segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Porque desenvolvemos o DIABETES ? ...

O Diabetes ocorre por causa de uma série de razões, todas elas aumentam a concentração de açúcar no sangue, devido a deficiência do hormônio insulina ou uma combinação de deficiência e resistência a insulina em diversos tecidos do nosso corpo.
Quando comemos, a insulina é liberada para a circulação sanguínea, com a finalidade de " diminuir" a quantidade de açúcar no sangue, participando da incorporação das células ao açúcar para ser transformado em energia.
O desequilíbrio entre a insuficiência total ou parcial de insulina, associada ou não a resistência periférica dos tecidos a insulina, diferencia os diabetes tipo 1 e 2. Seja qual for o tipo, pode ser hereditário, ou agravados pelo "componente ambiental". A contribuição hereditária é mais ou menos constante ao longo da evolução humana em todas as sociedades, porém nos últimos 100 anos a contribuição ambiental tem sido responsável pelo aumento dramático dos casos de diabetes no mundo, como por exemplo: o ganho de peso, a falta de atividade física, e o uso de certos medicamentos. Por isso, a mudança no estilo de vida ( prática regular de atividade física e reeducação alimentar), são atores que podem mudar a severidade da doença.

Até mais.

Fonte: Livro 100 Questions and Answers About Diabetes. Michael Bryer-Ash. 2011.

sábado, 29 de outubro de 2011

Americanos querem novos números em testes de colesterol...

Grupo de especialistas publica recomendações para melhorar identificação de pessoas com risco cardíaco.
Dados seriam usados para fazer exames em pacientes com níveis de colesterol um pouco abaixo do máximo.
Especialistas americanos em colesterol publicaram recentemente um documento em que sugerem mudar os exames de colesterol, para que passem a incluir a medição de substâncias que, em geral, não constam dos testes feitos hoje.
Os médicos da Associação Nacional de Lípides dos EUA propõem detalhar o teste para detectar proteínas que são carregadas junto com as de LDL (o colesterol "ruim"), além de uma proteína que indica inflamação nas artérias.
A mudança aumentaria ainda mais a sopa de letrinhas dos testes atuais, que já confundem muita gente.
Hoje, os médicos se concentram na medição do LDL, do VLDL, dos triglicérides e do HDL. Os três primeiros são responsáveis pela formação de placas ateroscleróticas, formações que dificultam a passagem do sangue e podem causar infarto.
O HDL é o chamado colesterol bom. Ele faz uma espécie de limpeza das artérias, removendo resíduos do LDL que levam à formação da placa e estimulando a produção de óxido nítrico, substância que dá elasticidade ao vaso, facilitando sua dilatação. Isso melhora a circulação.

CLASSIFICAÇÃO
Com base nos testes atuais, além dos exames clínicos e do histórico familiar dos pacientes, os médicos estimam se a pessoa tem ou não risco de sofrer um infarto e se precisa de tratamento.
Quando os exames apontam VLDL, LDL e triglicérides acima dos números desejados e/ou HDL baixo, o médico pode recomendar mudanças na dieta, prática de exercícios, parar de fumar ou até remédios anticolesterol, as chamadas estatinas.
O problema, segundo Raul Dias Santos, diretor da unidade clínica de lipídes do InCor (Instituto do Coração), é que, em parte dos pacientes, os testes de colesterol dão um resultado que não justifica uma intervenção mas, na realidade, aquela pessoa está em risco de infarto.
"Em 20% das pessoas que infartam, a gente nem tem ideia de que isso ia acontecer. Para muitos, o primeiro sinal de doença cardíaca ainda é o infarto ou a morte."
O uso dos novos testes serviria para que o médico tivesse mais certeza ao classificar seus pacientes como de alto ou baixo risco.
Funcionaria assim: a pessoa faria a consulta e o teste comum. Se estivesse em risco intermediário, faria os novos testes. Se os números viessem acima do desejado, elas teriam de reduzir bastante o colesterol. Muitas que hoje não tomam remédio anticolesterol passariam a tomar.
Santos explica que um desses novos marcadores, o chamado Lp(a), aumenta o risco de coágulos sanguíneos.
"Essa proteína foi descrita há 40 anos, mas só ganhou força no último ano. Entidades na Europa já recomendam medir o Lp(a)."
O que ainda não se sabe é se baixar os níveis dessas proteínas ajuda a prevenir infartos, ou se elas só servem mesmo como indicador.
Essa nova proposta dos americanos não se aplica para pessoas que têm colesterol alto mesmo. Para essas, já se sabe: é preciso fazer o tratamento e baixar os números.

Até mais.

Fonte: Folha de São Paulo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Fabricantes terão de reduzir substância cancerígena em refrigerantes...

Fabricantes de refrigerantes de baixas calorias ou dietéticos cítricos vão reduzir a quantidade de benzeno (substância cancerígena) das bebidas no prazo de até cinco anos, conforme acordo fechado com Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG). As informações são da Proteste Associação de Consumidores.

O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com a Ambev, a Coca-Cola e a Schincariol prevê que a quantidade máxima deverá ficar em cinco microgramas por litro.

