sexta-feira, 19 de abril de 2013

Projeto de lei para proibir andadores infantis...


Perigosos e desnecessários, os andadores infantis continuam na mira da SBP. Juntamente com o senador Paulo Davim, a Sociedade elaborou proposta, que tramita no Congresso Nacional. “É vedada a produção, a importação, a distribuição, a comercialização e a doação de andador infantil”, diz artigo do Projeto de Lei do Senado (PLS) Nº 50, de 2013, que altera a Lei nº 11.265, de 2006, já aprovada e sancionada, e que regulamenta a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância e também a de produtos de puericultura correlatos.
“A assessoria do senador argumentou que seria mais fácil, viável, a aprovação de projeto que muda apenas este item dos andadores, em legislação cuja justificativa já foi aceita pelos senadores e deputados e até pela presidência da República”, informa o diretor de Assuntos Parlamentares da SBP, Dioclécio Campos Jr. A Lei nº 11.265, publicada no Diário Oficial da União em 2006, conta com apoio da SBP. “A modificação proposta apenas inclui um produto de puericultura, os andadores, não interfere no restante”, reforça.
Campanha
A diretoria e o Departamento Científico (DC) de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade vêm realizando ampla campanha a respeito do assunto. Os aparelhos são inúteis na ajuda ao desenvolvimento das crianças e, seu uso, dando aos pequenos uma mobilidade que, de fato, ainda não possuem, pode causar acidentes muito sérios, como traumas no crânio, e até levar à morte. “Nossa grande preocupação é com a segurança. O andador pode atrasar o aprendizado da marcha em cerca de duas a três semanas. Mas o principal é o risco de traumas físicos”, salienta o dr. Danilo Blank, do DC.
Desde que lançou o movimento, a SBP tem recebido relatos de casos de traumatismos e liderado e/ou participado de diferentes iniciativas, juntamente com parceiros, como a ONG Criança Segura. O presidente do DC, dr. Aramis Lopes Neto, esteve reunido com a Defensoria Pública do Rio de Janeiro. “Agora é continuarmos informando a população, reforçando, cada vez mais a mobilização”, frisa dra. Rachel Niskier, coordenadora de campanhas da SBP. “A pressão popular é fundamental para a aprovação do projeto de lei”, finaliza o dr. Danilo Blank.
Até mais.
Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Equipe identifica novos genes associados à obesidade infantil grave...


Pesquisadores do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido, identificaram quatro novos genes associados à obesidade infantil grave. Eles também encontraram um aumento dos encargos de raras variações estruturais sobre crianças gravemente obesas.
Os resultados mostram que variações estruturais podem excluir seções de DNA que ajudam a manter os receptores de uma proteína envolvida na regulação do peso. Estes receptores são alvos promissores para o desenvolvimento de novos medicamentos contra a obesidade.
Segundo os pesquisadores, crianças com obesidade severa são mais propensas a ter uma forte contribuição genética. Este estudo reforçou o entendimento de como ambas as variantes raras e comuns em torno de genes e regiões genéticas específicas estão envolvidas na obesidade infantil grave.
"Sabemos há muito tempo que mudanças em nossos genes podem aumentar nosso risco de obesidade, por exemplo, o gene FTO tinha sido inequivocamente associado ao IMC, obesidade e outras características relacionadas à obesidade. No nosso estudo de crianças com obesidade grave, verificou-se que as variações em ou perto de dois genes recentemente associados, PRKCH e RMST, parecem ter um efeito comparável ou maior sobre a obesidade do que o gene FTO", afirma a autora da pesquisa Eleanor Wheeler.
A equipe descobriu que genes diferentes podem estar envolvidos na obesidade infantil grave, em comparação com a obesidade em adultos.
Raras alterações genéticas em um dos novos genes associados, LEPR, são conhecidas por causar uma forma grave de obesidade de início precoce. A equipe identificou uma variante mais comum neste gene, encontrada em 6% da população, que pode aumentar o risco de obesidade. A equipe afirma que este achado é um exemplo de onde as variações raras e mais comuns em torno do mesmo gene ou região podem influenciar o risco de obesidade grave.
Algumas das crianças neste estudo tiveram um maior número de variações estruturais do seu DNA que eliminaram os receptores da proteína G, que são importantes na regulação do peso. Esses receptores são alvos-chave para o desenvolvimento de medicamentos atuais e podem ter potenciais implicações terapêuticas para a obesidade.
"Algumas crianças serão obesas porque eles têm mutações graves, mas nossa pesquisa indica que alguns podem ter uma combinação de mutações graves e variantes de atuação mais leves que, em combinação, contribuem para a obesidade. À medida que descobrimos mais variantes e mais ligações genéticas, ganhamos uma melhor compreensão básica da obesidade, que por sua vez vai abrir portas para áreas de pesquisa clinicamente relevantes", destaca o coautor Sadaf Farooqi.
A equipe agora está explorando todos os genes de 1 mil crianças com obesidade grave nas quais uma mutação de diagnóstico não foi encontrada. Este trabalho irá encontrar novas mutações graves que podem explicar as causas da obesidade em outras crianças.
"Nosso estudo acrescenta evidências de que uma série de variantes genéticas tanto raras quanto comuns é responsável pela obesidade infantil grave. Este trabalho nos leva um passo mais perto de compreender a biologia subjacente a esta forma grave de obesidade infantil e proporcionar um diagnóstico potencial para as crianças e seus pais", conclui a pesquisadora Inês Barroso.
Até mais.
Fonte: isaude.net

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Depois de nove casos registrados na China, OMS confirma mutação do H7N9...


A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, nesta quarta (3), que o vírus H7N9, que até então só afetava aves, sofreu mutações para uma forma capaz de infectar as pessoas. "Foi detectada uma mutação do vírus que permite a infecção em mamíferos", disse o porta-voz da OMS, Gregory Hartl. "Aparentemente a mutação facilita a infecção em humanos."
De acordo com a agência da ONU, há sete casos confirmados de pessoas infectadas pelo vírus H7N9. As autoridades chinesas elevaram o número para nove, e relataram três mortes. No entanto, Hartl disse que "não há qualquer prova" de contágio entre pessoas. Segundo ele, uma das probabilidades é que a infecção " seja ambiental" . O porta-voz considerou de "moderada a alta" a possibilidade de novas infecções de humanos.
Autoridades sanitárias não conseguiram estabelecer qualquer relação epidemiológica entre os infectados associando os casos às áreas geográficas. Há estudos sobre dois casos de pessoas que mantiveram contatos com aves e dois com porcos. A possibilidade de os suínos serem a fonte de contágio não foi confirmada.
Até mais.
Fonte: isaude.

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