quinta-feira, 28 de julho de 2016

Vacina contra Dengue...

Uma vacina contra a dengue deverá estar disponível nas clínicas particulares até a próxima semana, segundo o laboratório Sanofi Pasteur. Essa vacina é diferente da que está sendo feita pelo Instituto Butantan, que só deve chegar na rede pública em cerca de dois anos.
A primeira vacina contra a dengue no país chegará custando R$ 138,53 para as clínicas e laboratórios particulares de São Paulo. A expectativa, porém, é que custe ainda mais caro para o consumidor.
A vacina, autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi testada por cerca de 20 anos em 15 países. No Brasil, 3,7 mil participaram dos estudos.
A diretora-médica do laboratório, Sheila Homsani, afirmou que as clínicas já entraram em contato e que o produto estará disponível no fim de semana ou na semana que vem.
A vacina é voltada para pessoas com idades entre 9 e 45 anos e protege contra os 4 tipos de dengue. Ela é aplicada em três doses, com 6 meses de intervalo entre elas e tem 66% de eficácia.
Até mais.
Fonte: G1

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Pâncreas artificial deve se tornar realidade em até dois anos...

Estudos qualitativos respaldam a aceitação do usuário, dizem os médicos. Argumentos como "ter mais tempo livre sem cuidar do diabetes", menor preocupação ou medo de fazer hipoglicemia, bem como outros tópicos relacionados à qualidade de vida em termos de saúde são citados como positivos pelos usuários.
Mas ainda há questões relativas ao tamanho dos dispositivos, sua conectividade e problemas com a calibragem dos sensores. Também são necessários o aperfeiçoamento do algoritmo de controle para adequação da adaptação e da individualização do mecanismo, a melhora das imprecisões do sensor de glicose e a correção dos erros liberação da insulina pela bomba. Além disso, a questão da segurança cibernética e da segurança dos protocolos de comunicação é de vital importância.
Outro desafio é o fato de que mesmo os análogos da insulina de ação rápida só atingem seus níveis máximos na corrente sanguínea de 30 minutos a duas horas após a aplicação, e os efeitos duram de três a cinco horas. Isto pode não ser suficientemente rápido para um controle eficaz, por exemplo, nos casos  de realização de exercícios vigorosos.
O uso do análogo da asparte, uma insulina de ação ainda mais rápida, pode eliminar parte do problema, como o poderia o uso de outras formas de insulina, como a insulina inalatória, observam.
Passos pequenos, porém rápidos
De agora em diante, a expectativa do Dr. Hovorka é de "inovação contínua e progressiva, embora seja necessário continuar investindo no aperfeiçoamento destes dispositivos", frisou.
"O que está sendo criado agora vai ser superado pelos futuros aperfeiçoamentos", disse ele.
Mesmo assim, "espero que seja mais provável do que improvável que o pâncreas artificial esteja no mercado até 2018. Eu o tenho na mais alta estima", observou.
Sobre o modelo mais promissor, o Dr. Hovorka afirmou que "não endosso necessariamente uma marca ou outra. Toda a indústria está progredindo, apesar de existirem alguns candidatos na linha de frente".
Um deles é a tecnologia da Medtronic, o sistema exclusivo de insulina em circuito fechado 670G (MiniMed), submetido à aprovação do Food and Drug Administration neste verão com base na pesquisa crucial apresentada no recente congresso da American Diabetes Association, como informado pelo Medscape.
Outra perspectiva é o iLet ou "pâncreas biônico", um sistema para a administração de dois hormônios criado pelo professor de Engenharia Biomédica da Boston University o Dr. Edward R. Damiano e seus colaboradores. O iLet, que está sendo avaliado tanto com o uso de insulina isolada em uma das câmaras do aparelho, como com o uso de insulina e glucagon juntos, está sendo desenvolvido pela Beta Bionics, uma empresa de interesse público e sem fins lucrativos.
Dr. Hovorka considera, no entanto, que há "grandes desafios" a serem vencidos pelo sistema com dois hormônios. O acréscimo do glucagon aumenta a complexidade em relação à insulina isolada, que tem sido usada há décadas, e exige uma segunda bomba. "E as atuais apresentações do glucagon requerem sua substituição a cada 24 horas, por serem instáveis", explica.
As pesquisas com bombas de câmara dupla e sobre como obter uma apresentação mais estável do glucagon estão em andamento: por exemplo, ainda é preciso obter dados de testes de segurança em longo prazo em humanos sobre o uso regular de glucagon subcutâneo. E pode haver outros obstáculos ainda desconhecidos, o que não é o caso para o uso de um hormônio isolado.
"Dado o ponto em que atualmente nos encontramos, acho que não há como o sistema de dois hormônios ser liberado até 2018", disse o Dr. Hovorka. "Definitivamente, iremos começar com um único hormônio. Não sou contra o sistema com dois hormônios, só estou dizendo que é uma área que ainda precisa ser mais pesquisada".
Outras empresas envolvidas na criação de sistemas de circuito fechado são a Animas e a Tandem, ambas em parceria com a Dexcom.
Aceitação dos médicos e ampliação do reembolso para os pacientes
Em sua revisão, os Drs. Thabit e Hovorka comentam que outras barreiras poderão surgir entre os próprios profissionais de saúde: existem dúvidas sobre o tempo que levarão para adotar e prescrever aparelhos de circuito fechado.
Do mesmo modo, indicam que um treinamento estruturado sobre a utilização do aparelho será crucial, tranquilizando os profissionais de saúde de que as comunicações são seguras e não são vulneráveis às ameaças cibernéticas, à recuperação indevida dos dados dos pacientes e à interferência de protocolos de rede sem fio.
Outra questão será como ampliar o acesso para a população, incluindo os pacientes que ainda não utilizam bombas de insulina.
Dr. Hovorka comentou que "a ampliação do acesso aos usuários é vital para o aperfeiçoamento do sistema".
Também se faz necessário aprofundar as pesquisas das questões de qualidade de vida e de quais populações irão se beneficiar mais com a nova tecnologia.
Por exemplo, como as questões dos usuários irão variar entre os jovens, as gestantes e os pacientes internados com hiperglicemia?
E os dados da viabilidade econômica e das e condições de reembolso também serão determinantes.
Segundo o Dr. Hovorka "especula-se atualmente que o pâncreas artificial não deva ser mais caro do que o somatório do sensor e da bomba, porém o preço ainda não foi determinado".
Até mais
Fonte:
Diabetologia. Publicado online em 30 de junho de 2016
Pâncreas artificial deve se tornar realidade em até dois anos. Medscape. 21 de julho de 2016.

