além disso, mantém contato com as secretarias estaduais e municipais para articular uma resposta conjunta e, em especial, a mobilizar ações contra o mosquito Aedes aegypti.

O Ministério da Saúde informa, ainda, que a Presidência da República determinou a convocação do GEI (Grupo Executivo Interministerial), que envolve 17 ministérios, para a formulação de plano nacional do combate ao vetor transmissor, o mosquito Aedes Aegypti.  Também estão sendo estimuladas pesquisas para o diagnóstico da doença e frentes de mobilização em regiões mais críticas. Não faltarão recursos financeiros para suporte às ações.

As medidas envolvem, finalmente, ações de comunicação e suporte assistencial, como pré-natal, atenção psicossocial, fisioterapia, exames de suporte e estímulo precoce dos bebês.

Até mais.
Fonte: Ministério da Saúde.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Dengue, Chikungunya e Zika vírus...


Foram identificados 1,5 milhão de casos de dengue no país de janeiro até 14 de novembro, um aumento de 176% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 555,4 mil casos.
Nesse período, a região Sudeste apresentou 63,6% do total de casos (975.505), seguida das regiões Nordeste (278.945 casos), Centro-Oeste (198.555 casos), Sul (51.784 casos) e Norte (30.143 casos). 
Segundo o Ministério da Saúde, 199 municípios brasileiros estão em situação de risco de surto de dengue, chikungunya e zika. Outros 665 municípios estão em situação de alerta (quando 1% a 3,9% dos imóveis têm focos do mosquito) e 928 em situação satisfatória (menos de 1% dos imóveis com focos).
A dengue, chikungunya e o zika vírus têm em comum o transmissor: o mosquito Aedes aegypti.
O Estado de Goiás registrou a maior incidência de dengue, com 2.314 casos por 100 mil habitantes, seguido por São Paulo, com 1.615 casos por 100 mil habitantes, e Pernambuco, com incidência de 901 casos por 100 mil habitantes. O número de mortes aumentou 79%, passando de 453 mortes, em 2014, para 811, em 2015.
Rio Branco (AC) é a única capital em risco de surto de dengue. Outras sete capitais estão em alerta: Aracaju (SE), Recife (PE), São Luís (MA), Rio de Janeiro (RJ), Cuiabá (MT), Belém (PA) e Porto Velho (RO).
Dez capitais estão com índices satisfatórios: Boa Vista (RR), Palmas (TO), Fortaleza (CE), João Pessoa (PB), Teresina (PI), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Brasília (DF), Campo Grande (MS) e Curitiba (PR).
As cidades de Macapá (AP), Manaus (AM), Maceió (AL), Natal (RN), Salvador (BA), Vitória (ES), Goiânia (GO), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS) não encaminharam resultados.

Chikungunya e zika

No Brasil, também foram registrados em 2015, até 14 de novembro, 17.146 casos suspeitos de chikungunya, sendo 6.726 confirmados. O levantamento identificou a presença do mosquito Aedes albopictus, que pode também transmitir a chikungunya, em 262 municípios.
Em relação ao zika, até esta terça-feira (24), 18 Estados tiveram confirmação laboratorial do vírus.
Há casos de zika em Roraima, Pará, Amazônia, Roraima, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná.
Os dados são do LIRAa 2015 (Levantamento Rápido do índice de Infestação pela Aedes Aegypti), feito entre outubro e novembro em 1.792 cidades nas 18 capitais, com o objetivo de orientar as ações de controle de dengue.

Microcefalia

Já são 739 casos suspeitos de bebês com microcefalia até 21 de novembro de 2015. Os casos foram identificados em 160 municípios de nove Estados, a maioria no nordeste e um no Estado de Goiás, que podem estar ligados a infecção por zika. 
O Estado de Pernambuco mantém-se com o maior número de casos suspeitos de microcefalia, 487. Em seguida, estão os Estados da Paraíba (96), Sergipe (54), Rio Grande do Norte (47), Piauí (27), Alagoas (10), Ceará (9), Bahia (8) e Goiás (1). Entre todos esses casos, foi notificado um óbito suspeito no Rio Grande do Norte. Este caso está em investigação.

