terça-feira, 29 de julho de 2014

Vacina da Hepatite A será fornecida pelo SUS...

O Ministério da Saúde incluiu a vacina contra o vírus da hepatite A no Programa Nacional de Imunizações (PNI), informou o Ministério da Saúde, nesta terça-feira (29). Ela já está disponível em 36 mil postos no país, em 12 Estados. Em agosto, chegará a 11 Estados e, a partir de setembro, em outros três.
A vacina é indicada para crianças de 1 ano a menores de 2 anos, em dose única, e com proteção permanente. A data do início da vacinação será determinada pelos Estados.
As doses já estão disponíveis no Acre, em Rondônia, em Alagoas, no Ceará, no Maranhão, no Piauí, em Pernambuco, no Distrito Federal, em Goiás, no Espírito Santo, em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul.
Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, "mães dos Estados que iniciaram a oferta da vacina hepatite A já podem levar seus filhos aos postos de saúde com sua caderneta".

Vacina chega a SP em setembro

A partir de agosto, a vacina estará nos postos de saúde do Amazonas, do Amapá, do Tocantins, da Bahia, da Paraíba, do Rio Grande do Norte, de Sergipe, de Mato Grosso, do Mato Grosso do Sul, do Rio de Janeiro e de Santa Catarina.
Em setembro, chega a Roraima, a São Paulo e ao Paraná.
A meta é vacinar pelo menos de 95% do público-alvo, composto por 2,9 milhões de crianças dessa faixa etária. O SUS oferece atualmente 26 tipos de vacinas, 14 de rotina, das quais 26% são produzidas no Brasil.  
"A vacina contra hepatite A é de rotina e não de campanha. Por isso os pais devem seguir o calendário de vacinação", afirmou o secretário de Saúde, Jarbas Barbosa.
O Ministério da Saúde investiu R$ 11 milhões no primeiro lote de 1,2 milhão de vacinas compradas a partir de uma parceria de transferência de tecnologia entre o laboratório Merck Sharp e o Instituto Butantã. O governo espera já conseguir produzir integralmente as doses até 2018.
De acordo com Chioro, com a inclusão dessa vacina, o Brasil passa a disponibilizar em seu calendário todas as vacinas recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
"Com a oferta da vacina contra hepatite A, vamos garantir a vacinação universal e a proteção em termos de saúde pública. Com a vacina, é estimada a queda de 64% dos casos ictéricos da doença e de 59% das mortes", disse.
Embora a recomendação inicial do comitê que estuda incorporação de vacinas tenha sido a de oferecer a vacina em duas doses, o ministério afirmou que testes realizados com uma dose mostraram a mesma eficácia.
"Verificamos que a capacidade de resposta imunológica foi a mesma, independentemente se são uma ou duas doses", disse Barbosa.
Já foram registrados no país mais de 151 mil casos de hepatite A nos últimos 14 anos, sendo contabilizadas 761 mortes entre 1999 e 2012, de acordo com dados do Ministério da Saúde. "Houve diminuição da circulação viral da hepatite A no país. Com a vacinação, podemos diminuir esse número ainda mais", afirmou Chioro.

Contaminação

vírus da hepatite A (HAV) se propaga em água e alimentos contaminados, especialmente frutos do mar e vegetais mal lavados, e por contato com fezes de pessoas contaminadas. É em locais sem saneamento básico e durante a infância que se costuma ter contato com o vírus que ataca o fígado. Uma vez infectada, a pessoa se torna imune à doença. Quase 69% dos casos se concentram em crianças de até 13 anos.
O HAV pode se manter incubado por um período que varia de dez a 50 dias. Neste período, apesar de o portador não apresentar sintomas, ele pode transmitir o vírus.
Os principais sintomas da hepatite A são: pele e olhos amarelados, vômitos, cansaço, urina com coloração escura e fezes esbranquiçadas. A hepatite A é considerada uma forma branda de hepatite e não resulta em consequências mais graves. Em alguns casos, ela não apresenta sintomas.
Não existe tratamento específico para a hepatite A. Este é realizado apenas com repouso e alimentação balanceada. Geralmente, o organismo se recupera entre quatro e 15 semanas. O tempo de recuperação depende de características pessoais do indivíduo contaminado e da quantidade de vírus presente no organismo.
A prevenção da hepatite A inclui, principalmente, medidas de higiene pessoal, como lavar as mãos antes das refeições, e a ingestão de água e alimentos de origem confiável.

