segunda-feira, 25 de maio de 2015

Retirar pediatra da sala de parto é retrocesso na saúde neonatal...

Pediatras neonatais correm o risco de ser eliminados de um de seus mais importantes polos de atuação: a sala de parto. Trata-se de um retrocesso perigoso para a saúde pública, afinal, são profissionais capacitados pela Sociedade Brasileira de Pediatria e suas federadas, que seguem os padrões da Academia Americana de Pediatria, e estão, reconhecidamente, garantindo a integridade física e mental dos recém-nascidos.
Neste exato momento, o Ministério da Saúde sustenta uma consulta pública questionando a presença do pediatra neonatal durante cesáreas eletivas, além de redesenhar diversas diretrizes para tão delicado momento.
A fim de reduzir custos, transfere a conta para a comunidade. Quem mais sofre as consequências, de novo, são os pacientes – neste caso, mãe e bebê.  
Até 25 de maio, quando a consulta se encerrará, pediatras e futuras mamães estarão sob tensão, vendo no horizonte a possibilidade de o Brasil jogar fora o chamado "minuto de ouro". Frente às deficiências respiratórias, há somente 60 segundos para reanimar o nascituro, salvando sua vida e diminuindo os riscos de complicações futuras. Esse tempo é vital, uma vez que o risco de morte e de morbidade aumenta 16% a cada 30 segundos de demora para iniciar a ventilação com pressão positiva após o nascimento.
No Brasil, anualmente, 300 mil recém-nascidos precisam de ajuda para iniciar e manter a respiração. Por dia, são 15 os bebês que morrem por insuficiência respiratória ao nascimento. Destes, um terço nasce normal e sem má formação, mas são vítimas da falta de assistência ventilatória.
De acordo com o texto do Ministério da Saúde, os pediatras seriam apenas necessários em procedimento realizado sob anestesia geral ou evidência de sofrimento fetal. E, ainda assim, poderiam ser substituídos por enfermeiros e enfermeiros obstetras.
Lesões asfíxicas que levam ao óbito e sequelas neurológicas podem ser reparadas diante da assistência qualificada. Devido a relevância da questão, o Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria promove treinamento a todos os pediatras do país. Ou seja, não basta um agente de saúde por perto, é preciso qualificação adequada frente a essas situações inesperadas.
A proposta do Ministério da Saúde está disponível para sugestões desde 24 de abril. O material, formulado com participação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) do SUS, desconsidera não só as indicações internacionais, mas também os diversos imprevistos que podem ocorrer durante o parto.
A cesariana entre 37 e 39 semanas, ainda que sem fatores de risco anteriores, eleva substancialmente a possibilidade de demanda da ajuda ventilatória ao recém-nascido.
Não faz sentido suprimir o pediatra devidamente treinado desse ambiente frágil. Caso isso ocorra, será uma privação de um direto conquistado há décadas, deixando mãe e filho vulneráveis, sem o auxílio de alguém com experiência e capacitação para agir rapidamente mediante complicações.
As estatísticas invocadas pelo órgão são norteadas por países muito diferentes do Brasil, tanto em educação quanto em assistência em saúde. O resultado é a segurança no momento mais sensível da vida: o nascer.
Nunca é demais reafirmar que tirar da sala de parto quem é capaz de assistir ao recém-nascido é um atraso gigantesco, deixando os pequenos à mercê da própria sorte.
Nesse cenário, a especialidade vive um paradoxo infligido pelo governo: de um lado, há estímulos para o médico especializar-se em pediatria, com o propósito de aumentar o contingente em hospitais e postos de saúde públicos. Na outra ponta, são arrancados dos centros de trabalhos, impedidos de realizar suas funções mais vitais e de garantir a sobrevivência de uma nova vida.
Até mais.
Fonte: Uol.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Vacina contra DENGUE...

Estudo publicado no NEJM 2015:


Eficácia de uma vacina tetravalente contra a dengue entre crianças da América Latina


Contexto: À luz do aumento na taxa de infecções pela dengue em todo o mundo a despeito das medidas de controle de vetores, diversos candidatos a vacinas estão em desenvolvimento.

Métodos: Em um estudo de eficácia, de fase III, de uma vacina tetravalente em cinco países da América Latina onde a dengue é endêmica, nós aleatorizamos crianças saudáveis com idade de nove a 16 anos, em uma razão de 2:1, para receberem três doses de vacina tetravalente com vírus vivo e atenuado (CYD-TDV) ou placebo, nos meses 0, 6 e 12, sob condições de mascaramento. As crianças foram, então, acompanhadas por 25 meses. O desfecho primário foi a eficácia da vacina contra dengue sintomática e confirmada virologicamente, independente do sorotipo e da gravidade, ocorrendo mais de 28 dias após a terceira dose.

Resultados: Um total de 20.869 crianças recebeu a vacina ou o placebo. Ao início, 79,4% de um subgrupo de imunogenicidade com 1.944 crianças apresentava soropositividade para um ou mais subtipos de dengue. Na população por-protocolo, ocorreram 176 casos de dengue confirmada por exame virológico (com um seguimento de 11.793 pessoas em risco-ano) no grupo da vacina, e 221 casos (com um seguimento de 5.809 pessoas em risco-ano) no grupo de comparação, levando a uma eficácia da vacina de 60,8% (IC95% 52,0-68,0). Na população por intenção-de-tratar (aqueles que receberam pelo menos uma dose), a eficácia da vacina foi de 64,7% (IC95% 58,7-69,8). A eficácia da vacina específica por sorotipo foi de 50,3% para o sorotipo 1, 74,0% para o sorotipo 3, e de 77,7% para o sorotipo 4. Entre os casos graves de dengue confirmada, um de 12 ocorreram no grupo da vacina, resultando em uma eficácia na análise por intenção-de-tratar de 95,5%. A eficácia da vacina contra hospitalizações por dengue foi de 80,3%. O perfil de segurança da vacina foi semelhante ao do placebo, sem diferenças nas taxas de eventos adversos.