Insulina NPH e R no SUS...



Até mais.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Estimulação magnética intracraniana: novo tratamento contra obesidade?...

A estimulação de baixa frequência (1-Hz) suprime a excitabilidade cortical, enquanto a alta frequência (> 3 Hz) a aumenta, assim era esperado que o grupo de 18-Hz tivesse um aumento da liberação de dopamina em resposta ao alimento, explicou o Dr. Luzi.
Antes do início, após cinco semanas de tratamento, e um mês depois, os participantes preencheram um questionário sobre compulsão alimentar, tiveram o peso registrado, e foram submetidos a coleta de sangue para determinação de parâmetros metabólicos.
As sessões de estimulação magnética transcraniana repetitiva e as simuladas ocorreram três vezes na semana por cinco semanas. Antes das sessões de estimulação magnética ou simuladas, os pacientes viam imagens de seus alimentos favoritos. Eles receberam estimulação magnética transcraniana repetitiva com bobinas profundas, que atingia o córtex pré-frontal e a ínsula bilateralmente, ou o tratamento simulado.
Todos os pacientes receberam orientações de um nutricionista e de um educador físico a cada duas semanas.

Perda de peso significativa após 5 semanas de tratamento
 
Com cinco semanas, os pacientes que receberam a estimulação magnética transcraniana repetitiva de alta frequência perderam 4,5kg e sua compulsão alimentar foi reduzida em 34% – mudanças significativamente maiores do que nos demais pacientes. Esses pacientes continuaram a perder peso, e, um mês depois, haviam perdido 3,2% do peso inicial.
Com apenas intervenções no estilo de vida, pacientes do grupo controle simulado ainda perderam 1,8% do peso basal, observou Dr. Luzi.
Com cinco semanas, pacientes no grupo de estimulação magnética transcraniana repetitiva de alta frequência tiveram reduções significativas nos níveis sanguíneos de glicose, colesterol, e cortisol, e um aumento significativo na epinefrina, comparado com os valores basais. Essas mudanças não foram observadas nos demais participantes.
"Esses achados apoiam o valor da estimulação magnética como um novo tratamento promissor para a obesidade", resumem os pesquisadores.
Se os pacientes começarem a recuperar o peso ou se a compulsão alimentar retornar, o procedimento pode ser repetido em mais algumas sessões, observou Dr. Luzi.

