quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Vale a pena se proteger com a vacina da febre amarela?...

SIM.

Muito se está falando dos efeitos colaterais da vacina, com prováveis casos de morte relacionados as mesmas. Mas o que não tem se falado tão intensamente para alertar a população é que quase 50% dos casos confirmados de febre amarela morrem ou seja, é uma doença extremamente grave, com grande índice de mortalidade.
Até dia 26/1/18, haviam 134 casos confirmados de febre amarela no estado de São Paulo, e 52 mortes relacionadas a doença. 

Até mais.


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Efeito da Metformina na função vascular de crianças com DM1...

Foi realizado um estudo durante 1 ano avaliando o uso da metformina na função vascular de crianças com DM1. 
O estudo foi realizado em 90 crianças entre 8 e 18 anos, com indice de massa corporal maior que o percentil 50 e foi usado a metformina, até 1 grama 2x ao dia.
Observou-se que a Metformina melhorou a função do musculo liso vascular, a HbGlicada e reduziu a dose de insulina em crianças com DM1.

Até mais.

Fonte: 

Effect of Metformin on Vascular Function in Children With Type 1 Diabetes: A 12-Month Randomized Controlled Trial

The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, Volume 102, Issue 12, 1 December 2017, Pages 4448–4456, https://doi.org/10.1210/jc.2017-00781
Published:
 
09 October 2017

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Glicemia sem jejum acima de 100 pode sinalizar problemas...

Valores de glicemia casual de pelo menos 200 mg/dL com sintomas de hiperglicemia sabidamente indicam diabetes, mas os novos dados de uma amostra com representatividade nos EUA sugerem que os valores a partir de 100 mg/dL para os pacientes com status glicêmico desconhecido devem chamar a atenção dos médicos.
A glicemia casual costuma ser solicitada de rotina nos exames laboratoriais, mas a interpretação dos valores numéricos para os pacientes que não estão em jejum é difícil, porque o efeito da ingestão recente de comida ou bebida não é claro. Os médicos também relutam em considerar os valores da glicemia casual como verdadeiros, por causa da potencial variação das leituras da glicemia decorrentes de idade, sexo e índice de massa corporal.
Como consequência, os médicos frequentemente ignoram os valores da glicemia casual obtidos nas quatro horas subsequentes à ingestão de comidas ou bebidas. Agora, uma equipe de pesquisadores diz que valores de pelo menos 100 mg/dL devem estimular os médicos a fazer os exames padrão-ouro do diabetes a fim de detectar melhor a disglicemia não diagnosticada. Estes resultados foram publicados on-line em 13 de novembro no Journal of General Internal Medicine.
O Dr. Michael E. Bowen, da Divisão de Medicina Interna Geral do Departamento de Medicina do University of Texas Southwestern Medical Center, em Dallas, e colaboradores, estratificaram os participantes do estudo norte-americano National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) entre 2007 e 2012 pelos níveis de hemoglobina A1c, e estudaram a relação entre a glicemia casual e o tempo desde a última ingestão de calorias.
Dentre os participantes, 7.161 preencheram os critérios do estudo. Destes, 3,9% tinham diabetes não diagnosticado e 31% tinham disglicemia não diagnosticada.
Durante as oito primeiras horas depois de comer ou beber, os participantes com disglicemia não diagnosticada apresentaram valores de glicemia casual significativamente mais elevados do que os participantes com níveis glicêmicos normais. Nas quatro primeiras horas, os participantes com disglicemia não diagnosticada tiveram glicemia casual de pelo menos 100 mg/dL, o que foi de 14 a 18 mg/dL acima dos participantes com níveis glicêmicos normais. Após as seis primeiras horas, até os participantes com disglicemia não diagnosticada tiveram resultado de glicemia casual abaixo de 100 mg/dL. Os participantes normoglicêmicos tiveram resultado de glicemia casual abaixo de 100 mg/dL em todos os momentos.
Os pesquisadores também descobriram que provavelmente não é clinicamente necessário jejuar por mais de quatro horas porque a maioria das pessoas, independentemente do estado glicêmico, neste momento estará abaixo do ponto de corte da glicemia de jejum.
"Dada a disponibilidade dos valores de glicemia casual existente nos prontuários eletrônicos, a solicitação dos exames padrão-ouro para o diagnóstico do diabetes para os pacientes com status glicêmico desconhecido e valores de glicemia casual ≥ 100 mg/dL – independentemente do tipo ou da hora da última ingestão calórica – pode simplificar a interpretação da glicemia casual e melhorar a detecção da disglicemia", concluem os autores.
Os participantes do NHANES foram designados aleatoriamente para ficarem em jejum. O estudo foi feito com adultos não gestantes de pelo menos 18 anos de idade, sem relato pessoal de diabetes ou pré-diabetes, e com resultados de glicemia casual e de hemoglobina A1c disponíveis. Os participantes que fizeram jejum durante nove horas ou mais foram excluídos.

