sexta-feira, 29 de julho de 2011

Menos batata e mais maça...


A McDonald's Corp declarou nesta terça-feira, nos Estados Unidos, que vai reformular o McLanche Feliz, substituindo mais da metade da quantidade de batatas fritas por maçãs.


A decisão foi tomada após a rede sofrer pressão de grupos de consumidores por uma oferta de comida mais saudável, com menos calorias, açúcar e sódio para as crianças.

Segundo o McDonald's, as mudanças começam e setembro e o novo McLanche Feliz estará disponível em todos os 14 mil restaurantes da rede no país até o primeiro bimestre de 2012.
A maior cadeia de hambúrgueres do mundo também informou que vai reduzir a quantidade de sódio, açúcar, gorduras saturadas e calorias em todo o menu nos EUA até 2020.
A nova porção de batatas fritas para crianças terá 31 gramas --a anterior tinha 68 g-- e cerca de 100 calorias, de acordo com a empresa.
Já a nova porção de maçã inclui um quarto de xícara de frutas descascadas e não tem adição de açúcar ou molho.
A mudança vai reduzir a contagem de calorias em cerca de 20% e o novo McLanche Feliz terá bem menos de 600 calorias.
Os preços continuarão os mesmos, assim como os brinquedos que vêm de brinde em cada refeição, disse Jan Field, presidente do McDonald's nos EUA.


NO BRASIL


As mudanças que começam nos EUA devem chegar ao Brasil a partir de 1º de outubro.
Segundo o McDonald's no país, a porção de frutas frescas no McLanche Feliz vai variar de acordo com a estação do ano.
A companhia informou que reduziu em 10%, em média, a quantidade de sódio dos pães, McNuggets, queijo e ketchup.
A porção de açúcar adicionada aos sucos de frutas também foi reduzida em cerca de 40%, passando a ter um limite de 5 g por 100 ml.


Até mais.


Fonte: Jornal Folha de São Paulo.

FI6, o "SUPERANTICORPO" contra a gripe...


Cientistas encontraram um "superanticorpo", o FI6, capaz de combater todos os vírus da gripe tipo A em humanos e animais, e a descoberta pode abrir caminho para a produção de novos tratamentos antigripais.


Pesquisadores do Reino Unido e Suíça usaram um novo método para encontrar a "agulha no palheiro", e identificaram o anticorpo em um paciente humano capaz de neutralizar os dois principais grupos de vírus da gripe A. É um passo preliminar, disseram eles, mas crucial para o eventual desenvolvimento de uma vacina universal contra a gripe.
Atualmente, os laboratórios precisam alterar todos os anos a composição das vacinas, de acordo com a cepa do vírus que estiver circulando -- um processo caro e demorado. Já a vacina universal poderia proteger as pessoas durante décadas, ou mesmo pela vida toda, contra todas as cepas de vírus da gripe.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Nacional de Pesquisa Médica do Reino Unido e pela empresa privada suíça Humabs, e seu resultado foi publicado nesta quinta-feira na revista "Science".
Nesse artigo, os pesquisadores explicaram que os anticorpos atingem uma proteína do vírus chamada hemaglutinina. Devido à sua rápida evolução, existem hoje 16 subtipos diferentes da gripe A, divididos em dois grupos. Os humanos geralmente produzem anticorpos contra um subtipo específico.
Pesquisas anteriores já haviam localizado anticorpos que funcionam com vírus do grupo 1 e com a maioria dos vírus do grupo 2, mas não com ambos.
A equipe anglo-suíça usou um método que aplica a cristalografia de raios X para examinar enormes quantidades de amostras de células do plasma humano, aumentando assim suas chances de localizar o anticorpo "universal," mesmo sendo ele extremamente raro.
Ao identificarem o F16, eles o injetaram em ratos e furões, e descobriram que protegia também os animais contra os vírus do grupo 1 e 2.


Até mais.


Fonte: Jornal Folha de São Paulo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Testes de Hepatite C grátis...

