terça-feira, 29 de maio de 2012

Pediatrics: ácido fólico pode reduzir o risco de tumor de Wilms e de tumores neuroectodérmicos na infância ...


Evidências epidemiológicas indicam que a suplementação de ácido fólico durante a gestação reduz o risco para alguns tipos de câncer na infância. Uma avaliação sistemática, publicada pelo periódico Pediatrics, avaliou a incidência de câncer na infância e mostrou que após a fortificação de produtos de grãos com ácido fólico, nos Estados Unidos, no período de 1996-1998, houve uma diminuição na incidência de tumor de Wilms e possivelmente de tumores neuroectodérmicos primitivos na infância.
Usando dados do programa Surveillance, Epidemiology, and End Results (1986-2008), foram calculados índices de taxa de incidência de alguns tipos de tumores e comparados às taxas de incidência de câncer pré e pós fortificação com ácido fólico em crianças de 0 a 4 anos.
De 1986 a 2008, 8829 crianças de 0 a 4 anos, foram diagnosticadas com tumores malignos, incluindo 3790 e 3299 no útero durante os períodos pré e pós fortificação, respectivamente. As taxas pré e pós-fortificação foram similares para todos os cânceres combinados e para a maioria dos tipos de câncer específicos. As taxas de tumor de Wilms, de tumores neuroectodérmicos primitivos e de ependimomas foram significativamente menores após a fortificação com ácido fólico.
Estes resultados fornecem dados que suportam a hipótese de uma diminuição na incidência de tumor de Wilms e possivelmente de tumores neuroectodérmicos primitivos, mas não de outros tipos de cânceres infantis, depois da fortificação de alimentos com ácido fólico nos EUA.

Até mais.

NEWS.MED.BR, 2012. Pediatrics: ácido fólico pode reduzir o risco de tumor de Wilms e de tumores neuroectodérmicos na infância. Disponível em: . Acesso em: 29 mai. 2012.

Azitromicina pode aumentar o risco de morte cardiovascular, segundo publicação do NEJM ...


Embora se saiba que alguns antibióticos macrolídeos são pró-arrítmicos e associados a um risco aumentado de morte cardíaca súbita, a azitromicina é considerada até o momento como uma medicação com cardiotoxicidade mínima. No entanto, os relatórios de arritmias publicados sugerem que a azitromicina pode aumentar o risco de morte cardiovascular.
Estudo de coorte, publicado pelo New England Journal of Medicine (NEJM), comparou grupos de pacientes recebendo ou não antibióticos para avaliar o risco de morte cardiovascular com o uso em curto prazo de medicamentos com efeitos cardíacos. Foram excluídos pacientes com doenças graves não cardíacas e indivíduos hospitalizados ou logo após uma hospitalização. Os grupos avaliados foram de:
- Pacientes em uso de azitromicina (347.795 prescrições).
- Pessoas que não estavam usando antibióticos (1.391.180 no grupo controle).
- Pacientes que receberam amoxicilina (1.348.672 prescrições).
- Pessoas em uso de ciprofloxacina (264.626 prescrições).
- Indivíduos fazendo uso de levofloxacina (193.906 prescrições).
Durante cinco dias de terapia com azitromicina, quando comparados com aqueles que não tomaram antibióticos, os pacientes apresentaram um risco aumentado de morte cardiovascular e de morte por qualquer causa. Pacientes que tomaram amoxicilina não tiveram aumento no risco de morte durante o período. Em relação à amoxicilina, a azitromicina foi associada a um risco aumentado de morte cardiovascular e de morte por qualquer causa. O risco de morte cardiovascular foi significativamente maior com a azitromicina do que com o ciprofloxacino, mas não diferiram significativamente daquele com a levofloxacina.
Concluiu-se que durante os cinco dias de terapia com azitromicina, houve um pequeno aumento absoluto de mortes cardiovasculares. Isto foi mais pronunciado para aqueles pacientes com um risco mais elevado para doença cardiovascular.

Até mais.

