terça-feira, 27 de novembro de 2012

Descoberta nova causa de HIPOTIREOIDISMO em homens...


Um grupo internacional de pesquisadores liderados por Daniel Bernard, da McGill University, descobriu uma nova forma hereditária de hipotireoidismo em homens. O estudo foi publicado na revista Nature Genetics.
O hipotireoidismo congênito central ocorre de forma isolada ou em conjunto com outros déficits hormonais na glândula pituitária ou hipófise. Usando o sequenciamento de genes, foram identificadas oito mutações distintas e duas depleções no gene IGSF1 em homens de onze famílias não relacionadas; com hipotireoidismo central, aumento testicular e níveis de prolactina variavelmente baixos. O gene IGSF1 codifica uma glicoproteína de membrana que é altamente expressa na glândula hipófise anterior e as mutações identificadas prejudicam a sua movimentação na superfície celular, onde esta exerce as suas funções. Camundongos masculinos com IGSF1 deficientes apresentam diminuição das concentrações do hormônio estimulante da tireoide (TSH), redução da expressão do receptor do hormônio liberador de tireotrofina (TRH), diminuição das concentrações de triiodotironina (T3) e aumento da massa corporal.
As observações da pesquisa delinearam uma nova doença ligada ao cromossomo X, em que a perda de função gerada pelas mutações em IGSF1 causa um hipotireoidismo central, provavelmente secundário a uma deficiência associada à sinalização pituitária ao TRH.

Até mais.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Dieta emagrece mais do que exercício, mostram pesquisas...


O último round da disputa científica entre dieta e exercício físico (qual emagrece mais?) foi vencido pela mudança alimentar.



Atividade física até ajuda a perder uns quilos, mas quem está acima do peso --48,5% da população brasileira, segundo o Ministério da Saúde-- precisa fechar a boca para ter resultado, de acordo com pesquisas recentes.
Uma delas, publicada em outubro último no periódico "Obesity Reviews", analisou os resultados de 15 trabalhos. Todos mediram o efeito de atividades físicas, como caminhada ou corrida, em pessoas que não fizeram mudanças na dieta.
As conclusões não animam. Na maioria dos estudos (que envolveram 657 pessoas e duraram de três a 64 semanas), a perda de peso foi menor do que a esperada.
"Algumas pessoas conseguem emagrecer bastante, mas, em geral, a prática de atividade física resulta em uma perda de apenas dois ou três quilos", disse à Folha Timothy Church, um dos coordenadores do trabalho. Ele é médico do Centro Pennington de Pesquisa Biomédica, em Louisiana (EUA).

COMPENSAÇÃO

Se toda atividade física causa queima energética e se para emagrecer basta ter um saldo negativo (gastar mais do que ingerir), por que a conta nem sempre fecha?
O trabalho de Church levanta algumas hipóteses. Segundo a principal delas, quem faz exercício acaba compensando a perda de calorias comendo mais. Isso aconteceu em pelo menos dois artigos analisados.
"Não sabemos por que isso ocorre, estamos estudando melhor agora", afirma.
Para o médico do exercício Marcelo Leitão, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, é comum as pessoas superestimarem os efeitos da atividade física.
"As pessoas têm uma noção errada de que se fazem exercícios podem comer o que quiserem. Se você fizer uma hora de atividade e depois tomar uma cervejinha, já recuperou o que perdeu."
Para gastar 500 calorias (meta diária de quem quer perder meio quilo por semana) é preciso fazer uma hora de atividade de alto impacto, como uma aula de "jump". O esforço pode ir embora em dois pedaços de pizza.
"Uma hora de caminhada por dia muda indicadores de saúde, mas não necessariamente faz perder peso", acrescenta Leitão.