A presença do benzeno nas bebidas foi detectada em 2009 pela Proteste ao realizar exames em 24 amostras de diferentes marcas. O Termo de Ajustamento de Conduta foi assinado agora, dois após o MPF instaurar inquérito civil público para apurar o caso.

Ao analisar 24 amostras de diferentes marcas, a Associação detectou a presença do benzeno em sete delas: Fanta laranja, Fanta Laranja light, Sukita, Sukita Zero, Sprite Zero, Dolly Guaraná e Dolly Guaraná diet. Em duas das amostras – Fanta laranja light e Sukita Zero – a concentração estava acima dos limites considerados aceitáveis para a saúde humana. Foram encontrados limites aceitáveis de benzeno no Dolly guaraná tradicional e light, na Fanta laranja tradicional, Sukita tradicional e no Sprite Zero.

De acordo com o MPF, a legislação brasileira, em especial o Código de Defesa do Consumidor, estabelece que os produtos colocados à venda no mercado não poderão trazer riscos à saúde ou à segurança dos consumidores, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a fornecer as informações necessárias e adequadas a respeito.

Já que as bebidas testadas traziam ácido benzoico, era possível que algumas também tivessem benzeno, uma substância cancerígena que resulta da combinação dos ácidos benzoico e ascórbico, mais conhecido como vitamina C.Estas duas substâncias juntas, sob certas condições de exposição à luz e ao calor, podem reagir e formar o benzeno.

Como não existe um limite fixado pela Anvisa para refrigerantes, a Proteste utilizou o parâmetro de água potável que é de 5 micrograma por litro. Como a OMS e as autoridades sanitárias estrangeiras e nacionais não estabeleceram um limite de benzeno para refrigerantes e sucos, considera-se que, no mínimo, deve ser adotado o mesmo limite utilizado para a água potável. As marcas reprovadas estavam acima desse limite.

O MPF também expediu recomendação para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária realizasse os estudos necessários para determinar a concentração máxima, tolerável, da substância nos refrigerantes comercializados no país.

Enquanto isso, o MPF reuniu-se com os fabricantes para tentar uma solução amigável e definitiva, que pudesse proteger os consumidores. Desde o início, três deles, que representam quase 90% do mercado, dispuseram-se a acatar as orientações do Ministério Público.

Os fabricantes informaram que a formação do benzeno decorre de um processo químico geralmente desencadeado nos refrigerantes light/diet, já que a presença do açúcar inibe a formação da substância. Disseram ainda que “a eventual identificação de traços mínimos de benzeno em determinado produto pode se dar por razões diversas e alheias aos esforços da empresa, como, por exemplo, em decorrência da quantidade de benzeno pré-existente na água”.

Até mais.

Fonte uol.

Médicos devem falar diretamente com os pais sobre a necessidade de colocar limites no tempo de assistir TV das crianças...

Um estudo realizado na University of Bristol analisou se os estilos ou práticas dos pais foram associados aos hábitos de ver televisão (TV) das crianças. 431 díades mãe-filho (10 a 11 anos de idade) de Bristol, Reino Unido, foram incluídas.

Os hábitos de ver TV dos pais e das crianças foram auto-relatados e classificados como <2, 2-4, ou> 4 horas / dia. Crianças relataram o estilo materno (autoritário ou permissivo). A maior proporção de crianças com mães permissivas assistiam > 4 horas de TV por dia, em comparação com as crianças de mães autoritárias (P = 0,033).

A maior proporção de crianças para as quais ambos os pais demonstraram alta restrição assistiam <2 horas de TV por dia (P <0,001). O risco de assistir de 2 a 4 horas (VS <2 horas) de TV por dia foi 2,2 vezes maior para crianças de famílias de baixa restrição (P = 0,010). O risco de assistir > 4 horas (VS <2 horas) de TV por dia foi 3,3 vezes maior para crianças de famílias de baixa restrição (P = 0,013). O risco de assistir > 4 horas de TV por dia foi de 5,2 vezes maior para crianças com mães permissivas (versus autoritárias) (P = 0,010).

Segundo os autores, os clínicos devem falar diretamente com os pais sobre a necessidade de colocar limites no tempo de assistir TV das crianças e incentivar ambos os pais a reforçar as mensagens restrição. O estudo foi publicado na revista Pediatrics em setembro de 2011.

Até mais.

Fonte: Pediatrics, Volume 128, Number 3, 2011, Pages 572-578.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Rótulos delatam pegadinhas nas embalagens...

