quarta-feira, 29 de abril de 2015

Síndrome de Wolfran...

Matéria publicada no site PORTAL DE BEM COM A VIDA...

Chamou a atenção do Portal De Bem com a Vida a Síndrome de Wolfram, descrita em 1938 pelo cientista Wolfram como uma doença rara que acomete 1 em cada 500 mil crianças no mundo, de acordo com a organização europeia, recém-criada para estudar tipos raros de diabetes, Euro-Wabb. Seus efeitos no corpo abrangem ao mesmo tempo diabetes mellitus e insípidus. Para falar sobre isso, o endocrinologista Edson Perrotti foi entrevistado. Veja abaixo suas explicações:
Portal de Bem com a Vida: O que é esta síndrome?
É uma condição progressiva neurodegenerativa (ocorre a degeneração progressiva de tecidos neurológicos), acometendo o sistema nervoso central, nervos periféricos e tecidos neuroendócrinos.
Portal de Bem com a Vida: A pessoa já nasce com a Síndrome?
A pessoa já nasce com a genética para o desenvolvimento da síndrome, mas como ela é progressiva, as doenças associadas vão surgindo aos poucos.
Portal de Bem com a Vida: Como ela se desenvolve?
Ela apresenta progressivamente um conjunto de doenças associadas, dentre elas as mais comuns são o Diabetes Mellitus, que surge normalmente na primeira década de vida; atrofia do nervo óptico, que surge na segunda década, surdez e Diabetes Insípidus, entre outras manifestações.
 Portal de Bem com a Vida: O que ela acarreta no organismo?
Os sintomas das doenças vão desde a hiperglicemia pelo Diabetes Mellitus, com urina em excesso, agravada muitas vezes pela diurese aumentada também pelo Diabetes Insípidus, que tem como característica um tipo de excesso de volume urinário com pouco sódio, onde o paciente perde muito líquido pela falta do hormônio chamado ADH (Hormônio Anti Diurético). Além disso, pode ocorrer cegueira progressiva pela atrofia do nervo óptico, surdez, alterações da marcha (forma de caminhar), com marcha instável e quedas; perda do olfato e paladar entre outras manifestações clínicas.
Portal de Bem com a Vida: Como ela é diagnosticada?
Basicamente pelo surgimento de Diabetes Mellitus na primeira década de vida, seguida por atrofia óptica na segunda década, sendo que essa associação surge normalmente até os 16 anos de idade.
Portal de Bem com a Vida: Como é o tratamento?
O tratamento do diabetes mellitus é feito com a aplicação de insulina e controle de alimentação e glicemias capilares, semelhante ao que é realizado com o paciente com diabetes tipo 1; a atrofia óptica é progressiva e a cegueira total se instala cerca de 8 anos após o início dessa patologia, da mesma forma são a perda do olfato e a surdez, quando se fazem presentes. O Diabetes Insípidus é controlado através do uso de um hormônio sintético chamado DDAVP.
Portal de Bem com a Vida: Dá para se viver bem com o tratamento?
Esta síndrome é bastante complexa e acomete muitos sistemas ao mesmo tempo (diabetes mellitus, diabetes insípidus, cegueira, surdez, perda de olfato e paladar, alterações do sistema urinário, entre outros) e por estes motivos compromete de forma muito significativa a qualidade de vida.
Portal de Bem com a Vida: Há algo a acrescentar?
A Síndrome de Wolfram, embora tenha sido descrita desde 1938, ainda permanece sem maiores elucidações sobre as causas do erro no gene Wolfram. É neste sentido que foram criados grupos de estudos na América, Reino Unido, França e Japão, porém o conhecimento atual ainda nos deixa longe de esclarecimentos, que tornem possível minorar satisfatoriamente os problemas e sofrimento das pessoas acometidas por esta síndrome.
Até mais.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

AVANÇOS DOS EQUIPAMENTOS NO TRATAMENTO DO DIABETES...

