sexta-feira, 30 de março de 2012

Arroz branco aumenta risco de diabetes mellitus...

Meta-análise publicada pelo British Medical Journal (BMJ) mostra que o consumo de arroz branco pode aumentar o risco de diabetes mellitus tipo 2. Este risco está associado à porção ingerida e é maior em populações asiáticas que têm o hábito de consumir maior quantidade deste alimento.

Meta-análise de estudos de coorte prospectivos sobre estimativas de risco para diabetes mellitus tipo 2 associadas a níveis de ingestão de arroz branco foi realizada por pesquisadores da Harvard School of Public Health. O estudo teve o objetivo de verificar se este risco depende da quantidade ingerida e se esta associação é maior em populações asiáticas, as quais tendem a consumir mais arroz branco do que as populações ocidentais.
Os autores analisaram os resultados de quatro artigos: dois incluindo populações asiáticas (China e Japão) e dois com populações ocidentais (USA e Austrália). Um total de 13.284 casos incidentes de diabetes tipo 2 foram verificados em 352.384 participantes do estudo. O tempo de acompanhamento variou de 4 a 22 anos. Asiáticos (chineses e japoneses) consumiam mais arroz branco do que as populações ocidentais (os níveis de ingestão média eram de três a quatro porções por dia contra uma a duas porções por semana).
O arroz branco tem índice glicêmico alto. Dietas com alto índice glicêmico estão associadas ao aumento no risco de desenvolver diabetes mellitus. Os autores observaram que quanto maior o consumo de arroz branco ingerido, maior o risco de diabetes tipo 2. A estimativa é de que o risco de diabetes tipo 2 aumente 10% para cada porção de arroz branco ingerida (uma porção de 158g de arroz branco).
O arroz branco é pobre em nutrientes. Já o arroz integral inclui fibra, magnésio e vitaminas, algumas das quais estão associadas ao menor risco de desenvolver diabetes tipo 2. Os autores da meta-análise relataram que a maior ingestão de arroz branco pode estar ligada ao maior risco da doença devido à baixa ingestão desses nutrientes.
Concluiu-se que o maior consumo de arroz branco está associado a um risco significativamente aumentado de diabetes tipo 2. Isto se aplica a populações asiáticas e ocidentais. Os achados mostram que quanto maior a quantidade consumida, maior o risco, o que faz pensar que as populações asiáticas estão sob maior risco.
Os autores recomendam a ingestão de arroz integral e grãos integrais no lugar de carboidratos refinados como arroz branco, assim eles esperam contribuir para reduzir a epidemia global de diabetes mellitus. Já o Dr. Bruce Neal, da Universidade de Sydney, sugere que outros estudos maiores são necessários para substanciar esta hipótese de que o arroz branco aumenta o risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2.


Até mais.


Fonte: British Medical Journal (BMJ), de 15 de março de 2012
NEWS.MED.BR, 2012. BMJ: arroz branco aumenta risco de diabetes mellitus. Disponível em: . Acesso em: 30 mar. 2012.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Dia Internacional da Síndrome de Down...

Hoje é o Dia Internacional da Síndrome de Down, o qual foi instituída nesta data 21 de março, devido a semelhança com a alteração cromossômica observada nesta síndrome (trissomia do cromossomo 21 ).
Esta síndrome foi descrita pela primeira vez por um médico britânico em 1862 chamado Jonh Langdon Down.

Até mais.

terça-feira, 20 de março de 2012

Grupo elabora sistema para fazer a identificação precoce de diabetes tipo 2...

No Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP), pesquisadores do Laboratório de Nanomedicina e Nanotoxicologia do grupo de Biofísica elaboraram uma “Rede de Diabetes” para fazer a identificação precoce de diabetes tipo 2, segundo informações da Agência USP.

A detecção será feita por meio de cálculos da quantidade no organismo de adiponectina, substância que pode indicar a ocorrência futura da doença. Os cientistas desenvolvem um sistema de diagnóstico baseado em nanotecnologia para realizar as medições.

