quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Hipertrigliceridemia...

HIPERTRIGLICERIDEMIA significa uma concentração aumentada de triglicerídeos acima do percentil 95 para idade e sexo.
Triglicerídeos >100mg/dL em crianças entre 0-9anos e >130mg/dL entre 10-19anos.

Hiperlipidemias primárias (Classificação de Fredricson):

  • Tipo 1: >Triglicerídeos.
  • Tipo 2a: >LDL com Triglicerídeos normal.
  • Tipo 2b: >triglicerídeos (>VLDL), ou apoB100 > ou HDL< com LDL normal ou >.
  • Tipo 3: Triglicerídeos > (VLDL>), quilomicrons >, IDL>, Colesterol total >, LDL normal.
  • Tipo 4: Triglicerídeos > (VLDL>), apoB100 normal, HDL
  • Tipo 5: Triglicerídeos aumentados (VLDL >) , quilomicron >. 
Causas secundárias de Hipertrigiceridemia:


  • Obesidade.
  • Síndrome metabólica.
  • Diabetes descontrolado.
  • Hipotireoidismo.
  • Hipercortisolismo.
  • Doença hepática gordurosa não alcoolica.
  • Doença hepática.
  • Disturbio do armazenamento do glicogênio.
  • Lipodistrofias.
  • Doença renal.
  • Ingestão excessiva alcool.
  • Infecções.
  • Doenças auto-imunes.
  • Medicamentos.
O tratamento da hipertrigliceridemia é recomendado com medicamentos quando seus valores estão acima de 500mg/dL. No valores moderados (200-499) pode ser usados estatinas para diminuir o colest não HDL.

Fibratos são contra-indicados em pacientes com insuficiencia renal grave e doenças da vesícula biliar.
Na hipertrigliceridemia grave (>1000), nã há diretrizes específicas porém a maioria deve internar. Se dor abdominal ou pancreatite, internar também.
Suspender gordura da dieta por 72 horas, e depois que os níveis estiverem <1000 10-15="" calorias="" com="" de="" di="" dieta="" font="" gordura.="" m="" manter="" no="" rias="" ximo="">

Até mais.

Badhma Valaiyapathi , Bhuvana Sunil , Ambika P. Ashraf

Canetas de insulina Análoga para pacientes do SUS com Diabetes tipo 1...

As crianças portadoras de diabetes tipo 1 terão à disposição no Sistema Único de Saúde (SUS) um dos mais modernos medicamentos para o tratamento da doença: a insulina análoga. Em alusão ao Dia das Crianças, comemorado no próximo dia 12, o Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (11/10), que irá investir R$ 135 milhões, por ano, na compra do novo insumo. A expectativa é que o medicamento esteja disponível já em 2018. A nova aquisição será uma importante ferramenta na melhora da qualidade de vida de 100 mil crianças com maior dificuldade de controle da doença.
Durante o anúncio, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse que a medida é um avanço importante. “Iremos proporcionar a essas crianças maior conforto e uma melhor adaptação, além do fato de que estamos ampliando, em um médio prazo, para todos os pacientes com recomendação desde medicamento. Isso se dá pela nossa capacidade de negociação de preço e de escala. É esse modelo que nos permite avançar cada vez mais na qualidade de atendimento em saúde dessas crianças”, afirmou Ricardo Barros. 

Estudos apontaram que insulina análoga proporciona um melhor controle glicêmico nos sintomas relacionados à hiperglicemia e diminuição das complicações agudas e crônicas decorrentes do diabetes. O produto é de fácil aplicação, sua embalagem é uma caneta, resposta rápida e com doses que podem ser adaptadas a situação do paciente. 

“Com essa nova insulina, estamos quase dobrando o investimento para tratar essa doença, que atinge parte da nossa população, em especial as crianças. Com essas atitudes de maior efetividade, estamos conseguindo ampliar o acesso com mais qualidade ao oferecer o melhor tratamento a essas crianças”, ressaltou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, do Ministério da Saúde, Marco Fireman.

