domingo, 8 de abril de 2018

Novo protocolo para tratamento de diabetes tipo 1 no SUS inclui orientações para uso de insulinas análogas de ação rápida...

Já está disponível o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de diabetes tipo 1[1] para o manejo da doença no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). Aprovado em março pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (CONITEC), o texto inclui como tratamento as insulinas análogas de ação rápida, incorporadas no SUS no início de 2017 mediante negociação de preço[2]. Além das informações sobre a administração de diferentes tipos de insulina, as diretrizes abordam orientações não medicamentosas, como recomendações nutricionais.
O PCDT é destinado ao manejo de pacientes com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 1 (DM 1) que apresentem sinais de insulinopenia inequívoca e demonstração de hiperglicemia. De acordo com o texto, é considerado quadro de insulinopenia inequívoca a hiperglicemia maior que 200 mg/dL associada a poliúria, polidipsia, polifagia, emagrecimento sem causa aparente, ou presença de cetoacidose diabética prévia. Já a hiperglicemia é caracterizada por glicemia aleatória maior do que 200 mg/dL e presença de sintomas clássicos de hiperglicemia (polidipsia, poliúria e perda de peso sem motivos); quando a glicemia em jejum de 8h é ≥126 mg/dL em duas ocasiões, com os exames feitos no menor intervalo de tempo possível; quando a glicemia de duas horas pós-sobrecarga é ≥200 mg/dL em duas ocasiões; ou quando a HbA1c é ≥6,5% em duas ocasiões, atestada preferencialmente pelo exame feito por método certificado pelo National Glycohemoglobin Standardization Program.

Critérios de inclusão

Para incluir pacientes com diabetes tipo 1 no tratamento com insulinas análogas de ação rápida é preciso que, além dos critérios de inclusão já mencionados, eles apresentem as seguintes condições descritas em laudo médico: uso de insulina regular por ao menos três meses, além do acompanhamento periódico (no mínimo duas vezes por ano) com um endocrinologista. Quando isso não for possível, o documento recomenda que eles sejam acompanhados por um clínico com experiência no tratamento da doença.
É preciso também um laudo médico informando que o paciente monitora a glicemia capilar (AMG) no mínimo três vezes ao dia, e apresentou, nos últimos três meses, hipoglicemias não relacionadas a outros fatores que levam a esse quadro, como a redução da alimentação sem redução da dose de insulina, ou a prática de exercícios físicos sem revisão de dose do medicamento, por exemplo.
Para uso dos análogos de insulina rápida o protocolo informa que é necessário apresentar ao menos um desses critérios:
  1. Formas graves de hipoglicemia (que o paciente tenha apresentado ao menos uma vez, e que tenha sido necessário intervenção/auxílio de terceiros);
  2.  Hipoglicemias não graves, mas repetidas (ao menos dois episódios por semana) caracterizados por episódios de glicemia capilar >54 mg/dL com ou sem sintomas, ou >70 mg/dL acompanhado de sudorese fria, palpitações, tremores e sensação de desmaio;
  3. Hipoglicemias noturnas repetidas, caracterizadas como mais de um caso por semana.
O PCDT também orienta sobre o tratamento de gestantes. O texto indica que as insulinas análogas asparte e lispro podem ser usadas na gestação, pois são de categoria B, enquanto a glulisina precisa ser evitada, já que é categoria C.
Até mais.
Fonte:  Novo protocolo para tratamento de diabetes tipo 1 no SUS inclui orientações para uso de insulinas análogas de ação rápida - Medscape - 5 de abril de 2018.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Não há associação entre o estado da vitamina D e as características da puberdade precoce central em meninas...