Conclusões: A vacina CYD-TDC foi eficaz contra a dengue confirmada virologicamente e contra dengue grave, bem como levou a um número menor de hospitalizações por dengue, em cinco países da América Latina onde a dengue é endêmica.

Até mais.

Villar L, Dayan GH, Arredondo-García JL, et al

domingo, 10 de maio de 2015

sábado, 2 de maio de 2015

Zika vírus...



Circula em Teresina um novo vírus identificado como Zika que tem os sintomas semelhantes ao da dengue e chikungunya. A informação foi confirmada pela gerente epidemiologia da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Amariles Borba.
“Essa doença, a Zika, tem os mesmos sintomas da dengue e chikungunya. O vírus circula em Teresina, tem algumas notificações suspeitas, mas somente daqui a dois meses saberemos quando o laboratório de Belém liberar os resultados. O criatório é dentro de casa e no local de trabalho e não existe vacina”, disse Amarilis.
Segundo pesquisadores, o Zika vírus foi isolado pela primeira vez no fim da década de 1940, através de estudos realizados em macacos rhesus que habitavam a floresta de Zika, na Uganda. 
O primeiro caso bem documentado em um humano data de 1964, com os mesmos sintomas observados atualmente: exantemas (manchas na pele), febre e dor no corpo. O primeiro surto da doença observado fora dos continentes da Ásia e da África foi registrado em 2007, na Oceania. Hoje, se sabe que mosquitos da família aedes (aegypti, africanus, apicoargenteus, furcifer, luteocephalus e vitattus) são os principais vetores da doença.
Sintomas
Diferenciar a dengue, chikungunya e Zika somente em situações sutis. A zika, o paciente tem febre, moleza, manchas vermelhas ou bolhas no corpo, inflamação nas articulações e artrite, vermelhidão nos olhos, dores nos músculos, na cabeça e olhos. 
Amariles Borba ressalta que a prevenção é combater o mosquito. “Quanto maior o poder aquisitivo, maior é o número de mosquito. O Aedes Aegypti não olha o contra cheque e nem o grau de instrução”, ressaltou Amarilis.  
Ela lembrou que o aedes aegypti pode transmitir sete doenças e algumas delas aparecerem ao mesmo tempo na pessoa.
“O mosquito pode transmitir quatro tipos de dengue, febre amarela, zyca e o chikungunya, assim como seus parentes, que também podem transmitir doenças. Em Teresina encontramos 17 tipos de muriçocas, por isso é importante acabar com os criadouros”, diz Amariles.
Ela acrescenta que um mosquito pode viver por dois anos e um mosquito fêmea é capaz de colocar mais de 200 óvulos de uma só vez. 
“E o mosquito infectado com vírus tem uma compulsão por sangue, o que nos deixa mais vulneráveis. Não tem vacina, nem remédio, o único jeito é acabar com o mosquito”, enfatiza.
Exames
A médica informou que foram enviados para o Instituto Evandro Chagas 209 exames colhidos em pacientes de Teresina. Onze deles já foram devolvidos com resultados negativos para chikungunya. E o Hospital de Infectologia Natan Portela está coletando os casos suspeitos de Zyca, onde foram coletadas 25 suspeitas.
Até mais.
Fonte: Cidadeverde.com

Crianças que vêem mais de uma hora de televisão diária com maior risco de obesidade...

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As crianças que passam, pelo menos, uma hora a ver televisão correm o risco de sofrer de excesso de peso, revela um estudo da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, apresentado no domingo em San Diego, na Califórnia, no encontro anual das Sociedades Académicas de Pediatria.
Para o estudo, os investigadores compararam três grupos de crianças: o primeiro via menos de uma hora de televisão por dia, o segundo via entre uma a duas horas e o terceiro grupo de crianças estava mais de três horas diárias em frente ao televisor. Foi também analisado o índice de massa corporal de cada criança, o sexo, etnia e uso de computador.
Aquelas que vêem uma hora ou mais de televisão por dia têm 39% de probabilidade de ficar com excesso de peso e 86% de atingir a obesidade entre o jardim de infância e a entrada no 1.º ciclo.
“As crianças que vêem entre uma a duas horas de televisão por dia são mais pesadas do que as que vêem menos do que uma hora e eram quase tão pesadas quanto as que assistem a mais do que duas horas por dia”, explicou Mark DeBoer, responsável pelo estudo, à revista Newsweek.
Com base nos resultados do estudo, os investigadores recomendam não mais do que uma hora de televisão por dia. “Recomendamos que os pais imponham limites na quantidade de tempo passado à frente do televisor e substituam esse tempo por actividades físicas e educacionais”, aconselha DeBoer.
A Academia Americana da Pediatria, responsável por definir os limites de referência, sugere que as crianças vejam menos de duas horas de televisão por dia. DeBoer considera que isso “ainda é demais” e lembra que essa recomendação não está a ser seguida – uma criança de cinco anos vê, em média, três horas e 18 minutos de televisão por dia.
Não houve, no entanto, qualquer relação entre o uso de computador e o índice de massa corporal. Mas, diz o investigador, a relação com a televisão é mais flagrante devido “aos anúncios publicitários a comidas pouco saudáveis”.
Até mais.
Fonte: UOL.

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