quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Indicações de cirurgia bariátrica em adolescentes...


  1. Tentativa prolongada de tratamento convencional sem resposta.
  2. Idade maior de 16 anos e maturidade psicológica.
  3. Obesidade grave: Z score IMC +4, ou IMC >35 com comorbidades maiores ou IMC > 40 com comorbidades menores.
  4. Compreensão sobre o procedimento cirúrgico e evolução após a cirurgia.
  5. Concordar em não engravidar por pelo menos 1 ano após a cirurgia.
  6. Ser capaz e estar disposto a aderir às orientações nutricionais após a cirurgia.
  7. Concordância com o tratamento cirúrgico.
  8. Capacidade de decisão.

Até mais.


Fonte: Recomendações Atualização de condutas em Pediatria. nº 68. Louise Cominato Kanashiro.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Crianças que procuram UBS e pronto-socorro repetidas vezes merecem atenção especial...

O câncer pediátrico pode ser de difícil diagnóstico em postos de saúde e pronto-socorros, já que os sintomas e sinais da doença podem ser bastante inespecíficos e heterogêneos, e os profissionais da atenção primária podem se sentir despreparados para identificar suspeitas de tumores e fazer o seguimento adequado.
Uma das sessões do XV Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica, realizado em novembro, no Rio de Janeiro, abordou orientações, diretrizes e práticas que médicos de família, pediatras e emergencistas precisam ter em mente para lidar com tumores na população infantil.
Sinais e sintomas
Para a oncopediatra Dra. Carmem Fiori, professora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), médica da União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer e do Hospital Universitário do Oeste do Paraná, a dificuldade diagnóstica se dá em função da heterogeneidade dos sinais e sintomas. Os sintomas são inespecíficos, podendo manifestar como mal-estar generalizado, anemia, cefaleia/vômitos, dor articular/óssea, febre e aumento dos gânglios. Ela apresentou dados de um estudo desenvolvido por Maria Cecilia Lunardelli da Silva, sob sua orientação, que avaliou sinais e sintomas de alerta que levaram os médicos da atenção primária a encaminhar pacientes com menos de 19 anos a centros de referência em oncologia pediátrica. A monografia de conclusão de curso de aperfeiçoamento/especialização apresentada em 2016 na Unioeste, e cujos dados ainda não foram publicados, mostrou que linfonodomegalia foi o principal sintoma que motivou o encaminhamento, seguido por anemia e palidez.
A médica apresentou fluxogramas presentes no "Diagnóstico precoce do câncer na criança e no adolescente", publicação do Ministério da Saúde, do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) e do Instituto Ronald McDonald[1]. De acordo com o manual, em casos de leucemia, a principal neoplasia pediátrica, são sinais e sintomas de alerta: palidez, sangramentos, febre, dor óssea, dor articular, hepatoesplenomegalia e linfonodomegalias. A presença de um ou mais destes sinais exige a solicitação de hemograma com urgência. Se o hemograma mostrar "alterações em duas ou mais séries (anemia e/ou leucopenia/leucocitose e/ou plaquetopenia), o paciente deve ser encaminhado para um serviço especializado em onco-hematologia pediátrica".[1]
Já no caso dos linfomas, são sinais e sintomas linfonodomegalia sem foco infeccioso e/ou febre de origem indeterminada e/ou sudorese noturna e/ou perda de peso. No caso de tumores abdominais, são sinais e sintomas de alerta: massa abdominal palpável de rápido crescimento, bem como dor abdominal recorrente e/ou massa abdominal e/ou perda de peso e/ou hematúria e/ou febre de origem indeterminada e/ou hipertensão arterial e/ou sinais de Cushing e/ou alteração do hábito intestinal/urinário. Outro ponto suspeito é o aumento de volume testicular.[1]
Quando se fala em retinoblastoma, a leucocoria ("reflexo de olho de gato", reflexo branco-amarelado) é o sinal mais comum. Para tumores ósseos, a dor óssea e/ou o aumento de volume da região acometida com sinais inflamatórios exige raio x.
"Mesmo que não encontre alteração, vale repeti-lo até quando for necessário", disse a médica. E, no caso de tumores de partes moles, o aumento progressivo de volume (massa ou nódulo) é suspeito e exige ultrassonografia da região.
A médica destacou que o profissional da atenção primária, diante de manifestações como febre e palidez, comumente diagnostica virose. No entanto, como uma virose melhora em cerca de sete dias, se o paciente persiste com os sinais ou há progressão, é necessário investigar mais.
"Não se pode observar uma criança com caroços, manchas no corpo, petéquias e pensar em virose", destacou a Dra. Carmem, lembrando que "é preciso pensar em câncer no caso de crianças que vão repetidamente à unidade básica de saúde. É importante dar valor e respeitar a insistência da mãe". 
Para a palestrante, a capacitação dos profissionais da atenção primária é fundamental, com iniciativas como o Programa Diagnóstico Precoce, parceria do Instituto Ronald McDonald, do INCA e da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica, que já capacitou mais de 20 mil profissionais de Saúde de Família e médicos do SUS.
O pediatra frente ao câncer
Segundo a Dra. Denise Bousfield da Silva, médica do Hospital Infantil Joana de Gusmão e professora da Universidade Federal de Santa Catarina, o pediatra tem papel importante no diagnóstico precoce, atendimento de urgência/emergência, cuidados gerais e de suporte, paliativos e das sequelas seguidas ao tratamento, e na prevenção do câncer na idade adulta.
No caso do tratamento e seguimento da criança e do adolescente com câncer, é preciso estabelecer um plano sistemático de avaliação, "inteirando-se do diagnóstico, do tratamento efetuado e dos possíveis eventos adversos secundários à terapêutica utilizada, ou seja, implantando um modelo de cuidado compartilhado". Também cabe ao pediatra apoiar nas dificuldades psicossociais.
Para a Dra. Denise, os pediatras precisam se familiarizar com a toxicidade aguda dos quimioterápicos mais utilizados. Ela lembrou que os agentes alquilantes impedem a duplicação do DNA. A mielossupressão, as náuseas e vômitos e a alopecia podem ocorrer, por exemplo, com o uso de ciclosfofamida, ifosfamida, cisplatina e carboplatina[2]. Outros efeitos que podem surgir, dependendo da droga, são cistite, cardiotoxicidade, neurotoxicidade, nefrotoxicidade, ototoxicidade e hepatotoxicidade. O médico deve conhecer também a toxicidade aguda de agentes antimetabólicos, que bloqueiam a síntese de DNA, e de derivados de plantas, que são inibidores mitóticos, bem como de outros medicamentos usados em pacientes com câncer, como os corticosteroides, especialmente receitados em leucemia e linfoma. Esses podem levar ao aumento do apetite, obesidade, pancreatite, imunossupressão, miopatia, úlcera péptica, distúrbios psiquiátricos, catarata, hipertensão, hiperglicemia, amenorreia e falha no crescimento.[2]
Com relação aos cuidados paliativos, a especialista destacou que eles "devem iniciar já no momento do diagnóstico e não apenas quando o paciente está em estado terminal". O objetivo nesse momento é controlar a dor e outros sintomas, bem como fornecer atenção psicológica, social e espiritual, considerando as necessidades individuais, os valores, as crenças e a cultura.
"A dor é um aspecto muito relevante. Precisamos determinar o tipo de dor e a causa", destacou a Dra. Denise, lembrando que ela pode ser nociceptiva, neuropática, secundária ao tumor e secundária ao tratamento.
"A analgesia adequada é aquela que tira a dor do paciente, com menor efeito adverso", afirmou.
Ela lembrou que a mucosite merece atenção especial, pois ocorre em 80% das crianças submetidas à quimioterapia[2]. Nesse caso, a profilaxia pode ser feita com "laserterapia de baixa potência, crioterapia, bochecho com hidróxido de alumínio e vitamina E e higiene oral, remoção dos focos de infecção, lubrificação dos lábios e orientação alimentar[2,3]". Os bochechos com vitamina E e hidróxido de alumínio e a laserterapia também podem ser usados no tratamento dessa condição, além de bochechos com clorexidina 0,12%, e opioides, entre outros.[2,3]
Outro aspecto comum em pacientes pediátricos com câncer é a anemia. Segundo a Dra. Denise, estudos apontam que este quadro ocorre em 51 a 97% dos pacientes, sendo que mais de 80% das crianças em quimioterapia o apresentam. Dessa forma, o pediatra pode atuar também na hemoterapia.
Até mais.
Fonte: Medscape.com