Que tal amolar a agulha da seringa em uma pedra para facilitar a aplicação de insulina? O Dr. Larry Hirsch, que tem diabetes e usa insulina há 57 anos, explicou a situação: “Era muito simples. Ou tomava insulina ou morria”.
O relato parece compor um quadro muito antigo da história no tratamento do diabetes, mas não é. O Dr. Larry (da International Medicine and in Endocrinology and Metabolism), que esteve presente ao SITEC 2015, realizado recentemente em São Paulo, contou sua experiência no controle do diabetes. “Mesmo em um evento de tecnologia, a aplicação de insulina continua sendo um tema de destaque”. Ele explica que naquela época, qualquer adolescente era considerado incapaz. Ao longo da vida, foram 80.500 injeções de insulina.
O I Simpósio Internacional de Tecnologia em Diabetes levantou grandes debates sobre como novos equipamentos estão mudando o tratamento, como o descrito pelo Dr. Larry, um dos convidados internacionais presentes.
Desde as agulhas únicas que precisavam ser amoladas aos equipamentos com tecnologia bluetooth ou transmissão de dados sem fio, os participantes puderam conhecer equipamentos que, agora, são realidade e não mais ficção.
Um deles é Freestyle Libre, da Abbott, que ainda não está disponível para venda no Brasil. Trata-se de um sensor, com duração de 14 dias, que faz os testes de glicemia sem a necessidade de furar o dedo.
O equipamento é simples de ser configurado e foi feita uma demonstração para os participantes. O sensor é colocado no antebraço e dá o resultado da glicemia em tempo real. É composto por um aplicador e um sensor. O FreeStyle Libre não tem alarmes de alta ou baixa, o que significa que não é preciso atenção no caso de hipoglicemia. (https://www.youtube.com/watch?v=0cXwO9YBJxE)
Outra demonstração foi feita pela Roche, apresentando o Accucheck Online. Uma plataforma que integra Monitor Accu-Check Perfoma Connect com tecnologia blue tooth; aplicativo Accu-Check Connect, com compartilhamento automático dos dados para nuvem (armazenamento digital); e o computador.
Como isso acontece? Um exemplo para ficar mais fácil de entender. As fotos que você faz com o celular e que vão automaticamente para as contas do Facebook e Gmail. O processo de armazenamento automático, sem necessidade de intervenção, é feito assim.
As informações e relatórios podem ser consultados de qualquer computador ou dispositivo móvel. Os relatórios são feitos diariamente e podem ser incluídas fotos das refeições para uma avaliação dos valores utilizados. Também é possível compartilhar informações imediatamente com médicos ou cuidadores. A plataforma é um avanço do Accucheck 360, sem necessidade de instalação nos computadores pessoais.
Mas por que precisamos de tantos dados?
O questionamento foi feito pelo Dr. Roger Mazze (Estados Unidos). O médico da WHO Collaborating Center for Diabetes Education explica que é preciso entender como o organismo responde e se os resultados clínicos funcionam. “Sem os dados não podemos responder a diversas perguntas. Dependemos deles para tomar uma atitude em relação ao tratamento, a um erro ou acerto. Precisamos, também, de dados confiáveis para obter êxito.”
Bomba de Infusão
O uso e resultados da bomba de insulina foi tema de diversas apresentações ao longo do SITEC, incluindo os resultados de pesquisa realizada pela Dra. Ana Claudia Ramalho.
Entre as novidades apresentadas, o Sistema MiniMed Paradigm Veo, que é uma bomba de insulina com monitorização contínua de glicose e suspensão automática em caso de hipoglicemia.
O alarme para hipo não é novidade, mas a capacidade de suspender a liberação sim. Segundo os dados, o sensor de glicose lê a glicemia o tempo todo e faz um cálculo, prevendo o que pode acontecer meia hora antes.
O equipamento é composto por um sistema integrado de monitorização contínua que pode ser ativado ou desativado, dependendo das necessidades do paciente. A Paradigma Veo mostra os valores de glicose continuamente e armazena todas as informações para tomar a decisão de suspender a liberação da insulina (Low Glucose Suspend ou LGS) mesmo no período de sono.
Para o Dr. André Vianna, um dos endocrinologistas integrantes da Comissão Organizadora do SITEC, o impacto de tantas novidades foi muito positivo. Ele esclareceu que foi um espaço importante para encorajar quem ainda tem receio de adotar novas formas de tratamento. “Todo o retorno que tivemos foi animador. Os profissionais de saúde que vieram, foram embora com vontade de buscar novas alternativas. Sabemos o quanto o desconhecido assusta e isso é normal. Ao ver que não é tão complicado como imaginava, o médico passa a ter vontade de entrar nesse novo universo da tecnologia.”
freestyle-libre

Até mais.
Fonte: Sociedade Brasileira de Diabetes.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Entrevista Jornal Atribuna - Domingo 05/04/2015...

Minha entrevista ao Jornal A Tribuna neste domingo de Páscoa, 05/04/2015, sobre crescimento das crianças e adolescentes.

Até mais.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Efeitos metabólicos do exercício físico na obesidade infantil: uma visão atual...

Resultado de imagem para atividade física

Este artigo publicado na REVISTA PAULISTA DE PEDIATRIA aborda a importância da atividade física para as crianças. Sabemos que hoje em dia, as crianças fazem menos atividades físicas do que seus pais quando eram crianças e com isso, favorece ao aumento de peso.

Revisar a literatura atual a respeito dos efeitos do exercício físico sobre diferentes variáveis metabólicas da obesidade infantil.
Fontes de dados
A pesquisa foi feita nas bases de dados Pubmed e Web of Science. Os descritores usados foram: obesity, children obesity, childhood obesity, exercise e physical activity. A pesquisa eletrônica foi feita com base nos estudos publicados de abril de 2010 a dezembro de 2013, em idioma inglês.
Síntese dos dados
O rastreamento dos estudos com os descritores encontrou 88.393. Após cruzamento entre os descritores, obtiveram‐se 4.561. Desses, depois da análise dos títulos, foram cogitados 182 relevantes referências, submetidos então aos critérios de inclusão/exclusão, e totalizaram, no fim, 39. A maioria dos estudos relacionou a prática de exercícios físicos aeróbicos e resistidos à melhoria da composição corporal, à regulação do perfil lipídico e metabólico e ao estado inflamatório de crianças e adolescentes obesos. Entretanto, a magnitude dos efeitos está associada ao tipo, à intensidade e à duração da prática.
Conclusões
O exercício físico, independentemente do tipo, mostra‐se capaz de promover adaptações positivas sobre a obesidade infantil, principalmente por atuar na restauração da homeostase celular e sistema cardiovascular, na melhoria da composição corporal e também aumento da ativação metabólica.

Até mais.

Fonte:Metabolic effects of exercise on childhood obesity: a current vision
Santiago Tavares Paes, João Carlos Bouzas Marins, Ana Eliza Andreazzi

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