NEWS.MED.BR, 2012. Azitromicina pode aumentar o risco de morte cardiovascular, segundo publicação do NEJM. Disponível em: . Acesso em: 29 mai. 2012.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Dispositivo injeta medicamentos na pele sem o uso de agulhas hipodérmicas...


Pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, desenvolveram um novo dispositivo capaz de injetar medicamentos sem o uso de agulhas hipodérmicas.
A abordagem, que entrega um líquido por meio de um jato de alta velocidade que rompe a pele com a velocidade do som, permite entregar vários medicamentos simultaneamente, melhora a adesão dos pacientes e reduz o risco de picadas acidentais.
Nas últimas décadas, os cientistas desenvolveram várias alternativas para agulhas hipodérmicas. Por exemplo, adesivos de nicotina que lentamente liberam drogas através da pele. No entanto, essas opções só podem liberar pequenas moléculas de droga para passar através dos poros da pele, limitando o tipo de medicamento que pode ser entregue.
Para permitir a entrega de drogas baseadas em grandes proteínas, os investigadores desenvolveram novas tecnologias incluindo injetores a jato, que produzem um jato de alta velocidade e entregam drogas que penetram na pele.
Embora existam vários dispositivos baseados em jatos no mercado, os pesquisadores observam que existem desvantagens para estes dispositivos disponíveis comercialmente. Os mecanismos que eles usam, principalmente em projetos de mola, são essencialmente tudo ou nada, liberando uma bobina que ejeta a mesma quantidade de droga a uma mesma profundidade cada vez.
Agora a equipe do MIT, liderada por Ian Hunter projetou um sistema de injeção a jato que proporciona uma gama de doses a profundidades variáveis de uma maneira altamente controlada.
O projeto é construído em torno de um mecanismo que consiste em um ímã pequeno e poderoso cercado por uma bobina de fio que é ligada a um pistão no interior de uma ampola da droga. Quando a corrente é aplicada, ele interage com o campo magnético para produzir uma força que empurra o êmbolo para frente, ejeta a droga a uma pressão e velocidade muito elevadas através do bico da ampola.
A velocidade da bobina e a velocidade transmitida para a droga pode ser controlada pela quantidade de corrente aplicada por meio de ondas.
Através de testes, o grupo descobriu que vários tipos de pele podem exigir formas de onda diferente para fornecer volumes adequados de drogas para a profundidade desejada.
"Se eu estou violando pele de um bebê para entregar a vacina, não vou precisar de pressão, tanto quanto eu precisaria para romper minha própria pele. Podemos adequar o perfil de pressão para ser capaz de fazer isso, e essa é a beleza deste dispositivo", observa a pesquisadora Catherine Hogan.
A equipe também está testando o desenvolvimento de uma versão do dispositivo para administração transdérmica de drogas normalmente encontradas na forma de pó, transformando o pó em uma forma de "leite fluidizado" que pode ser entregue através da pele muito semelhante a um líquido.
Até mais.
Fonte: isaúde.

sábado, 19 de maio de 2012

Mamadeira e chupeta são principais causas de lesões em crianças, alerta estudo...