A deficiência de vitamina D tem sido associada a várias patologias em seres humanos e tem sido também ligada à puberdade precoce central idiopática em meninas. Avaliamos esse vínculo potencial em um estudo retrospectivo. Entre 493 meninas com puberdade idiopática central precoce descritas anteriormente, selecionamos 145 meninas para as quais uma amostra de plasma na avaliação inicial estava disponível para determinar a concentração de 25OHD e 1,25 (OH)2D.
Analisamos a correlação entre diferentes características da puberdade (IMC, taxa de crescimento no ano anterior ao início da puberdade, idade óssea, picos de LH e FSH, relação de pico de LH/FSH e concentração de estradiol) e a concentração de 25OHD e 1,25(OH )2D. A concentração sérica média de 25OHD foi de 27,6 ± 17,3 ng/mL. Onze por cento dos pacientes apresentavam uma grave deficiência de vitamina D, 18,6% apresentavam deficiência moderada, 39,4% tinham um ótimo estado de vitamina D e 31% tinham uma concentração de 25 OHD acima de 30 ng/mL. A estação do ano foi o único fator que pareceu influenciar a concentração de 25OHD. Não foi encontrada correlação entre a concentração sérica de 25OHD e as diferentes características da puberdade.
Em geral, nossos pacientes tiveram um estado de vitamina D satisfatório. Não encontramos correlação entre o estado da vitamina D e as características da puberdade precoce central. Mais estudos são necessários para confirmar esta hipótese.
Até mais.
Gwénaëlle Duhil de Bénazé, Raja Brauner, Jean-Claude Souberbielle

Filhos de pais com diabetes tipo 1 têm mais chances de desenvolverem déficit de atenção ou hiperatividade...

As crianças cujos pais têm diabetes tipo 1 (DT1) têm maior risco de serem diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção ou hiperatividade (TDAH), de acordo com um estudo publicado na revista Diabetes Care.
Para identificar indivíduos com DT1 e seus descendentes, pesquisadores suecos usaram o Swedish National Hospital Discharge Register e o Swedish Outpatient Register, que estavam ligados ao Registro Sueco de Multi-Gerações.
Os pesquisadores identificaram 15.615 indivíduos nascidos depois que seus pais foram diagnosticados com DT1. Os descendentes de pacientes com DT1 tiveram um risco significativamente aumentado de TDAH (hazard ratio [HR], 1,29), ao controlar as variáveis ​​de confusão. Embora não seja estatisticamente significativo, o DT1 materno foi associado a um risco aumentado de TDAH (HR, 1,35) versus DT1 paterno (HR, 1,20).
Assim, neste estudo de coorte retrospectivo, descobriu-se que um histórico parental de DT1 estava associado a um risco aumentado de 29% de ser diagnosticado com TDAH, porém os mecanismos subjacentes precisam ainda vir a ser futuramente explorados.
Até mais.

Obesidade é porta de entrada para outras doenças...

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a obesidade pode ser compreendida como um agravo de caráter multifatorial decorrente de balanço energético positivo que favorece o acúmulo de gordura.

Ela está associada a riscos para a saúde devido à sua relação com complicações como aumento da pressão arterial, dos níveis de colesterol e triglicerídeos sanguíneos e resistência à insulina.
Entre suas causas, estão relacionados fatores biológicos, históricos, ecológicos, econômicos, sociais, culturais e políticos. Está relacionada também à má alimentação, aos modos de comer e de viver da atualidade e também, preponderantemente, ao sistema alimentar vigente no País. 
A determinação do sobrepeso e da obesidade está no conjunto de fatores que constitui o modo de vida das populações modernas, que consomem cada vez mais alimentos processados, energeticamente densos e ricos em açúcares, gorduras e sódio com uma quantidade de calorias consumidas além da necessidade individual. Esse desequilíbrio decorre, em parte, pelas mudanças do padrão alimentar aliados à reduzida prática de atividade física, tanto no período laboral como no lazer. 
As causas da obesidade não são apenas individuais, mas também ambientais e sociais, sobre as quais o indivíduo tem pouca ou nenhuma capacidade de interferência.
A obesidade, além de ser um fator de risco para uma série de doenças crônicas como diabetes e hipertensão, possui evidências convincentes que permitem afirmar que também aumenta o risco para desenvolvimento do câncer. 
Obesidade e câncer 
Publicado em fevereiro de 2014 pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), em parceria com o Fundo Mundial para Pesquisa contra o Câncer (WCRF, na sigla em inglês), o documento “Políticas e Ações para Prevenção do Câncer no Brasil: Alimentação, Nutrição e Atividade Física” indica que muitos casos da doença poderiam ser evitados no país caso nossos indicadores de obesidade fossem melhores.  
Pelos dados do estudo, a obesidade é responsável por alto índice de diagnósticos de câncer entre homens e mulheres, com as seguintes prevalências:   



