terça-feira, 17 de julho de 2018

Sarampo ... Campanha 2018...

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmitida pela fala, tosse e espirro, e extremamente contagiosa, mas que pode ser prevenida pela vacina. Pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. As complicações infecciosas contribuem para a gravidade da doença, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade. Em algumas partes do mundo, a doença é uma das principais causas de morbimortalidade entre crianças menores de 5 anos de idade.
O comportamento endêmico do sarampo varia, de um local para outro, e depende basicamente da relação entre o grau de imunidade e a suscetibilidade da população, além da circulação do vírus na área.
Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo. Atualmente, o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas. Além disso, alguns casos isolados e relacionados à importação foram identificados em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rondônia e Rio de Janeiro.

Sintomas

Principais sinais:
  • Febre alta, acima de 38,5°C;
  • Dor de cabeça;
  • Manchas vermelhas, que surgem primeiro no rosto e atrás das orelhas, e, em seguida, se espalham pelo corpo
  • Tosse;
  • Coriza;
  • Conjuntivite;
  • Manchas brancas que aparecem na mucosa bucal conhecida como sinal de koplik, que antecede de 1 a 2 dias antes do aparecimento das manchas vermelhas
Período de infecção: dura cerca de sete dias, onde surge a febre, acompanhada de tosse seca, coriza, conjuntivite e fotofobia. Do 2° ao 4° dia desse período, surgem as manchas vermelhas, quando se acentuam os sintomas iniciais. O paciente apresenta prostração e lesões características de sarampo: irritação na pele com manchas vermelhas, iniciando atrás da orelha (região retroauricular).

Remissão: caracteriza-se pela diminuição dos sintomas, com declínio da febre. A erupção na pele torna-se escurecida e, em alguns casos, surge descamação fina, lembrando farinha, daí o nome de furfurácea.

Período toxêmico: o sarampo é uma doença que compromete a resistência do hospedeiro, facilitando a ocorrência de superinfecção viral ou bacteriana. Por isso, são frequentes as complicações, principalmente nas crianças até os dois anos de idade, em especial as desnutridas e adultos jovens.

A ocorrência de febre, por mais de três dias, após o aparecimento das erupções na pele, é um sinal de alerta, podendo indicar o aparecimento de complicações, sendo as mais simples: infecções respiratórias; otites; doenças diarreicas e neurológicas.

Transmissão

A transmissão do sarampo ocorre de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Por isso, o elevado poder de contágio da doença. A transmissão ocorre de quatro a seis dias antes e até quatro dias após o aparecimento do exantema. O período de maior transmissibilidade ocorre dois dias antes e dois dias após o início do exantema. O vírus vacinal não é transmissível.
O sarampo afeta, igualmente, ambos os sexos. A incidência, a evolução clínica e a letalidade são influenciadas pelas condições socioeconômicas, nutricionais, imunitárias e àquelas que favorecem a aglomeração em lugares públicos e em pequenas residências.

Prevenção

A vacinação contra o sarampo é a única maneira de prevenir a doença. Neste ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e o Sarampo será realizada entre 6 e 31 de agosto, sendo o dia 18 de agosto o dia de mobilização nacional - o 'Dia D'. Nesta semana as crianças devem ser levadas aos serviços de saúde mesmo que tenham sido vacinadas anteriormente. 
As vacinas estão disponíveis nas mais de 36 mil salas de vacinação do país de acordo com as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

Esquema vacinal

Crianças de 12 meses a menores de 5 anos de idade: uma dose aos 12 meses (tríplice viral) e outra aos 15 meses de idade (tetra viral).
Crianças de 5 anos a 9 anos de idade que perderam a oportunidade de serem vacinadas anteriormente: duas doses da vacina tríplice 
Para adolescentes e adultos até 49 anos:
  • Pessoas de 10 a 29 anos  -  duas doses das vacina tríplice 
  • Pessoas de 30 a 49 anos  - uma dose da vacina tríplice viral
Quem comprovar a vacinação contra o sarampo conforme preconizado para sua faixa etária, não precisa receber a vacina novamente.

Não devem receber a vacina:

  • Casos suspeitos de sarampo
  • Gestantes - devem esperar para serem vacinadas após o parto. Caso esteja planejando engravidar, assegure-se que você está protegida. Um exame de sangue pode dizer se você já está imune à doença. Se não estiver, deve ser vacinada um mês, antes da gravidez. Espere pelo menos quatro semanas antes de engravidar.
  • Menores de 6 meses de idade
  • Imunocomprometidos
Até mais.