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Eficácia da Triptorrelina 22,5mg para uso semestral no tratamento da Puberdade Precoce...

Estudo publicado neste mês no Journal of Pediatrics Endocrinology & Metabolism, mostra a eficácia e segurança do uso da triptorrelina 22,5mg em pacientes com puberdade precoce.
A Triptorrelina é uma medicação aprovada pata tratamento de Puberdade Precoce Central(PPC) com formulações mensal e trimestral. A dose de 22,5mg está aprovado para o tratamento de câncer de próstata e este é o primeiro estudo em pacientes com PPC. 
Este foi um estudo internacional não-comparativo, fase III ao longo de 48 semanas. Dezoito centros médicos dos Estados Unidos, Chile e México participaram e concluíram que o tratamento com a triptorrelina 22,5mg semestral foi seguro e eficaz na supressão do eixo hipófise-gonadal em crianças com PPC. O intervalo de injeção estendida pode melhorar a aderência e aumentar o conforto na gestão da PPC.

Até mais.

Klein, K.; Yang, J.; Aisenberg, J.; Wright, N.; Kaplowitz, P.; Lahlou, N.; Linares, J.; Lundström, E.; Purcea, D.; Cassorla, F.
Páginas 1241 - 1248 JPEM


Associação de Bisfenol A e puberdade precoce em meninas...

Estudo publicado neste mês no Journal of Pediatrics Endocrinology and Metabolism sugere que a concentração alta de BISFENOL A pode estar relacionado a maior risco de puberdade precoce em crianças obesas.
O Bisfenol A está presente em vários produtos plásticos utilizados para armazenar alimentos ou líquidos.

Até mais.

Supornsilchai, V.; Jantarat, C.; Nosoognoen, W.; Pornkunwilai, S.; Wacharasindhu, S.; Soder, O.
Páginas 1233 - 1239 Journal of Pediatric Endocrinology and Metabolism VOL. 29 (11) 01/11/2016

A administração de corticoides no período pré-natal reduz a mortalidade de bebês de muito baixo peso...


A administração de corticoide em período pré-natal reduz um 38% a mortalidade de recém-nascidos de muito baixo peso, de acordo com o estudo "Perinatal factors associated with neonatal mortality in very low birth weight infants: a multicenter study" realizado pela Maternidade Sardá de Buenos Aires, Argentina; do Hospital São José, Santiago, Chile; da Graduate School of Business da Universidade de Columbia e de Membros da Rede Neonatal NEOCOSUR. Foi realizado um estudo coorte retrospectivo com Recém-Nascidos de Muito Bajo Peso (RNMBP) de 26 centros perinatais terciários e universitários da NEOCOSUR, que inclui Argentina, Brasil, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, entre os anos 2000 e 2011, que conta com 11455 registros.

A sobrevivência dos RNMBP aumentou com a idade gestacional, o parto por cesárea e a administração de corticoides, enquanto as variáveis associadas com resultados desfavoráveis foram o parto vaginal, a sepse precoce e as características maternas como o componente social.

A prematuridade (idade gestacional menor que 37 semanas) consiste na principal causa direta de morte de recém-nascidos (RN), sobretudo nos de muito baixo peso ao nascer (≤ 1500 g).  A prematuridade também se mostra como uma importante causa indireta de morte, e a pobreza se vê fortemente associada ao aumento deste risco, levando a que 99% das mortes neonatais mundiais se originem em países de subdesenvolvidos.

Entre os objetivos do estudo está o de avaliar os fatores de risco associados a mortalidade neonatal em RNMBP e o impacto da administração pré-natal de corticoides.

Para realizar essa avaliação, foram comparadas as características maternas, neonatais e a morbidade entre os recém-nascidos de muito baixo peso (RNMBP) que vieram a óbito e os sobreviventes ate a alta. 

Os efeitos dos da administração de corticoides em período pré-natal sobre a morbimortalidade neonatal forma estimados através do método de pareamento. Este método consiste na divisão dos indivíduos estudados em grupos idênticos em todos os sentidos salvo no tratamento. Os métodos de matching ou pareamento permitem construir duas amostras o mais parecido possível diante das variáveis observadas, de acordo com a estrutura de um experimento aleatorio. 