O novo tratamento será ofertado, prioritariamente, às crianças e adolescentes, já que o diabetes tipo 1 apresenta o seu pico entre 10 a 14 anos. A demanda representa 10% do total de crianças com diabetes no país, que são 1 milhão. No entanto, pacientes adultos, com este tipo da doença, também poderão ter acesso ao medicamento, desde que tenham indicação médica.  

TRATAMENTO PRECOCE - Estudos apontam que o tratamento precoce de crianças com diabetes evita dificuldade de aprendizagem, principalmente verbal e de linguagem mais acentuada naquelas que tiveram convulsões por hipoglicemia. De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, 440 mil crianças desenvolvem a doença, por ano, no mundo.

Dados dos Sistemas de Informação sobre Mortalidade (SIM) e do de Informações Hospitalares (SIH), do Ministério da Saúde, apontaram que, em média, são cerca de 60 mortes de crianças por ano por diabetes e 8.000 internações. 

Atualmente, o Diabetes atinge 8,9% da população adulta do Brasil, de acordo com a Vigitel 2016. Desde 2006, o índice cresceu 61,8%, tendo maior prevalência nas brasileiras. O avanço das doenças crônicas no país preocupa, já que são consideradas um sério problema de saúde pública, sendo responsáveis por 63% das mortes no mundo, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, o diabetes são a causa de 72,6% dos óbitos. 

“Sensível à progressão da diabetes no país, e aos danos causados por essa doença, principalmente em crianças, tomamos essa atitude inovadora de colocar uma insulina que é o melhor tratamento disponível”, destacou o diretor de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos, do Ministério da Saúde, Renato Alves Teixeira.

LINHA DE CUIDADO - O Ministério da Saúde dispõe de linha de cuidado para Diabetes mellitos, com o objetivo de controlar a glicemia e desenvolver o autocuidado nos pacientes. Parte da estratégia inclui a prescrição de insulinas em esquema intensivo. Para tratamento do DM1, estão à disposição no SUS, entre outros medicamentos, a insulina humana NPH - para a manutenção da glicemia - e a insulina humana regular (de ação rápida), a ser administrada cerca de 30 minutos antes das refeições.

Esses produtos estão disponíveis nas unidades de saúde ou por meio do Aqui Tem Farmácia Popular, que está presente em mais de 4 mil municípios. Por meio deste programa, em 2016, mais de 6,2 milhões de pacientes buscaram medicamentos gratuitos para diabetes. Esse número é mais que o dobro do total beneficiado em 2011 (2,6 milhões).

GUIA DE MEDICAMENTOS – Em junho deste ano, o Ministério da Saúde publicou um guia com recomendações e estratégias para a ampliação da oferta, do acesso e do uso racional de medicamentos em pacientes pediátricos. O documento é uma ação inédita na gestão federal, uma vez reúne um panorama da situação da assistência farmacêutica em pediatria, além de apresentar propostas e estratégias para se avançar na oferta de medicamentos para crianças.  
Um dos objetivos deste documento é a busca pelo aperfeiçoamento da assistência farmacêutica a esse público no SUS. O guia também serve de apoio para profissionais de saúde com dificuldades de ofertar tratamentos apropriados aos pequenos pacientes.
O Diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é um conjunto de alterações metabólicas que se apresenta com hiperglicemia constante em função da deficiência na produção de insulina pelo pâncreas. Os indivíduos com DM1 dependem da administração de insulinas exógenas para manter os níveis de glicose no sangue na faixa da normalidade.
Até mais.
Fonte: Ministério da Saúde.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Teste do EXOMA...