Fonte: Ministério da Saúde.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

introdução precoce de alimentos sólidos pode ajudar a melhorar o sono infantil...

A Organização Mundial de Saúde recomenda a amamentação exclusiva por 6 meses. No entanto, 75% das mães britânicas apresentam alimentos sólidos a seus bebês antes dos 5 meses de idade e 26% relatam a vigília da criança à noite como fator que influencia nesta decisão.
O estudo The Enquiring About Tolerance foi um ensaio clínico randomizado de base populacional, realizado de 15 de janeiro de 2008 a 31 de agosto de 2015, que incluiu 1.303 bebês de 3 meses de idade amamentados exclusivamente ao seio na Inglaterra e no País de Gales. As consultas clínicas foram realizadas no St. Thomas' Hospital, em Londres, na Inglaterra, e o estudo avaliou a introdução precoce de sólidos na dieta infantil a partir dos 3 meses de idade com o objetivo de determinar se este fator influencia o sono infantil.
O grupo de introdução precoce (EIG) continuou a amamentar enquanto foram introduzidos alimentos não alergênicos e, em seguida, seis alimentos alergênicos. O grupo de introdução padrão (SIG) seguiu as diretrizes britânicas de alimentação infantil (isto é, amamentação exclusiva até por volta dos 6 meses e com orientação para evitar qualquer consumo alimentar durante este período).
O questionário padronizado de sono infantil, conhecido como Brief Infant Sleep Questionnaire, foi utilizado nas análises. Dos 1.303 bebês que foram incluídos no estudo Enquiring About Tolerance, 1.225 participantes (94%) completaram o questionário final de 3 anos (618 SIG [95%] e 607 EIG [93%]). A randomização foi eficaz e não houve diferenças significativas entre os dois grupos.
Após a introdução precoce de sólidos, os bebês do EIG dormiram significativamente mais e acordaram com menos frequência do que os bebês do SIG. As diferenças entre os dois grupos atingiram o pico aos 6 meses de idade. Nesse ponto, na análise por intenção de tratamento, os bebês do EIG dormiram por 16,6 minutos a mais (IC 95% 7,8 a 25,4) por noite e a frequência de despertar noturno diminuiu de 2,01 para 1,74 por noite. Clinicamente mais importante, os problemas de sono muito graves, significativamente associados à qualidade de vida materna, foram relatados com mais frequência no SIG do que no EIG (odds ratio 1,8; IC 95% 1,22 a 2,61).
Concluiu-se que, neste ensaio clínico randomizado, a introdução precoce de sólidos na dieta do lactente foi associada a uma maior duração do sono, despertares noturnos menos frequentes e a uma redução nos problemas muito graves relacionados ao sono.

Até mais.

Fonte: News.med.br, JAMA

terça-feira, 10 de julho de 2018

Hiperinsulinismo e monitorização contínua da glicose...