De 11991 RNMBP ingressados na base de dados entre 2000 e 2011, 11 455 reuniram os critérios de seleção e a taxa de mortalidade neonatal (TMN) global do período foi de 22,3%.

A partir deste estudo foram identificados quatro fatores associados independentemente dos resultados desfavoráveis: ausência de exposição a corticoides pré-natal e parto vaginal, os fatores relacionados com variáveis biológicas (sexo masculino, prematuridade de menos de 32 semanas, restrição do crescimento intrauterino), os relacionados com a assistência no parto (pontuação de Apgar < 3 al 5to minuto) e os relacionadas com os cuidados intensivos (sepse precoce). 

As características maternas dos RNMBP falecidos ilustram a forte influência do componente social e o acesso à atenção sobre dos resultados perinatais. Sabe-se que a associação entre hipertensão na gravidez e redução do tamanho ao nascer, que pode acelerar a maduração pulmonar e, consequentemente, reduzir a mortalidade neonatal (MN).

Os fatores independentemente associados a menor mortalidade dos RNMBP foram a administração de corticoides pré-natais (OR 0,49; IC 95%: 0,43-0,54), melhor pontuação de peso ao nascer, hipertensão arterial (OR 0,67; 0,58-0,77) e cesárea (OR 0,75; 0,65-0,85). 


Até mais.

Fonte. www.rima.org

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Teste rápido de zika começa a ser distribuído no País ainda neste ano...

A primeira remessa de testes rápidos para zika vírus, com 2 milhões de exames, de acordo com o Ministério da Saúde, deverá ser entregue ainda neste ano. O restante – 1,5 milhão, estará disponível até fevereiro de 2017. 
Como detecta se a pessoa tem o vírus ou se já foi infectado pelo zika em algum momento da vida, o teste é mais eficaz que o disponível atualmente. O diagnóstico é feito com o contato de uma gota de sangue em duas tiras – uma delas vai analisar infecções recentes, de até duas semanas, enquanto a outra vai identificar casos mais antigos. 
“O teste de zika vírus é um teste rápido, dá resultado em 20 minutos, será feito em gestantes e crianças de até um ano para que possamos identificar, eventualmente, a contaminação pelo vírus e dar acompanhamento imediato da nossa área de assistência à saúde, do centro de recuperação, para essas crianças que eventualmente tenham identificado o vírus e também para gestantes”, disse o ministro.
Economia
O governo investiu R$ 119 milhões para a compra dos testes, com estimativa para suprir a rede de saúde por 12 meses. A negociação com o laboratório público Bahiafarma permitiu a compra do teste por R$ 34 cada, quase quatro vezes menor que outra empresa do mercado. Para Ricardo Barros, a compra faz parte de um esforço para aliar produção de tecnologia brasileira com economia.

“Esse teste do zika vírus é um exemplo de uma ação de sucesso. Já temos essa alternativa para oferecer ao mercado e o governo comprando pelo preço muito barato, relativamente aos que são ofertados aí no mercado”, disse.
Até mais.
Fonte: Atribuna

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Manual de contagem de carboidrato da Roche...

Baixe no link abaixo o manual de contagem de carboidrato da Roche.

https://www.debemcomavida.com.br/portal/downloads/manualcarboidratos/manual-carboidratos-sbd-2016.pdf?utm_medium=email&utm_campaign=emarketing-setembro-cho&utm_source=email-marketing

Até mais.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Livro: "Do Pediatra ao Endocrinologista Pediátrico: quando encaminha?"...


Contribui com a criação do capítulo 16 (Ginecomastia), no livro "Do Pediatra ao Endocrinologista Pediátrico: quando encaminhar?" , que foi lançado neste ano de 2016, pelo Departamento de Endocrinologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

SP distribui 5,9 milhões de doses de vacinas para atualizar caderneta de crianças e adolescentes...

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo promove a partir da próxima segunda-feira, 19 de setembro, uma campanha para colocar em dia a vacinação de crianças paulistas com cinco anos incompletos, e pré-adolescentes e adolescentes na faixa de 9 a 15 anos incompletos.
 
O objetivo é conferir a caderneta e aplicar, gratuitamente, as doses em atraso, conforme a faixa etária e a situação vacinal de cada um.  No total, serão distribuídas 5,9 milhões de doses às cidades paulistas, contabilizando os quantitativos destinados à multivacinação e à imunização de rotina prevista para o mês de setembro.
 
Entre os dias 19 e 30 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, 34 mil profissionais da saúde estarão mobilizados em 5.325 postos de saúde fixos e volantes em todo o Estado de São Paulo.
 
Somente na capital, há 471 fixos e 15 volantes. Somando demais cidades da Grande São Paulo, são 576 e 21, respectivamente. No interior e litoral há outros 2.854 postos fixos e 1.388 volantes. Além disso, haverá suporte de 2.036 veículos, 3 barcos, 17 ônibus, trem (região de Registro) e outras formas de transporte disponibilizadas com apoio dos municípios paulistas.
 
No sábado, 24 de setembro, também deverá ocorrer o "Dia D" da campanha.
 
A multivacinação contempla 13 tipos de vacinas, que protegem contra 18 doenças:  BCG, que protege contra a tuberculose; rotavírus, contra um dos principais agentes causadores de diarreia; poliomielite, contra a paralisia infantil; pentavalente, contra a difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenza tipo b (Hib); pneumocócica conjugada 10-valentemeningocócica conjugada Ctrivalente, contra sarampo, caxumba e rubéola; além das vacinas contra febre amarela, gripe, varicela, hepatite A e a vacina contra o HPV, que previne o câncer de colo de útero e verrugas genitais.
 
Os pais ou responsáveis devem levar a caderneta de vacinação das crianças e jovens para conferência das doses em atraso. Se o documento foi perdido ou extraviado, a recomendação é procurar o mesmo posto no qual a criança foi vacinada anteriormente, para acesso ao arquivo.
 
"Durante as duas semanas previstas nesta campanha, as equipes trabalharão intensamente para conferir e atualizar as cadernetas de vacinação da população-alvo com o objetivo de melhorar a cobertura vacinal e, assim, garantir a imunização das crianças e adolescentes contra 18 doenças", afirma Helena Sato, diretora de Imunização da Secretaria.

Até mais.

Fonte: Secretaria de Saúde de SP

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

É possível distinguir uma infecção viral de uma infecção bacteriana em criança febril?...