Hepatite mata 1,4 milhão por ano

Segundo a OMS, a hepatite é uma doença que mata quase tanto quanto a Aids, com 1,4 milhão de mortos a cada ano. Mas os vírus B e C da hepatite são os mais mortais --90% dos que morreram de Aids tinham contraído os dois tipos de hepatite. As hepatites B e C também são responsáveis por dois terços dos casos de câncer de fígado no mundo.
O PNI, iniciado em 1973, disponibiliza vacinas para profilaxia de infecções prevalentes na população, como tuberculose, difteria, coqueluche, tétano, poliomielite, sarampo, caxumba, infecções por Haemophilus influenzae b (meningite), rotavírus, vírus da hepatite B, doenças meningocócica e pneumocócica (meningite e pneumonia), influenza e febre amarela.
Até mais.
Fonte: UOL.

domingo, 6 de julho de 2014

AFREZZA - Nova Insulina Inalatória...

A insulina inalável promete livrar das picadas até 90 milhões de doentes, 3 milhões no Brasil
Em 27 de junho, o bilionário americano Alfred Mann, de 88 anos, almoçava com a mulher em um restaurante em Las Vegas, onde mora, quando recebeu por telefone a notícia mais importante de sua carreira como físico e empresário na área de saúde: a insulina inalável Afrezza, produto no qual ele investira 2 bilhões de dólares, finalmente recebera o o.k. da FDA, a agência do governo dos Estados Unidos de controle de remédios e alimentos.
No dia do anúncio da aprovação, as ações do laboratório MannKind, empresa de sua propriedade, subiram 10%. A boa notícia não era apenas para Mann. A Afrezza representa uma mudança drástica no tratamento do diabetes. Graças à nova insulina, 25% dos diabéticos, um universo de 90 milhões de doentes no mundo, 3 milhões deles no Brasil, podem se livrar das injeções diárias do hormônio, imprescindíveis até agora para o controle da doença.
Diz o endocrinologista Freddy Eliaschewitz, diretor do Centro de Pesquisas Clínicas (CPClin), de São Paulo, instituição envolvida nos estudos clínicos com o medicamento: “Este é o maior marco na história do tratamento com insulina nos últimos quarenta anos”.
A data refere-se ao lançamento, na década de 70, do hormônio feito com material genético humano, o que livrou os doentes dos efeitos colaterais severos causados pelas insulinas anteriores, produzidas a partir de animais, principalmente porcos.
 
Até mais.
 
Fonte: Veja.

sábado, 5 de julho de 2014

Expor criança a germes turbina defesa se ocorrer até um ano...

Reportagem 05/07/14, no site UOL:

Acredita-se que a exposição a alérgenos e germes na infância proteja contra o desenvolvimento de asma e alergias. Entretanto, um novo estudo sugere que esse efeito ocorre apenas com a exposição antes do primeiro ano de vida.

Pesquisadores estudaram 560 crianças com alto risco de contrair asma nas cidades de Baltimore, Boston, Nova York e St. Louis, nos Estados Unidos. As crianças realizaram testes de alergia anuais e suas casas foram examinadas para a presença de alérgenos de bactérias, gatos, cachorros, baratas, ratos e ácaros. Diversos autores desse estudo, publicado no periódico "The Journal of Allergy and Clinical Immunology", foram financiados por empresas farmacêuticas.

Aos três anos, 44% das crianças tiveram reações de sensibilidade a, pelo menos, um alérgeno, e 36% tinham periodicamente dificuldade para respirar. De um modo geral, quanto maior fosse a exposição das crianças a alérgenos de baratas, ratos e gatos, maior era o risco de terem dificuldade para respirar.

Todavia, o momento da exposição foi importante. Apenas 17% das crianças que foram expostas aos três alérgenos durante o primeiro ano de vida tiveram dificuldade recorrente para respirar em comparação com 51% das crianças que não tiveram essa exposição. As crianças sem alergias e dificuldades para respirar tiveram uma maior probabilidade de exposição a alérgenos e bactérias no primeiro ano de vida.

As aplicações práticas dessa descoberta ainda não estão claras, afirmou o médico Robert A. Wood, professor de pediatria da Universidade Johns Hopkins. Todavia, essas informações talvez ajudem no desenvolvimento de estratégias de prevenção.

Até mais.

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