A Casa da hepatite da Universidade metropolitana de Santos (UNIMES), em parceria com a ROCHE, oferece até sexta-feira 1 mil testes gratuitos para diagnóstico precoce da HEPATITE C , das 9 às 17 horas.
A Casa da Hepatite fica na Rua Goiás, 17, Boqueirão Santos-SP. Informações: 33249543.

Até mais.

Fonte: Jornal Atribuna.

sábado, 23 de julho de 2011

Menos SAL...

Estimativas demonstram que a população brasileira consome cerca de 12 gramas de sal por dia, mais do que o dobro recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de até 5 gramas diárias. Para diminuir esse número e, consequentemente, os casos de doenças relacionadas à alta ingestão de sódio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Saúde (MS) lançam na próxima semana a Campanha de Redução do Consumo de Sal.

O projeto piloto da campanha, resultado do trabalho conjunto entre a Anvisa, o Ministério da Saúde e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), será realizado nos supermercados do Distrito Federal (DF). O lançamento será na próxima terça-feira (26), na solenidade de abertura da Expo Ecos 2011, um encontro que reúne supermercados das regiões Centro-Oeste e Norte, em Brasília (DF). No evento, promovido pela Associação de Supermercados de Brasília (Asbra), a Anvisa terá um stand para orientar a população e os comerciantes sobre a campanha.

O objetivo é conscientizar os consumidores em relação à redução do uso do sal e orientá-los a fazer escolhas mais saudáveis ao adquirir alimentos. Fólderes, banners e cartazes irão alertar os clientes dos supermercados sobre os perigos do consumo excessivo de sal. “Além de incentivar o consumo de alimentos naturais, a campanha pretende criar nas pessoas o hábito de ler a rotulagem nutricional dos alimentos industrializados e escolher aqueles com menor teor de sódio”, explica a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito.

Também serão disponibilizados aos supermercados spots para serem veiculados nas rádios internas dos estabelecimentos. Os supermercados que aderirem à campanha serão identificados com o slogan: “Esta empresa apóia a campanha de redução de consumo de sal”.

A campanha reforça as estratégias para a redução do consumo de sódio pela população brasileira e se alia ao compromisso assinado entre o Ministério da Saúde e as indústrias de alimentação para a redução gradual da quantidade de sódio nos alimentos processados.

Dados

O consumo excessivo de sal contribui para o aumento do risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), tais como: hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e doenças renais. Segundo a OMS, em 2001, essas enfermidades foram responsáveis por 60% do total das 56,5 milhões de mortes notificadas no mundo. Quase metade de todas essas mortes é atribuída às doenças cardiovasculares.

No Brasil, em 2007 as DCNT responderam por 72% do total das mortes por causa conhecida. Entre as décadas de 30 e de 90, a proporção de mortes por DCNT aumentou em mais de três vezes.

Em termos de custos ao Sistema Único de Saúde, no período de 2001 a 2010 houve aumento de 63% dos gastos em internações associadas à hipertensão (desconsiderando o ônus com perda da qualidade de vida, não mensuráveis). Internações por acidentes vasculares cerebrais, infarto do miocárdio e outras doenças isquêmicas oneraram em 2010 quase U$20 milhões de dólares o sistema de saúde brasileiro.

Pesquisa

Em 2010, a Anvisa desenvolveu uma pesquisa sobre o perfil nutricional dos alimentos processados. Análises laboratoriais das quantidades de sódio, açúcares, gorduras saturadas, gorduras trans e ferro avaliaram a composição nutricional de alguns alimentos prontos para consumo.

Os alimentos industrializados selecionados foram aqueles usualmente consumidos pela população brasileira, principalmente as crianças e caracterizados por apresentarem alta densidade energética e baixo conteúdo de fibra, características que aumentam o risco de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.

Os resultados encontrados demonstraram que existe uma grande variabilidade nos teores desses nutrientes, principalmente do sódio, dentro da mesma categoria o que significa que há possibilidades de redução sem que isso represente impacto na tecnologia de produção. Dentre todas as categorias analisadas a que apresentou maior quantidade do nutriente sódio foi a do macarrão instantâneo e temperos para macarrão.