As características clínicas não distinguem com segurança entre infecção bacteriana ou viral, com isso, muitas crianças em todo o mundo recebem tratamento desnecessário com antibióticos, enquanto outras com infecção bacteriana não são tratadas.
Com o objetivo de identificar, no sangue, uma assinatura de expressão de RNA capaz de distinguir uma infecção bacteriana de uma viral, em crianças febris, foi realizado um trabalho publicado pelo The Journal of the American Medical Association (JAMA).
Crianças febris que se apresentavam aos hospitais participantes do estudo no Reino Unido, Espanha, Holanda e Estados Unidos, entre 2009 e 2013, foram prospectivamente recrutadas, compreendendo um grupo de descoberta e outro de validação. Cada grupo foi classificado após investigação microbiológica como tendo infecção bacteriana definitiva, infecção viral definitiva ou infecção indeterminada. Assinaturas de expressão de RNA que distinguiam infecção bacteriana definitiva de infecção viral foram identificadas no grupo de descoberta e a performance diagnóstica foi avaliada no grupo de validação. Validação adicional foi realizada em estudos separados de crianças com doença meningocócica (n=24) e doenças inflamatórias (n=48) e em conjuntos de dados de expressão genética já publicados.
A assinatura de expressão de RNA que distinguia infecção bacteriana da infecção viral foi avaliada levando-se em consideração o diagnóstico clínico e microbiológico.
As infecções bacterianas e virais definitivas foram confirmadas por cultura ou detecção molecular dos patógenos. O desempenho da assinatura de expressão do RNA foi avaliado no grupo de infecção bacteriana, de infecção viral e também no grupo de infecção indeterminada.
O grupo de descoberta com 240 crianças (idade média, 19 meses; 62% do sexo masculino) incluiu 52 crianças com infecção bacteriana definida, das quais 36 (69%) necessitaram de cuidados intensivos e 92 crianças com infecção viral definida, das quais 32 (35%) necessitaram de cuidados intensivos. Noventa e seis crianças tiveram infecção indeterminada.
Análise dos dados de expressão de RNA identificou 38 assinaturas de transcrição distinguindo infecção bacteriana de infecção viral. Uma assinatura menor (2 transcrições - FAM89A e IFI44L) foi identificada através da remoção de transcrições altamente correlacionadas. Quando esta assinatura menor foi implementada como um escore de risco da doença no grupo de validação (130 crianças, com 23 infecções bacterianas definidas, 28 infecções virais definidas e 79 indeterminadas; idade média de 17 meses, 57% do sexo masculino), todos os 23 pacientes com infecção bacteriana definida microbiologicamente confirmada foram classificados como com infecção por bactérias (sensibilidade 100% [IC 95%, 100% a 100%]) e 27 de 28 pacientes com infecção viral definida foram classificados como infecção por vírus (especificidade 96,4% [IC 95%, 89,3%-100%]).
Quando foi aplicada aos conjuntos de dados de validação adicional de pacientes com doenças meningocócica e inflamatória, a infecção bacteriana foi identificada com uma sensibilidade de 91,7% (IC 95%, 79,2%-100%) e 90% (IC 95%, 70%-100%), respectivamente, e com uma especificidade de 96% (IC 95%, 88%-100%) e 95,8% (IC 95%, 89,6%-100%). Das crianças nos grupos indeterminados, 46,3% (63/136) foram classificadas como tendo infecção bacteriana, embora 94,9% (129/136) tenham recebido tratamento com antibiótico.
Este estudo fornece dados preliminares sobre a precisão do teste de uma assinatura de 2 transcrições de RNA para discriminar infecção bacteriana da viral em crianças febris. Mais estudos são necessários em grupos de pacientes diversos para avaliar a precisão e a utilidade clínica deste teste em diferentes ambientes clínicos.

Até mais.

Fonte:  NEWS.MED.BR, 2016. JAMA: é possível distinguir uma infecção viral de uma infecção bacteriana em criança febril?. Disponível em: . Acesso em: 2 set. 2016.

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Lenvima® (mesilato de lenvatinibe) para tratamento de câncer de tireóide...


Pacientes com câncer de tireoide papilífero, folicular ou célula de Hürthle ganharam uma nova opção de tratamento, com a aprovação do registro do medicamento Lenvima® (mesilato de lenvatinibe).
A nova droga aprovada pela Anvisa é indicada para adultos com a doença em estado avançado ou metastático, resistente à radioterapia. O medicamento teve a análise priorizada por ser considerado uma droga órfã, ou seja, que trata doenças raras, como é o caso dos tipos específicos do câncer de tireoide.
O medicamento será fabricado pela empresa Pantheon Inc. no Canadá e a importação ficará por conta da empresa Eisai Laboratórios LTDA.
Até mais.

Fonte: ANVISA.

Suspenso lote de achocolatado Itambezinho...

A Anvisa determinou, nesta segunda-feira (29/8), a interdição cautelar do lote M4 da bebida láctea Itambezinho, sabor chocolate, 200ml, fabricado por Itambé Alimentos S/A. O achocolatado é válido até 21 de novembro de 2016.

Interdição cautelar

A medida, que está descrita na Resolução 2.333/2016, com retificação publicada nesta terça-feira (30/8), foi tomada em razão do falecimento de uma criança após a ingestão do produto em Mato Grosso. A Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) apura as causas da morte. A suspeita de envenenamento provocado por terceiros também é avaliada.
A Resolução vigorará por 90 (noventa) dias e poderá ser suspensa caso não sejam confirmadas irregularidades.
Até mais.
Fonte: ANVISA.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Pernilongo pode transmitir Zika...