As mamadeiras e chupetas nas mãos e bocas das crianças podem parecer objetos inofensivos, mas são a causa de múltiplas visitas às salas de emergência todos os anos, de acordo com um estudo publicado na última segunda-feira (14).
Segundo o relatório do Nationwide Children's Hospital, a cada quatro horas uma criança com menos de três anos é tratada em uma sala de emergência devido a lesões relacionadas ao uso de mamadeiras, chupetas e copinhos com tampa.
"Estudos anteriores tinham focado em bebês. No entanto, descobrimos que cerca de dois terços das lesões examinadas em nosso estudo foram entre crianças de um ano de idade que estão aprendendo a caminhar e são mais propensos a cair", declarou à Agência Efe Sarah Keim, co-autora do relatório e pesquisadora do Nationwide sChildren's Hospital em Columbu (Ohio).
A pesquisa, que foi publicada na edição de junho da revista Pediatrics, chegou à conclusão que 86% das lesões aconteceram quando as crianças corriam ou caminhavam com o objeto na boca e que 70% provocaram alguma laceração.
De acordo com o estudo do Center for Biobehavioral Health e o Center for Injury Research and Policy do Nationwide Children's Hospital, que examinou lesões registradas entre 1991 e 2010, pelo menos 45.398 crianças com menos de três anos foram tratadas com lesões associadas a mamadeiras, chupetas e copinhos nos Estados Unidos.
Os pesquisadores assinalaram as mamadeiras como a principal causa de lesões nos menores, com 65,8% dos casos, seguidas pelas chupetas, com 19,9%.
Tanto a Academia Americana de Pediatria (AAP) como a Academia Americana de Dentistas Pediátricos (Aapd) recomendam a substituição da garrafa por copos sem tampa quando o menor tiver 12 meses a fim de prevenir acidentes e promover hábitos de alimentação mais saudáveis.
Também há a recomendação para que as crianças deixem a companhia da chupeta a partir dos seis meses de idade para evitar acidentes como esses quando começarem a caminhar.
Até mais.
Fonte: Uol.

Medicação para doença de Gaucher...


O Ministério da Saúde entregou esta semana para secretarias estaduais de Saúde lotes de miglustate, um novo medicamento para tratamento de pacientes com a doença de Gaucher, uma disfunção genética rara que, se não tratada, pode levar à morte. O remédio registrado pela empresa Actelon, será suficiente para terapia de 60 pessoas ao longo de um ano - o equivalente a 10% dos pacientes em tratamento no País. O valor da compra foi de R$ 10 milhões.
A remessa ocorre em um momento de desabastecimento de drogas usadas no tratamento dos pacientes. O problema se agravou ano passado, depois de a empresa ganhadora de licitação, a Genzyme, informar que não teria condições de arcar com a demanda prevista pelo governo. O déficit deste remédio, calculado em novembro, era de 2.022 frascos mensais - quase metade da demanda mensal. Pacientes que usavam a droga tiveram de migrar para outro tratamento ou tiveram a dose da terapia reduzida.
Ao mesmo tempo, um outro medicamento, taliglucerase alfa, da Pfizer, usado por outra parte de pacientes, comprado dois anos antes terá de ser trocado porque o prazo de validade termina em julho: 12 mil frascos serão substituídos. Outros 17 mil serão devolvidos e o dinheiro, ressarcido. "O que existe é uma grande confusão nesse sistema de compras. Remédios comprados sem necessidade. Não sabemos, por exemplo, quantos pacientes têm de fato necessidade do miglustate. Onde estão os estudos?", afirmou o presidente da Associação Nacional dos Portadores da Doença de Gaucher e outras Doenças Raras, Pedro Carlos Stelian.
Ele afirma que outra droga existente - que poderia ser usada com segurança por pacientes que agora enfrentam racionamento - está disponível mas o governo não negocia a compra do alfaglicerase. O gerente geral da Shire, Carlos Santos, empresa fabricante do remédio, afirma que informou ao governo que não havia condições de fornecer a droga ano passado. "Naquela época, dissemos que este ano o fornecimento poderia ser feito".
De acordo com Santos, em uma reunião em janeiro o governo manifestou interesse na compra de 3 mil frascos mensais. Mas, em março, numa nova reunião, o Ministério informou que a compra não precisaria mais ser feita. "Enquanto isso, pacientes vivem às voltas com problemas provocados pela redução do medicamento", disse Stelian. "Não precisa ser especialista para imaginar os efeitos de uma terapia ser, de uma hora para outra, reduzida a praticamente metade", completou o presidente da associação. O Ministério afirma que a mudança na forma do tratamento segue a literatura médica mundial sobre a doença e que a redução das prescrições foi uma medida cautelar para garantir o abastecimento para todos portadores da doença.

Até mais.

Fonte: Atribuna.

sábado, 12 de maio de 2012

'Novo IMC' compara cintura com altura...