O hiperinsulinismo congênito (CHI) é a causa mais comum de hipoglicemia persistente grave em crianças, principalmente durante a infânciaComo o hiperinsulinismo inibe a cetogênese, o cérebro é privado de glicose e corpos cetônicos, aumentando assim o risco de dano neurológicoPor isso, é importante manter a normoglicemia nesses pacientes para evitar problemas de desenvolvimento neurológico. Maioria dos pacientes com CHI são lactentes ou pré-escolares e os níveis de glicose no sangue são monitorados regularmente pelos pais usando os glicosímetros padrão.
Sistemas contínuos de monitoramento de glicose (CGMS) são usados ​​principalmente para pacientes com diabetes mellitus. Ensaios clínicos randomizados usando CGMS em adultos com diabetes mellitus revelaram menor incidência de hipoglicemia e melhor controle glicêmicoMuito pouca informação está disponível sobre o uso de CGMS em pacientes com CHI. Em um relato envolvendo o uso de CGMS em um único paciente com CHI, foi demonstrado que o CGMS poderia ajudar no controle glicêmico, mostrando a tendência dos valores de glicose intersticialConrad et al. considerou-o como um complemento útil no diagnóstico e avaliação da hipoglicemia, e para documentação de euglicemia em cinco pacientes com distúrbios hipoglicêmicosNo entanto, o uso de CGMS não é difundido no manejo de pacientes com CHI por várias razões, incluindo o custo do equipamento, a falta de evidências, a necessidade de calibração regular para precisão e a curta vida útil dos sensores.
Recentemente, o sistema de monitoramento de glicose (FGMS) FreeStyle Libre (FSL, Abbot Diabetes Care, Alameda, Califórnia, EUA) calibrado de fábrica foi introduzido para uso em pacientes com diabetes mellitusEle mede continuamente a concentração de glicose intersticial via eletrônica descartável e um sensor subcutâneo, com uma estrutura de botão aderindo firmemente à pele para permitir que o sensor inserido permaneça no local por 14 dias em comparação com menos de 7 dias usando um CGMS padrão. O sensor é colocado no lugar por um aplicador de uso único e mede automaticamente a glicose a cada minuto por até 14 dias. A varredura do sensor por um leitor separado coleta as medições de glicose e a tendência no momento da digitalização e até 8 horas de leituras anteriores a cada 15 minutos. Em princípio, a técnica de detecção de glicose é baseada na técnica do Navegador FreeStyle, que se mostrou ser uma técnica confiável de medição de CGM.
O primeiro estudo para avaliar o desempenho e a usabilidade do FSL em crianças com diabetes mellitus tipo 1 demonstrou boa concordância entre o sensor e o CBG e a média da diferença relativa absoluta (MARD) foi de 13,9%Até onde sabemos, nenhum estudo foi realizado até o momento para avaliar o uso de FSL em pacientes com CHI.
O CHI é uma condição que requer monitoramento intenso da glicose, especialmente no momento de estabelecer o diagnóstico subjacente e testar a terapia definitiva. O hiperinsulinismo leva ao desligamento da cetogênese; Portanto, nenhum combustível alternativo ao cérebro está disponível no estado hipoglicêmico hiperinsulinaêmico. A necessidade de monitorar a glicose com cuidado e regularidade para evitar a hipoglicemia é um aspecto fundamental das vias de manejo inicial e subseqüenteA monitorização a longo prazo da glicose é essencial para detectar e administrar adequadamente os episódios de hipoglicemia, uma vez que episódios hipoglicêmicos assintomáticos não são incomuns nessas crianças.
Nos últimos 15 anos, os fabricantes usaram os avanços da tecnologia para produzir diferentes dispositivos e sistemas para registrar e monitorar a glicose no sangue. Um dispositivo prático, fácil de usar e fácil de monitorar a glicose no sangue é considerado necessário devido à frequência de seu uso. Nos últimos 10 anos, havia duas categorias principais de dispositivos que foram desenvolvidos para monitorar a glicemia fora dos ambientes hospitalares; o CBG convencional e o CGMS.
Há alguns anos, a Abbot trouxe ao mercado o leitor FreeStyle Libre (FSL), que aproveita a avançada tecnologia baseada em sensores para ler a glicose intersticial e exibir instantaneamente os dados de uma maneira amigável ao usuárioO FSL é considerado muito conveniente à medida que o sensor mede e continuamente salva leituras de glicose sem a necessidade de picar a pele com frequência para verificar o nível de glicose. Considerou-se prático, pois o leitor pode capturar os dados do sensor sobre a roupa. Além disso, as vantagens do sensor incluem o fato de ser resistente à água, de tamanho pequeno, projetado para permanecer no corpo por 14 dias e não requer calibração com punçãoTem sido demonstrado que a MGF é precisa em comparação com os valores de referência de glicemia capilar ao longo de 14 dias no diabetes mellitus em crianças e adultosNo entanto, foi recomendado o uso do teste de picada no dedo quando os níveis de glicose no sangue estão mudando rapidamente de acordo com o conselho do fabricante.
O CHI não é tão comum quanto o diabetes mellitus; Portanto, há escassez de ensaios e relatórios com relação à monitorização contínua da glicose. Monsod et al. relataram que o CGMS poderia rastrear com precisão as alterações agudas na glicose plasmática quando calibrado através de uma série de níveis de glicose e insulina no plasma. No entanto, a hiperinsulinemia pode contribuir para discrepâncias modestas entre os níveis de glicose no plasma e no sensorO mesmo foi observado em nosso estudo, já que o MARD nesta coorte de pacientes foi maior que o MARD quando o FSL foi estudado em pacientes com diabetes mellitus tipo 1. Foi relatado que era de 10,9% em uma pequena coorte de pacientes e de 13,9% em um estudo multicêntrico que envolveu 89 participantes com diabetes mellitus (4-17 anos de idade).
A correlação entre os dois métodos foi menos positiva durante os eventos hipoglicêmicos, uma vez que o FSL tendeu a superestimar os valores verdadeiros de glicose. Isso tem seus efeitos adversos do ponto de vista prático, uma vez que os pacientes podem não ter sido tratados quando estão verdadeiramente hipoglicêmicos. Isso obviamente gerou ansiedade e menos confiança entre os pais em confiar no método FSL para detectar e controlar a hipoglicemia. A correlação global positiva, especialmente quando o CBG ≥ 3,5 mmol / l deu aos pais a oportunidade de agir de acordo com a tendência da glicose, uma vez que os ajudou a reduzir a incidência de episódios de hipoglicemia quando a tendência desce.
A imprecisão da MGF em pacientes com CHI pode ter sido relacionada à natureza da condição subjacente e à sua idade jovem, com possível impacto na relação músculo / gordura em comparação à coorte mais velha de pacientes com diabetes mellitus. As limitações do estudo incluem pequeno tamanho da amostra e curta duração e, portanto, um estudo prospectivo maior é necessário para elucidar ainda mais o papel da MGF no CHI.