O Sequenciamento Completo do EXOMA, ou seja, o Teste do EXOMA, é o mais eficiente teste da medicina diagnóstica laboratorial para doenças genéticas causadas por mutações gênicas, ou seja, por mutações na sequência do DNA (diferentes das doenças causadas por deleção ou duplicação cromossômica, nas quais há falta, ou excesso, de DNA). Ele permite testar, de uma só vez, simultaneamente, TODOS os cerca de200.000 exons dos mais de 20.000 genes humanos, dentre os quais 3.315 genes estão sabidamente associados a doenças genéticas  listadas no Clinical Genomics Database (CGD). 
O Teste do EXOMA pesquisa o gene responsável pelo quadro clínico de um(a) paciente (ou feto) e leva ao diagnóstico conclusivo em mais de 25% dos casos com suspeita de doença genética (Yang et al, NEJM 369: 1502, 2013).
Recomendação: 
Em pacientes (ou fetos) com atraso de desenvolvimento e/ou malformação sem um diagnóstico definitivo, o Teste do EXOMA pode evitar uma desgastante sucessão de consultas médicas com diferentes especialistas, numerosos testes clínicos laboratoriais, exames de imagem e, também, o sequenciamento isolado, um-a-um, de genes variados, “possivelmente” relacionados ao(s) problema(s).
A opção pelo Teste do EXOMA pode ser feita em um momento inicial da investigação médica mas varia caso-a-caso.
Em geral, o indicado é realizar o Teste do EXOMA após o teste array CGH ter excluído a presença de microdeleções ou microduplicações cromossômicas.
Muitas pessoas têm sabidamente “uma doença genética” mas não têm um diagnóstico certo. Definir o diagnóstico (em paciente ou feto) permite estabelecer um prognóstico clínico, indicar tratamentos corretos ou identificar tratamentos potenciais, antecipar problemas médicos, fazer o aconselhamento genético da família, determinar o risco de recorrência do problema etc.
Individualmente, doenças genéticas são raras mas em conjunto afetam um número substancial de pessoas. Estudos epidemiológicos mostram que 8% das pessoas são identificadas como afetadas por doença genética antes de chegar à idade adulta. Este número aumenta com a inclusão de doenças de aparecimento tardio.
Indicações 
O Teste do EXOMA deve ser solicitado:
a) Quando o(a) paciente (ou feto) já fez separadamente o teste array CGH, que não apresentou alteração cromossômica.   
b) Quando os dados clínicos não permitem estabelecer o gene responsável por uma doença genética específica.
c) Quando o quadro clínico poderia ser causado por mutação em um gene que é parte de um conjunto associado a doenças conhecidas como Doença de Charcot-Marie-Tooth, retinose pigmentar, síndromes de morte súbita familial, surdez e doenças mitocondriais.
d) Mesmo quando a suspeita clínica é de uma doença causada por mutação em um gene de um grupo pequeno (esclerose tuberosa, doença policística dos rins etc.), o Teste do EXOMA pode ainda ser custo-efetivo.
e) Quando a amostra biológica disponível para análise contém muito pouco DNA, o Teste do EXOMA, com técnica de Sequenciamento de Nova Geração, é ideal porque necessita de menos DNA que o Sequenciamento Convencional, gene-a-gene, pelo método de Sanger. Exemplos de situações com pouco DNA disponível para análise incluem exames em bebês prematuros, estudos no período pré-natal (em amostra de líquido amniótico) ou ainda estudos post-mortem (em amostras de perda fetal, restos ovulares/placentários, fragmento de cordão umbilical fresco ou antigo, tecidos secos etc).
Vantagens:
 O Teste do EXOMA evita a necessidade de se definir um gene alvo para ser testado isoladamente pois, em teoria, estuda todos os exons de todos os genes humanos, usando a técnica de NGS - Sequenciamento de Nova Geração.
O advento do Teste do EXOMA foi revolucionário em genética médica: a mutação correta é encontrada em 25% dos casos sem diagnóstico. Adicionalmente, a técnica já permitiu encontrar os genes associados a várias doenças genéticas nas quais não era previamente conhecido o defeito básico.
A taxa de sucesso diagnóstico de 25% do Sequenciamento Completo do EXOMA é a maior no campo dos testes genéticos, comparada com o cariótipo (5 a 15%), análise array CGH (15 a 20%) e por comparação também ao Sequenciamento de Sanger, cujo sucesso diagnóstico é de 25% mas depende de se “escolher” o gene certo para estudar.
A capacidade diagnóstica do Teste do EXOMA é ainda maior, chegando a 35%, em grupos de pacientes não-sindrômicos, com atraso intelectual, atraso de desenvolvimento ou problemas neurológicos de movimento.
Entretanto, na prática, há algumas situações em que o Teste do EXOMA não é capaz de identificar a mutação e o gene responsável.
Até mais.
Fonte: Laboratório Gene