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta terça-feira (29) uma resolução que obriga as propagandas de alimentos que contenham quantidades elevadas de açúcar, sódio, gordura saturada ou gordura trans e de bebidas de baixo teor nutricional, como refrigerantes, venham acompanhados de mensagens alertando para os riscos à saúde em caso de consumo excessivo. O regulamento tem o objetivo de coibir práticas excessivas que levem o público a padrões de consumo incompatíveis com a saúde e que violem o direito à alimentação adequada. As empresas terão 180 dias para se adequar à resolução que estabelece que, a partir de agora, as mensagens publicitárias devem ser acompanhadas de alertas sobre os perigos do consumo excessivo de nutrientes prejudiciais. Isso significa que quando você olhar uma mensagem publicitária de um alimento, nos novos padrões, ela trará: "O (nome/marca comercial do alimento) contém muita gordura saturada e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de diabetes e doenças do coração" ou ainda: "O (nome/marca comercial do alimento) contém muito açúcar e, se consumido em grande quantidade, aumenta o risco de obesidade e de cárie dentária". Esta medida vale também para os refrigerantes, refrescos artificiais, bebidas com cafeína e taurina ou qualquer substância que atue como estimulante no sistema nervoso.Os rótulos são os mais importantesA resolução só será válida para peças publicitárias dos alimentos, não se aplicando aos rótulos. Porém, antes de comprar qualquer alimento, verificar as informações nutricionais disponibilizadas nos rótulos alimentícios é sempre aconselhável. Só assim, você fica realmente a par não só das calorias que vai ingerir como também dos nutrientes que fazem parte do alimento escolhido. Algumas confusões na hora de lê-los, no entanto, podem atrapalhar o equilíbrio da sua alimentação. Os enganos normalmente acontecem quando você lança mão de algum produto pensando ser benéfico para um objetivo que ele não é capaz de atender. Para não correr o risco de comprar gato por lebre, o MinhaVida montou uma lista das confusões comuns na interpretação de estampas mais usadas nos alimentos. Sem gordura transDe acordo com a Anvisa, alimentos que apresentam até 0,2 gramas de gordura trans não precisam declarar a quantidade da gordura, podendo ser expressa como zero ou não contém gordura trans , explica a especialista sobre as informações comumente encontrada nos rótulos.Porém, o que você deve verificar é se, entre os ingredientes, existe gordura vegetal hidrogenada. "Quando há esse ingrediente, o alimento apresenta gordura trans, mesmo não sendo declarado", explica a nutricionista Roberta Stella. Além disso, ela lembra que, como a porcentagem de valor diário de gorduras trans não é estabelecida, os rótulos não indicam nenhum valor de consumo. O conselho da nutricionista é ter em mente que a quantidade da gordura não deve ser superior a 2 gramas diários. Sem colesterolPasseando pelas prateleiras dos supermercados, é fácil encontrar óleos de origem vegetal com a informação de que são isentos de colesterol. Segundo Roberta, dizer que os óleos vegetais são livres de colesterol, é o mesmo que dizer que a chuva é molhada, já que o colesterol só é encontrado em alimentos de origem animal. Quando o rótulo de certo produto indica que ele é livre de colesterol não necessariamente ele é melhor que outro com a mesma composição. Um óleo vegetal que estampa sem colesterol em sua embalagem não se difere de outro óleo vegetal que não apresenta este tipo de comunicação" , exemplifica. O raciocínio, lembra ela, também vale para os cremes vegetais. DietRelacionar alimentos diet com alimentos de baixas calorias é a confusão mais freqüente com esta estampa nos rótulos. A nutricionista do portal MinhaVida esclarece que os alimentos diet são aqueles que sofrem modificações na composição de nutrientes para atender uma condição específica. Produtos com restrição de carboidratos, por exemplo, atendem aos diabéticos. Aqueles com restrição de sódio são indicados aos hipertensos . Para que o alimento seja considerado diet, a quantidade de determinado nutriente deve estar presente em valores não significativos, ou ainda, nulos. Mas isso não significa que o alimento apresente, necessariamente, uma redução de calorias. Um bom exemplo é o chocolate diet, que possui a mesma quantidade de calorias da sua versão tradicional.Zero"Os produtos zero não possuem muita diferença quando comparados aos produtos diet, ou seja, há uma isenção em algum dos seus componentes nutricionais, que podem ser açúcar, sal, proteínas ou gorduras", explica a nutricionista Paula Cristina da Costa, do centro de diabetes da Unifesp. O ideal é sempre dar uma boa olhada no rótulo para descobrir a que redução ele se refere. Muitas vezes, o lançamento de um produto zero pode ser mais jogada comercial do que efetivamente uma inovação. É preciso ter muito cuidado tanto com os produtos "zero" como com os diet para não levar "gato por lebre". Esses produtos são mais eficientes para pessoas com restrições alimentares, principalmente relacionadas ao açúcar. Porém, a substituição de adoçante no lugar do açúcar pode ser prejudicial caso o consumo não seja moderado. A nutricionista explica que a sacarina e o ciclamato, tipos de adoçantes usados, contém muito sódio na composição, por isso, pessoas com problemas de hipertensão deve consumir com moderação. LightO termo light é empregado em alimentos que apresentem uma redução mínima de 25% em calorias ou em algum nutriente, comparando com sua versão original. A diferença entre os alimentos light e diet é que os primeiros não são formulados para atender uma condição específica, como é o caso dos produtos diet. Entretanto, "um alimento diet que tem uma redução mínima de 25% nas calorias também pode ser considerado light. Isso explica porque os alimentos anteriormente classificados como diet são, hoje em dia, descritos como light" , fala a nutri sobre pães e refrigerantes encontrados no mercado. Outra diferença entre light e diet é que os alimentos light costumam apresentar uma tabela comparativa com o alimento base. Na tabela, é possível descobrir em qual característica nutricional do alimento foi feita a redução. "O que deve ficar claro é que nenhum dos dois tipos de alimento (light e diet) tem sempre o valor calórico reduzido" , alerta Roberta. Ainda de acordo com ela, analisar estas diferenças nos rótulos é fundamental para que a comunicação dos alimentos não se torne uma armadilha. Fonte ou rico de vitaminas? Para atingir a quantidade diária de nutrientes recomendados, vale optar por alimentos fontes deles. Ou será que a melhor alternativa é escolher aqueles que são ricos no nutriente que você procura? Realmente existe diferença entre as duas especificações das embalagens. "Quando você lê que o produto é fonte de vitaminas e minerais, por exemplo, não significa que ele é rico em tais nutrientes" , ressalta a especialista. A explicação é: para que o alimento seja classificado como fonte, ele precisa conter, no mínimo, 7,5% do valor diário (%VD) para alimentos líquidos e 15% do valor diário para alimentos sólidos. "Agora, para serem classificados como ricos, eles precisam ter o dobro da porcentagem indicada para ser fonte. Ou seja, um valor mínimo de 15% do valor diário para líquidos e 30% para os sólidos" , ensina Roberta.