Conclusão

Notável variabilidade entre os dois métodos de medição da glicose foi observada. Apesar da facilidade de usar o sistema FSL, as preocupações relacionadas à precisão, especialmente com valores baixos de glicose, permanecem, embora os pais considerem a tendência à glicose muito útil. Outros estudos maiores são necessários em pacientes com ICC antes que o FSL seja recomendado como um método alternativo de rotina para medir os valores de glicose.
Até mais.
Fonte: https://ijpeonline.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13633-018-0057-2

Insulina + Sotaglifozina no Diabetes tipo 1...

Depois de um ano de tratamento, as pessoas com diabetes tipo 1 (DM1) que tomam 200 mg ou 400 mg de sotagliflozina, além de insulinoterapia, têm peso e níveis  de HbA1c estatisticamente mais baixos. Eles também têm uma baixa incidência de hipoglicemia grave em comparação com aqueles que tomam um placebo com insulina otimizada, de acordo com novos resultados de pesquisa apresentados na 78ª Sessões Científicas Anuais da American Diabetes Association (ADA), que ocorreu 22-26 junho, 2018 . 
Apesar dos avanços recentes, os desafios do tratamento da DM1, especificamente hipoglicemia ou medo da hipoglicemia, ganho de peso, variabilidade da glicose e sobrepeso do paciente, impedem que muitas pessoas atinjam seus objetivos de tratamento, disse o pesquisador principal Dr. John Buse, PhD, diretor da Diabetes. Centro, Diretor do Instituto de Ciências Clínicas e Translacionais da NC e Reitor Adjunto Executivo de Pesquisa Clínica da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill. "O perfil da sotagliflozina para melhorar o controle da glicemia além do que pode ser alcançado com a intensificação da insulina sozinha, enquanto aborda esses desafios, tem o potencial de melhorar a vida das pessoas com DM1", afirmou em um comunicado. 
A sotagliflozina é um inibidor duplo investigativo das proteínas de transporte de glicose sódica 1 e 2 (SGLT1 e SGLT2), as duas proteínas responsáveis ​​pela regulação da glicose. É o primeiro inibidor duplo de SGLT1 / SGLT2 a ser extensivamente estudado em humanos. A inibição do SGLT1 atrasa e reduz a absorção de glicose no intestino proximal, melhorando o controle glicêmico pós-prandial. A inibição do SGLT2 resulta na perda de glicose na urina. 
Até mais.
Fonte: https://www.practiceupdate.com/news/21140/32/8?elsca1=emc_conf_ADA2018Post-2&elsca2=email&elsca3=practiceupdate_diabetes&elsca4=201861_ADA2018Post-2&elsca5=conference&rid=Mjg1NTQ4Mzc0OTE4S0&lid=10332481

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Obesidade é risco para doença cardiovascular...