Resultados preliminares de uma pesquisa de campo realizada pela Fundação Oswaldo Cruz de Pernambuco (Fiocruz-PE) na região metropolitana do Recife identificaram espécimes do mosquito Culex quinquefasciatus, (conhecido como muriçoca ou pernilongo), infectados pelo vírus Zika. Esse achado, somado a experimentos realizados em laboratório, confirmam que o pernilongo doméstico é um vetor potencial do vírus, de acordo com Constância Ayres, pesquisadora da Fiocruz e coordenadora dos estudos.
A partir de dados da Secretaria de Saúde de Pernambuco, a equipe da Fiocruz coletou mosquitos em diferentes pontos na capital Recife e em Arcoverde, no interior do estado.
Ao analisar 80 grupos de até 10 mosquitos cada, separados por gênero, espécie e localidade, a pesquisadora identificou infecção natural pelo Zika em mosquitos Culex em três grupos. A investigação revelou ainda que em duas amostras os insetos estavam em jejum, indicando que o vírus não tinha vindo de uma alimentação recente, e na verdade estava disseminado em seus organismos.  
A confirmação da infecção natural dos pernilongos pelo Zika foi feita a partir da técnica de RT-PCR quantitativa, que detecta o RNA viral. Em entrevista ao Medscape, Constância Ayres explicou que essa identificação de RNA nas amostras "significa que, de alguma forma, o mosquito se infectou e disseminou o vírus dentro de seu organismo".
Mas, apenas o emprego dessa metodologia não conseguiria demonstrar, por exemplo, se o vírus estava ou não ativo. Para responder essa questão e complementar os dados, a equipe da Fiocruz conduziu outros experimentos laboratoriais.
Primeiro, o grupo selecionou as amostras que apresentavam confirmação de presença de RNA viral. A partir desse material, a equipe isolou as linhagens de vírus Zika circulantes em Recife e, utilizando uma cultura de células vero (linhagem de células renais de macaco Cercopithecus aethiops), observou efeito citopático.
Outros experimentos foram conduzidos também em laboratório, a fim de analisar a competência vetorial dos insetos. Nessa etapa, os pesquisadores alimentaram mosquitos das espécies Culex quinquefasciatus e Aedes aegypti com uma mistura de sangue e vírus, além de manter grupos controles de mosquitos que foram alimentados apenas com sangue.
A partir daí, os pesquisadores coletaram os mosquitos em diferentes momentos: logo após a infecção; no terceiro e sétimo dia e 11 e 15 dias depois da infecção. Foi feita então a extração e análise do intestino e da glândula salivar dos insetos. "A partir do terceiro dia após a alimentação artificial, já foi possível detectar a presença do vírus nas glândulas salivares das duas espécies de mosquito investigadas. Após sete dias, foi observado o pico de infecção nas glândulas salivares, o que foi confirmado através de microscopia eletrônica", diz o informe oficial da Agência Fiocruz sobre a pesquisa. O grupo usou novamente RT-PCR quantitativa para analisar a carga viral de amostras de saliva dos insetos, o que resultou em valores similares para as duas espécies de mosquitos analisadas.
"Em laboratório, nós mostramos que o Culex quinquefasciatus se infecta e permite a replicação do vírus na sua glândula salivar, o que viabiliza a transmissão pela saliva do mosquito", disse Constância ao Medscape.
Todos esses achados confirmam, segundo a pesquisadora, que o Culex éum vetor potencial. "Para sabermos qual o seu papel na transmissão de zika nesta epidemia do Brasil, precisaremos investigar outros aspectos da capacidade vetorial, além da competência vetorial. Dados da taxa de infecção natural, longevidade da população, número de picadas por dia, antropofilia (preferência em se alimentar do homem), endofilia, tamanho populacional, entre outros fatores. Com estes dados, somados aos dados de competência, saberemos se ele é importante ou não na transmissão. Também dados de outros países que investigarem as duas espécies ajudarão na comprovação destes achados", afirmou.
Em entrevista ao Medscape, o Dr. Antônio Bandeira, diretor de arboviroses da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) disse que a simples identificação de RNA viral no Culex quinquefasciatus não determina que, necessariamente, ele seja um vetor potencialmente implicado na transmissão do vírus Zika. Para ele, de qualquer forma, os achados da Fiocruz de Pernambuco podem representar um avanço importante, pois se, de fato, o pernilongo "conseguir ser infectado a partir do trato digestivo, ocorrer a disseminação do vírus para as células musculares e, mais adiante, conseguir infectar as glândulas salivares e conseguir ativamente ser excretado, liberando vírus vivo junto com o conteúdo salivar", isso significa que esse mosquito tem a capacidade de permitir todo o ciclo de infecção pelo vírus, o que demonstraria que ele é um transmissor.
Ele destaca a necessidade de publicar tais resultados para que esses dados possam ser analisados criticamente pela comunidade científica. "Essa análise permitirá determinar até que ponto esses dados são suficientemente robustos para mostrar que o pernilongo é um vetor importante na transmissão", ressalta, lembrando que ainda não há artigos científicos sobre a pesquisa em questão.
Mas, mesmo que seja comprovada a competência vetorial, o Dr. Bandeira também ressalva que ainda será preciso determinar o quanto de adequação isso pode ter em um processo epidêmico. "Pode ser que o Culex quinquefasciatus necessite de uma quantidade enorme de vírus para que se infecte, já o Aedes aegypti não. Pode ser que o Aedes aegypti, por ser um mosquito que pica intensamente durante o dia, possa ser mais importante na transmissão do que o Culex", considera, lembrando que o principal seria ainda determinar a carga de vírus necessária para que o pernilongo possa efetivamente se infectar e ativamente participar na transmissão da doença, "Só depois de encontrar essas respostas, seria possível saber o papel dele na epidemia, pois, mesmo que ambos sejam capazes de transmitir o vírus, pode ser que o Aedes aegypti faça isso de forma tão mais eficiente que essa transmissão pelo Culex quinquefasciatus seja algo secundário. Não sabemos, pois agora é que estamos avançando nesse campo", destaca.
Para o Dr. Bandeira, mesmo havendo confirmação da importância do Culex, em um primeiro momento, não haveria necessidade de alterar medidas preventivas. "Temos que pensar em combater o Aedes aegypti, colocar o mosquito transgênico para funcionar, avaliar a questão da vacina, continuar o trabalho de controle dos focos desse mosquito, até porque, ele é o vilão não só para zika, mas também para chikungunya e dengue", afirma. 

Até mais.

Fonte:  Fundação Oswaldo Cruz mostra que pernilongo comum também pode transmitir zika. Medscape. 02 de agosto de 2016.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Vacina contra Dengue...