FAZENDO AS CONTAS

"É muito mais fácil cortar calorias do que gastar. As dietas, em geral, são supercalóricas", afirma Julio Tirapegui, bioquímico e pesquisador da Universidade de São Paulo.
Uma pessoa com sobrepeso pode consumir mais de 3.000 calorias por dia e um obeso chega a 5.000, segundo o médico argentino Máximo Ravenna, autor de "A Teia de Aranha Alimentar" (Guarda-Chuva, 264 págs., R$ 38). "Não tem como compensar isso com exercício. Tem que reduzir pelo menos 40% da ingestão de alimentos."
Outro ponto a considerar é que o gasto de energia resultante do exercício não é exato: varia segundo o condicionamento físico e as características pessoais (altura, peso, idade). Na dieta, dá para fazer as contas com precisão e cortar calorias.
Foi calculando tudo que colocava para dentro que Lucélia Bispo, 27, auxiliar administrativa, perdeu 23 quilos em cinco meses, sem exercício. Ela fez uma dieta de pontos de um site especializado.
"Não deixava passar nada, anotava até uma bala", diz ela, que antes já tinha feito regime, sem sucesso.
"Sempre dá aquela impressão de que não vamos poder comer nenhuma besteira. Mas aprendi que se for um pouquinho, tudo pode."
O recorde de Lucélia foi ter perdido 2,3 kg em apenas uma semana.
Depois de emagrecer bastante, ela passou a fazer uma dieta de manutenção. Hoje está com 71 kg. "Só agora vou fazer academia, porque fiquei com um pouco de flacidez."

IMPOSSÍVEL NÃO É

É claro que quem pratica exercícios com regularidade e foge da armadilha da compensação alimentar consegue perder peso.
Na cabeça do psiquiatra Volnei Costa, 31, nunca passou a ideia de fazer regime: "Gosto muito de comer".
Quando viu que precisava emagrecer, manteve o cardápio e começou a treinar pesado seis vezes por semana, alternando musculação e exercícios aeróbicos. Em seis meses eliminou oito quilos --passou de 79 kg para 71 kg. Hoje está com 76 kg. "Ganhei massa muscular", diz.

Abandonar o sedentarismo também foi decisivo para a designer Camilla Pires, 23. Com 21 anos e 85 quilos, ela começou a nadar. A atividade motivou mudanças no cardápio. "Passei a pensar mais no que comia. Estava fazendo muito esforço, não podia desperdiçar."
Por um ano, ela juntou a fórmula dos sonhos dos especialistas: adotou uma " alimentação saudável" e se mexeu mais. Além da natação, passou a correr. Perdeu 24 quilos. "Para mim, o que fez a diferença foi o exercício, mas também parei de comer compulsivamente ", conta.
O pesquisador americano Timothy Church, apesar das ressalvas, admite que, com a atividade física, o emagrecimento fica mais fácil. E até dá a receita: 150 minutos de caminhada rápida por semana e 2 dias de treinamento com pesos (20 minutos por dia).
Para Franz Burini, professor da Unesp e médico da academia Reebok Sport Club, não existe atividade física ideal. "O melhor exercício é aquele que é feito", afirma. E não precisa passar uma hora na academia para ter resultado. "Ser fisicamente ativo é se mexer mais todo o tempo. Tem pessoas que treinam uma hora e ficam paradas as outras 23."
Até mais.

Fonte: Folha de SP.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Idade da primeira menstruação prevê risco de doença cardiovascular no futuro...


A idade da primeira menstruação, ou menarca, pode prever o risco de doença cardiovascular no futuro. É o que revelam pesquisadores da Harvard Medical School, nos EUA.
O trabalho afirma que o primeiro ciclo menstrual está associado com aumento do índice de massa corporal (IMC), a circunferência da cintura e a obesidade geral na idade adulta.
A doença cardiovascular é a principal causa de morte em mulheres nos Estados Unidos. Quando comparadas aos homens, as mulheres podem manifestar a doença clínica mais tarde na vida, tornando o padrão que prevê os riscos, menos confiável.
A equipe avaliou 1.638 mulheres que participaram de um estudo nacional entre 2002 e 2005. As participantes tinham 40 anos de idade ou mais, pesavam menos de 160 kg e não estavam grávidas.
As mulheres foram submetidas a um exame físico, juntamente com análises de laboratório para medir a adiposidade visceral (gordura em torno do abdômen) e adiposidade subcutânea (gordura sob a pele).
O estudo avaliou a relação entre ambos os tipos de gordura e fatores reprodutivos do sexo feminino, após ajuste para idade, tabagismo, consumo de álcool, índice de atividade física, terapia de reposição hormonal e menopausa.
Os resultados demonstraram que a idade do primeiro ciclo menstrual foi associada com depósitos generalizados de gordura no organismo, mas não regionais.
"Esta pesquisa sugere que fatores de risco reprodutivos femininos, especificamente o início da menarca, estão associados com adiposidade geral, mas não com os índices específicos de distribuição de gordura corporal", destaca a autora sênior Caroline S. Fox.
A equipe agora pretende avaliar se esses fatores de risco femininos podem ser usados para direcionar intervenções de estilo de vida em mulheres de alto risco para evitar as consequências metabólicas da obesidade e doenças cardiovasculares.
Até mais.

