quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Anvisa suspende comércio e uso de lote do antiobiótico Claritromicina...

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada hoje (24) determina a suspensão da distribuição, do comércio e do uso, em todo o território nacional, do lote 438569 do antibiótico Claritromicina 250mg/5ml grânulos para suspensão oral, fabricado pela empresa EMS S/A.
Segundo a Anvisa, laudo da Fundação Ezequiel Dias apresentou resultado insatisfatório em análise de teor de princípio ativo no medicamento, que se encontra inferior ao padrão, o que pode acarretar um tratamento deficiente. A orientação da agência é para que os consumidores não utilizem o produto.
Já a EMS, fabricante do medicamento, informou que já havia iniciado o recolhimento de forma voluntária do lote 438569 (fabricação 03/2012 e validade 03/2014) do produto em 24 de outubro de 2013. Além disso, o laboratório divulgou que está realizando todos os procedimentos cabíveis junto aos órgãos regulatórios em relação ao recolhimento.
A Anvisa disse não ter informações sobre a quantidade de produtos afetados e sua distribuição pelo país, mas determinou que a empresa promova o recolhimento do estoque existente no mercado relativo ao lote em questão.
A resolução entra em vigor a partir de hoje.

Até mais.

Fonte: Folha de São Paulo.

Vacinação contra o vírus HPV começa em 10 de março

A partir de 10 de março, a vacina contra o vírus HPV passará a ser ofertada a meninas de 11 a 13 anos nas escolas públicas e privadas ou nos postos de saúde. A cobertura, em 2015, será para meninas de 9 a 11 anos; e, a partir de 2016, a vacina será dada às meninas de 9 anos.
O objetivo da vacina é reduzir a circulação do HPV, vírus transmitido no contato sexual e ligado à quase totalidade dos casos de câncer do colo de útero. A eficácia da vacina é estimada em 98,8% contra esse tipo de câncer –o terceiro mais frequente na população feminina brasileira.
O esquema vacinal adotado pelo Brasil é o estendido, em que a segunda dose é dada seis meses após a primeira, e a terceira dose é aplicada cinco anos após a primeira.
Apesar de estar disponível a partir de 10 de março, a data exata do início da vacinação em cada cidade vai depender do calendário estabelecido localmente.
A recomendação do Ministério da Saúde é para que os municípios se organizem para oferecer a primeira dose nas escolas públicas e privadas, após ações de conscientização de professores, pais e meninas. A vacinação dependerá de autorização dos pais, que poderão assinar termos de recusa.
A experiência de outros países que adotaram a vacina indica que, para garantir uma boa cobertura, a imunização deve ser feita nas escolas, sem depender de idas individuais aos serviços de saúde. No Brasil, a expectativa é imunizar 80% do público-alvo, estimado em 5,2 milhões de meninas.
O governo, no entanto, sugere que a segunda e a terceira doses sejam aplicadas nos postos de saúde, envolvendo as escolas, e que as meninas sejam chamadas para a vacinação por meio de cartas. Essa convocação individual é possível porque, pela primeira vez no Programa Nacional de Imunizações, o registro da dose de vacina aplicada será vinculada ao nome da menina imunizada.
O registro nominal da dose aplicada dá segurança de que o país vai alcançar alta taxa de cobertura, afirma Carla Domingues, coordenadora do programa de imunizações. Além disso, diz, é boa a estratégia de encaminhar as meninas aos postos de saúde para, com isso, fazer a atualização de outras vacinas (como a da hepatite B) e incentivar as mães das adolescentes a realizarem o papanicolau (preventivo básico das mulheres).
O anúncio da campanha de vacinação foi feito pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde), que vai deixar o ministério nos próximos dias para concorrer ao governo do Estado de São Paulo pelo PT.

CAMPANHA

O ministério vai lançar, no início do março, uma forte campanha sobre a vacina do HPV, a ser veiculada em TV, rádio, revistas, jornais, mobiliário urbano, cartazes, folders e internet.
O mote da campanha, em tons de rosa, é: "Cada menina tem um jeito, mas todas precisam de proteção".
Em setembro, época da segunda dose da vacina, o governo deve soltar uma outra campanha nos meios de comunicação.
Para garantir o respaldo a uma vacina que envolve a sexualidade adolescente, o ministério conversou com entidades religiosas.

Fonte: Folha de São Paulo.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Topiramato é usado para emagrecer...