Uma vacina contra a dengue deverá estar disponível nas clínicas particulares até a próxima semana, segundo o laboratório Sanofi Pasteur. Essa vacina é diferente da que está sendo feita pelo Instituto Butantan, que só deve chegar na rede pública em cerca de dois anos.
A primeira vacina contra a dengue no país chegará custando R$ 138,53 para as clínicas e laboratórios particulares de São Paulo. A expectativa, porém, é que custe ainda mais caro para o consumidor.
A vacina, autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), foi testada por cerca de 20 anos em 15 países. No Brasil, 3,7 mil participaram dos estudos.
A diretora-médica do laboratório, Sheila Homsani, afirmou que as clínicas já entraram em contato e que o produto estará disponível no fim de semana ou na semana que vem.
A vacina é voltada para pessoas com idades entre 9 e 45 anos e protege contra os 4 tipos de dengue. Ela é aplicada em três doses, com 6 meses de intervalo entre elas e tem 66% de eficácia.
Até mais.
Fonte: G1

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Pâncreas artificial deve se tornar realidade em até dois anos...

Estudos qualitativos respaldam a aceitação do usuário, dizem os médicos. Argumentos como "ter mais tempo livre sem cuidar do diabetes", menor preocupação ou medo de fazer hipoglicemia, bem como outros tópicos relacionados à qualidade de vida em termos de saúde são citados como positivos pelos usuários.
Mas ainda há questões relativas ao tamanho dos dispositivos, sua conectividade e problemas com a calibragem dos sensores. Também são necessários o aperfeiçoamento do algoritmo de controle para adequação da adaptação e da individualização do mecanismo, a melhora das imprecisões do sensor de glicose e a correção dos erros liberação da insulina pela bomba. Além disso, a questão da segurança cibernética e da segurança dos protocolos de comunicação é de vital importância.
Outro desafio é o fato de que mesmo os análogos da insulina de ação rápida só atingem seus níveis máximos na corrente sanguínea de 30 minutos a duas horas após a aplicação, e os efeitos duram de três a cinco horas. Isto pode não ser suficientemente rápido para um controle eficaz, por exemplo, nos casos  de realização de exercícios vigorosos.
O uso do análogo da asparte, uma insulina de ação ainda mais rápida, pode eliminar parte do problema, como o poderia o uso de outras formas de insulina, como a insulina inalatória, observam.
Passos pequenos, porém rápidos
De agora em diante, a expectativa do Dr. Hovorka é de "inovação contínua e progressiva, embora seja necessário continuar investindo no aperfeiçoamento destes dispositivos", frisou.
"O que está sendo criado agora vai ser superado pelos futuros aperfeiçoamentos", disse ele.
Mesmo assim, "espero que seja mais provável do que improvável que o pâncreas artificial esteja no mercado até 2018. Eu o tenho na mais alta estima", observou.
Sobre o modelo mais promissor, o Dr. Hovorka afirmou que "não endosso necessariamente uma marca ou outra. Toda a indústria está progredindo, apesar de existirem alguns candidatos na linha de frente".
Um deles é a tecnologia da Medtronic, o sistema exclusivo de insulina em circuito fechado 670G (MiniMed), submetido à aprovação do Food and Drug Administration neste verão com base na pesquisa crucial apresentada no recente congresso da American Diabetes Association, como informado pelo Medscape.
Outra perspectiva é o iLet ou "pâncreas biônico", um sistema para a administração de dois hormônios criado pelo professor de Engenharia Biomédica da Boston University o Dr. Edward R. Damiano e seus colaboradores. O iLet, que está sendo avaliado tanto com o uso de insulina isolada em uma das câmaras do aparelho, como com o uso de insulina e glucagon juntos, está sendo desenvolvido pela Beta Bionics, uma empresa de interesse público e sem fins lucrativos.
Dr. Hovorka considera, no entanto, que há "grandes desafios" a serem vencidos pelo sistema com dois hormônios. O acréscimo do glucagon aumenta a complexidade em relação à insulina isolada, que tem sido usada há décadas, e exige uma segunda bomba. "E as atuais apresentações do glucagon requerem sua substituição a cada 24 horas, por serem instáveis", explica.
As pesquisas com bombas de câmara dupla e sobre como obter uma apresentação mais estável do glucagon estão em andamento: por exemplo, ainda é preciso obter dados de testes de segurança em longo prazo em humanos sobre o uso regular de glucagon subcutâneo. E pode haver outros obstáculos ainda desconhecidos, o que não é o caso para o uso de um hormônio isolado.
"Dado o ponto em que atualmente nos encontramos, acho que não há como o sistema de dois hormônios ser liberado até 2018", disse o Dr. Hovorka. "Definitivamente, iremos começar com um único hormônio. Não sou contra o sistema com dois hormônios, só estou dizendo que é uma área que ainda precisa ser mais pesquisada".
Outras empresas envolvidas na criação de sistemas de circuito fechado são a Animas e a Tandem, ambas em parceria com a Dexcom.
Aceitação dos médicos e ampliação do reembolso para os pacientes
Em sua revisão, os Drs. Thabit e Hovorka comentam que outras barreiras poderão surgir entre os próprios profissionais de saúde: existem dúvidas sobre o tempo que levarão para adotar e prescrever aparelhos de circuito fechado.
Do mesmo modo, indicam que um treinamento estruturado sobre a utilização do aparelho será crucial, tranquilizando os profissionais de saúde de que as comunicações são seguras e não são vulneráveis às ameaças cibernéticas, à recuperação indevida dos dados dos pacientes e à interferência de protocolos de rede sem fio.
Outra questão será como ampliar o acesso para a população, incluindo os pacientes que ainda não utilizam bombas de insulina.
Dr. Hovorka comentou que "a ampliação do acesso aos usuários é vital para o aperfeiçoamento do sistema".
Também se faz necessário aprofundar as pesquisas das questões de qualidade de vida e de quais populações irão se beneficiar mais com a nova tecnologia.
Por exemplo, como as questões dos usuários irão variar entre os jovens, as gestantes e os pacientes internados com hiperglicemia?
E os dados da viabilidade econômica e das e condições de reembolso também serão determinantes.
Segundo o Dr. Hovorka "especula-se atualmente que o pâncreas artificial não deva ser mais caro do que o somatório do sensor e da bomba, porém o preço ainda não foi determinado".
Até mais
Fonte:
Diabetologia. Publicado online em 30 de junho de 2016
Pâncreas artificial deve se tornar realidade em até dois anos. Medscape. 21 de julho de 2016.

Insulina NPH e R no SUS...



Até mais.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Estimulação magnética intracraniana: novo tratamento contra obesidade?...