Até mais.

Fonte: MSN.minhavida.

Parceria entre Brasil e Ucrânia mantém redução de preço de insulina...

São Paulo - A presidenta da República, Dilma Rousseff, e o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, reforçaram ontem o acordo que garante a troca de tecnologia para produção nacional de insulina. A parceria vem garantindo um dos menores preços no mundo de Insulina Humana NPH, segundo o Ministério da Saúde.
A renovação da transferência de tecnologia entre a Fiocruz, fundação ligada ao Ministério, e o laboratório ucraniano Indar garante economia ao Sistema Único de Saúde, ao manter uma referência nacional de preço e dar competitividade ao setor.
A estimativa é que, sem o acordo, os valores seriam de R$ 20 por frasco, em vez dos R$ 2,5 praticados atualmente nas compras do governo federal. A aquisição por licitação representa 75% do total. As demais 25% são feitas pelo acordo. Nessa modalidade, o frasco é adquirido por R$ 11,57, o que inclui a transferência de tecnologia, diz o Ministério.

Até mais.

Fonte: Equipe AE

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Calculadora de calorias....

No mundo, há 0,5 bilhão de obesos. Esse é um dos números (aterrorizadores) estampados na prestigiosa revista científica The Lancet em recente edição especial sobre essa epidemia global. Entre tantos quadros e cifras (e cenários pessimistas), umartigo se destaca: grande parte dos médicos e nutricionistas tem disseminado receitas erradas para perder peso.

É provável que o leitor já tenha escutado (ou sido submetido a) fórmula aparentemente fácil de dieta: corte 500 quilocalorias/dia (usualmente, diz-se apenas 500 calorias/dia) para emagrecer. Com isso, acredita-se, a pessoa perderá peso de forma regular (aproximadamente, 0,5 kg/semana).

Os autores do artigo são taxativos: essa suposição está equivocada, porque ignora as mudanças do metabolismo do corpo com a alteração no que se come. Pior, dizem eles, leva a expectativas drasticamente errôneas sobre o quanto se emagrece.

As conclusões de Kevin Hall, dos Institutos Nacionais de Saúde (EUA), e colegas estão baseadas em um programa de computador que, segundo eles, leva em conta tanto o metabolismo quanto outros fatores na hora de planejar a dieta.

Para tornar o cenário mais visível, exemplo prático: na ‘velha’ (e atual) forma de fazer as contas, com o corte de 250 calorias/dia (equivalente a uma barra de chocolate), em três anos, a pessoa perderá cerca de 35 kg. Segundo o novo modelo, essa cifra seria algo como 11 kg, perdidos assim: metade no primeiro ano e o restante ao final dos outros dois.

O lado prático do artigo é que esse simulador está disponível (em inglês) na internet. A interface é razoavelmente amigável – é bem verdade que a coisa foi feita mais para profissionais da saúde. Com alguma paciência, é possível usar o programa. Coloca-se ali peso atual, meta desejada, nível de atividade física, sexo, idade, altura, tempo desejado da dieta etc. e, em segundos, o programa devolve tabelas de calorias, gráficos, entre outros dados.


Liderança governamental

Uma pessoa é considerada obesa caso seu índice de massa corporal – IMC: peso (em kg) dividido pela altura (em metros) elevada ao quadrado – seja maior que 30 kg/m2 – de 25 a 29,9 kg/m2 a pessoa tem sobrepeso. Normal: 18,5 a 24,9 kg/m2. Abaixo do peso ideal (por vezes, magreza preocupante): abaixo de 18,5.

Os números da obesidade mundial espantam por seu peso e volume: i) 500 milhões de pessoas são obesas no planeta; ii) cerca de 1,5 bilhão têm sobrepeso; iii) 170 milhões de crianças estão com sobrepeso ou são obesas; iv) de 2% a 6% dos custos dos serviços de saúde em muitos países estão ligados à obesidade; v) nos Estados Unidos e na região ocidental da Austrália, a obesidade já passou o tabaco em mortes por causas evitáveis; vi) em 2030, serão 65 milhões e 11 milhões de obesos a mais nos Estados Unidos e no Reino Unido, respectivamente, aumentando casos de diabetes, doenças cardíacas, derrames e câncer, com custo de bilhões de dólares em saúde pública para cada uma dessas nações.