Situação dramática e grave

A situação é considerada 'dramática' e 'grave' pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, e por Claudio Maierovitch, diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde.
"É preciso compreensão, e um drama humano que estamos vivendo", afirmou Castro durante o anúncio do balanço de casos em Brasília (DF), nesta terça-feira (24).
Segundo Maierovitch, a situação do Brasil é inédita no mundo porque o vírus nunca tinha circulado em um país como o nosso.
"Nunca tivemos a circulação do vírus zika em um país populoso como o Brasil. É uma situação inédita, com manifestação grave. Em menos de 1 mês, foi identificada e rastreada a possível origem", afirmou Maierovitch.
O ministro da Saúde informou que o governo vai usar mais as tecnologias para evitar a proliferação do mosquito, entre as quais o uso de mosquitos transgênicos que carregarão bactérias que os deixarão estéreis.
Até mais.
Fonte: UOL

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Problemas reprodutivos em mulheres com síndrome de Turner...

A síndrome de Turner é uma das anormalidades cromossômicas mais comuns que afetam crianças do sexo feminino. A gravidade das manifestações clínicas varia e afeta múltiplos sistemas orgânicos. As mulheres com síndrome de Turner tem um aumento de 3 vezes na mortalidade, o que se torna ainda mais frequente na gravidez. Opções reprodutivas incluem adoção ou sub-rogação, técnicas de reprodução assistida, e em raros casos a gravidez espontânea. 
Riscos para as mulheres com síndrome de Turner durante a gravidez incluem doenças da aorta, doença hepática, doença da tiróide, diabetes tipo 2 e parto por cesariana. 
Médicos devem estar familiarizados com os riscos e recomendações em cuidar de mulheres com síndrome de Turner em idade reprodutiva.

Até mais.

Fonte: Folsom, LJ; Fuqua, JS Reproductive Issues in Women with Turner Syndrome.ENDOCRINOLOGY AND METABOLISM CLINICS OF NORTH AMERICAPáginas 723 - 37 VOL. 44 (4) 01/12/2015

domingo, 22 de novembro de 2015

Diagnóstico diferencial entre TSH-oma e SRHT...

A tabela abaixo pode ajudar no diagnostico diferencial de tumores hipofisários produtores de TSH (TSH-oma) e da Síndrome de resistência ao Hormônio tireoidiano (SRHT):

                                                                TSH-oma                   SRHT

História familiar                                        negativo                     positivo
SHBG                                                       aumentada                 normal
Subunidade alfa                                        aumentada                 normal
Subunidade alfa/TSH                                 aumentada                 normal
Supressão TSH após T3                             negativa*                   positiva
Resposta TSH ao TRH                                negativa                     positiva
Resposta TSH ao análogo
de somatostatina                                      positivo                     negativo
Presença de TU hipofisário                         positivo                     negativo

*resposta pode ser parcial ou totalmente positiva

Até mais.

Fonte:Duarte FHG, Jallad RS, Salgado LR, Bronstein MD, TSH-secreting pituitary tumors: two case reports and literature reviewArq Bras Endocrinol Metab vol 48 nº 1 Fevereiro 2004

sábado, 21 de novembro de 2015

Auto-teste para HIV...


Mais uma arma no combate ao HIV. É o que possibilita a nova RDC da Anvisa, aprovada nesta sexta (20), que permite o registro no Brasil de testes rápidos (autotestes) para a triagem do vírus HIV e que poderão ser utilizados por usuários leigos. O país passa a ser um dos poucos do mundo a adotar esta estratégia, buscando ampliar o acesso ao diagnóstico, o que configura-se em mais um instrumento para auxiliar no controle da infecção no Brasil.
A Anvisa atendeu ao Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, que solicitou o apoio da agência para regulamentar a comercialização de testes rápidos de HIV em farmácias, drogarias, postos de medicamentos, serviços de saúde e programas de saúde pública.
O novo regulamento técnico tem como um de seus objetivos o impacto na redução da transmissão do vírus e na queda do surgimento de novos casos.
A RDC estabelece que os produtos deverão conter informações claras que indiquem seu uso seguro e eficaz, incluindo ilustrações como fotografias, desenhos ou diagramas sobre a obtenção da amostra, execução do teste e leitura do resultado.
A norma também responsabiliza os produtores no esclarecimento quanto à janela imunológica humana, que é o intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e a produção de anticorpos no sangue, bem como orientações de conduta do indivíduo após a realização do teste.
Ao aprovar este regulamento, a Anvisa considerou também a agilidade da resposta ao indivíduo e a relação risco-benefício da testagem.  Vale ressaltar que trata-se de um método para triagem: o resultado obtido no teste, seja positivo ou negativo, deverá ser confirmado por um serviço de saúde especializado e em testes laboratoriais.
Outro ponto importante a se destacar é que o teste rápido não poderá ser utilizado, de forma alguma, na seleção de doadores em serviços de coleta de sangue.
Para consolidar a RDC, a Anvisa estabeleceu, para os produtores, algumas prioridades, como a disponibilização de um canal de comunicação telefônico de suporte ao usuário 24 horas, durante os sete dias da semana, e uma embalagem contendo indicação do serviço Disque Saúde do Ministério da Saúde (136).
Qualidade de vida
Estimativas do Ministério da Saúde apontam que cerca de 143 mil brasileiros desconhecem ser portadores do HIV.  Por conta disso, o governo brasileiro tem desenvolvido diversas estratégias para controlar a transmissão do vírus, estabelecendo políticas públicas que reforçam a ampliação do conhecimento das pessoas quanto à infecção pelo HIV e estimulando o acesso ao diagnóstico.
O conhecimento do estado de saúde permite melhorar a qualidade de vida das pessoas diagnosticadas e reduzir a probabilidade de transmissão do vírus, auxiliando no controle da infecção pelo HIV.
Até mais.
Fonte: Anvisa.