A obesidade continua a ser um fator de risco de doenças cardiovascular mesmo entre as pessoas que são “metabolicamente saudáveis”, sugerem novos dados do estudo norte-americano Nurses' Health Study.
Nathalie Eckel, doutoranda do German Institute of Human Nutrition, Potsdam-Rehbruecke, em Nuthetal (Alemanha), e colaboradores, descreveram as descobertas em um artigo publicado on-line em 30 de maio no periódico The Lancet Diabetes & Endocrinology
A análise, feita com 90.257 mulheres acompanhadas durante uma mediana de 24 anos, revelou que as mulheres metabolicamente saudáveis – isto é, sem diabetes, hipertensão arterial ou hipercolesterolemia ao início do estudo – tiveram um risco significativamente menor de doença cardiovascular (DCV) do que as mulheres com essas doenças, independentemente do índice de massa corporal (IMC).
No entanto, mesmo entre aquelas que eram metabolicamente saudáveis, as mulheres com sobrepeso ou obesidade tiveram maior risco de doença cardiovascular do que as mulheres com peso normal.
Além disso, independentemente do IMC, a maioria das mulheres que não tinha doença metabólica no início do estudo não permaneceu assim ao longo do tempo, e a transição para a doença metabólica foi associada a maior risco cardiovascular.
“Estes achados sugerem que as pessoas sem doença metabólica podem se beneficiar do controle comportamental e medicamentoso precoce direcionado à prevenção da progressão para doença metabólica (por exemplo, melhorando a alimentação em geral e aumentando a atividade física)”, escreveram Nathalie e colaboradores.
Até mais.
Fonte: Mais dúvidas sobre a obesidade “metabolicamente saudável” - Medscape - 12 de junho de 2018.

Distúbios de jogos ou Vícios em video-game...

A Classificação Internacional de Doenças (CID), da OMS, é uma referência em doenças reconhecidas e diagnosticáveis. Em sua 11ª revisão, ela descreve o vício em jogos digitais e em videogames como “um padrão de comportamento persistente ou recorrente de jogos” que se torna tão amplo que “prevalece sobre outros interesses da vida”.
Apenas uma pequena minoria de pessoas que jogam videogames e jogos digitais desenvolve este transtorno, mas o reconhecimento de sinais de alerta pode ajudar a evitá-lo. Para a maioria das pessoas, não podemos esquecer do caráter "educacional, terapêutico e recreativo" dos jogos.
O CID atualizado está agendado para ser apresentado aos estados membros da OMS na sua Assembleia Mundial da Saúde em maio de 2019, para adoção em janeiro de 2022, segundo informa a OMS em um comunicado.
Para esclarecer melhor, o comunicado da OMS aponta alguns pontos importantes descritos abaixo:

O que é "desordem de jogos"?

A desordem do jogo é definida na versão preliminar da 11ª Revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como um padrão de comportamento de jogo (“digital-gaming” ou “video-gaming”) caracterizado por falta de controle eficiente sobre jogos, aumentando a prioridade dada a jogar sobre outras atividades na medida em que o jogo tem precedência sobre outros interesses e atividades diárias, e continuação ou escalada em jogos, apesar da ocorrência de consequências negativas na vida de quem sofre de tal transtorno.
Para que o distúrbio do jogo seja diagnosticado, o padrão de comportamento deve ser de severidade suficiente para resultar em prejuízo significativo nas áreas pessoal, familiar, social, educacional, ocupacional ou outras áreas importantes de funcionamento e normalmente ser evidente por pelo menos 12 meses.

O que é a Classificação Internacional de Doenças?

A Classificação Internacional de Doenças (CID) é a base para a identificação global de tendências e estatísticas de saúde e o padrão internacional para relatar doenças e condições de saúde. Ela é usada por médicos em todo o mundo para diagnosticar condições de saúde e por pesquisadores para categorizar essas condições.
A inclusão de um distúrbio no CID é uma consideração que os países levam em conta ao planejar estratégias de saúde2 pública e monitorar tendências de distúrbios.
A OMS lançou a 11ª revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) em meados de 2018.

Por que a desordem do jogo está incluída na CID-11?