A (pequena) parte boa do quadro é que França, Suécia e Austrália têm relatado baixa na taxa de obesidade infantil.

Segundo os autores, a obesidade é um fenômeno que se iniciou nas décadas de 1970 e 1980, em países de alta renda per capita. Alguns fatores desencadeadores, além do aumento da renda: maior consumo de alimentos (não saudáveis), mais uso de carros, elevação de empregos em que atividade física praticamente não é necessária. Desde então, a epidemia mundial vem crescendo.

Em países de alta renda per capita, a obesidade é mais prevalente em pobres, de ambos os sexos, diferentemente do que se observa em países de baixa renda, onde o fenômeno se inicia em adultos de meia idade (especialmente, mulheres) de centros urbanos mais desenvolvidos, para depois se espalhar pelo resto da população, à medida que cresce o produto interno bruto.

O aumento da obesidade em países de média e baixa renda cria um duplo problema: obesos de um lado, mal nutridos de outro. No Brasil, diz o artigo, as taxas de obesidade têm aumentado consideravelmente para mulheres de baixa renda. Mas o país ganha elogio: “Alguns países, notavelmente o Brasil, têm dado passos substanciais em programas nacionais de monitoramento, restringindo o mercado para crianças e melhorando a comida nas escolas.”

O editorial da The Lancet clama pelo estabelecimento de tratado internacional por parte da Organização Mundial de Saúde, similar ao criado por essa instituição para combater o tabagismo. São cinco pontos. Encabeça a lista: “A epidemia de obesidade não será revertida sem a liderança governamental.” E, pela leitura do especial, não será tarefa das mais fáceis.


Até mais


Fonte: Cássio Leite Vieira

Ciência Hoje/ RJ

Texto originalmente publicado na CH 286 (outubro de 2011).

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Paralização no SUS...

A terça-feira é marcada por protestos de médicos que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em 21 estados, os profissionais decidiram cruzar os braços durante 24 horas. Na cidade de São Paulo, cerca de 100 médicos participaram de uma passeata como parte das manifestações da categoria contra a baixa remuneração e as más condições de trabalho. O grupo saiu da Avenida Brigadeiro Luís Antônio ao meio-dia, rumo à Câmara Municipal de São Paulo, no centro da capital paulista, onde pretendem denunciar a situação dos médicos.

Outro alvo da mobilização em São Paulo será o Projeto de Lei do Executivo, que tramita na Câmara Municipal, que prevê a contratação de médicos sem concurso, de forma temporária, com instituição de jornada semanal de 12 horas e flexibilização da jornada de 20 horas. Em Curitiba, os médicos fazem um ato público na Boca Maldita, no centro da capital paranaense - mas os profissionais optaram por não interromper o atendimento.

Paralisação - Até a meia-noite desta terça, ficarão suspensos os atendimentos de consulta e exames em 21 estados. Os atendimentos dos casos de emergência e urgência, no entanto, foram mantidos em todo o país. A previsão é de que pelo menos metade dos 195.000 médicos que trabalham no SUS participem da manifestação.

O protesto, coordenado por representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), se volta contra as condições de trabalho e a baixa remuneração. A suspensão dos atendimentos ocorrerá nos seguintes Estados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe.
No estado de São Paulo, o atendimento está suspenso nos hospitais Emílio Ribas, Servidor Público Estadual e das Clínicas de Ribeirão Preto. Está previsto para quarta-feira o lançamento, na capital paulista, do "Movimento Saúde e Cidadania em Defesa do SUS", que deve reunir a Associação Paulista de Medicina (APM), Associação Médica Brasileira, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e outras entidades. Em Santa Catarina, a paralisação deve durar apenas uma hora, enquanto que no Piauí, se estenderá por três dias.
No Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins, há manifestações e protestos públicos, mas a rede funcionará normalmente. "Esse movimento é a favor da assistência médica da população, a favor do SUS. Queremos dizer à população que estamos do lado dela, que a assistência hoje está bem abaixo daquilo que nós, médicos, desejamos, e daquilo que a população espera", disse o 2º vice-presidente do CFM, Aloísio Miranda.

"Não tem médico que fique mais do que algumas semanas, até meses (na rede pública), por não aguentar a sobrecarga emocional, de trabalho, de indignação de ver o atendimento feito nos corredores, sem o mínimo respeito aos direitos humanos". Ao final do dia, será avaliada a repercussão do movimento. Para Miranda, poderão ocorrer outras paralisações.
Segundo os organizadores da paralisação, a média do salário-base do médico que se submete a uma jornada de 20 horas semanais de trabalho, sem considerar gratificações, é de 1.946,91 reais, oscilando de 723,81 reais a 4.143,67 reais dependendo da unidade da federação. A Fenam defende um piso salarial de 9.188,22 reais, baseado numa lei federal de 1961 que garante que o piso seja de três salários mínimos.
Há ainda falta de leitos hospitalares - entre 1990 e 2011, o país teria perdido 203.066 leitos. De acordo com o movimento, houve perda na distribuição geral dos leitos do SUS em todas as regiões do País, exceto no Norte, onde teria ocorrido variação positiva de 3.213 leitos. Em 20 Estados, a média de leitos de UTI por habitante fica abaixo da nacional, que é de 1,3 - Em São Paulo, a média é de 1,9 leitos de UTI por 10.000 habitantes. Além disso, observa o CFM, o Brasil perde dos vizinhos Argentina, Uruguai e Chile, quando comparado o investimento per capita na área.