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Hormônio de crescimento

Resultado de imagem para gh
Foi realizado um estudo de coorte populacional na França com 5100 crianças com deficiência isolada de GH, crianças com baixa estatura e PIGs, e baixa estatura idiopática que iniciaram o tratamento com GH entre 1985 e 1996.
A prevalência de diabetes foi calculada e comparada com a população em geral. Com uma idade média de 30 anos, não houve diferença na prevalência de diabetes tratada (com drogas orais ou insulina), entre indivíduos tratados com GH e a população em geral, independente do sexo. 
Estes resultados são tranquilizadores, mas estudos adicionais com um acompanhamento mais longo são necessários para avaliar o risco de diabetes com a idade nestes pacientes.

Até mais.

Fonte: 

Risk of Diabetes Treated in Early Adulthood After Growth Hormone Treatment of Short Stature in Childhood

J Clin Endocrinol Metab (2017) 102 (4): 1291-1298.
 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Harmina ou "arruda da Síria"...

Em busca de novas possibilidades terapêuticas para a diabetes, pesquisadores do Mount Sinai Hospital fizeram triagem de mais de 100 mil moléculas e apenas uma se destacou como capaz de induzir reprodução das células pancreáticas produtoras de insulina: a harmina. Esta molécula primeiramente encontrada nas sementes da planta Peganum harmala ou "arruda da Síria" é também a principal molécula com efeitos farmacológicos no “cipó das almas” ou "ayahuasca".
diabetes tipo 1 e 2 afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Ambas, em última instância, resultam de uma deficiência de células beta pancreáticas produtoras de insulina. As células beta proliferam nos seres humanos durante uma breve janela temporal começando em torno do nascimento, com um pico de percentagem (aproximadamente 2%) engajados no ciclo celular do primeiro ano de vida. Na vida embrionária e após o início da infância, a replicação de células beta é mal detectável.
Considerando que a expansão das células beta parece ser uma abordagem terapêutica óbvia para a deficiência de células beta, células beta humanas adultas têm-se revelado recalcitrantes a tais esforços. Por conseguinte, permanece uma necessidade urgente de agentes terapêuticos antidiabéticos que possam induzir a regeneração e expansão de células beta humanas adultas in vivo ou ex vivo.
Neste trabalho publicado online pela revista Nature, usando uma tela de moléculas pequenas de alto rendimento (HTS), pesquisadores do Mount Sinai Hospital, em Nova Iorque, descobriram que os análogos da pequena molécula harmina funcionam como uma nova classe de compostos mitogênicos de célula beta humana. Eles também definiram a especificidade dupla da cinase-1a (DYRK1A) regulada pela tirosina como o alvo provável da harmina e os fatores nucleares da família de fatores de transcrição de linfócitos T ativados (NFAT) como prováveis mediadores da proliferação e diferenciação de células beta humanas.
Usando três diferentes ratos de laboratório e ilhotas humanas em modelos baseados in vivo, foi mostrado que a harmina é capaz de induzir a proliferação de células beta, aumentar a massa de ilhotas pancreáticas e melhorar o controle glicêmico. Estas observações sugerem que os análogos da harmina podem ter uma promessa terapêutica única para a terapia para a diabetes humana. O reforço da potência e da especificidade destes compostos nas células beta são desafios importantes para o futuro.
Até mais.
Fonte: www.news.med.br

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Detecção de Hipotireoidismo no teste do pezinho...