Até mais.

Fonte: Saude Brasil Portal.


Saúde quer vacinar 10 milhões de adolescentes contra meningite e HPV...

Campanha publicitária, lançada nesta terça-feira, tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal dos adolescentes de 9 a 14 anos contra o HPV e Meningite C

Até mais.

Fonte: Ministério da Saude.

domingo, 11 de março de 2018

Sarampo em Roraima...

A Prefeitura de Boa Vista divulgou na tarde deste sábado (10) que subiu para 39 o número de casos notificados de sarampo na capital. Até o momento, uma criança venezuelana morreu e outros oito pacientes tiveram o diagnóstico para a doença confirmado.
Para tentar combater o avanço do sarampo e evitar uma "epidemia", como declarou a governadora Suely Campos (PP)o estado antecipou a campanha de vacinação para este sábado (10). A meta é imunizar 420 mil pessoas em Roraima, entre brasileiros e venezuelanos.
De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), laboratório que faz a análise dos casos da doença, o sarampo identificado em Roraima foi importado da Venezuela.
Segundo o governo do estado, todos os oito pacientes confirmados com a doença e a maioria que aguarda o resultado são venezuelanos. Outros 31 casos suspeitos da doença aguardam resultado.
Dos oito pacientes com a doença, sete são crianças com idades de 1 a 14 anos e estão internadas no isolamento do Hospital da Criança Santo Antônio.

Até mais.

Fonte: Globo.com




domingo, 4 de março de 2018

Santos vacinou quase 120 mil pessoas na campanha preventiva contra febre amarela...

A campanha preventiva contra a febre amarela, realizada em 54 cidades paulistas desde 25 de janeiro, foi responsável pela imunização de 119.805 mil pessoas em Santos até esta sexta-feira (2). A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realizou a vacinação em 22 policlínicas e também em diversos postos volantes em espaços públicos, hipermercados e corporações policiais. A aplicação de doses da vacina continuará de segunda a sexta, das 9h às 16h, nas mesmas 22 unidades.
A meta da SMS é vacinar até 320 mil pessoas na Cidade, levando em conta as restrições da dose para alguns públicos (gestantes, crianças de 9 meses a 2 anos, pacientes com baixa imunidade, entre outros) e o número de vacinados nos últimos anos. Seguindo este critério, foram imunizados 37% do total previsto. Incluindo o período anterior à campanha, desde o início de janeiro, a Cidade vacinou quase 127.443 pessoas em 2018.
Pesquisa do Departamento de Vigilância em Saúde (Devig) de Santos, com base nos dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização, aponta que somente no ano de 1999 – quando houve outra campanha maciça na região - foram aplicadas 269.993 doses contra a febre amarela em Santos. De 1999 até 2017, a totalização é de mais de 350 mil doses aplicadas no Município.
“Levando em conta estes números, grande parte da população santista já está imunizada contra a doença. Mas continuaremos vacinando aqueles que ainda não estão cobertos nas unidades de saúde enquanto durarem os estoques de doses”, explica o secretário municipal de Saúde, Fábio Ferraz.
Até mais.
Fonte: Prefeitura de Santos

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