A decisão sobre a inclusão do transtorno de jogo na CID-11 baseia-se em revisões de evidências disponíveis e reflete um consenso de especialistas de diferentes disciplinas e regiões geográficas envolvidos no processo de consultas técnicas realizadas pela OMS durante o processo de desenvolvimento da CID-11.
A inclusão da desordem do jogo na CID-11 segue o desenvolvimento de programas de tratamento para pessoas com condições de saúde idênticas às características do distúrbio do jogo em muitas partes do mundo e resultará na maior atenção dos profissionais de saúde2 aos riscos do desenvolvimento deste transtorno e, consequentemente, a medidas de prevenção e tratamento relevantes.

Todas as pessoas que se envolvem em jogos devem se preocupar com o desenvolvimento de desordens de jogos?

Estudos sugerem que o distúrbio do jogo afeta apenas uma pequena proporção de pessoas que se envolvem em atividades de jogos digitais ou de videogames. No entanto, as pessoas que participam desses jogos devem estar atentas à quantidade de tempo que gastam nesta atividade, especialmente quando se trata da exclusão de outras atividades diárias, bem como a quaisquer mudanças em sua saúde física ou psicológica e funcionamento social que poderiam ser atribuídos ao seu padrão de comportamento no jogo.

Até mais.

Fonte: News.med.com.br

terça-feira, 5 de junho de 2018

Novas tabelas de classificação de Pressão arterial Infantil...

Novas diretrizes de prática clínica pediátrica de pressão arterial (PA) foram lançadas em 2017 pela American Academy of Pediatrics (AAP). Essas diretrizes objetivaram estabelecer melhores intervalos de referência de PA para crianças e adolescentes com peso normal, excluindo crianças com sobrepeso ou obesas. As novas diretrizes também mudaram algumas das terminologias e definições de PA "normal" e "elevada" usadas nas diretrizes anterior. O termo "pré-hipertensão" não é mais usado.

Quantas crianças foram reclassificadas?

Usando dados da National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES), coletados de 1999 a 2014, um estudo recente objetivou descobrir como esses novos valores de referência podem alterar a proporção de crianças diagnosticadas com hipertensão arterial. Os dados incluíram mais de 15.000 crianças (com amostragem representativa de populações minoritárias) com uma idade média de 13,4 anos. Utilizando o critério NHANES, 35,9% das crianças da amostra estavam acima do peso, destas, 10,3% foram classificadas como obesas.
Usando as definições atualizadas da AAP, 5,8% da coorte teriam sido classificadas como "ascendentes", em termos de classificação da PA. Cerca de um terço dessas crianças foram reclassificadas de PA "normal" para PA elevada ou hipertensão de estágio 1. Aproximadamente metade desse grupo tinha "pré-hipertensão" sob a antiga designação, mas agora foi classificada como hipertensão de estágio 1. Apenas cerca de 5% dos classificados "ascendentes" passaram da fase 1 para a fase 2 da hipertensão.
As crianças reclassificadas tinham maior probabilidade de apresentar índice de massa corporal elevado, anormalidades lipídicas ou níveis de A1c anormais, representando uma população de alto risco que pode exigir uma avaliação mais completa do risco cardiovascular.
A estimativa populacional de pressão arterial elevada ou hipertensão aumentou de 11,8% para 14,2% com os novos valores de referência de pressão arterial.
William T. Basco, professor do Departamento de Pediatria da Universidade de Medicina da Carolina do Sul (MUSC), comentou a nova classificação de pressão arterial infantil na seção Viewpoints do Medscape Pediatrics e disse que o fato de que 14% da população infantil e adolescente dos EUA seria classificada como tendo pressão arterial elevada ou hipertensão é uma estatística surpreendente e deve nos levar a considerar com que precisão medimos, avaliamos e tratamos a PA anormal em crianças.
Há algumas notas de advertência. Primeiro, os dados da NHANES coletaram apenas uma única medida da PA, embora presumivelmente ela tenha sido feita de maneira apropriada. As diretrizes sugerem medir a PA duas ou três vezes na clínica, especialmente depois de a criança ficar quieta por 5 minutos. PAs subsequentes após a medida inicial em um ambiente clínico são frequentemente menores e a PA média deve ser usada.
Mesmo que a cifra de 14% seja superestimada, pois as crianças foram classificadas com base em uma única medida de PA, a proporção real de crianças com PA elevada ainda pode estar em torno de 10% - um número alto.
Uma revisão completa das diretrizes está além do escopo deste comentário, mas os profissionais devem se valer da sequência recomendada para modificação do estilo de vida, intervalos de acompanhamento, indicações de início de uso de medicação e de quando iniciar o tratamento mais intenso da hipertensão.