A estimulação de baixa frequência (1-Hz) suprime a excitabilidade cortical, enquanto a alta frequência (> 3 Hz) a aumenta, assim era esperado que o grupo de 18-Hz tivesse um aumento da liberação de dopamina em resposta ao alimento, explicou o Dr. Luzi.
Antes do início, após cinco semanas de tratamento, e um mês depois, os participantes preencheram um questionário sobre compulsão alimentar, tiveram o peso registrado, e foram submetidos a coleta de sangue para determinação de parâmetros metabólicos.
As sessões de estimulação magnética transcraniana repetitiva e as simuladas ocorreram três vezes na semana por cinco semanas. Antes das sessões de estimulação magnética ou simuladas, os pacientes viam imagens de seus alimentos favoritos. Eles receberam estimulação magnética transcraniana repetitiva com bobinas profundas, que atingia o córtex pré-frontal e a ínsula bilateralmente, ou o tratamento simulado.
Todos os pacientes receberam orientações de um nutricionista e de um educador físico a cada duas semanas.

Perda de peso significativa após 5 semanas de tratamento
 
Com cinco semanas, os pacientes que receberam a estimulação magnética transcraniana repetitiva de alta frequência perderam 4,5kg e sua compulsão alimentar foi reduzida em 34% – mudanças significativamente maiores do que nos demais pacientes. Esses pacientes continuaram a perder peso, e, um mês depois, haviam perdido 3,2% do peso inicial.
Com apenas intervenções no estilo de vida, pacientes do grupo controle simulado ainda perderam 1,8% do peso basal, observou Dr. Luzi.
Com cinco semanas, pacientes no grupo de estimulação magnética transcraniana repetitiva de alta frequência tiveram reduções significativas nos níveis sanguíneos de glicose, colesterol, e cortisol, e um aumento significativo na epinefrina, comparado com os valores basais. Essas mudanças não foram observadas nos demais participantes.
"Esses achados apoiam o valor da estimulação magnética como um novo tratamento promissor para a obesidade", resumem os pesquisadores.
Se os pacientes começarem a recuperar o peso ou se a compulsão alimentar retornar, o procedimento pode ser repetido em mais algumas sessões, observou Dr. Luzi.

Como a estimulação magnética transcraniana repetitiva estimula o centro de recompensa cerebral, que está envolvido em outros comportamentos de adição (como tabagismo ou jogo), em teoria, pacientes que recebem tratamento da mesma natureza para a obesidade também podem ter uma redução em outros vícios, especulou o pesquisador.
De acordo com o Dr. Luzi, "os pacientes estão incrivelmente felizes" com esse procedimento.
"Eles adoram. Nós temos uma fila de pacientes; estamos recebendo ligações telefônicas... Não há problema de adesão, eles querem fazer isso."
Os pesquisadores estão avaliando esses pacientes por mais seis meses.
 
Até mais.

Fonte:
Sessões Científicas de 2016 da American Diabetes Association; 12 de junho de 2016; Nova Orleans, Louisiana. Resumo 266-OR

Controle glicêmico intensivo pode ser prejudicial para alguns pacientes diabéticos...

Também foi publicada na mesma edição do JAMA Internal Medicine uma curta carta de pesquisa da Dra. Medha N Munshi, do Joslin Diabetes Center, Boston, Massachusetts, descrevendo um pequeno estudo no qual o regime de insulina de adultos mais idosos com diabetes tipo 2 foi simplificado. Isso foi alcançado ao mudar múltiplas doses diárias de insulina antes das refeições para insulina glargina uma vez ao dia, resultando em menor hipoglicemia e desconforto relacionado à doença, sem comprometer o controle glicêmico.

A Dra. Rozalina comentou: "Foi reconfortante ver que não houve aumento na HbA1c, o que eu penso ser um medo comum dos médicos e pacientes quando estão diante da possibilidade de reduzir o tratamento hipoglicemiante".

Complexidade clínica e hipoglicemia
 
No estudo da Dra. Rozalina et al, os pesquisadores obtiveram dados entre 2001-2011 de adultos com diabetes que tinham níveis de HbA1c abaixo de 7% ao longo de dois anos de um banco de dados administrativo com mais de 100 milhões de indivíduos cadastrados em planos privados e no Medicare Advantage*, nos Estados Unidos.

Após a exclusão de pacientes com hipoglicemia grave nos últimos 12 meses, aqueles que receberam prescrição de insulina nos últimos 120 dias, e daqueles com diabetes tipo 1 ou gestacional ou sem dados completos, um total de 31.542 pacientes foram incluídos.

Alta complexidade clínica, definida como um composto de idade de 75 anos ou mais ou muitas comorbidades, definidas pela presença de doença renal terminal, demência, ou três ou mais condições crônicas graves, foi identificada em 12,4% do total (3910 pacientes).

O tratamento "intensivo" foi definido pela adição de qualquer medicação naqueles com níveis de HbA1c de base de 5,6% ou menor, uso de dois ou mais medicamentos no início do estudo, adição de mais um medicamento no período de estudo naqueles com HbA1c de 5,7% a 6,4%, ou adição de dois ou mais medicamentos ou insulina naqueles com HbA1c de 6,5% a 6,9%.
Os regimes que não preenchiam critérios para tratamento intensivo foram considerados tratamento padrão.

No total, 8048 pacientes (25,5%) foram tratados de forma intensiva, incluindo 7317 (26,5%) com baixa complexidade clínica e 731 (18,7%) com alta complexidade clínica.
Digno de nota, 76% dos pacientes tratados intensivamente não tiveram seu tratamento diminuído após um resultado de HbA1c ter sido obtido. Aproximadamente três quartos de ambos grupos de baixa e alta complexidade clínica continuaram com seu regime intensivo de base.
A probabilidade de risco ajustada de tratamento intensivo foi 25,7% para pacientes com baixa complexidade clínica e 20,8% para aqueles com alta complexidade clínica (p < 0,001 para a diferença absoluta).
Pacientes com alta complexidade clínica tiveram probabilidade significativamente menor de serem tratados intensivamente que pacientes com baixa complexidade clínica (OR – razão de chances, 0,76).
A incidência global não ajustada ao longo de dois anos de hipoglicemia grave – definida como episódios necessitando uma consulta ambulatorial, internado ou na emergência – foi de 1,4%.

