quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Lenvima® (mesilato de lenvatinibe) para tratamento de câncer de tireóide...


Pacientes com câncer de tireoide papilífero, folicular ou célula de Hürthle ganharam uma nova opção de tratamento, com a aprovação do registro do medicamento Lenvima® (mesilato de lenvatinibe).
A nova droga aprovada pela Anvisa é indicada para adultos com a doença em estado avançado ou metastático, resistente à radioterapia. O medicamento teve a análise priorizada por ser considerado uma droga órfã, ou seja, que trata doenças raras, como é o caso dos tipos específicos do câncer de tireoide.
O medicamento será fabricado pela empresa Pantheon Inc. no Canadá e a importação ficará por conta da empresa Eisai Laboratórios LTDA.
Até mais.

Fonte: ANVISA.

Suspenso lote de achocolatado Itambezinho...

A Anvisa determinou, nesta segunda-feira (29/8), a interdição cautelar do lote M4 da bebida láctea Itambezinho, sabor chocolate, 200ml, fabricado por Itambé Alimentos S/A. O achocolatado é válido até 21 de novembro de 2016.

Interdição cautelar

A medida, que está descrita na Resolução 2.333/2016, com retificação publicada nesta terça-feira (30/8), foi tomada em razão do falecimento de uma criança após a ingestão do produto em Mato Grosso. A Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) apura as causas da morte. A suspeita de envenenamento provocado por terceiros também é avaliada.
A Resolução vigorará por 90 (noventa) dias e poderá ser suspensa caso não sejam confirmadas irregularidades.
Até mais.
Fonte: ANVISA.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pernilongo pode transmitir Zika...