Reportagem da Folha de São Paulo: (15/1/14)



Pessoas que usam o remédio topiramato, descoberto nos EUA em 1979 para combater convulsões, como emagrecedor relatam efeitos colaterais como adormecimento e formigamento em várias partes do corpo, náuseas, problemas de memória e muitas dificuldades com o reflexo motor, além de sonolência e dificuldade de concentração.
O uso com essa finalidade se tornou mais comum há dois anos, quando a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a venda de emagrecedores à base de anfetaminas e restringiu a venda de sibutramina.
A proibição foi derrubada recentemente pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, mas essas substâncias ainda não voltaram às farmácias.
Enquanto isso, muitas pessoas com problemas de excesso de peso têm resolvido procurar o topiramato (Topamax). O remédio já tem sites criados por fãs e grupos de discussão.
Os efeitos colaterais relatados por usuários do remédio indicam risco para quem dirige automóveis ou máquinas ou que esteja envolvido em atividades que exijam alto grau de concentração.
Médicos afirmam que, como acontece com todo medicamento, o uso de topiramato requer atenção e cuidados por parte do profissional que o indica, mas também apontam que a droga pode de fato trazer benefícios a pessoas com excesso de peso.
DEPRESSÃO E PESO
A jornalista e especialista em comunicação Adriana Santos, 41, coordenadora do canal Minas Saúde, afirma ter começado a tomar topiramato por indicação de um psiquiatra. Ela diz ter sido sempre uma mulher magra, mas teve um aumento de peso durante um período de depressão. A doença, somada a medicamentos para combatê-la, fez com que Adriana engordasse quase 10 quilos.
"Tive formigamento nos pés e nas mãos e alterações de memória já nas primeiras semanas de uso. Mas, em compensação, o topiramato me ajudou no sono", afirma a jornalista, que perdeu rapidamente seis quilos e abandonou o medicamento após um ano. "Embora tenha me ajudado em uma fase da minha vida, eu acho que não tomaria o remédio novamente", diz.
Jaqueline da Silva afirma que está tomando o medicamento de 12 em 12 horas por prescrição de um endocrinologista. Ela relatou em um grupo de discussão os benefícios e efeitos colaterais que o medicamento vem causando.
"Tomo o remédio há cerca de um mês e já perdi 3,2 quilos. Mas, com os quilos, também se foi a paciência. Mas esse remédio realmente tira a fome", postou.
Já Fernanda Costa, 30, relatou sua infelicidade em ter de deixar o medicamento após perceber que ele a estava prejudicando ao ponto de impedir que tirasse o carro da garagem. Ela afirma que chegou a bater no carro do marido, durante uma manobra, e atribuiu o acidente ao uso do medicamento.
"Infelizmente tenho de usar os carros todos os dias para ir à faculdade", conta.
AÇÃO DA DROGA
O anticonvulsivante agiria numa área do cérebro que controla a saciedade, mas a substância também tem sido usada como coadjuvante no tratamento de transtornos de humor e até no combate à dependência de álcool e outras drogas.
Na história da medicina, vale dizer que não são incomuns medicamentos descobertos com uma finalidade que passam a ter uso completamente diverso.
Para o médico Henri Bischoff, especialista em controle do metabolismo, a proibição de anfetaminas pela Anvisa deixou os médicos "à mercê de medicamentos que não têm como objetivo o emagrecimento, mas como um de seus efeitos colaterais".
"As anfetaminas, bem ou mal, cumpriam seu papel de controle da compulsão alimentar", afirma Bischoff. "O topiramato tem como principal efeito [colateral] a retirada da fome à noite. Ele deve ser sempre iniciado em dose baixa para minimizar os efeitos [ruins]", declara.
O médico afirma que só indicaria o topiramato para emagrecer se o paciente tivesse índice de massa corporal maior que 30 (o que indica obesidade) e fosse refratário a outros medicamentos.
Segundo Danilo Antônio Baltieri, professor da Escola de Medicina Fundação ABC e integrante do Grupo Interdisciplinar de Estudos sobre o Álcool e Drogas do Instituto de Psiquiatria do HC, estudos apontam que usuários do topiramato têm redução de peso que vai de 6% a 16% nos primeiros quatro meses de uso.
Para o médico e psiquiatra, a atenção que o topiramato vem recebendo como emagrecedor é justificável, mas faltam registros científicos sobre o abuso dessa medicação.
Baltieri afirma ainda que o mecanismo neurobiológico pelo qual o medicamento leva à perda de peso não é totalmente conhecido.

Até mais.

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