Até mais.

Fonte: NEWS.MED.BR, 2018. Quantas crianças realmente têm pressão alta? O que mudou com as novas tabelas de referência para classificação da pressão arterial infantil?. Disponível em: . Acesso em: 5 jun. 2018.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Hipertireoidismo Neonatal...

Ao contrário do hipotireoidismo, o hipertireoidismo neonatal é quase sempre transitório e resulta da passagem transplacentária de anticorpos estimulantes do receptor de TSH.
É suspeitado na presença de taquicardia fetal (>160bpm) especialmente se houver evidência de retardo de crescimento intrauterino e/ou bócio.

Sinais e sintomas:

  • Fetal:

FC>160bpm
Restrição de crescimento intrauterino 
Bócio

  • Neonatal:

Taquicardia
Irritabilidade
Baixo ganho de peso
Olhos proeminentes
Bócio
Trombocitopenia (raro)
Hepatomegalia (raro)
Icterícia (raro)
Petéquias (raro)
Arritmia e insuficiência cardíaca (raro)
Morte (raro)

Até mais.

Fonte: Hipertireoidismo Neonatal
 , MD, CM
Professora Associada de Pediatria, Faculdade de Medicina de Harvard, Divisão de Endocrinologia, Hospital Infantil de Boston, 300 Longwood Ave., Boston MA 02115
Última atualização: 12 de abril de 2015 .

terça-feira, 22 de maio de 2018

Alimentos com muito açúcar terão alerta para consumidor...

A política brasileira para conter o avanço da obesidade foi um dos temas do discurso que o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, proferiu nesta terça-feira (22), em Genebra (Suíça), na plenária da 71ª Assembleia Mundial da Saúde (AMS), promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O Brasil apresentou proposta de nova rotulagem de alimentos e acordo com a indústria para redução de açúcar em alimentos ultra processados. As medidas visam facilitar a compreensão do consumidor e trazer orientações claras para escolhas mais saudáveis.
“Estamos engajados na adoção de políticas concretas e efetivas para conter o avanço da obesidade. O Brasil adotará medidas para alertar sobre o excesso de açúcar no rótulo de alimentos processados, e, assim, os consumidores poderão fazer escolhas mais saudáveis. Também estamos estruturando medidas para reduzir o açúcar nesses alimentos”, afirmou.
Dados inéditos do Vigitel, apontam que a excesso de peso atingiu 54% da população nas capitais do país e 18,9% estão obesos, em 2017, um aumento de 36% e 42%, respectivamente. Os dados são do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL 2017), do Ministério da Saúde.
A discussão de um novo modelo de rotulagem está sendo conduzida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com a participação de universidades. A meta é que ao final do processo seja feita uma consulta pública com a sociedade. A proposta é que o rótulo deve ficar na parte frontal com advertências em relação ao excesso de nutrientes que podem trazer malefícios a saúde, como sódio, gordura e açúcares.
Para isso, o Brasil vem acompanhando de perto também políticas fiscais e regulatórias de outros países que buscam a redução do consumo de açúcar, bem como avaliando e estimulando estudos nacionais sobre o impacto potencial destas políticas para fortalecer essas agendas nacionalmente.
O Ministério da Saúde, ainda, vem desenvolvendo ações estratégicas de alimentação e nutrição para promover e proteger a saúde dos brasileiros. Entre as iniciativas em discussão com a indústria, está o Plano Nacional de Redução do Açúcar em Alimentos Industrializados. O modelo é similar ao adotado com o setor para redução de sódio em que foram retiradas 17 mil toneladas entre 2008 e 2016. 
A proposta tem como objetivo o enfrentamento ao excesso de peso e à obesidade, que apresentam níveis preocupantes na população brasileira.
Os ministros da Saúde de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste discutirão nesta terça-feira (22), juntamente com a secretária-executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a agenda de trabalhos de cooperação em saúde na Comunidade e suas perspectivas.
Por iniciativa brasileira, foram realizadas, ao longo dos últimos dois anos, iniciativas como a criação da Rede de Bancos de Leite Humano da CPLP, a iniciativa de promoção da telessaúde e da telemedicina entre os países de língua portuguesa e a cooperação técnica em HIV/aids, malária e tuberculose.
Ainda estão previstos encontros como os ministros da saúde do Reino Unido e dos Estados Unidos, com o objetivo de explorar possibilidades de ampliação da cooperação internacional em saúde, e participará de evento paralelo sobre os cem anos da epidemia de influenza, co patrocinado por Brasil e Estados Unidos.
Também faz parte da agenda encontro com os ministros da Saúde da iniciativa Política Externa e Saúde Global (FPGH, na sigla em inglês). O Brasil exerce, em 2018, a presidência do FPGH, foro de discussão formado por África do Sul, Brasil, França, Indonésia, Noruega, Senegal e Tailândia, com o objetivo de discutir temas de interseção entre a política externa e a saúde nos foros multilaterais, como a ONU e a OMS.
O Brasil escolheu como tema para sua presidência da iniciativa FPGH neste ano a segurança alimentar e nutricional no contexto da Década de Ação das Nações Unidas para a Nutrição (2016-2025), área em que o país tem sido pioneiro na promoção de políticas públicas e na cooperação internacional.
Até mais.
Fonte: Ministério da Saúde.