Para o presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Antonio Carlos Nardi, a reivindicação da categoria é justa, mas a paralisação pode prejudicar a população. "Não posso tirar a razão de reivindicação de melhores condições de trabalho e de remuneração, mas não é com paralisação que você soluciona problemas, mas sim com mobilização, por meio do convencimento político das nossas autoridades", afirmou. "A gestão municipal dentro do financiamento integral da saúde pública é quem mais está investindo dentro do SUS. É no município que a saúde acaba acontecendo, são os municípios que acabam tendo os cidadãos na sua porta", disse.

Até mais.

Fonte: Revista Veja.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

DIA DO MÉDICO...

VALORIZE E RESPEITE DE QUEM CUIDA DA SUA SAÚDE E DE PESSOAS DE QUEM VOCÊ GOSTE...

Até mais.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Violência Infantil...

Sociedade Brasileira de Pediatria lança campanha contra a violência infantil, subnotificada no Brasil

Às vésperas do Dia das Crianças, a Sociedade Brasileira de Pediatria lança, durante o Congresso Brasileiro de Pediatria, em Salvador, a campanha “Violência é Covardia – crescer sem violência é direito fundamental das crianças e adolescentes”. O problema, que é subnotificado e que não possui dados nacionais confiáveis, é a principal causa de morte de crianças e adolescentes a partir dos cinco anos de idade. “Cerca de 70% dos casos ocorrem dentro das casas, considerados ambientes 'sagrados' – e por isso faltam estimativas que abranjam o território brasileiro”, diz Rachel Niskier Sanchez, coordenadora da campanha. Segundo ela, a primeira causa de violência é a negligência e a segunda é a agressão física.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Fernandes Figueira, referência em doenças genéticas da FioCruz, sugere que crianças com deficiência também são vítimas de violência – mas recebem pouco ou nenhum amparo. Uma análise feita a partir de um total de 8.000 notificações, de oito Conselhos Tutelares do Rio de Janeiro, mostrou que apenas 3% são relacionadas a crianças com deficiência. "Essas crianças que são ainda mais vulneráveis são também invisíveis aos olhos de quem pode ajudá-las", diz Rachel Niskier Sanchez, autora do estudo.

"No Brasil, temos o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos e o SIPIA, que é o sistema de informação para a infância e adolescência. Nenhum dos dois representa a magnitude do problema", diz Sanchez.A ideia da campanha, segundo ela, é mostrar que é possível educar sem violência, evitando que a agressão seja uma forma legítima de solução de conflitos. Crescer em um ambiente violento e sofrendo maus tratos pode trazer consequências ao desenvolvimento e aprendizado das crianças, que são incapazes de se defender. Além disso, quem sofre violência pode apresentar maior índice de depressão, comportamento violento, tentativa de suicídio e distúrbios do sono. Entre os mais vulneráveis, estão crianças que têm pais desempregados, alcoólatras e dependentes de drogas ilícitas. Aquelas com deficiências mentais ou físicas também são mais suscetíveis a sofrer agressões.Os sinais podem ser invisíveis para quem não está atento, explica Sanchez. Eles podem vir com queixas de falta de apetite, tristeza, problemas para dormir. Quando os sinais são aparentes, as crianças apresentam hematomas, histórico de ossos quebrados, queimaduras, fraturas de crânio, entre outros sintomas. "A campanha tenta trazer para a agenda do pediatra um olhar perceptivo e atento para os casos. Infelizmente, ainda é comum que um menino violentado passe por médicos e enfermeiros sem que a causa de determinada queixa seja identificada", diz.Em determinados casos, é preciso que o médico peça ao acompanhante para sair do consultório e abordar a criança. Quem souber de algum caso de abuso, pode denunciar para o número 100 — a notificação pode ser anônima. "A prevenção começa no pré-natal, quando o pediatra olha a paciente no olho e dá a atenção que ela precisa. E se prolonga por toda a vida."

Até mais.

Fonte: Revista Veja.


domingo, 9 de outubro de 2011

Teste da orelhinha...

07/10/11- Drs. Eduardo Vaz e Manoel de Nóbrega, presidentes da SBP e do Departamento de Otorrinolaringologia da entidade, participaram, nesta quinta-feira, no Congresso Nacional, do lançamento da campanha que visa popularizar a realização do Teste da Orelhinha. Desde o ano passado, com a lei 12.303/10, hospitais e maternidades precisam, obrigatoriamente, realizar o exame, gratuitamente, nas crianças nascidas em suas dependências, mas isso ainda não acontece na grande maioria. O objetivo do movimento é chamar a atenção do poder público, para que garanta os equipamentos e profissionais necessários para a realização do exame e dos pais, para que tomem conhecimento desse direito.