Microcefalia e Zika vírus...

Pesquisadores vão infectar com o zika vírus fêmeas de camundongos prenhas para investigar se o vírus tem mesmo relação com o desenvolvimento da microcefalia, como suspeita o Ministério da Saúde. O estudo está sendo desenvolvido pela Fiocruz e deve ser realizado no início do próximo ano em Pernambuco, onde 268 casos de microcefalia já foram notificados neste ano. Será a primeira vez que animais serão expostos ao vírus no Brasil.
“Vamos inocular as fêmeas de camundongos prenhas com o zika vírus, imitando o que se pensa que está acontecendo com essas mães que tiveram bebês microcefálicos. Vamos acompanhar esse e outro grupo de fêmeas não infectadas para observar as taxas de microcefalia e outras mutações congênitas”, revelou o pesquisador Lindomar Pena, explicando que o estudo pode trazer um indício para esta relação caso o grupo infectado apresente uma taxa maior de mutações.
Pena contou que já investiga, com mais 14 pesquisadores pernambucanos, a melhor forma de diagnosticar o zika nos animais. Depois disso, será feita a inoculação. “Temos pouquíssima informação sobre o zika. Então, é tudo muito novo neste experimento”, explica, lembrando que o zika só foi descoberto em 1947.
Depois disso, ele só teria sido inserido em animais com fins de estudo na década de 1970, nos Estados Unidos. “Foram feitos experimentos intracerebrais e observaram que o zika causa doença neurológica. Mas são estudos antigos. Vamos repeti-los porque, desde então, o vírus já mudou muito”, diz, lembrando que a ênfase na microcefalia também não fez parte do estudo norte-americano.
Os pernambucanos ainda vão inovar na forma de inserção do zika nos animais, imitando a infecção humana. “Na década de 1970, ele foi inserido no cérebro, que é uma via artificial, porque quando o mosquito pica a pessoa, ele não pica o cérebro. Nós vamos mimetizar a infecção natural, que é a via subcutânea”, revela.
Humanos

Além de trabalhar com camundongos, os pesquisadores da Fiocruz de Pernambuco desenvolveram duas frentes de estudo sobre a relação entre o zika e a microcefalia com humanos. Eles vão investigar a gestação dos bebês recentemente nascidos com a má-formação e acompanhar a gravidez de mulheres que foram infectadas por doenças infecciosas como o zika. A Fiocruz ainda tenta desenvolver vacinas e meios de diagnóstico mais rápidos contra o zika virús.

“Com essas três frentes, conseguiremos um estudo probatório muito forte, comprovando ou refutando essa hipótese de que o zika esteja relacionado com a microcefalia. Estamos somando evidências, fazendo o procedimento padrão da descoberta da relação causa-efeito das doenças infecciosas”, explica o pesquisador Lindomar Pena, afirmando que a etiologia do HIV, ou seja, o estudo que determina as causas do HIV, seguiu o mesmo processo.
O pesquisador conta que, para a realização desses estudos, também serão formados grupos de mães e de bebês. O primeiro vai comparar a gestação de mulheres que tiveram bebês microcefálicos e a das que tiveram filhos sem má-formações. O sangue delas será coletado para que seja investigada a incidência do zika vírus. Caso as mães e os médicos autorizem, os pesquisadores também pretendem colher e analisar o líquido cefalorraquidiano (LCR) dos recém-nascidos, que é retirado da medula óssea.
Na outra frente de estudo, mulheres grávidas que tiveram sintomas de doenças virais, como manchas vermelhas na pele, serão acompanhadas até o parto. A intenção é observar a taxa de microcefalia entre as que tiveram o zika vírus e as que não tiveram. Caso elas permitam, os pesquisadores também vão colher e analisar líquido amniótico.
Até mais.
Fonte: G1.com

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Deficiência de BIOTINIDASE...