Com resultado utilizando um valor de corte de TSHneo de 5,0IU/mL, 50 dos 111.705 neonatos examinados foram diagnosticados com hipotireoidismo congênito (prevalência de 1:2.234 nascidos vivos). A curva ROC mostrou que o valor do TSHneo de 5,03IU/mL possuía sensibilidade de 100% e a maior especificidade relacionada (93,7%). A área abaixo da curva foi 0,9898 (p<0,0001).
Concluiu-se que a curva ROC confirmou que o valor de corte de TSHneo de 5,0IU/mL adotado pelo Programa de Triagem Neonatal de um estado brasileiro foi o mais adequado na detecção do hipotireoidismo congênito e provavelmente explica a alta prevalência constatada.

Até mais.

Fonte: http://jped.elsevier.es/pt/detecting-congenital-hypothyroidism-with-newborn/articulo/S2255553617300010/

Pais mais participativos podem ajudar a reduzir o risco de obesidade infantil...

A crescente participação do pai na criação dos filhos está relacionada com uma menor probabilidade de que estas crianças se tornem obesas aos quatro anos de idade, sugerem novos dados.
A Dra. Michelle S. Wong, médica e doutoranda do Departament of Health Policy and Management na Johns Hopkins School of Public Health, em Baltimore, Maryland, e colaboradores, analisaram esta correlação usando dados do Early Childhood Longitudinal Study-Birth Cohort .
Este estudo de coorte acompanhou um grupo representativo nacional com cerca de 10.700 crianças nascidas em 2001 nos Estados Unidos até o segundo ano do ensino fundamental.
De acordo com os pesquisadores, quando o pai ajudou mais frequentemente com tarefas como vestir, escovar os dentes e dar banho, os filhos tiveram uma probabilidade 33% menor de se tornarem obesos entre dois e quatro anos de idade (odds ratio = 0,67; P < 0,05).
E o aumento de um nível na frequência com que os pais levaram os filhos para caminhar ou brincar ao ar livre foi associado a uma diminuição de 30% na obesidade (odds ratio = 0,70).
Os resultados foram publicados on-line em 21 de junho, no periódico Obesity.

Maior envolvimento paterno pode ser benéfico para a saúde infantil

Todos os pais viviam em casa com os filhos, em famílias formadas por dois pais heterossexuais, mas não eram os cuidadores primários. Os pais do estudo trabalhavam em média 46 horas por semana, e as mães, em média, 18 horas por semana.
Os pesquisadores ressaltam que as intervenções contra a obesidade tipicamente têm como alvo as mães, e esses novos achados sugerem que o maior envolvimento do pai na puericultura possa beneficiar ainda mais a criança.
Por exemplo, "os pais disseram se sentir negligenciados durante as consultas dos filhos com o pediatra", escrevem os autores.
E direcionar apenas às mães as ações de culinária saudável ​​pode contribuir para o menor conhecimento dos pais sobre opções saudáveis de alimentos e de estilo de vida .
"Em comparação às mães, os pais podem preparar refeições menos nutritivas e ser complacentes com petiscos, ou com um tempo mais longo diante de uma tela ao cuidarem dos filhos", dizem a Dra. Michelle e colaboradores.

No entanto, mesmo quando os pais tiveram um papel aumentado na tomada de decisões, tais como na escolha de alimentos, este aumento não teve efeito sobre a probabilidade de obesidade.
Os pesquisadores dizem que estudos adicionais sobre o quanto cada pai está envolvido, e a natureza do envolvimento, podem esclarecer como as intervenções podem ser mais benéficas.
Pesquisas anteriores observaram que o envolvimento do pai na criação dos filhos aumentou três vezes entre 1965 e 2011.
"Há evidências crescentes da importância do envolvimento do pai na criação dos filhos, em outras áreas do desenvolvimento infantil, e nosso estudo sugere que também possa haver benefícios para a saúde da criança", disse a Dra. Michelle em um comunicado à imprensa.
Uma das limitações do estudo é a de que o envolvimento na criação e a influência na tomada de decisões foram informados pelos próprios pais, e não houve validação externa. Além disso, o estudo abrangeu apenas casais com os dois pais, portanto, permanece incerto se os resultados seriam iguais em famílias com apenas um pai ou uma mãe.
Este trabalho foi financiado pela Agency for Healthcare and Quality e pelo National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases dos National Institutes of Health.

