quarta-feira, 18 de maio de 2016

Metformina associado a Insulina no tratamento do diabetes tipo 1, vale a pena?

Estudos anteriores que avaliaram o efeito da metformina no controle glicêmico de adolescentes com diabetes tipo 1 produziram resultados inconclusivos. Um ensaio clínico randomizado com o objetivo de avaliar a eficácia e a segurança dametformina, como adjuvante da insulina no tratamento de adolescentes com sobrepeso e comdiabetes tipo 1, foi realizado e publicado pelo periódico The Journal of the American Medical Association (JAMA).
O estudo multicêntrico (26 ambulatórios de endocrinologia pediátrica), duplo-cego, randomizado, controlado porplacebo, envolveu 140 adolescentes com idades entre 12,1 a 19,6 anos (média 15,3 anos), com duração média dodiabetes tipo 1 de sete anos, média de índice de massa corporal (IMC) acima do percentil 94 para idade, média do total de insulina usada diariamente de 1,1 (0,2) U/kg e média de HbA1c de 8,8% (0,7%). As intervenções de randomização foram para receber metformina (n=71) (≤2000 mg/dia) ou placebo (n=69).
O desfecho primário foi a alteração na HbA1c da linha de base até a 26ª semana, ajustadas para HbA1c da linha de base. Os desfechos secundários incluíram a alteração contínua nos índices de monitorização da glicoseinsulinadiária total, IMCcircunferência da cintura, composição corporal, pressão arterial e lipídios.
Entre outubro de 2013 e fevereiro de 2014 foram inscritos 140 participantes. HbA1c da linha de base foi de 8,8% em cada grupo. Com 13 semanas de acompanhamento, a redução da HbA1c foi maior com a metformina (-0,2%) do que com o placebo (0,1%; diferença média de -0,3% [IC 95%, -0,6% para 0,0%]; P=0,02) . No entanto, este efeito diferencial não se manteve em 26 semanas de acompanhamento, quando a alteração média na HbA1c da linha de base foi de 0,2% em cada grupo (diferença média de 0% [IC 95%, -0,3% e 0,3%]; P=0,92).
Com 26 semanas de acompanhamento, a insulina diária total por kg de peso corporal foi reduzida em pelo menos 25% da linha de base em 23% (16) dos participantes no grupo tratado com metformina versus 1% (1) dos participantes no grupo placebo (diferença média de 21% [IC 95%, 11% a 32%]; P=0,003). 24% (17) dos participantes no grupo metformina e 7% (5) dos participantes no grupo do placebo tiveram uma redução no escore z de IMC de 10% ou mais do valor basal em 26 semanas (diferença média, 17% [IC 95%, 5% a 29%]; P=0,01). Eventos adversos gastrointestinais foram relatados por mais participantes no grupo tratado com metformina do que no grupo placebo(diferença média de 36% [IC de 95%, 19% a 51%]; P<0 font="">
Entre os adolescentes com excesso de peso e com diabetes tipo 1, a adição de metformina à insulina não melhorou o controle glicêmico após 6 meses de acompanhamento. Dos vários desfechos secundários, os resultados favoreceram o uso de metformina apenas para a dose de insulina e medidas de adiposidade. Por outro lado, o uso de metformina resultou em um aumento do risco de eventos adversos gastrointestinais. Estes resultados não corroboram a prescrição de metformina para adolescentes com sobrepeso e com diabetes tipo 1 com o objetivo de melhorar o controle glicêmico.
Até mais.
NEWS.MED.BR, 2015. Metformina adicionada à insulina no controle glicêmico de adolescentes com sobrepeso/obesidade e diabetes tipo 1: vale a pena?. Disponível em: . Acesso em: 18 mai. 2016.

Folato e vitamina B12 durante a gravidez e o risco de Transtorno do Espectro Autista..

O papel da nutrição durante o pré-natal no desenvolvimento do transtorno do espectro autista (TEA) é pouco estudado. A ingestão adequada de folato pela mãe é importante na proteção contra defeitos do tubo neural na prole, mas a incerteza permanece sobre o seu papel no TEA.
Com o objetivo de entender a relação entre a suplementação multivitamínica materna durante a gravidez, os biomarcadores de folato e de vitamina B12 medidos no plasma materno 24 a 72 horas após o parto e o risco de desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista em crianças, no futuro, foi realizada uma pesquisa publicada pelo The FASEB Journal.
Os dados são do Birth Cohort Boston, um estudo de coorte, longitudinal, prospectivo, que recrutou pares mãe-prole de baixa renda urbana, principalmente de minorias (n=1.391), com nascimentos ocorridos no Boston Medical Center e acompanhamento dos bebês desde o nascimento até a infância, entre 1998 e 2013. Com base em registros médicos eletrônicos, as crianças foram diagnosticadas como portadoras de TEA (n=107) ou classificadas como "típico" (n=1.284). Os dados sobre suplemento multivitamínico no pré-natal foram avaliados e amostras de sangue materno foram coletadas 24-72 horas pós-parto. Os níveis de folato no plasmavitamina B12 e homocisteína foram posteriormente analisados e o status do genótipo MTHFR materno também foi determinado. 
Houve uma considerável variabilidade na frequência de utilização de multivitamínicos e os níveis plasmáticos entre as mães estudadas. Suplementação multivitamínica materna (3-5 vezes/semana) foi associada a um risco significativamente menor de TEA na prole em todos os trimestres. No entanto, quando os níveis de vitamina B12 e folato no plasma foram analisados como variáveis de exposição, altos níveis de vitamina B12 materna (>600 pmol/L) foram associados com aumento significativo do risco de TEA. Altos níveis de folato materno (>59 nmol/L) também foram associados ao risco aumentado de TEA. O risco foi maior para aquelas crianças cujas mães tinham tanto folato plasmático alto (>59 nmol/L), quanto vitamina B12 (>600 pmol/L). O risco de TEA em crianças não diferiu com base no genótipo materno. Os níveis de homocisteína materna não previram o risco de TEA na prole.
Concluiu-se que, na coorte estudada, houve risco elevado de TEA associado a níveis elevados de folato no plasmamaterno (>59 nmol/L), o que excede em muito o corte sugerido pela Organização Mundial de Saúde (>45,3 nmol/L); no entanto, a suplementação materna de vitaminas relatada teve efeito protetor. O excesso de vitamina B12 materna (>600 pmol/L) durante a gestação também mostrou estar associado a um maior risco de TEA na prole. O risco deTEA foi maior quando as mães tinham tanto excesso nos níveis de folato, quanto de vitamina B12 no pré-natal.
Até mais.

NEWS.MED.BR, 2016. Folato e vitamina B12 durante a gravidez e o risco de Transtorno do Espectro Autista. Disponível em: . Acesso em: 18 mai. 2016.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Suspenso plano Unimed GUARUJÀ...


A Unimed Santos comunica que, a partir do dia 05/05/2016 e por prazo indeterminado, estarão 
suspensos os atendimentos aos beneficiários da UNIMED GUARUJÁ (código 280), em seus recursos próprios, cooperados e credenciados, permanecendo inalterados os atendimentos das demais operadoras do Sistema Nacional Unimed previstas em nosso contrato.

Até mais.

Fonte: Unimed Santos.

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