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A deficiência de biotinidase é uma doença genética caracterizada pelo mau funcionamento de uma enzima. Enzimas são proteínas responsáveis por auxiliar o organismo a realizar diversas reações químicas, como a digestão de alimentos, a retirada de substâncias tóxicas e a obtenção de energia para o adequado funcionamento cerebral.
No caso desta doença, a enzima que tem o funcionamento comprometido se chama biotinidase. Ela é responsável por separar e liberar a vitamina biotina dos alimentos (vitamina B7 ou B8). Uma vez livre, a biotina auxilia outras enzimas na quebra de algumas gorduras, carboidratos e proteínas. A biotinidase também recicla a biotina, permitindo a reutilização da vitamina pelo organismo. Assim, não é preciso ingerir grandes quantidades da biotina pelos alimentos.
Quando a enzima biotinidase não funciona adequadamente, ou seja, quando ela tem a atividade deficiente, a liberação da vitamina biotina também é prejudicada. A vitamina não consegue ser liberada dos alimentos e, por isso, não é utilizada pelo organismo. Para compensar a falta dessa enzima, o corpo precisa de grandes quantidades da vitamina biotina já livre.
A deficiência de biotinidase pode ser classificada como parcial ou profunda, dependendo do nível de comprometimento da atividade enzimática.
Quanto mais cedo a deficiência de biotinidase for diagnosticada, mais rápido é iniciado o tratamento com reposição da vitamina biotina livre e menos chances terá a criança de manifestar os sinais e sintomas características da doença.
O exame de triagem neonatal, realizado em todos os recém-nascidos e conhecido como teste do pezinho, é fundamental para o diagnóstico em tempo oportuno.
O diagnóstico da deficiência de biotinidase em tempo oportuno só é possível pela realização do exame de triagem neonatal, conhecido como teste do pezinho. Este exame laboratorial, feito a partir do sangue coletado do calcanhar do recém-nascido em papel filtro, entre o 3º e o 5º dia de vida, permite avaliar o nível da atividade da enzima biotinidase.
O resultado positivo indica que a atividade da enzima está baixa, o que representa suspeita para a doença. Neste caso, nova amostra de sangue em papel filtro deve ser colhida. Diante de um segundo resultado alterado, a criança é encaminhada para consulta médica e o tratamento já é iniciado.
No terceiro mês de vida, uma nova amostra de sangue é colhida para confirmar ou afastar a suspeita de deficiência de biotinidase a partir de um teste quantitativo.
Os resultados do teste quantitativo podem apontar:

  • Deficiência de biotinidase profunda: atividade da enzima menor que 10% da atividade média normal.

  • Deficiência de biotinidase parcial: atividade da enzima encontra-se entre 10% a 30% da atividade média normal.
O diagnóstico torna possível o início imediato do tratamento, o que evita a manifestação da doença e garante que a criança cresça e se desenvolva normalmente.
Os sinais e sintomas da doença normalmente se manifestam entre o terceiro e o sexto mês de vida, mas podem aparecer mais cedo, com apenas uma semana de vida, ou mais tarde, aos dez anos de idade.
Algumas das manifestações clínicas são:

  • Atraso de desenvolvimento
  • Convulsões
  • Problemas respiratórios: apnéia (ausência de respiração), taquipnéia (respiração rápida), hiperventilação, respiração ruidosa
  • Problemas de pele: seborreia, dermatite, erupções de pele
  • Queda de cabelo parcial ou total (alopécia)
  • Hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e do baço)
  • Perdas de audição e visão
  • Problemas na fala
  • Problemas na coordenação dos movimentos (ataxia)
  • Infecções repetidas
  • Hipotonia (tônus muscular reduzido)
  • Letargia (sensibilidade e funcionamento motor lentos)
  • Acidemia láctica (acúmulo de ácido lático no organismo)
  • Coma
O tratamento da deficiência de biotinidase consiste na ingestão oral da vitamina biotina, por toda a vida. A dose determinada é de 10 mg por dia, tanto nos casos de deficiência total como deficiência parcial.
  • Na primeira consulta médica, antes mesmo da confirmação diagnóstica pelo teste quantitativo, o tratamento com a biotina já deve ser iniciado.
  • De modo geral, a ingestão de biotina não ocasiona efeitos colaterais. Nos casos em que o tratamento é iniciado com atraso, quando os sintomas já se manifestaram, a correção melhora o quadro, mas os pacientes podem ficar com sequelas importantes.
  • Periodicidade das consultas médicas