Obesidade pode influenciar a progressão para puberdade precoce após telarca prematura...

Pesquisadores sugerem que a obesidade pode ser um fator desencadeante em algumas meninas com telarca prematura em desenvolver puberdade precoce ou rapidamente progressiva.
A equipe descobriu que a maioria dos pacientes em seu estudo que progrediu tinham mais de 2 anos de idade quando seus sintomas apareceram pela primeira vez, e que esses pacientes tiveram um IMC significativamente maior do que aqueles que desenvolveram seus sintomas em uma idade mais jovem.
O estudo incluiu 158 meninas que tiveram o desenvolvimento de mama antes dos 8 anos de idade. A equipe de pesquisa os dividiu em aqueles cujos sintomas apareceram dentro de um mês de nascimento (n = 12), entre as idades de 1 e 24 meses (n = 40) e quando maiores de 24 meses (n = 106).
Como em estudos anteriores, a duração dos sintomas no momento do diagnóstico foi mais longa para as crianças menores, em uma média de 15,4 meses entre aqueles cujos sintomas apareceram dentro de um mês de nascimento, comparados com apenas 3,2 meses entre aqueles cujos sintomas se desenvolveram quando eram mais velhos de 24 meses.
"Isso sugere que o desenvolvimento dos seios é percebido como mais fisiológico nos primeiros 2 anos de idade pelos pais, resultando em um atraso na busca de atendimento médico", diz Senay Savas-Erdeve (Hospital de Saúde e Treinamento de Doenças e Anestesias, Ankara, Turquia ) e co-autores do estudo.
Ao final do seguimento, a telarca era regressiva em 24,7% dos pacientes, persistente em 32,9%, progressiva em 25,9% e cíclica em 16,5%, embora as proporções variassem de acordo com a idade ao início dos sintomas. No total, 29,7% dos pacientes desenvolveram puberdade central precoce ou rapidamente progressiva, mas apenas 4,2% a 6,3% dessas crianças desenvolveram sintomas de telarca dentro de 24 meses após o nascimento, com 89,3% tendo desenvolvido sintomas em uma idade mais avançada.
Além de serem mais velhos, os pacientes que desenvolveram puberdade precoce ou rapidamente progressiva também eram mais pesados ​​do que aqueles que não desenvolveram - eles tinham um escore de desvio padrão do peso corporal (SDS) significativamente maior e uma maior SDS do IMC.
No total, 24,0% de todos os pacientes estavam com sobrepeso e 8,8% eram obesos, e 81,6% e 92,9% destes caíram na categoria de idade mais avançada para o início dos sintomas.
Esses achados implicam que o aumento de peso "poderia estimular a puberdade rapidamente progressiva em casos com telarca prematura", escrevem os pesquisadores no Journal of Pediatric Endocrinology and Metabolism .
A altura do SDS e a relação entre a idade óssea e a idade cronológica não diferiram se os pacientes evoluíram para a puberdade até os pesquisadores subdividirem o grupo que progrediu, mostrando que as meninas com puberdade precoce central tiveram aumentos significativos para ambas as medidas.
Até mais.
Fonte:
Eleanor McDermid
J Pediatr Endocrinol Metab 2018

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