Fonte: isaude.net

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Diabetes mata 4 vezes mais do que Aids no Brasil, mostra balanço do Ministério da Saúde...


O diabetes foi responsável por mais de 470 mil mortes no Brasil entre 2000 e 2010, segundo balanço do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira (13), véspera do Dia Mundial do Diabetes. O número saltou de 35,2 mil pessoas para quase 55 mil pessoas entre esses dez anos, alavacando a taxa de mortalidade de 20,8 para 28,7 óbitos por 100 mil habitantes.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o índice já preocupa, pois a doença crônica mata “quatro vezes mais do que a Aids” no país - e ainda supera o número de vítimas fatais do trânsito. Em 2010, o país registrou cerca de 12 mil óbitos em decorrência do vírus HIV e mais de 42 mil mortos em acidentes de trânsito - no mesmo período, 54,8 mil pessoas morreram de diabetes. 
Segundo Padilha, a diferença seria ainda maior se fossem consideradas as doenças em que o diabetes age como fator de risco, como câncer e doenças cardiovasculares. Em 2010, o diabetes foi associado a outras 68,5 mil mortes indiretas, totalizando 123 mil óbitos
As mulheres morreram mais do que os homens nesse período.  Em 2010, foram 30,8 mil óbitos de mulheres, contra 24 mil de homens; enquanto, em 2000, morreram 20 mil mulheres e 14 mil homens. Segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico, comandada pela pasta em 2011, a prevalência de diabetes é de 5,6% da população adulta, afetando 6% das brasileiras e 5,2% dos brasileiros.
Já por faixa etária, a mais afetada é a acima dos 80 anos, com 15,7 mil falecimentos. O número de 2010 mais do que dobrou nos últimos dez anos: em 2000, foram 6,8 mil mortes de idosos diabéticos com mais de 80 anos. Além disso, o estudo aponta que a maior concentração de óbitos pela doença está na população menos escolarizada. Foram 24 mil mortes de diabéticos que tiveram até três anos de escolaridade em 2010.
O levantamento, porém, apontou estabilização no número de internações decorrentes do diabetes feitas nos primeiros semestres dos últimos três anos. Foram registradas, em média, 72 mil hospitalizações. Para o ministro, o fato se deve às ações desenvolvidas pela pasta, como oferecer medicamentos gratuitos. Desde o início da gratuidade, em fevereiro de 2011, mais de 4 milhões foram favorecidas. O acesso à medicação adequada fez o número de atendimentos saltar de 306 mil em janeiro de 2011 para 1,4 milhão em outubro de 2012.

O diabetes é uma doença crônica resultante do desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue. Isso ocorre quando o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou quando a insulina produzida pelo pâncreas não age adequadamente nas células do corpo devido a uma resistência do corpo à ação dela (diabetes tipo 2). Quando um destes problemas com a insulina ocorre, a glicose deixa de ser absorvida pelas células, o que provoca a elevação dos níveis de glicose no sangue.
A principal característica do diabetes é a hiperglicemia (elevação dos níveis de glicose no sangue), que pode se manifestar por sintomas como poliúria (excesso de urina), polidipsia (sede aumentada), perda de peso, polifagia (fome aumentada) e visão turva. Esses sinais e sintomas são mais evidentes no diabetes tipo 1. O diabetes tipo 2 em geral é mais “silencioso” e é mais comum na faixa etária dos adultos.
Até mais.
Fonte: uol

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Estudo mostra que obesidade pode se tornar 'irreversível' com o tempo...


Cientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, apresentaram uma pesquisa sobre obesidade mostrando que, quanto mais tempo uma pessoa fica acima do peso, maior é o risco da doença se tornar "irreversível"
Este novo estudo revelou que a obesidade em ratos subtituiu o peso normal do corpo, fazendo com que esses camundongos passassem a ter um peso normal maior do que era antes. Todas as informações são do site "Medical News Today".
- Nosso modelo mostra que a obesidade é, em parte, uma desordem que se auto-perpetua e os resultados enfatizam a importância de uma intervenção precoce na infância para tentar prevenir a doença, cujos efeitos podem durar uma vida - afirmou o professor da Universidade de Michigan, Malcolm J. Baixa.
Uma das ferramentas mais úteis envolvidas no estudo foi o novo modelo de rato programado para "obesidade". Desse modo, foi possível monitorar os animais em diferentes fases do estudo e em idades diferentes, apenas ligando um interruptor que controla o apetite.
Segundo os pesquisadores, os resultados abrem caminho para perguntas a serem feitas sobre o sucesso de regimes mais longos com corte de calorias e a realização de exercícios rigorosos.
- Em algum lugar ao longo do caminho, se a obesidade é autorizada a continuar, o corpo parece ligar um interruptor que reprograma para um peso mais forte. Os mecanismos exatos que causam essa mudança ainda são desconhecidos e requerem muito estudo. Isso vai nos ajudar a entender melhor o motivo de a recuperação do peso parecer quase irreversível - disse Baixa.
Atualmente, mais de 500 milhões de adultos e 43 milhões de crianças abaixo de cinco anos são obesos e as doenças relacionadas à obesidade estão no topo da lista de causas evitáveis de morte. Indivíduos obesos têm uma chance muito maior de desenvolver hipertensão, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, por exemplo.
Até mais.
Fonte: g1.com

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Febres de origem desconhecida em crianças são provavelmente virais, segundo artigo publicado no Pediatrics ...

A presença de febre sem uma causa aparente é comum em crianças pequenas. O objetivo do trabalho publicado pelo periódico Pediatrics foi determinar se vírus específicos podem ser os responsáveis por tais febres.
Foram incluídas no estudo crianças de 2 a 36 meses, com temperatura de 38°C ou superior, sem uma causa aparente ou com uma infecção bacteriana provável ou definitiva, sendo avaliadas no Departamento de Emergência do Hospital Infantil St. Louis e crianças afebris que fariam uma cirurgia ambulatorial. As amostras de esfregaços de sangue e de secreções da nasofaringe foram testadas com uma bateria extensa de reação em cadeia da polimerase vírus-específicas.
Um ou mais vírus foram detectados em 76% das 75 crianças com febre sem uma causa aparente, 40% de 15 crianças com febre e uma infecção bacteriana definida ou provável, e 35% de 116 crianças febris (P <0 class="postTip word_cnt_677435_6" quatro="quatro" span="span" style="font-family: inherit;" tip="" tipwidth="450">vírus
 (herpesvírus, adenovírus humano 6, enterovírus e parechovirus) foram predominantes, sendo detectados em 57% das crianças com febre sem uma causa aparente, 13% das crianças com febre e infecção bacteriana definitiva ou provável, e 7% das crianças febris (P <0 146="146" cento="cento" class="postTip word_cnt_677435_3" de="de" e="e" hidetimeout="14421" por="por" quatro="quatro" showtimeout="14427" span="span" style="font-family: inherit;" tip="" tipwidth="450" trinta="trinta">infecções virais foram detectadas apenas por reação em cadeia da polimerase no sangue. Cinquenta e um por cento das crianças com infecções virais e nenhuma evidência de infecção bacteriana foram tratadas com antibióticos. Concluiu-se que as infecções virais são frequentes em crianças com febre sem uma causa aparente. Os exames de sangue, além dos exames das secreções da nasofaringe, aumentaram a gama de vírus detectados. Estudos futuros deverão explorar a utilidade do teste para os vírus implicados. Um melhor reconhecimento de vírus que causam febre de origem indeterminada em crianças pequenas pode ajudar a limitar o uso desnecessário de antibióticos.

Até mais.

Fonte: Pediatrics, publicação online, de 5 de novembro de 2012 
NEWS.MED.BR, 2012. Febres de origem desconhecida em crianças são provavelmente virais, segundo artigo publicado no Pediatrics. Disponível em: . Acesso em: 9 nov. 2012.

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