  • Até um ano de vida: aproximadamente a cada três meses
  • De um a cinco anos: aproximadamente a cada seis meses
  • Acima de cinco anos: consultas anuais
Até mais.

Fonte: http://www.nupad.medicina.ufmg.br/?page_id=1887

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Vacine seus filhos contra o HPV...

CARTA ABERTA AOS MÉDICOS:

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) convocam os médicos a recomendar fortemente às suas pacientes a vacinação contra o HPV. 

A cada ano, cerca de 5 mil mulheres brasileiras morrem de câncer do colo do útero. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são cerca de 15 mil novos casos anuais -- praticamente 100% causados pelo Papilomavírus Humano (HPV). 
A vacina HPV oferece prevenção efetiva contra o câncer. Existe vacina segura e eficaz disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde para as nossas meninas de 9 a 13 anos. No entanto, as coberturas vacinais estão baixas, apesar das robustas evidências de eficácia e segurança. Sabemos que a prescrição médica pode mudar essa realidade. Estudos recentes mostram que um paciente que recebe recomendação de seu médico é 4 a 5 vezes mais propenso a se vacinar 2,3. O que você diz e como você diz importa muito. Uma recomendação hesitante, vaga ou sem robustez pode levar o paciente a acreditar que a vacina HPV não é tão importante quanto as outras. As sociedades médicas aqui representadas esperam que esse documento, que apresenta os principais pontos e evidencias científicas sobre a epidemiologia da doença, eficácia e segurança da vacina, possam contribuir para o embasamento necessário para que a vacina HPV seja recomendada por você.

Doenças associadas ao HPV

  • De 12,7 milhões de novos cânceres em homens e mulheres em todo mundo, 610 mil (~5%) são atribuíveis ao HPV.
  • Os HPVs são causa de câncer em vários sítios anatômicos. Segundo o CDC, eles respondem por 100% dos casos de câncer do colo do útero; 91% dos casos de câncer anal; 75% dos casos de câncer de vagina; 72% dos casos de câncer de orofaringe; 69% dos casos de câncer vulvar; 63% dos casos de câncer de pênis.
  • O Câncer cervical é o terceiro tipo mais comum entre as mulheres brasileiras.
Estudos brasileiros demonstram que 24% das meninas com um ano de atividade sexual e com um único parceiro, já apresentam lesão por HPV. Em cinco anos, a probabilidade de ocorrência de lesão foi de 40%. Apesar dos números, e do claro impacto da infecção causada pelos HPVs, principalmente na população feminina, nossas coberturas vacinais com a vacina HPV ainda são muito baixas. 

Vacinas - prevenção das doenças associadas ao HPV 

Existem duas vacinas HPV disponíveis no Brasil, elas foram desenvolvidas para prevenir o câncer do colo do útero. É possível que sejam eficazes também na prevenção de outros tipos de câncer relacionados aos HPVs. A vacina quadrivalente também protege do câncer de vulva e vagina e das verrugas genitais.
As sociedades médicas recomendam fortemente a vacinação prioritária de meninas a partir dos 9 anos. O Ministério da Saúde disponibiliza a vacina HPV 6,11,16 18 para meninas de 9 a 13 anos. Apesar das recomendações e da disponibilidade da vacina gratuita nas Unidades Básicas de Saúde, nossas coberturas vacinais ainda são baixas. Em 2014, a cobertura vacinal da primeira dose foi de 100%. Contudo, apenas 60,4% receberam a segunda dose até 24/08/15. Outro fato preocupante: também até a data, apenas 49,63%, de nossas meninas com idade entre 9 e 13 anos receberam a primeira dose.