Como a estimulação magnética transcraniana repetitiva estimula o centro de recompensa cerebral, que está envolvido em outros comportamentos de adição (como tabagismo ou jogo), em teoria, pacientes que recebem tratamento da mesma natureza para a obesidade também podem ter uma redução em outros vícios, especulou o pesquisador.
De acordo com o Dr. Luzi, "os pacientes estão incrivelmente felizes" com esse procedimento.
"Eles adoram. Nós temos uma fila de pacientes; estamos recebendo ligações telefônicas... Não há problema de adesão, eles querem fazer isso."
Os pesquisadores estão avaliando esses pacientes por mais seis meses.
 
Até mais.

Fonte:
Sessões Científicas de 2016 da American Diabetes Association; 12 de junho de 2016; Nova Orleans, Louisiana. Resumo 266-OR

Controle glicêmico intensivo pode ser prejudicial para alguns pacientes diabéticos...

Também foi publicada na mesma edição do JAMA Internal Medicine uma curta carta de pesquisa da Dra. Medha N Munshi, do Joslin Diabetes Center, Boston, Massachusetts, descrevendo um pequeno estudo no qual o regime de insulina de adultos mais idosos com diabetes tipo 2 foi simplificado. Isso foi alcançado ao mudar múltiplas doses diárias de insulina antes das refeições para insulina glargina uma vez ao dia, resultando em menor hipoglicemia e desconforto relacionado à doença, sem comprometer o controle glicêmico.

A Dra. Rozalina comentou: "Foi reconfortante ver que não houve aumento na HbA1c, o que eu penso ser um medo comum dos médicos e pacientes quando estão diante da possibilidade de reduzir o tratamento hipoglicemiante".

Complexidade clínica e hipoglicemia
 
No estudo da Dra. Rozalina et al, os pesquisadores obtiveram dados entre 2001-2011 de adultos com diabetes que tinham níveis de HbA1c abaixo de 7% ao longo de dois anos de um banco de dados administrativo com mais de 100 milhões de indivíduos cadastrados em planos privados e no Medicare Advantage*, nos Estados Unidos.

Após a exclusão de pacientes com hipoglicemia grave nos últimos 12 meses, aqueles que receberam prescrição de insulina nos últimos 120 dias, e daqueles com diabetes tipo 1 ou gestacional ou sem dados completos, um total de 31.542 pacientes foram incluídos.

Alta complexidade clínica, definida como um composto de idade de 75 anos ou mais ou muitas comorbidades, definidas pela presença de doença renal terminal, demência, ou três ou mais condições crônicas graves, foi identificada em 12,4% do total (3910 pacientes).

O tratamento "intensivo" foi definido pela adição de qualquer medicação naqueles com níveis de HbA1c de base de 5,6% ou menor, uso de dois ou mais medicamentos no início do estudo, adição de mais um medicamento no período de estudo naqueles com HbA1c de 5,7% a 6,4%, ou adição de dois ou mais medicamentos ou insulina naqueles com HbA1c de 6,5% a 6,9%.
Os regimes que não preenchiam critérios para tratamento intensivo foram considerados tratamento padrão.

No total, 8048 pacientes (25,5%) foram tratados de forma intensiva, incluindo 7317 (26,5%) com baixa complexidade clínica e 731 (18,7%) com alta complexidade clínica.
Digno de nota, 76% dos pacientes tratados intensivamente não tiveram seu tratamento diminuído após um resultado de HbA1c ter sido obtido. Aproximadamente três quartos de ambos grupos de baixa e alta complexidade clínica continuaram com seu regime intensivo de base.
A probabilidade de risco ajustada de tratamento intensivo foi 25,7% para pacientes com baixa complexidade clínica e 20,8% para aqueles com alta complexidade clínica (p < 0,001 para a diferença absoluta).
Pacientes com alta complexidade clínica tiveram probabilidade significativamente menor de serem tratados intensivamente que pacientes com baixa complexidade clínica (OR – razão de chances, 0,76).
A incidência global não ajustada ao longo de dois anos de hipoglicemia grave – definida como episódios necessitando uma consulta ambulatorial, internado ou na emergência – foi de 1,4%.