Serviço

Lançamento da Campanha de Redução do Consumo de SalQuando: 26 de julho, às 15h

Local: Expo Eco 2011 – ExpoBrasília (Parque da Cidade), Brasília (DF)

Até mais.

Fonte: ANVISA.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Ferro e risco de diabetes...

O FERRO é o metal de transição mais abundante no nosso corpo. Tem sido reconhecido que a sobrecarga de ferro no corpo, principalmente nos estados de hemocromatose e de transfusão crônicas de sangue, podem aumentar o risco de se desenvolver diabetes.
A dieta rica em ferro pode aumentar o risco para diabetes assim como sua carência (em estados de baixa nutrição) podem diminuir esse risco.
Qual a relação do ferro com a glicose? Alguns mecanismos são descritos, como: o extresse oxidativo pode gerar uma disfunção das células beta-pancreáticas e também resistência a insulina. Em animais o estresse oxidativo, diminui a função mitocondrial, alterando a captação da glicose pelo músculo e tecido adiposo.
Não que seja recomendado a não ingesta de ferro, mas deve-se evitar o abuso ou a suplementação, muitas vezes desnecessárias, e sem uma avaliação médica.

Até mais.

Fonte: Sudhir Shah V. et cols. Iron and Diabetes Revisited. Diabetes Care July 2011 34:1676-1677.

domingo, 17 de julho de 2011

Amenorréia...

Amenorréia significa a ausência de menstruação. Ela pode ser primária (quando nunca ocorreu menstruação ou secundária (quando já teve pelo menos 1 vez e está há 3 meses ou mais sem vir).
Consideramos AMENORRÈIA PRIMÁRIA nas adolescentes que não tiveram sua primeira menstruação após os 14 anos (sem caracteres sexuais secundários) ou depois dos 16 anos ( na presença de caracteres sexuais secundários).

São várias as causas de amenorréia, dentre elas:
  • Puberdade tardia constitucional.
  • Hipopituitarismo.
  • Neoplasias.
  • Síndrome de Kallman.
  • Traumatismos.
  • Iatrogenia.
  • Infecções.
  • Disgenesias gonadais.
  • Síndrome de Savage.
  • Síndrome de Rokitansky.
  • Pseudo-hermafroditismo masculino.
  • Gravidez.
  • Síndrome de Asherman.
  • Hímen imperfurado.
  • Fusão idiopática dos grandes lábios.
  • Septo vaginal transverso.
  • Doenças da vagina ou da cérvix.
  • Ooforite auto-imune.
  • Síndrome dos ovários policísticos.
  • Secundária a quimioterapia e radioterapia.
  • mutações nos receptores de gonadotrofinas.
  • Hipoplasia de endométrio.
  • Anovulação crônica.
Até mais.

Sarampo...



O SARAMPO foi considerado eliminado do Brasil em 2000 e da região das Américas em 2002, mas a doença permanece endêmica em outras regiões do mundo.
A vacina contra sarampo é a medida de prevenção mais eficaz. Os viajantes devem estar com suas vacinas atualizadas antes de viajar, preferencialmente 15 dias antes da viagem.
Crianças necessitam da vacina ao completar 1 anos de idade e um reforço entre 4 e 6 anos de idade.
Aos viajantes que retornam:
- Se apresentar febre e exantema evitar o contato com outras pessoas até que possa ser avaliado por um proficional da saúde e procurar imediatamente serviço médico, informando o trajeto de sua viagem.

Até mais.

Fonte: www.cve.saúde.sp.gov.br

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Obesidade Infantil na Inglaterra...




Criança menores de cinco devem se exercitar pelo menos 3 horas por dia, de acordo com novas diretrizes do governo britânico destinadas ao combate da obesidade infantil.


O governo inglês vai orientar pais a fazerem seus filhos caminharem pelo menos 15 minutos durante saídas de rotina, como ida à creche, além de colocá-los em atividades como natação e alongamento.


Segundo Davier, as diretrizes são uma resposta à pesquisa que mostra a importância dos primeiros anos para a saúde futura. Apenas 30% das crianças são incentivadas a fazer exercício.