Eficácia das vacinas HPV

Em mulheres não previamente infectadas, ambas as vacinas apresentam mais de 95% de eficácia na prevenção de lesões precursoras do câncer cervical causadas pelos HPVs 16,18.
Em mulheres, a vacina HPV 6, 11, 16, 18 demonstra quase 100% de eficácia na prevenção de lesões precursoras de câncer de vulva e vagina causadas pelos HPVs 16,18, e de verrugas genitais causadas pelos HPVs 6,11.
A vacina HPV16,18 demonstra eficácia clínica em prevenir infecções persistentes causadas por HPVs 16, 18, 31 e 45 e lesões causadas por HPVs tipos 16 e 18, as quais podem evoluir para câncer de colo de útero. 
Ambas as vacinas mostram que a imunogenicidade é cerca de duas a três vezes maior em mulheres jovens, com menos de 15 anos. Estudos demonstram que o esquema de duas doses da vacina para essa faixa etária é tão imunogênico quanto o de três doses nas mais velhas. mais velhas. 7 Por esse motivo, esquemas de doses estendidos, como o adotado pelo Brasil, e até mesmo de duas doses foram adotados para meninas com menos de 15 anos. 
A vacina HPV6,11,16,18, adotada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), está inserida em 62 programas públicos de vacinação em todo mundo e os resultados de eficácia já podem ser observados. 
Na Austrália, onde a vacina HPV 6,11,16 18 é oferecida para meninas de 12 a 26 anos, observam-se, desde 2007, os seguintes resultados8,9 : o As verrugas genitais tornaram-se raras nas mulheres e nos homens heterossexuais australianos sete anos após a introdução da vacinação contra HPV (redução de 18,4% para 1,1% nas mulheres < 21 anos; de 11,3% para 2,8% nos homens < 21 anos. Houve redução mínima entre homens que fazem sexo com outros homens e nos homens > 32 anos. Entre as mulheres com mais de 32 anos passou de 4,0% para 8,5%). Diante do fato de que as vacinas não protegem da infecção causada por todos os tipos de HPV, ela não substitui outras estratégias de prevenção, como o rastreamento do câncer cervical com o Papanicolaou.

Segurança das vacinas HPV 

As vacinas estão licenciadas desde 2006 (HPV 6,11,16,18) e 2007(HPV 16,18). A vacina HPV6,11,16,18, disponível para as meninas na rede pública brasileira, também é utilizada em 133 países, sendo que 62 deles oferecem a vacinação gratuita contra o HPV. Mais de 175 milhões de doses das vacinas HPV foram aplicadas no mundo, desde 2006. Estima-se que em 2014, 44 milhões de mulheres em todo mundo receberam o esquema completo de três doses em programas nacionais de imunização -- 30 milhões delas em países desenvolvidos e 14 milhões em países em desenvolvimento. Síncope pode ocorrer entre adolescentes que recebem vacinas, incluindo a vacina HPV. O comportamento dos jovens é, com frequência, influenciado pelo grupo com o qual se identifica, sejam amigos ou colegas de escola; por essa razão, muitos relatos de alterações comportamentais associadas à vacinação têm sido descritos independentemente de questões culturais ou socioeconômicas. Desde os anos 90, episódios de transtornos psicogênicos em massa (MPI, do inglês mass psychogenic illness) após a vacinação são descritos na literatura 11,12,13 . Mundialmente, o Global Advisory Committee on Vaccine Safety (GAVCS) monitora todas as vacinas, incluindo a vacina HPV 6,11,16,18. Em 2014, o relatório da GACVS afirma não ter havido ocorrência que pudesse afetar a segurança ou as recomendações atuais para o uso da vacina. O comitê continua confirmando o bom perfil de seguranças da vacina HPV quadrivalente, hoje disponível na rede pública brasileira

Até mais.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Respiração rápida em bebês...

Figura 2
Muitos pais, principalmente quando tem seu primeiro filho, ficam preocupados com a respiração rápida de seus filhos. A respiração rápida chama-se TAQUIPNÉIA, e pode ser definida de acordo com o gráfico acima. As linhas contínuas significam a respiração acordado e as linhas tracejadas quando a criança está dormindo.
De acordo com a OMS, mais de 60ipm em < 2meses, e de 2 meses a 1 ano >50ipm, poderá ser infecção. Claro que a criança deve estar doente, pois se estiver brincando muito ou chorando é normal o aumento da frequência respiratória.
Deve se ter muita atenção em casos associados com: tosse persistente, episódios de apnéia, respiração ruidosa, má alimentação, vômitos,  asfixia ao beber, cianose, desconforto respiratório, sopro cardíaco, pulsos femorais anormais, hepatomegalia e hipotonia

Até mais.

Fonte: Balfour-Lynn IM, et al. Arch Dis Child August 2015 Vol 100 No 8


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