A hipoglicemia grave foi significativamente mais frequente entre pacientes com alta em relação à baixa complexidade (2,9% contra 1,2%, p < 0,001).
Entre os pacientes com baixa complexidade clínica, a probabilidade de risco ajustada de hipoglicemia grave não aumentou com tratamento intensivo (1,02% com tratamento padrão versus 1,3% com tratamento intensivo).
Por outro lado, entre os pacientes com alta complexidade clínica, a probabilidade de risco ajustado de hipoglicemia grave aumentou significativamente de 1,74% com tratamento padrão para 3,04% com tratamento intensivo.

Até mais.

Fonte:  Controle glicêmico intensivo pode ser prejudicial para alguns pacientes diabéticos. Medscape. 08 de julho de 2016.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Consumo de isotônicos pode causar obesidade e perda de dentes em crianças...

Uma pesquisa britânica revelou que um grande número de crianças e adolescentes estão correndo risco de ficar com os dentes enfraquecidos ou desenvolver obesidade por consumir bebidas isotônicas com alto teor de açúcar.
A Universidade de Cardiff entrevistou crianças entre 12 e 14 anos e constatou que 68% disseram usar o produto uma vez por semana.
Os pesquisadores afirmaram que a maioria dos pais e crianças não sabe que esse tipo de bebida não é adequado para crianças.
A associação britânica dos refrigerantes afirmou que essas bebidas foram criadas para serem usadas depois da prática de "atividade física vigorosa".
A Faculdade de Odontologia da Universidade de Cardiff, que publicou a pesquisa, entrevistou 160 crianças de quatro escolas no sul do País de Gales. A entidade concluiu que os estudantes são atraídos pelas bebidas isotônicas por causa de seu sabor adocicado, preço baixo e disponibilidade.
Metade das crianças disseram usar a bebida isotônica mais socialmente do que após praticar esportes. Além disso, só 18% disseram usar o produto por perceber efeitos positivos no desempenho esportivo.
Porém, os pesquisadores disserem ter ficado preocupados ao constatar que um quarto das crianças havia adquirido isotônicos em locais de recreação.
'Água ou leite são suficientes'
"O propósito das bebidas isotônicas está sendo mal compreendido e esse estudo mostra evidências claras de que crianças em idade escolar estão sendo atraídas por essas bebidas de alto teor de açúcar e baixo nível de pH (ácido), que levam a um aumento no risco de cáries, desgaste do esmalte dos dentes e obesidade", afirmou Maria Morgan, pesquisadora de saúde pública focada na questão odontológica.

A FSEM (Faculdade de Esporte e Medicina do Exercício) está propondo uma maior regulação na propaganda de isotônicos para proteger as crianças.
"Bebidas isotônicas são destinadas a atletas que estão participando de eventos esportivos intensos e de resistência. Elas também estão ligados à deterioração dos dentes em atletas e devem ser usados sob a orientação de dentistas e equipes médicas que cuidam desses atletas", disse Paul Jackson, presidente da FSEM

"Água ou leite são suficientes para hidratar crianças ativas. Bebidas isotônicas para esportes com alto teor de açúcar não são necessárias para crianças nem para a maioria dos adultos".
'Novo compromisso'
Russ Ladwa, da Associação Dental Britânica afirmou: "Bebidas para esportes raramente são uma escolha saudável e fazer propaganda delas para a população em geral, em particular para jovens, é uma grande irresponsabilidade".

"Atletas de elite podem ter motivos para usá-las, mas para a maioria das outras pessoas elas representam um risco para a saúde oral e geral".
Gavin Partington, da associação Britânica de Refrigerantes, disse que bebidas para esportes foram criadas para reidratação durante ou depois de atividades físicas vigorosas e devem "ser usadas com moderação".
"Neste ano, as fabricantes de refrigerantes concordaram em não fazer propaganda de nenhuma bebida com altos índices de açúcar para menores de 16 anos nos canais de mídia, inclusive na internet. O novo compromisso também inclui restrições de anúncios perto de escolas".
Até mais.
Fonte: Uol.

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