A hipoglicemia grave foi significativamente mais frequente entre pacientes com alta em relação à baixa complexidade (2,9% contra 1,2%, p < 0,001).
Entre os pacientes com baixa complexidade clínica, a probabilidade de risco ajustada de hipoglicemia grave não aumentou com tratamento intensivo (1,02% com tratamento padrão versus 1,3% com tratamento intensivo).
Por outro lado, entre os pacientes com alta complexidade clínica, a probabilidade de risco ajustado de hipoglicemia grave aumentou significativamente de 1,74% com tratamento padrão para 3,04% com tratamento intensivo.

Até mais.

Fonte:  Controle glicêmico intensivo pode ser prejudicial para alguns pacientes diabéticos. Medscape. 08 de julho de 2016.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Consumo de isotônicos pode causar obesidade e perda de dentes em crianças...

Uma pesquisa britânica revelou que um grande número de crianças e adolescentes estão correndo risco de ficar com os dentes enfraquecidos ou desenvolver obesidade por consumir bebidas isotônicas com alto teor de açúcar.
A Universidade de Cardiff entrevistou crianças entre 12 e 14 anos e constatou que 68% disseram usar o produto uma vez por semana.
Os pesquisadores afirmaram que a maioria dos pais e crianças não sabe que esse tipo de bebida não é adequado para crianças.
A associação britânica dos refrigerantes afirmou que essas bebidas foram criadas para serem usadas depois da prática de "atividade física vigorosa".
A Faculdade de Odontologia da Universidade de Cardiff, que publicou a pesquisa, entrevistou 160 crianças de quatro escolas no sul do País de Gales. A entidade concluiu que os estudantes são atraídos pelas bebidas isotônicas por causa de seu sabor adocicado, preço baixo e disponibilidade.
Metade das crianças disseram usar a bebida isotônica mais socialmente do que após praticar esportes. Além disso, só 18% disseram usar o produto por perceber efeitos positivos no desempenho esportivo.
Porém, os pesquisadores disserem ter ficado preocupados ao constatar que um quarto das crianças havia adquirido isotônicos em locais de recreação.
'Água ou leite são suficientes'
"O propósito das bebidas isotônicas está sendo mal compreendido e esse estudo mostra evidências claras de que crianças em idade escolar estão sendo atraídas por essas bebidas de alto teor de açúcar e baixo nível de pH (ácido), que levam a um aumento no risco de cáries, desgaste do esmalte dos dentes e obesidade", afirmou Maria Morgan, pesquisadora de saúde pública focada na questão odontológica.

A FSEM (Faculdade de Esporte e Medicina do Exercício) está propondo uma maior regulação na propaganda de isotônicos para proteger as crianças.
"Bebidas isotônicas são destinadas a atletas que estão participando de eventos esportivos intensos e de resistência. Elas também estão ligados à deterioração dos dentes em atletas e devem ser usados sob a orientação de dentistas e equipes médicas que cuidam desses atletas", disse Paul Jackson, presidente da FSEM

"Água ou leite são suficientes para hidratar crianças ativas. Bebidas isotônicas para esportes com alto teor de açúcar não são necessárias para crianças nem para a maioria dos adultos".
'Novo compromisso'
Russ Ladwa, da Associação Dental Britânica afirmou: "Bebidas para esportes raramente são uma escolha saudável e fazer propaganda delas para a população em geral, em particular para jovens, é uma grande irresponsabilidade".

"Atletas de elite podem ter motivos para usá-las, mas para a maioria das outras pessoas elas representam um risco para a saúde oral e geral".
Gavin Partington, da associação Britânica de Refrigerantes, disse que bebidas para esportes foram criadas para reidratação durante ou depois de atividades físicas vigorosas e devem "ser usadas com moderação".
"Neste ano, as fabricantes de refrigerantes concordaram em não fazer propaganda de nenhuma bebida com altos índices de açúcar para menores de 16 anos nos canais de mídia, inclusive na internet. O novo compromisso também inclui restrições de anúncios perto de escolas".
Até mais.
Fonte: Uol.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Refrigerantes nas escolas...


A Coca-Cola, a PepsiCo e a Ambev (fabricante do Guaraná Antártica, Soda e Sukita) anunciaram nesta quarta-feira (22) que vão deixar de vender refrigerantes para escolas com alunos de até 12 anos de idade.
Segundo as três empresas, os refrigerantes devem parar de ser vendidos nas escolas a partir de agosto.
Em lugar da bebida, serão vendidos nas cantinas escolares apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos. Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências.
A iniciativa, de acordo com as empresas, tem o objetivo de combater a obesidade infantil. As fabricantes justificam que, no momento do recreio, os alunos vão à cantina da escola sem orientação ou a companhia de responsáveis e podem acabar consumindo açúcares em excesso.
"Crianças abaixo de 12 anos ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo", informaram em nota. 
A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. As empresas também pretendem fazer ações de sensibilização para que supermercados, atacados e outros estabelecimentos não vendam suas marcas de refrigerante para as escolas.

Leia a íntegra do comunicado das empresas:

"A obesidade é um problema complexo, causado por muitos fatores, e as empresas de bebidas reconhecem seu papel de ser parte da solução. A partir de agosto, a Coca-Cola Brasil, a Ambev e a PepsiCo Brasil vão ajustar o portfólio de bebidas vendidas diretamente às cantinas de escolas no país. A principal mudança é que as empresas venderão às escolas para crianças de até 12 anos (ou com maioria de crianças de até essa idade) apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos. O novo portfólio tem como referência diretrizes de associações internacionais de bebidas. Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências.
No momento do recreio, os alunos têm acesso às cantinas escolares sem a orientação e a companhia de pais e responsáveis, e crianças abaixo de 12 anos ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo. Coca-Cola Brasil, Ambev e PepsiCo Brasil entendem que devem auxiliar os pais ou responsáveis a moldar um ambiente em escolas que facilite escolhas mais adequadas para crianças em idade escolar, assim como estimular a hidratação e a nutrição, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada.
A escolha do portfólio no Brasil também foi baseada em conversas com especialistas em saúde pública, alimentação e nutrição, além de profissionais e instituições ligadas aos direitos das crianças. A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. Em relação às demais, aquelas que se abastecem em outros pontos de venda (supermercados, redes de atacados e adegas, por exemplo), haverá uma ação de sensibilização desses comerciantes por meio da qual todos serão convidados a se unir à iniciativa.
As três companhias também estão trabalhando com a ABIR (Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas) para que essas diretrizes de venda de bebidas a escolas sejam um compromisso de todo o setor."
Até mais.
Fonte: uol.

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