Resultados preliminares de uma pesquisa de campo realizada pela Fundação Oswaldo Cruz de Pernambuco (Fiocruz-PE) na região metropolitana do Recife identificaram espécimes do mosquito Culex quinquefasciatus, (conhecido como muriçoca ou pernilongo), infectados pelo vírus Zika. Esse achado, somado a experimentos realizados em laboratório, confirmam que o pernilongo doméstico é um vetor potencial do vírus, de acordo com Constância Ayres, pesquisadora da Fiocruz e coordenadora dos estudos.
A partir de dados da Secretaria de Saúde de Pernambuco, a equipe da Fiocruz coletou mosquitos em diferentes pontos na capital Recife e em Arcoverde, no interior do estado.
Ao analisar 80 grupos de até 10 mosquitos cada, separados por gênero, espécie e localidade, a pesquisadora identificou infecção natural pelo Zika em mosquitos Culex em três grupos. A investigação revelou ainda que em duas amostras os insetos estavam em jejum, indicando que o vírus não tinha vindo de uma alimentação recente, e na verdade estava disseminado em seus organismos.  
A confirmação da infecção natural dos pernilongos pelo Zika foi feita a partir da técnica de RT-PCR quantitativa, que detecta o RNA viral. Em entrevista ao Medscape, Constância Ayres explicou que essa identificação de RNA nas amostras "significa que, de alguma forma, o mosquito se infectou e disseminou o vírus dentro de seu organismo".
Mas, apenas o emprego dessa metodologia não conseguiria demonstrar, por exemplo, se o vírus estava ou não ativo. Para responder essa questão e complementar os dados, a equipe da Fiocruz conduziu outros experimentos laboratoriais.
Primeiro, o grupo selecionou as amostras que apresentavam confirmação de presença de RNA viral. A partir desse material, a equipe isolou as linhagens de vírus Zika circulantes em Recife e, utilizando uma cultura de células vero (linhagem de células renais de macaco Cercopithecus aethiops), observou efeito citopático.
Outros experimentos foram conduzidos também em laboratório, a fim de analisar a competência vetorial dos insetos. Nessa etapa, os pesquisadores alimentaram mosquitos das espécies Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti com uma mistura de sangue e vírus, além de manter grupos controles de mosquitos que foram alimentados apenas com sangue.
A partir daí, os pesquisadores coletaram os mosquitos em diferentes momentos: logo após a infecção; no terceiro e sétimo dia e 11 e 15 dias depois da infecção. Foi feita então a extração e análise do intestino e da glândula salivar dos insetos. "A partir do terceiro dia após a alimentação artificial, já foi possível detectar a presença do vírus nas glândulas salivares das duas espécies de mosquito investigadas. Após sete dias, foi observado o pico de infecção nas glândulas salivares, o que foi confirmado através de microscopia eletrônica", diz o informe oficial da Agência Fiocruz sobre a pesquisa. O grupo usou novamente RT-PCR quantitativa para analisar a carga viral de amostras de saliva dos insetos, o que resultou em valores similares para as duas espécies de mosquitos analisadas.
"Em laboratório, nós mostramos que o Culex quinquefasciatus se infecta e permite a replicação do vírus na sua glândula salivar, o que viabiliza a transmissão pela saliva do mosquito", disse Constância ao Medscape.
Todos esses achados confirmam, segundo a pesquisadora, que o Culex éum vetor potencial. "Para sabermos qual o seu papel na transmissão de zika nesta epidemia do Brasil, precisaremos investigar outros aspectos da capacidade vetorial, além da competência vetorial. Dados da taxa de infecção natural, longevidade da população, número de picadas por dia, antropofilia (preferência em se alimentar do homem), endofilia, tamanho populacional, entre outros fatores. Com estes dados, somados aos dados de competência, saberemos se ele é importante ou não na transmissão. Também dados de outros países que investigarem as duas espécies ajudarão na comprovação destes achados", afirmou.
Em entrevista ao Medscape, o Dr. Antônio Bandeira, diretor de arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) disse que a simples identificação de RNA viral no Culex quinquefasciatus não determina que, necessariamente, ele seja um vetor potencialmente implicado na transmissão do vírus Zika. Para ele, de qualquer forma, os achados da Fiocruz de Pernambuco podem representar um avanço importante, pois se, de fato, o pernilongo "conseguir ser infectado a partir do trato digestivo, ocorrer a disseminação do vírus para as células musculares e, mais adiante, conseguir infectar as glândulas salivares e conseguir ativamente ser excretado, liberando vírus vivo junto com o conteúdo salivar", isso significa que esse mosquito tem a capacidade de permitir todo o ciclo de infecção pelo vírus, o que demonstraria que ele é um transmissor.
Ele destaca a necessidade de publicar tais resultados para que esses dados possam ser analisados criticamente pela comunidade científica. "Essa análise permitirá determinar até que ponto esses dados são suficientemente robustos para mostrar que o pernilongo é um vetor importante na transmissão", ressalta, lembrando que ainda não há artigos científicos sobre a pesquisa em questão.
Mas, mesmo que seja comprovada a competência vetorial, o Dr. Bandeira também ressalva que ainda será preciso determinar o quanto de adequação isso pode ter em um processo epidêmico. "Pode ser que o Culex quinquefasciatus necessite de uma quantidade enorme de vírus para que se infecte, já o Aedes aegypti não. Pode ser que o Aedes aegypti, por ser um mosquito que pica intensamente durante o dia, possa ser mais importante na transmissão do que o Culex", considera, lembrando que o principal seria ainda determinar a carga de vírus necessária para que o pernilongo possa efetivamente se infectar e ativamente participar na transmissão da doença, "Só depois de encontrar essas respostas, seria possível saber o papel dele na epidemia, pois, mesmo que ambos sejam capazes de transmitir o vírus, pode ser que o Aedes aegypti faça isso de forma tão mais eficiente que essa transmissão pelo Culex quinquefasciatus seja algo secundário. Não sabemos, pois agora é que estamos avançando nesse campo", destaca.
Para o Dr. Bandeira, mesmo havendo confirmação da importância do Culex, em um primeiro momento, não haveria necessidade de alterar medidas preventivas. "Temos que pensar em combater o Aedes aegypti, colocar o mosquito transgênico para funcionar, avaliar a questão da vacina, continuar o trabalho de controle dos focos desse mosquito, até porque, ele é o vilão não só para zika, mas também para chikungunya e dengue", afirma. 

Até mais.

Fonte:  Fundação Oswaldo Cruz mostra que pernilongo comum também pode transmitir zika. Medscape. 02 de agosto de 2016.

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