É hora de dizer adeus ao IMC (índice de massa corporal). A proposta é de pesquisadores britânicos, que apresentam hoje em Lyon, na França, uma revisão de estudos mostrando que a proporção entre a cintura e a altura prevê melhor o risco cardíaco e de diabetes do que a velha escala do IMC.
O índice de massa corporal é calculado dividindo o peso em quilos pela altura, em metros, ao quadrado. A conta sugerida pela pesquisa da médica Margaret Ashwell, da Universidade Oxford Brookes, é ainda mais fácil: a circunferência da cintura deve ser, no máximo, a metade da altura. Se uma pessoa tiver 1,60 m de altura, sua cintura deve ter até 80 cm. Mais do que isso é sinal de risco.

GORDURA ABDOMINAL

Medir a cintura para ver risco cardíaco não é uma ideia nova. Mas, segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, os padrões usados hoje (102 cm para homens e 88 cm para mulheres como limite máximo) não levam em conta a altura. "Claro que uma pessoa de 1,90 m com cintura de 94 cm não tem o mesmo risco de uma com 1,50 m e a mesma circunferência."
O que faltava era a comprovação de que uma cintura medindo 50% da altura é um indicador fiel da maior probabilidade de ter problemas cardíacos e metabólicos.
A revisão de estudos feita pelos britânicos analisou 31 trabalhos, envolvendo um total de 300 mil pessoas.
A pesquisa também levou em conta diferentes etnias para encontrar a proporção máxima da cintura.
Isso é importante porque um dos pontos fracos do IMC é que ele tem significados diferentes para cada etnia. De acordo com Halpern, indianos e japoneses já apresentam risco de diabetes com valores de IMC considerados normais (entre 20 e 25).
O IMC também não discrimina entre massa muscular e gordura na hora da conta. Por isso é que a cintura começou a ganhar importância.
De acordo com o médico da USP, o risco para a saúde é maior quando a pessoa tem mais gordura entre as vísceras. Essa gordura é mais perigosa do que a localizada logo abaixo da pele. A medida da circunferência não diferencia entre as duas.
"Por isso também essa medida pode ser falha. Mas, quanto maior é a circunferência, mais gordura há dentro e fora das vísceras. Com a altura, a precisão aumenta."
Segundo a autora do estudo, a proporção entre altura e cintura, além de servir para pessoas com qualquer ascendência, também vale para crianças -- a
versão infantil do índice de massa corporal tem uma escala que varia de acordo com a idade.

De acordo com Ashwell, a nova medida já está ganhando apoio em países como EUA, Austrália, Japão, Índia, Irã e também no Brasil.
Pesquisadores da City University de Londres estimaram que um não fumante de 30 anos reduz sua expectativa de vida em até 33% se a medida de sua cintura corresponder a 80% de sua altura.
"Manter a circunferência da cintura no ponto certo aumenta a expectativa de vida para todas as pessoas do mundo", disse Ashwell.
Halpern lembra, no entanto, que, como todo estudo epidemiológico, esse também vai se deparar com casos que fogem à regra.

Até mais.

Fonte: Folha de São Paulo.(12/5/12)

sábado, 5 de maio de 2012

Substância da pimenta preta impede formação de novas células de gordura...


Trabalho fornece uma explicação para os benéficos do tempero da medicina oriental tradicional no combate à obesidade

Pesquisadores da Sejong University, na Coreia, descobriram que a piperina, substância picante que dá à pimenta preta o seu sabor característico, pode bloquear a formação de novas células de gordura.
pesquisa, publicada no Journal of Agricultural and Food Chemistry, fornece uma explicação para os benéficos do tempero no combate à obesidade.
Os pesquisadores Soo-Jong Hum e Ji-Cheon Jeong e seus colegas refinaram estudos anteriores que indicam que a piperina reduz os níveis de gordura no sangue e possui outros efeitos benéficos à saúde.
A pimenta preta e sua planta, segundo os investigadores, têm sido utilizadas por séculos na medicina oriental tradicional para tratar problemas gastrointestinais, dor, inflamação e outros distúrbios.
Apesar da longa história medicinal, os cientistas sabem pouco sobre como a piperina trabalha no nível molecular mais íntimo. Os cientistas partiu para obter essa informação sobre os efeitos anti-gordura do tempero.
Os estudos laboratoriais combinados com modelos de computador desobriram que a piperina interfere com a atividade de genes que controlam a formação de novas células de gordura. Ao fazer isso a piperina também pode desencadear uma reação metabólica em cadeia que ajuda a manter a gordura em cheque de outras maneiras.
O grupo sugere que a descoberta pode levar a uma maior utilização de extratos de piperina ou pimenta preta na luta contra a obesidade e doenças relacionadas.
Até mais.
Fonte: isaude.net