A professora Fiona Bull, presidente da comissão do governo responsável pelas orientações, diz que os pais devem "desligar a TV". "Estamos colocando as crianças em cadeiras, em frente à TV e no bando de trás do carro", afirmou.




De acordo com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido, 23% das crianças entre 4 e 5 anos são obesas ou estão acima do peso. Recentemente, estudos constataram que há ligação entre a pouca atividade física na infância com o desenvolvimento cerebral.




Até mais.




Fonte: Terra.com.br






domingo, 10 de julho de 2011

Diminuição do Iodo no Sal Brasileiro...

Proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada nesta quinta-feira (7/7), quer reduzir a quantidade de iodo presente no sal brasileiro. De acordo com a consulta pública no 35, da Agência, somente o sal, que possui entre 15 e 45 mg de iodo a cada quilo do produto, será considerado próprio para consumo humano.


Atualmente, o sal comercializado no Brasil deve possuir entre 20 e 60 mg de iodo a cada quilo de produto. “Estamos propondo essa redução a pedido da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, pois existem indícios de que o consumo excessivo de iodo poder aumentar o número de casos de Tireoidite de Hashimoto”, afirma a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito.




A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, nos países em que a população consume em média 10g de sal por dia, a quantidade de iodo a cada quilo de sal esteja entre 20 e 40mg. No Brasil, a última Pesquisa de Orçamentos Domiciliares do Ministério da Saúde, de 2003, apontou que o brasileiro possui, em média, o consumo domiciliar diário de sal de 9,6 g. Esse valor somado ao sal proveniente de alimentos processados e dos alimentos consumidos fora de casa perfazem um consumo de 12g de sal ao dia.




Tireoidite de Hashimoto




De acordo com a OMS, a tireoidite de Hashimoto pode ocorrer quando as pessoas estão expostas ao consumo excessivo de iodo durante cinco a dez anos. A Organização alerta, ainda, que a ingestão de mais de 300 microgramas (mcg) de iodo por dia pode ocasionar doenças auto-imunes da tireóide.




A tireoidite de Hashimoto é uma doença auto-imune caracterizada pela inflamação da tireóide, causada por um erro no sistema imunológico. Dentre os principais sintomas da doença estão fadiga crônica, cansaço fácil e ganho de peso.




DDI




A iodação do sal é uma medida adotada mundialmente para prevenir Distúrbios por Deficiência de Iodo (DDI). Entre as principais doenças relacionadas à falta de ingestão do iodo estão: retardo mental grave e irreversível e surdo-mudez em crianças, anomalias congênitas e bócio.




As necessidades diárias de iodo variam, em média, de 90 microgramas (mcg), em crianças de 0 a 59 meses, a 150 mcg, em crianças a partir de 12 anos e adultos. Entre gestantes, as necessidades são mais altas e chegam a 250 mcg por dia.




Na década de 90, o Brasil estabeleceu a faixa de iodação do sal entre 40 a 100 mcg de iodo por quilo de produto. Em 2003, essa quantidade foi alterada para os limites atuais.




Pesquisa




Em 2007, a OMS publicou um panorama da nutrição de iodo no mundo. Pesquisa realizada em 130 países, no período de 1994 a 2006, revelou que 31% da população mundial ainda apresentam ingestão insuficiente de iodo.




As Américas tiveram a melhor situação com apenas 11% da população apresentando uma ingestão inadequada de iodo. Já o pior cenário foi encontrado na Europa, onde 52% não ingerem este nutriente na quantidade adequada.




Contribuições




A proposta de Resolução está disponível na íntegra no sítio da Anvisa na internet e as sugestões deverão ser encaminhadas por meio do formulário do FormSUS disponível no endereço http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=6545, ou mediante preenchimento do formulário próprio, com posterior envio por correio para o endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária/GGALI - SIA Trecho 5, Área Especial 57, Brasília- DF, CEP 71.205-050; ou por Fax: (61) 3462-5315; ou para o e-mail: pro.iodo@anvisa.gov.br.