Este estudo foi subsidiado pelo UT Southwestern Center for Patient-Centered Outcomes Research. O Dr. Michael E. Bowen recebeu financiamento de: National Center for Advancing Translational Sciences dos National Institutes of Health e do Dedman Family Endowed Program for Scholars in Clinical Care. Dois coautores foram financiados em parte pela Agency for Healthcare Research and Quality. Os autores informaram não possuir conflitos de interesses referentes ao tema.

Até mais.

Fonte:
J. Gen. Intern Med. Publicado on-line em 13 de novembro de 2017. Resumo
Glicemia sem jejum acima de 100 pode sinalizar problemas - Medscape - 13 de dezembro de 2017

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Tumores agressivos de Hipófise...

São extremamente raros em crianças e adolescentes. São considerados em pacientes com tumores radiologicamente invasivos ou com crescimento rápido atípico, ou com crescimento clinicamente relevante apesar de correta terapia (cirurgia, radioterapia, ou medicamentos).
Deve ser avaliado através de Ressonância nuclear magnética.
Devem ser dosados todos os hormônios.
Devem ser feitos controles radiológicos com a ressonância e exames hormonais laboratoriais a cada 3-12 meses.

Até mais.

Fonte: 
  • Gerald Raverot
  • Pia Burman
  • Ann McCormack
  • Anthony Heaney
  • Stephan Petersenn
  • Vera Popovic
  • Jacqueline Trouillas
  • Olaf M Dekkers
  • and The European Society of Endocrinology
  • European Society of Endocrinology Clinical Practice Guidelines for the management of aggressive pituitary tumours and carcinomas

    Eur J Endocrinol 178 (1) G1-G24, doi: 10.1530/EJE-17-0796 First published online 18 October 2017

    segunda-feira, 13 de novembro de 2017

    FDA pode revogar alegação de que a proteína de soja é saudável para o coração...

    US Food and Drug Administration (FDA) propôs revogar a alegação de que a proteína da soja reduz o risco de doença cardíaca[1].
    "Pela primeira vez, consideramos necessário propor uma regra para revogar uma alegação de saúde porque numerosos estudos publicados desde que ela foi autorizada, em 1999, apresentaram descobertas inconsistentes sobre a relação entre proteína de soja e doenças cardíacas", disse a Dra. Susan Mayne, diretora do Centro de Segurança Alimentar e Nutrição Aplicada da FDA, em um comunicado[2].
    "Enquanto algumas evidências continuam a sugerir uma relação entre a proteína da soja e um risco reduzido de doença cardíaca – incluindo evidências analisadas pela FDA quando a alegação foi autorizada – a totalidade da evidência científica atualmente disponível questiona a certeza dessa relação", afirmou a Dra. Susan.
    Alguns estudos publicados depois que a FDA autorizou a alegação de saúde para a proteína de soja mostram "achados inconsistentes" sobre a capacidade da proteína de soja de baixar o colesterol LDL, observou. Essa evidência levou a FDA a concluir que a relação entre proteína de soja e doença cardíaca não atende ao padrão rigoroso para uma alegação de saúde autorizada pelo órgão, disse ela.
    Se a FDA decidir finalizar essa regra, a agência ainda permitiria o uso de uma alegação de saúde qualificada sobre produtos de proteína de soja, "desde que haja evidências suficientes para apoiar uma associação entre consumo de proteína de soja e um risco reduzido de doença cardíaca", disse a Dra. Susan.
    Uma alegação de saúde qualificada exige um padrão científico de evidência mais baixo do que uma alegação de saúde autorizada, e permitiria à indústria usar a linguagem qualificada, explicando a evidência limitada que associa o consumo de proteína de soja à redução do risco de doença cardíaca, afirmou.
    FDA aceitará comentários sobre a proposta de alteração da regra sobre proteína de soja e doença cardíaca por 75 dias. A agência considerará os comentários, bem como as informações existentes, para decidir se deve proceder com a elaboração de regras finais. Entretanto, os fabricantes terão permissão para manter a atual alegação autorizada nos produtos até que a agência tome uma decisão final.
    "Esta ação proposta, que passou por uma revisão completa da FDA, ressalta nosso compromisso de fornecer aos consumidores informações em que eles possam confiar para fazer escolhas alimentares informadas", disse a Dra Susan.
    Até mais.
    Fonte: Medscape.com