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Prematuridade é 2ª causa de morte infantil...


As complicações decorrentes do parto prematuro são a segunda maior causa de morte entre crianças com menos de cinco anos no mundo, atrás só da pneumonia.
São 15 milhões de bebês nascidos com menos de 37 semanas de gestação no mundo a cada ano, dos quais 1 milhão morre.
Os dados são de um relatório divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Lançado ontem em Nova York, o levantamento mobilizou mais de 40 agências da ONU, ONGs e governos.
O problema é mais grave em países pobres, especialmente da África ao sul do Saara e da Ásia. Nessas regiões, a taxa de prematuros passa de 12 a cada cem nascidos vivos. Nas nações desenvolvidas, 9% dos bebês nascem antes do período normal de gestação.
No Brasil, a taxa é de 9,2%, a mesma da Alemanha. No entanto, em números absolutos, o país foi o décimo com mais prematuros entre os 185 listados, com 279,3 mil nascimentos em 2010.
A líder, Índia, teve 3,519 milhões. A China, segunda colocada, teve quase 1,2 milhão.
"Em números relativos, o Brasil tem 9,2 prematuros para cada cem nascimentos. É uma taxa intermediária, mas é um sinal de atenção", disse à Folha José Belizan, cientista do Iecs (Instituto de Políticas de Saúde e Efetividade Clínica), da Argentina, que participou da publicação.

CAUSAS

Para o relatório, nos países mais pobres, os prematuros, em geral, nascem de grávidas com problemas de saúde como hipertensão, diabetes e HIV, além de fatores de risco, como tabagismo, alcoolismo e consumo de outras drogas.
Já nos países desenvolvidos, o problema parece tender mais para questões como a gravidez tardia e o maior acesos à fertilização in vitro, com sua probabilidade elevada de gestações múltiplas.
A quantidade de cesáreas realizadas antes do tempo, muitas vezes para "conveniência de médicos ou pais", também tem destaque. Um problema que, diz o relatório, cresce na América Latina.
Em 2011, pela primeira vez, o percentual de cesarianas superou o de partos normais no país, chegando a 52% do total. Para a OMS, o recomendado é cerca de 15%.
Na opinião de Dário Pasche, diretor do Departamento de Ações Pragmáticas Estratégicas do Ministério da Saúde, a alta quantidade de cesarianas marcadas com antecedência no Brasil é um fator que impulsiona a quantidade de prematuros.
"Nossos números são altos, mas nos dados do ministério não são tão grandes quanto os do levantamento."
A pasta informou que, segundo seus registros, o número de prematuros em 2010 foi 204,3 mil, o que representaria 7,1% dos nascidos vivos.
O estudo da OMS leva em conta diversas fontes e não apenas o governo.

DINHEIRO IMPORTA

Os bebês prematuros pobres são os que mais morrem.
"Em países pobres, mais de 90% dos prematuros extremos [menos de 28 semanas de gestação] morrem nos primeiros dias de vida, enquanto menos de 10% deles morrem nos países mais ricos", diz Christopher Howson, coeditor do relatório.
Parte dessas mortes poderia ser evitada com medidas baratas. "Três quartos dessas crianças sobreviveriam com ações simples e efetivas, como injeções de corticoides nas grávidas [para 'amadurecer' a capacidade pulmonar dos bebês]", disse Belizan.
Em regiões com carência de incubadoras e outros cuidados neonatais, o documento sugere o chamado "método canguru" -uma faixa que envolve o bebê e o liga à mãe, na altura do seio. Com ele, a criança fica aquecida pelo calor da mãe e ainda tem fácil acesso ao seio para mamar. O Brasil é um dos países que já adota esse sistema.
Do outro lado da lista, Belarus encabeça o time de países com menor percentual de prematuros, com 4,1%. O Equador vem depois, com 5,1%. Finlândia, Croácia, Japão e Suécia também estão entre os 11 melhores.