Até mais.





Metformina e Síndrome dos Ovários Policísticos...



Uso prematuro de METFORMINA em meninas (08 aos 12 anos) com pubarca precoce pode retardar ou prevenir síndrome dos ovários policísticos.


Meninas com história combinada de baixo peso ao nascer (BPN) e pubarca precoce (PP) têm alto risco de desenvolver a síndrome dos ovários policísticos (SOP). O objetivo do estudo espanhol, publicado no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, foi comparar o uso precoce ou tardio da metformina na prevenção ou postergação da síndrome dos ovários policísticos (SOP) em adolescentes predispostas.
O estudo randomizado foi realizado em um hospital universitário na Espanha e contou com a participação de trinta e oito meninas com BPN-PP que foram acompanhadas a partir da idade média de 8 anos até 15 anos de idade.
A metformina precoce foi iniciada nas idades entre 8-12 anos versus metformina tardia nas idades entre 13-14 anos. As principais medidas de resultado consideradas foram altura, peso, escore de hirsutismo, ciclo menstrual, triagem endócrino-metabólica (em jejum e na fase folicular), proteína C-reativa, composição corporal, distribuição de gordura abdominal (ressonância magnética), morfologia ovariana (ultrasom) e SOP (definições propostas pelo National Institutes of Health e pela Androgen Excess Society).

Nenhuma das meninas abandonou o estudo. Na idade de 15 anos, aquelas que usaram a metformina precocemente estavam cerca de 4cm mais altas, apresentavam-se em um estado menos pró-inflamatório e tinham menos gordura abdominal, devido a reduções nas gorduras visceral e hepática. Hirsutismo, excesso de andrógenos, oligomenorreia e SOP eram de 2 a 8 vezes mais prevalentes nas que iniciaram a metformina tardiamente, quando comparadas às que iniciaram o uso em idade mais prematura.
Concluiu-se que em meninas com BPN-PP, o início precoce da metformina foi associado à prevenção e à postergação do desenvolvimento de hirsutismo, excesso de andrógenos, oligomenorreia e SOP em relação ao início tardio do uso desta medicação. No entanto, os cientistas alertam que uma das limitações do estudo é a pequena amostra de pacientes envolvida.


Até mais.


Fonte: JCEM Junho/11.

sábado, 9 de julho de 2011

Refrigerante Diet...é problema também...


O refrigerante diet, sim, é um sério inimigo para quem quer perder peso ou mesmo preservar sua saúde. Um estudo recente da Escola de Medicina da Universidade do Texas concluiu que quanto mais uma pessoa ingere esse tipo de bebida, ela engorda e ainda pode aumentar seu nível de açúcar no sangue. Tudo por conta do aspartame, substância presente em alto grau de intensidade nos refrigerantes. Segundo Mohamad Barakat,endocrinologista, nutrólogo e fundador do Instituto de Medicina Integrada Health Life, os riscos desse tipo de adoçante vão muito além do aumento de peso.