Até mais.

Fonte: Pais mais participativos podem ajudar a reduzir o risco de obesidade infantil - Medscape - 7 de julho de 2017.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

EUA: famílias brancas e de maior poder aquisitivo são as que mais buscam tratamentos com hormônio do crescimento para os filhos...

Pais mais altos, brancos, com maior renda, e que se preocupam mais com a altura dos próprios filhos tendem a considerar uma estatura maior como o padrão mais adequado. Esses foram alguns dos resultados observados pela Dra. Adda Grimberg, do Children's Hospital of Philadelphia, Estados Unidos, e colegas, quando avaliaram a percepção de pais de crianças atendidas na atenção primária acerca da altura[1]. A especialista disse, durante simpósio realizado no 12° Congresso Brasileiro Pediátrico de Endocrinologia e Metabologia (COBRAPEM) – promovido pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e realizado pela Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (SOPERJ) – que a pressão social representa um problema que pode levar a alguns desdobramentos na terapêutica com hormônio do crescimento, como, por exemplo, "a supervalorização do tratamento de meninos brancos".
Estudos apontam que a preocupação familiar tem aumentado a prescrição de hormônio do crescimento por endocrinologistas nos EUA. Essa pressão é real e a própria médica já vivenciou uma experiência do tipo: "certa vez recebi a ligação de uma mãe que questionava o padrão de crescimento do filho. Por mais que eu explicasse que a criança estava dentro da normalidade a mãe não se convencia e exigia que o filho fosse tratado", contou a Dra. Adda no evento.
O quão baixo é baixo demais para um homem adulto? E quão baixo é baixo demais para uma mulher adulta? Essas foram as principais perguntas que 1.820 pais responderam no estudo conduzido pela Dra. Adda e equipe. Os filhos dos participantes tinham entre nove e 14 anos, e foram atendidos na atenção primária.
A maioria da amostra foi composta por mulheres (87%). Quanto à etnia, 47% se autodeclararam negros ou afro-americanos, e 40% brancos ou caucasianos. Predominaram usuários atendidos em unidades de saúde não urbanas (51%).

Sobre o nível educacional, 28% tinham ensino superior, 21% tinham pós-graduação e 20% haviam concluído o ensino médio. Além disso, a maioria estava empregada em tempo integral (42%).
A pesquisa mostrou que, para os participantes do sexo masculino, o limiar mediano considerado muito baixo para a mulher adulta foi 56 polegadas (142,24 cm). Para as próprias mulheres, esse valor ficou em 57 polegadas (144,78 cm). No caso dos homens, tanto os participantes do sexo masculino quanto os do feminino apontaram o limiar mediano de 61 polegadas (154,94 cm).
Os autores identificaram que, além dos participantes mais altos, com maior renda, brancos e mais preocupados com a altura dos filhos, as mulheres e aqueles que foram atendidos em clínicas não urbanas apontaram valores mais altos como aceitáveis.
Os resultados da pesquisa corroboram outros estudos que apontam para números desproporcionalmente altos de crianças brancas, de renda superior e de famílias mais educadas que procuram avaliação.
A Dra. Adda lembrou que alturas maiores são associadas a "força, atratividade, preferência de namoro, sucesso na academia, no trabalho, na política e nas Forças Armadas". No entanto, a altura é um traço físico contínuo, cujo limite entre normal e anormal é definido arbitrariamente.
Até mais.
Fonte: Medscape.com

domingo, 4 de junho de 2017

Bebidas dietéticas não aumentam o consumo calórico e ajudam a controlar a compulsão...