Estiverem presentes no lançamento também o senador Inácio Arruda, autor do projeto que originou a lei 12.303/10; a senadora Vanessa Grazziotin; a sra. Ilza Queiroz, esposa do governador do Distrito Federal; Bianca Queiroga, presidente do Conselho de Federal de Fonoaudiologia e representantes de várias outras entidades que, como a SBP, participam da campanha, cuja iniciativa é do Senado Federal. No evento, o dr. Eduardo Vaz parabenizou o senador Inácio pela lei e lembrou a importância daquela casa, onde nasceu a licença-maternidade de seis meses, proposta pela parceria entre a SBP e a então senadora Patrícia Saboya.

“Se uma criança que nasceu hoje fez um teste e é surda, mas for capaz de ouvir com aparelho ou com cirurgia e esse caminho voltar a ser estimulado, passa a ouvir”, explica o dr. Manoel de Nóbrega, informando que o chamado Teste da Orelhinha, o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE) é um dos que avaliam a integridade da função auditiva e que a SBP é favorável à triagem auditiva universal, com a implantação de todas as ações necessárias para a prevenção, o diagnóstico e a reabilitação das crianças que sofrem de deficiência auditiva. Dr. Manoel faz palestra sobre o assunto nesta terça-feira, dia 11, durante o Congresso Brasileiro de Pediatria, em Salvador, e explica, em entrevista àSBP Notícias (pgs. 8 e 9) - disponível no portal da Sociedade -, porque a saúde auditiva é uma “corrida contra o tempo”.

Até mais.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Casa da Esperança... Você conhece?


A Casa da Esperança leva dignidade e esperança para muitas famílias que não teriam condições de manter seus entes queridos em tratamento se não fosse pelos nossos serviços. Isso traz uma expressão de felicidade em cada um de nós, principalmente quando vemos as salas e corredores movimentados. Os atendimentos estão cada vez mais profissionais e mais dedicados. Equipamentos são adquiridos freqüentemente com a sensação de dever cumprido. Salas são inauguradas para oferecer o melhor para os nossos assistidos e familiares.
Tudo isso só é possível com o apoio de empresas e entidades, e principalmente com a doação de milhares de pessoas que entendem a importância da Casa da Esperança para muitas vidas.
Fique a vontade para contribuir com a Casa da Esperança, afinal aqui nós nunca perdemos a esperança.


Fundada em 24 de julho de 1957, com intuitos beneficentes de assistência social, sem fins lucrativos, a Associação Casa da Esperança desenvolve ações integradas, através dos seus vários setores especializados, dirigidas às crianças e adolescentes portadores de comprometimentos motores, mentais e sensoriais, na faixa de 0 aos 18 anos, dependentes de famílias de baixo poder aquisitivo.


Até mais.



Derivados da ANFETAMINAS estão proibidos...

A Diretoria Colegiada da Anvisa decidiu, nesta terça-feira (4/10), pela retirada dos medicamentos inibidores de apetite do tipo anfetamínico do mercado e pela manutenção da sibutramina como medicamento para o tratamento da obesidade, com a imposição de novas restrições.
De acordo com a decisão dos diretores, os medicamentos femproporex, mazindol e anfepramona terão seus registros cancelados, ficando proibida a produção, o comércio, a manipulação e o uso destes produtos. Esses três medicamentos são do grupo denominado inibidores de apetite do tipo anfetamínico.


O relatório apresentado durante a reunião mostra que o uso dos anfetamínicos está baseado na prática clínica, que é o tipo de evidência menos consistente e menos segura segundo os padrões atuais para registro de medicamentos. O texto informa, ainda, que há evidências de eventos adversos graves, que associadas à ausência de dados confiáveis de segurança justificaram a decisão dos diretores.
Em relação à sibutramina, a decisão da diretoria da Anvisa, por três votos a um, foi de manter o medicamento no mercado com a inclusão de novas exigências e mais restrições para o uso do produto. O relatório apresentado pelo diretor-presidente, Dirceu Barbano, informa que o perfil de segurança da sibutramina é bem identificado e conhecido, o que permite identificar pacientes que podem ter algum ganho a partir do uso da substância. Uma das restrições que será estabelecida é a descontinuidade do uso da sibutramina em pacientes que não obtiverem resultados após quatro semanas de uso do produto.
Para o diretor-presidente, o debate que levou a decisão final da Anvisa foi bastante produtivo e ajudou a dar clareza sobre os dados científicos disponíveis sobre estes medicamentos e as lacunas que as pesquisas não foram capazes de responder. “A diretoria da Anvisa entendeu que a sibutramina pode ser utilizada em determinadas situações e com um monitoramento rigoroso”, explicou Barbano.
No processo de 643 páginas, elaborado ao longo dos últimos oito meses, os técnicos da Anvisa reuniram todos os dados disponíveis de estudos sobre os medicamentos do tipo anfetamínico e a sibutramina.


Histórico

Em outubro do ano passado, a Câmara Técnica de Medicamentos, uma instância consultiva, sugeriu à Anvisa a retirada dos inibidores de apetite do mercado. Em fevereiro deste ano, a Agência realizou uma audiência pública para discutir o risco e a eficácia desses medicamentos inibidores de apetite. Desde então foram realizadas duas audiências públicas no Congresso Nacional e um painel técnico-científico internacional pela própria Anvisa.
Além disso, a Agência realizou uma teleconferência, no último mês de setembro, com a agência para medicamentos e alimentos norte-americana, o FDA, para levantar informações sobre o uso da sibutramina naquele país e sua posterior proibição.
A discussão teve início por conta da publicação do estudo Scout, que trouxe novas informações sobre os riscos e a eficácia da sibutramina. Por esta razão, o país iniciou um debate sobre esse medicamento e os medicamentos do tipo anfetamínicos.