A reação acontece a partir do momento que a substância é submetida a temperaturas acima dos 30 graus. Nessas condições, acontece a liberação de uma substância denominada ácido fórmico, bastante utilizado como veneno para formigas. "Uma vez que nosso corpo tem uma temperatura média de 36°, toda vez que ingerimos aspartame, ele é transformado em ácido fórmico",explica. Esse ácido age nociva e diretamente nos neurônios. "O neurônio é um nervo que tem uma `capinha' chamada mielina, como um fio elétrico que tem a capa plástica, o ácido fórmico desencapa o neurônio, destruindo essa fibra de mielina. A consequência é o surgimento de problemas neurológicos severos, como Alzheimer, Parkinson, fibromialgia e esclerose múltipla", alerta.
Quando começou a ser comercializado, o aspartame era considerado como a solução para substituir o açúcar dos alimentos e, assim, auxiliar no emagrecimento. Barakat, porém, alerta que não basta trocar o açúcar pelo aspartame. "Emagrecer não é trocar as substâncias, ou a maneira de adoçar seus alimentos. É reeducar a sua forma de se alimentar, seu estilo de vida, sua atividade física. É um grupo de ações que devem ser inseridas na vida dessa pessoa para que possa gerar emagrecimento", afirma o nutrólogo. De acordo com o médico, para quem realmente precisa excluir o açúcar de sua dieta, como no caso dos diabéticos, o mercado já oferece adoçantes a base de sucralose, que adoçam, não causam cáries, têm um paladar agradável e não oferecem os mesmos riscos que o aspartame.
Além do aspartame, a frutose é um fator a ser considerado quando o assunto é perda de peso ou normalização da glicemia, em casos de diabete. Segundo especialistas, além da redução de alimentos gordurosos, também é aconselhável ficar alerta para o excesso de carboidratos provenientes dos açúcares, como os encontrados nos doces, massas, raízes (batata, por exemplo), leite, frutas e principalmente no suco de fruta. Estudos revelaram que os açúcares simples, os monossacarídeos, têm-se mostrado problemáticos para a saúde humana. O açúcar da cana-de-açúcar, tão popular no Brasil, cujo nome específico é sacarose, quando digerido, se transforma em glicose e frutose. "Já está estabelecido que o excesso de glicose não é bom, mas o que alguns estudos estão demonstrando nos últimos anos é que o excesso de frutose é pior.

Ela é derivada do açúcar das frutas e do xarope de milho, que contém frutose concentrada", explica Ivan Cesar Correia de Sousa, especialista em endocrinologia e nutrologia, que integra o corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, na Capital. "Entretanto, esse xarope com alta concentração de frutose e sabor muito doce, bastante utilizado pela indústria alimentícia, principalmente nos Estados Unidos, não é composto somente de frutose, mas de uma combinação quase em partes iguais de glicose e frutose", diz Sousa. "Após a absorção desses açúcares pelo intestino, a frutose é metabolizada no fígado primeiro que a glicose. A partir desse momento, quando ocorre excesso de frutose, desenvolve-se uma situação metabólica anormal chamada de resistência à insulina", adverte.


Até mais.


Fonte: Jornal Atribuna 09/07/2011.

domingo, 3 de julho de 2011

Incidentaloma de Hipófise...

Algumas recomendações publicada no JCEM sobre INCIDENTALOMAS DE HIPÓFISE:


  • Todo paciente com incidentaloma de hipófise deve ser examinado sobre evidencia de hipopituitarismo ou hipersecreção hormonal.


  • Macroincidentalomas devem ser revistos em 6 meses com Ressonância Nuclear Magnética, os microincidentalomas devem ser revistos anualmente após o primeiro diagnóstico. Nos pacientes que não há crescimento do incidentaloma é recomendado a repetição da Ressonância em 1 ano para os macro e em 1-2 anos para os micro.


  • Não há necessidade de testes em pacientes com hipopituitarismo e microincidentalomas cujo quadro clínico, imagem radiológica e história não mudem ao longo do tempo.


  • É recomendado cirurgia para os incidentalomas que durante o seguimente apresentem: crescimento clinicamente significativo, perda de função endocrinológica, lesão no quiasma ótico e planos para engravidar, cefaléias que não melhoram.


DEFINIÇÃO:



  • Incidentaloma hipofisário é uma lesão não suspeita que foi descoberta incidentalmente por estudos de imagem sem sintomas específicos de hipopituitarismo, perda de visão ou clínica de aumento de hormônios, mas na investigação de cefaléia, ou dores de pescoço, ou sintomas neurológicos de cabeça ou pescoço ou por trauma craniano.


  • Por convenção, microincidentalomas são menores que 1 cm e os macro são maiores que 1 cm.
EPIDEMIOLOGIA:


  • Em estudos de autópsia foi visto que mais ou menos 10% dos pacientes tem incidentalomas.

EVOLUÇÃO:



  • O Objetivo do seguimento é monitorar a hipersecreção hormonal assim com a sua diminuição.

Fonte: Freda et al. Guidelines on Pituitary Incidentaloma. J Clin Endocrinol Metab, April 2011, 96(4):894-904.


Até mais.

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