    quinta-feira, 12 de outubro de 2017

    Hipertrigliceridemia...

    HIPERTRIGLICERIDEMIA significa uma concentração aumentada de triglicerídeos acima do percentil 95 para idade e sexo.
    Triglicerídeos >100mg/dL em crianças entre 0-9anos e >130mg/dL entre 10-19anos.

    Hiperlipidemias primárias (Classificação de Fredricson):

    • Tipo 1: >Triglicerídeos.
    • Tipo 2a: >LDL com Triglicerídeos normal.
    • Tipo 2b: >triglicerídeos (>VLDL), ou apoB100 > ou HDL< com LDL normal ou >.
    • Tipo 3: Triglicerídeos > (VLDL>), quilomicrons >, IDL>, Colesterol total >, LDL normal.
    • Tipo 4: Triglicerídeos > (VLDL>), apoB100 normal, HDL
    • Tipo 5: Triglicerídeos aumentados (VLDL >) , quilomicron >. 
    Causas secundárias de Hipertrigiceridemia:


    • Obesidade.
    • Síndrome metabólica.
    • Diabetes descontrolado.
    • Hipotireoidismo.
    • Hipercortisolismo.
    • Doença hepática gordurosa não alcoolica.
    • Doença hepática.
    • Disturbio do armazenamento do glicogênio.
    • Lipodistrofias.
    • Doença renal.
    • Ingestão excessiva alcool.
    • Infecções.
    • Doenças auto-imunes.
    • Medicamentos.
    O tratamento da hipertrigliceridemia é recomendado com medicamentos quando seus valores estão acima de 500mg/dL. No valores moderados (200-499) pode ser usados estatinas para diminuir o colest não HDL.

    Fibratos são contra-indicados em pacientes com insuficiencia renal grave e doenças da vesícula biliar.
    Na hipertrigliceridemia grave (>1000), nã há diretrizes específicas porém a maioria deve internar. Se dor abdominal ou pancreatite, internar também.
    Suspender gordura da dieta por 72 horas, e depois que os níveis estiverem <1000 10-15="" calorias="" com="" de="" di="" dieta="" font="" gordura.="" m="" manter="" no="" rias="" ximo="">

    Até mais.

    Badhma Valaiyapathi , Bhuvana Sunil , Ambika P. Ashraf

    Canetas de insulina Análoga para pacientes do SUS com Diabetes tipo 1...

    As crianças portadoras de diabetes tipo 1 terão à disposição no Sistema Único de Saúde (SUS) um dos mais modernos medicamentos para o tratamento da doença: a insulina análoga. Em alusão ao Dia das Crianças, comemorado no próximo dia 12, o Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (11/10), que irá investir R$ 135 milhões, por ano, na compra do novo insumo. A expectativa é que o medicamento esteja disponível já em 2018. A nova aquisição será uma importante ferramenta na melhora da qualidade de vida de 100 mil crianças com maior dificuldade de controle da doença.
    Durante o anúncio, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que a medida é um avanço importante. “Iremos proporcionar a essas crianças maior conforto e uma melhor adaptação, além do fato de que estamos ampliando, em um médio prazo, para todos os pacientes com recomendação desde medicamento. Isso se dá pela nossa capacidade de negociação de preço e de escala. É esse modelo que nos permite avançar cada vez mais na qualidade de atendimento em saúde dessas crianças”, afirmou Ricardo Barros. 