Uma nova pesquisa indica que pessoas que ingerem refrigerante dietético não compensam comendo mais calorias, e, além disso, essas bebidas podem de fato ajudar a controlar a compulsão alimentar.
Os achados vêm de dois estudos apresentados no European Congress on Obesity (ECO) 2017 durante um simpósio patrocinado pela International Sweeteners Association.
Há preocupações de que o uso de bebidas adocicadas de baixa caloria aumente o consumo de alimentos ao corromper as respostas ao sabor doce e a resposta "condicionada" à saciedade, disse o Dr. Marc Fantino, do centro de pesquisa CreaBio Rhone-AlpeLyon-Givors Hospital Center (França).
Ele apresentou um estudo randomizado controlado mostrando que sujeitos que consumiram bebidas dietéticas (e que nunca as haviam utilizado previamente) não comeram mais do que aqueles que beberam água. E Charlotte A. Hardman, da University of Liverpool (Reino Unido), apresentou dados preliminares que indicam que bebidas dietéticas podem ajudar as pessoas a controlarem a compulsão por açúcar.
Os resultados em geral acrescentam aos dados que indicam que bebidas adocicadas de baixa caloria são uma opção para algumas pessoas tentarem reduzir o consumo de calorias e controlar o próprio peso, dizem os especialistas.
E, apesar de muitas histórias negativas na imprensa indicando o dano causado por essas bebidas, as evidências científicas indicam o contrário, acreditam eles.
"Toda a evidência de dano é de estudos em animais ou epidemiológicos/de correlação", disse Richard Black, da Quadrant Consulting, West Harrison, Nova York. "Quando você realiza um estudo intervencionista bem controlado com as bebidas dietéticas, os achados são neutros ou benéficos", disse ele ao Medscape.
"Refrigerantes dietéticos não levam a uma dieta mais saudável, mas podem ajudar a minimizar ou evitar o consumo de produtos não saudáveis. Isso é uma grande vitória", acrescentou o Dr. Black.
O Dr. John L. Sievenpiper, do St Michael's Hospital, Toronto (Canadá), um médico bioquímico que conduziu diversos estudos nessa área, disse: "Nosso padrão-ouro preferido para beber é a água. Isso é o que defendemos. Mas é preciso reconhecer que isso não vai funcionar para todos, não vai se encaixar nos valores e preferências de todos".
Por sua vez, o Dr. Paolo Sbraccia, um médico internista que trata muitos pacientes com obesidade e diabetes, mas que não esteve envolvido em nenhum dos estudos com bebidas dietéticas, disse ao Medscape acreditar que elas poderiam ser mais úteis para a geração mais jovem.
"Bebidas dietéticas podem ter um papel em relação às crianças. Mas duvido que ajudarão muito os adultos obesos", observou. No entanto, ele não demonstra preocupação sobre a segurança desse tipo de produto: "De modo geral, não estou preocupado com danos".