Até mais.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo - SP.

Chupeta pode estimular aleitamento materno, diz estudo...


Colocada de escanteio pelos pediatras, a chupeta voltou à cena com novo papel. De acordo com cientistas, ela pode auxiliar na amamentação dos recém-nascidos.
Uma pesquisa dos EUA indica que, além de não atrapalhar as mamadas como se temia, a chupeta dada nos primeiros dias de vida estimula a amamentação no peito.
O protocolo médico internacional vigente diz que a chupeta prejudica a sucção e interfere na amamentação natural. Por isso, a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que as maternidades não forneçam chupetas aos recém-nascidos.
Os pesquisadores americanos resolveram verificar essa norma e se debruçaram sobre dados de 2.249 crianças nascidas entre junho de 2010 e agosto de 2011 na maternidade da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon.
Os resultados mostram que a taxa de aleitamento natural na maternidade estudada diminuiu de 79% para 68% após a abolição das chupetas, em dezembro de 2010.
Além disso, a proporção de bebês que receberam alimentação suplementar aumentou de 18% para 28%.
"O efeito do uso de chupeta no início e durante o aleitamento materno não foi bem estabelecido na literatura médica", diz Laura Kair, da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon, uma das coordenadoras do estudo.
Os resultados devem ser apresentados hoje na reunião anual da PAS (Sociedade de Pediatria dos EUA).

CONTRA A REGRA

Os dados têm causado arrepios nos pediatras. "Esse estudo sozinho está contra as recomendações da OMS, baseadas em muitas pesquisas científicas", afirma Luciano Borges, do Departamento Científico de Aleitamento Materno da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).
De acordo com o especialista, outros estudos já mostraram que a chupeta está associada a uma redução do aleitamento materno.
No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, a maioria das maternidades segue as normas da OMS e aboliu as chupetas (337 delas têm um certificado do ministério por seguirem o protocolo).
"Ninguém deu chupeta para o Henrique na maternidade. Mas também não me disseram para evitá-la", diz a administradora Flávia Preuss Batista. Ela deu à luz em novembro, na maternidade Santa Joana, em São Paulo.
Quando Henrique estava com um mês, afirma Batista, o pediatra indicou as chupetas ortodônticas para substituir o dedo, que o pequeno estava chupando. Ele continuou mamando no peito.
"Hoje ele tem mais necessidade de sucção porque os dentinhos estão nascendo."
De acordo com Borges, da SBP, o uso de chupeta costuma ser indicado pelos pediatras após a fase de amamentação no peito. "Mas eu não recomendo nunca", diz.
Para o especialista, dificilmente a OMS mudará o protocolo de amamentação diante do novo estudo.
Os autores do trabalho, no entanto, querem mais pesquisas sobre a relação da chupeta com o aleitamento.
Essa é a segunda vez no ano na qual a chupeta volta ao debate. Em fevereiro, cientistas, também dos EUA, publicaram um estudo relatando menor incidência de morte súbita (morte repentina de bebês de até um ano) em crianças que usavam chupeta após três semanas de vida.

Até mais.

Fonte: Folha de São Paulo-SP

Antibiótico pode ser um tratamento eficaz para a apendicite não complicada, segundo artigo do BMJ ...