Até mais.


Fonte: ANVISA.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Novas recomendações de Injeções para diabéticos...


A técnica correta de aplicação da injeção de insulina é fundamental para um bom controle no paciente diabético.
As crianças, no início, podem se beneficiar de técnicas de distração (sem trapaças) ou brincar de medicar, por exemplo um bichinho de pelúcia. O uso de aplicadores pode também minimizar o stress ocorrido na hora em que antecede a aplicação, com agulhas menores, a criança tende a ter menos medo da dor que virá com a agulha.
Nos adolescentes, há uma grande tendência a "pular" injeções, frequentemente devido ao esquecimento, ou muitas vezes a pressão dos "amigos", rebelião, dor ou até associação com ganho de peso. A flexibilidade nas aplicações em finais de semana e feriados ajuda na maior aderência ao tratamento em alguns casos.
A mudança nos locais de aplicação é de fundamental importância devido a prevenção da formação de lipodistrofias, inflamações, edemas ou infecções.
Lembrar que a duração do REFIL ou do FRASCO de insulina depois de aberto é de 1 mês, devendo checar se está dentro do prazo de validade.
Quando aplicar a insulina na "gordura", espere pelo menos 10 segundos para se retirar a agulha para que não forme vácuo e retorne insulina aplicada na pele.
Há diferença na aplicação da insulina na gordura ou no músculo, sendo este último de mais rápida absorção, podendo ocasionar, em certos casos, hipoglicemias.
O melhor local de aplicação das insulinas rápidas e ultra-rápidas é o ABDÔMEN.
Agulhas maiores podem acabar fazendo com que a insulina seja aplicada no músculo e fazendo com que haja maior risco de hipoglicemia, pela absorção mais rápida. A pele da criança é levemente menor do que do adulto, e vai aumentando gradativamente. Tanto em meninas quanto em meninos o tecido celular subcutâneo é igual, porém após a puberdade o da menina ficará maior.
É recomendado que crianças e adolescentes usem agulhas de calibre 4 , 5 ou 6 mm. Em crianças que tenham apenas disponível agulhas de 8mm, a aplicação deverá ser feita em 45 graus em alguns casos.
Ao fazer a "pega" da gordura e pele tomar cuidado para não exagerar pois com certeza haverá músculo junto.
Leiam neste blog os locais corretos de aplicação de insulina.

Até mais.

Fonte: A. Frid, et cols New injection recommendations for patients with diabetes Diabetes & Metabolism, vol. 36 September 2010.


Vacina contra COQUELUCHE...

São Paulo - Uma nova vacina contra a coqueluche poderá impedir que bebês com menos de seis meses de idade contraiam a doença. Os produtos disponíveis no mercado só imunizam crianças mais velhas e adultos. A alternativa, desenvolvida pelo Instituto Butantan, foi testada com sucesso em camundongos e será submetida a ensaios clínicos em humanos em um ou dois anos.


O projeto custou cerca de US$ 500 mil (R$ 940 mil). Os recursos foram obtidos por meio de agências de fomento, como CNPq e Fapesp, e instituições como a americana Aeras, que combate a tuberculose, além de outros institutos internacionais de estímulo à pesquisa.


Cerca de 80% dos casos de coqueluche - e todas as mortes - ocorrem no primeiro semestre de vida. "A criança recebe a primeira dose da DTP (que protege contra difteria, tétano e coqueluche) quando está com dois meses", explica Luciana Cezar de Cerqueira Leite, pesquisadora do Butantan que coordenou o projeto da vacina. "Mas seu sistema imunológico ainda está imaturo. A proteção só se torna efetiva depois do sexto mês."


Até lá, a criança fica vulnerável à bactéria Bordetella, agente causador da doença, um quadro de infecção do sistema respiratório que pode se tornar muito grave. A vacina convencional contém bactérias Bordetella mortas, que despertam o sistema imunológico e induzem a produção de anticorpos capazes de destruir o microrganismo. É a chamada imunidade humoral que, justamente nos bebês com menos de seis meses, ainda não funciona direito.


Cientistas do Butantan buscaram inspiração em outra vacina que, já nos primeiros meses de vida, induz respostas imunológicas satisfatórias: a BCG, usada no combate à tuberculose. Inoculada poucos dias após o nascimento, protege a criança de um eventual contágio materno. Não depende da ação dos anticorpos, mas da imunidade celular - recrutamento de células do sistema de defesa que já funciona com razoável eficácia nos bebês.


Os pesquisadores inseriram um gene da bactéria Bordetella no bacilo atenuado da tuberculose bovina (usado para produzir a BCG), que passou a produzir uma proteína característica da Bordetella. Desta forma, a linhagem transgênica do bacilo tornou-se apta para ensinar o sistema imunológico a reconhecer e combater não só a tuberculose mas também a coqueluche. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Até mais.

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo, UOL.

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