    Estudos apontaram que insulina análoga proporciona um melhor controle glicêmico nos sintomas relacionados à hiperglicemia e diminuição das complicações agudas e crônicas decorrentes do diabetes. O produto é de fácil aplicação, sua embalagem é uma caneta, resposta rápida e com doses que podem ser adaptadas a situação do paciente. 

    “Com essa nova insulina, estamos quase dobrando o investimento para tratar essa doença, que atinge parte da nossa população, em especial as crianças. Com essas atitudes de maior efetividade, estamos conseguindo ampliar o acesso com mais qualidade ao oferecer o melhor tratamento a essas crianças”, ressaltou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, do Ministério da Saúde, Marco Fireman.

    O novo tratamento será ofertado, prioritariamente, às crianças e adolescentes, já que o diabetes tipo 1 apresenta o seu pico entre 10 a 14 anos. A demanda representa 10% do total de crianças com diabetes no país, que são 1 milhão. No entanto, pacientes adultos, com este tipo da doença, também poderão ter acesso ao medicamento, desde que tenham indicação médica.  

    TRATAMENTO PRECOCE - Estudos apontam que o tratamento precoce de crianças com diabetes evita dificuldade de aprendizagem, principalmente verbal e de linguagem mais acentuada naquelas que tiveram convulsões por hipoglicemia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, 440 mil crianças desenvolvem a doença, por ano, no mundo.

    Dados dos Sistemas de Informação sobre Mortalidade (SIM) e do de Informações Hospitalares (SIH), do Ministério da Saúde, apontaram que, em média, são cerca de 60 mortes de crianças por ano por diabetes e 8.000 internações. 

    Atualmente, o Diabetes atinge 8,9% da população adulta do Brasil, de acordo com a Vigitel 2016. Desde 2006, o índice cresceu 61,8%, tendo maior prevalência nas brasileiras. O avanço das doenças crônicas no país preocupa, já que são consideradas um sério problema de saúde pública, sendo responsáveis por 63% das mortes no mundo, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o diabetes são a causa de 72,6% dos óbitos. 

    “Sensível à progressão da diabetes no país, e aos danos causados por essa doença, principalmente em crianças, tomamos essa atitude inovadora de colocar uma insulina que é o melhor tratamento disponível”, destacou o diretor de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos, do Ministério da Saúde, Renato Alves Teixeira.

    LINHA DE CUIDADO - O Ministério da Saúde dispõe de linha de cuidado para Diabetes mellitos, com o objetivo de controlar a glicemia e desenvolver o autocuidado nos pacientes. Parte da estratégia inclui a prescrição de insulinas em esquema intensivo. Para tratamento do DM1, estão à disposição no SUS, entre outros medicamentos, a insulina humana NPH - para a manutenção da glicemia - e a insulina humana regular (de ação rápida), a ser administrada cerca de 30 minutos antes das refeições.

    Esses produtos estão disponíveis nas unidades de saúde ou por meio do Aqui Tem Farmácia Popular, que está presente em mais de 4 mil municípios. Por meio deste programa, em 2016, mais de 6,2 milhões de pacientes buscaram medicamentos gratuitos para diabetes. Esse número é mais que o dobro do total beneficiado em 2011 (2,6 milhões).

    GUIA DE MEDICAMENTOS – Em junho deste ano, o Ministério da Saúde publicou um guia com recomendações e estratégias para a ampliação da oferta, do acesso e do uso racional de medicamentos em pacientes pediátricos. O documento é uma ação inédita na gestão federal, uma vez reúne um panorama da situação da assistência farmacêutica em pediatria, além de apresentar propostas e estratégias para se avançar na oferta de medicamentos para crianças.  
    Um dos objetivos deste documento é a busca pelo aperfeiçoamento da assistência farmacêutica a esse público no SUS. O guia também serve de apoio para profissionais de saúde com dificuldades de ofertar tratamentos apropriados aos pequenos pacientes.
    O Diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é um conjunto de alterações metabólicas que se apresenta com hiperglicemia constante em função da deficiência na produção de insulina pelo pâncreas. Os indivíduos com DM1 dependem da administração de insulinas exógenas para manter os níveis de glicose no sangue na faixa da normalidade.
    Até mais.
    Fonte: Ministério da Saúde.

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