Bebidas dietéticas como opção viável

O Dr. Fantino apresentou seu estudo no qual 80 mulheres e 86 homens que não haviam consumido previamente bebidas dietéticas foram randomizados para ingerir bebidas adocicadas de baixa caloria ou água, e foram liberados para comer o tanto que desejassem.
"O consumo diário de bebida adocicada com adoçantes de baixa caloria (660 ml/dia) por quatro semanas por homens e mulheres saudáveis com peso normal que não eram consumidores regulares de adoçantes não promoveu a seleção e o consumo de mais alimentos doces", nem o aumento do consumo de calorias, relatou.
Os resultados estão alinhados com conclusões de um estudo publicado por Rogers et al no último ano (Int J Obes [Lond]. 2016;40:381-394), disse o Dr. Fantino.
Essa revisão sistemática concluiu que "a preponderância de evidência de todos os ensaios controlados randomizados em humanos indica que o consumo de adoçantes de baixa caloria não aumenta o consumo energético ou o peso corporal, se comparado com condições controle calóricas ou não calóricas (por exemplo, água)".
Esses dados devem tranquilizar médicos e consumidores, disse Charlotte, que é psicóloga, e que observou que as notícias negativas sobre possíveis danos das bebidas dietéticas têm um impacto.
"Se a mensagem puder se tornar benéfica, isso afasta um pouco as histórias negativas", observou ela.
Ela alerta, no entanto, que "bebidas dietéticas podem ajudar na perda de peso, mas não são uma solução para todos. Para aqueles que não gostam de alimentos com sabor doce, as bebidas adocicadas de baixa caloria não serão úteis. Depende da preferência individual".
O Dr. Sievenpiper concorda. Ele disse ao Medscape: "Bebidas dietéticas são uma opção viável, então não vamos retirá-las do cardápio".
O Dr. Black disse: "Algumas pessoas utilizam uma bebida dietética como uma ferramenta para satisfazer compulsões. Isso não vai levar à perda de peso por si só, mas pode ser usado para apoiar os esforços dessas pessoas para perder peso".
No entanto, todos os especialistas no Porto disseram que, embora estejam confiantes de que isso se aplica às bebidas dietéticas, a questão se torna muito mais complexa quando se trata de alimentos sólidos contendo adoçantes, portanto eles não extrapolariam nenhuma de suas conclusões para esses produtos.

E quanto aos efeitos dos adoçantes sobre o microbioma intestinal?

Também indagado sobre sua opinião quanto a um artigo da Nature de alguns anos atrás que sugeriu que adoçantes artificiais poderiam alterar de forma desfavorável o microbioma intestinal, levando a resistência insulínica (Nature. 2014;514:181-186), o Dr. Sievenpiper disse: "Esse artigo teve diversas questões e é geralmente deturpado. Suez et al avaliaram a sucralose, aspartame e sacarina, mas pesquisaram apenas a sacarina ("como um protótipo de adoçante artificial") em humanos, com o consumo diário máximo aceito pela FDA (5mg/kg de peso corporal/dia, o que é equivalente a 45 sachês de mesa)".
Além disso, a pesquisa não foi controlada (isto é, não houve grupo recebendo placebo com o qual comparar o efeito da sacarina); na verdade, foi simplesmente um estudo de "antes e depois".
E "para mostrar um efeito, eles também precisaram dividir o número muito pequeno de sujeitos (n=7) em respondedores (quatro de sete) e não respondedores (três de sete), mostrando um efeito apenas nos 'respondedores'. Essa abordagem é altamente duvidosa, especialmente em um estudo de desenho já fraco".
As conclusões são portanto "extremamente especulativas", disse ele, e extrapolá-las para todos os adoçantes de baixa caloria "é um salto gigantesco de inferência". Esses adoçantes são "um grupo heterogêneo de componentes que são manipulados pelo organismo de forma diferente em termos de absorção, metabolismo, distribuição e excreção".
Esse estudo "claramente precisa de replicação em um ensaio randomizado controlado usando doses do 'mundo real' (e não o consumo diário aceitável máximo) e adoçantes que são realmente usados em bebidas (como aspartame, sucralose e acessulfame K)", observou.
Na verdade, o grupo do Dr. Sievenpiper foi recentemente financiado pelos Canadian Institutes of Health Research para conduzir esse ensaio, concluiu ele.
O Dr. Fantino e Charlotte são consultores da International Sweeteners Association. O Dr. Sievenpiper relata taxas ou honorários para palestras de PepsiCoDr. Pepper Snapple Group, e International Sweeteners Association, consultoria ad hoc para Tate and Lyle, e fundos de pesquisa do Calorie Control Council. O Dr. Black e Dr. Sbraccia não relataram conflitos de interesse relacionados à indústria de bebidas ou adoçantes.
European Congress on Obesity 2017. 19 de maio de 2017; Porto, Portugal. Symposium of International Sweeteners Association.
Até mais.
Fonte: Medscape.com

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