Os antibióticos podem ser um tratamento seguro e eficaz para pacientes com apendicite aguda não complicada e devem ser considerados como um tratamento inicial para pessoas com esta patologia, de acordo com os resultados de uma nova meta-análise publicada pelo British Medical Journal (BMJ). No entanto, críticos expressaram preocupação com a alta taxa de recorrência após o tratamento antibiótico em relação ao tratamento cirúrgico padrão.
Krishna K. Varadhan, da Division of Gastrointestinal Surgery, Nottingham Digestive Diseases Centre NIHR Biomedical Research Unit, Nottingham University Hospitals, Queen’s Medical Centre, Reino Unido, e colegas publicaram os resultados de uma meta-análise de estudos randomizados e controlados no British Medical Journal.
Os autores analisaram os resultados de quatro ensaios clínicos randomizados, envolvendo 900 pacientes adultos com diagnóstico de apendicite aguda não complicada. Um total de 470 pacientes recebeu antibiótico e 430 foram submetidos à cirurgia. Os pacientes que receberam terapia antibiótica tiveram uma taxa de sucesso de 63% (277/438) em um ano.
A meta-análise também mostrou uma redução do risco relativo de complicações de 31% para o tratamento antibiótico comparado à apendicectomia. Os autores não encontraram nenhuma diferença significativa entre as duas opções de tratamento em relação ao tempo de internação, à eficácia do tratamento ou ao risco de apendicite complicada.
Dos 68 pacientes readmitidos após o tratamento antibiótico, três foram retratados com antibióticos, obtendo sucesso terapêutico, e 65 pacientes (20%) tiveram uma nova apendicite. Nove destes doentes apresentaram apendicite perfurada e quatro manifestaram apendicite gangrenosa ou necrose gangrenosa.
Os autores reconhecem que uma avaliação mais detalhada deve ser realizada para distinguir entre os efeitos do tratamento antibiótico em apendicites perfuradas e não-perfuradas.
A cirurgia para remover um apêndice inflamado (apendicite) tem sido o padrão ouro do tratamento para apendicite aguda desde 1889, e a suposição geral é que, sem cirurgia, o risco de complicações tais como perfurações ou infecções é alto.
Até que estudos mais convincentes e os resultados em longo prazo sejam publicados, a apendicectomia provavelmente continuará a ser usada para tratar apendicite não complicada.

Até mais.

NEWS.MED.BR, 2012. Antibiótico pode ser um tratamento eficaz para a apendicite não complicada, segundo artigo do BMJ. Disponível em: . Acesso em: 3 mai. 2012.

Esperança no tratamento da paralisia cerebral, em artigo da Science Translational Medicine ...


A paralisia cerebral é uma doença que não tem cura. A neuroinflamação de determinadas partes do cérebro desempenha papel chave na patogênese da doença e de distúrbios tais como a doença de Alzheimer e a esclerose múltipla.
Atacar a neuroinflamação pode ser uma potencial estratégia terapêutica. No entanto, administrar drogas através da barreira hematocerebral é um desafio.
Estudo publicado pela revista Science Translational Medicine mostrou que um método baseado em nano-medicina liberou um medicamento anti-inflamatório diretamente em partes comprometidas do cérebro, através do uso de minúsculas moléculas em cascata conhecidas como dendrímeros. Sujatha Kannan, do Instituto Nacional de Saúde Infantil e do Departamento de Pesquisa de Perinatologia e Desenvolvimento Humano dos Estados Unidos, autora do estudo, relata que coelhos nascidos com paralisia cerebral, tratados às seis horas de nascidos, tiveram uma melhora significativa da função motora por volta do quinto dia de vida.
O medicamento usado é comumente empregado para tratar pacientes com intoxicação por acetaminofeno (paracetamol), o N-acetil-L-cistina ou NAC, e foi administrado em uma dose dez vezes menor. O método de nano-entrega por dendrímeros permitiu que a medicação atravessasse a barreira hematocerebral, reduzindo a neuroinflamação e melhorando a função motora.
A eficácia do tratamento com dendrímero-NAC, administrado no período pós-natal após dano pré-natal, sugere uma janela de oportunidades para o tratamento da paralisia cerebral em seres humanos após o nascimento.

Até mais.

NEWS.MED.BR, 2012. Esperança no tratamento da paralisia cerebral, em artigo da Science Translational Medicine. Disponível em: . Acesso em: 3 mai. 2012.

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