Segundo a agência, a ideia da Rede surgiu a partir de uma chamada do Ministério da Saúde, por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), para grupos de pesquisa interessados em estudar diagnóstico, prevenção ou tratamento da diabetes, em nível nacional, realizada em 2010. Conforme o professor do IFSC, Valtencir Zucolotto, coordenador da Rede, estudos anteriores já indicavam a relação entre variação dos níveis de adiponectinas com a incidência de resistência à insulina, ou de diabetes tipo 2. “Antes de contrair a diabetes tipo 2, o paciente pode já ter apresentado níveis de adiponectina alterados”, conta.

Até mais.
Fonte: Veja.

EUA: orgão diz que Coca e Pepsi têm potencial cancerígeno...

Testes feitos a pedido de instituto de defesa do consumidor mostraram que refrigerantes das duas marcas possuem níveis de 4-MEI acima do recomendado

Um grupo americano de defesa do consumidor afirmou que os refrigerantes normais e diet da Coca-Cola e Pepsi contêm uma substância que pode causar câncer em quantidade acima do normal. Em um comunicado público, o Center for Science in the Public Interest (CSPI – Centro para a Ciência a Favor do Interesse Público, em tradução livre) afirmou que análises químicas detectaram a presença de altos níveis de 4-metilimidazol (4-MEI), um produto usado para dar a cor 'caramelo' aos refrigerantes.

O CSPI coletou amostras de Coca-Cola, Pepsi, e outras marcas populares nos Estados Unidos em lojas na capital do país, Washington, e arredores. Foram encontradas de 145 a 153 microgramas (1 micrograma é a milionésima parte do grama) de 4-MEI em duas latas de 350 mililitros de Pepsi; 142 e 146 microgramas em duas latas de Coca-Cola; e 103 e 113 em duas latas de Diet Coke.

Segundo a lei do estado da Califórnia, produtos que contenham quantias de 4-MI acima de 29 microgramas precisam ser identificados com um rótulo avisando que podem aumentar o risco de câncer.

"Quando a maioria das pessoas lê 'corante caramelo' nos rótulos dos alimentos, acha que se trata de um ingrediente similar ao obtido ao derreter açúcar em uma panela", afirmou Michael Jacobson, diretor executivo da CSPI. "Mas a realidade é bem diferente. Corantes feitos com amônia ou pelo processo de sulfito de amônia contêm substâncias que podem causar câncer e não fazem parte da cadeia alimentar. Sob nenhuma circunstância poderiam ter um nome inocente como 'corante caramelo'."

Em uma petição enviada à FDA (agência americana que controla os remédios e alimentos), a CSPI requereu a mudança do nome do ingrediente para "corante caramelo quimicamente modificado" ou "corante caramelo por processo de sulfito de amônia." Também pediu que nenhum produto seja chamado de "natural" se contiver qualquer tipo de corante caramelo.

Jacobson vai além e defende o fim do uso do corante, já que outros produtos obtém a mesma cor marrom sem usar o 4-MEI, inclusive refrigerantes. "A Coca-Cola e a Pepsi, com a anuência da FDA, estão expondo desnecessariamente milhões de americanos a uma substância que causa câncer."

Segundo a CSPI, as pessoas em maior risco são homens na casa dos 20 anos, por consumirem grandes quantias de bebidas com corante caramelo e porque jovens são mais suscetíveis a produtos carcinogênicos que as pessoas mais velhas.

Reação — A American Beverage Association, que representa a indústria de bebidas americana, publicou em sua página na internet um comunicado afirmando que "a ciência simplesmente não mostra que o 4-MEI em bebidas ou alimentos representa uma ameaça à saúde humana."

A FDA, por meio de seu porta-voz, Douglas Karas, afirmou que a agência está analisando os pedidos da CSPI, mas que "é importante entender que uma pessoa precisaria consumir milhares de latas de refrigerante diariamente para atingir o número de doses equivalentes às administradas em estudos que mostraram relação com o câncer em ratos de laboratório."

Por via das dúvidas, a Pepsi disse à CSPI que vai alterar a quantidade de corante caramelo nos refrigerantes vendidos na Califórnia e que pretende estender a medida para o resto dos EUA. Em entrevista a um blog da Rádio Pública Nacional, a porta-voz da Coca-Cola disse que as mudanças para se adequar à lei da Califórnia já foram iniciadas, mas que os produtos da empresa sempre foram seguros.

Até mais.

Fonte: Veja.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Dormir menos faz pessoa comer mais comida calórica...

Dormir menos provoca mais danos ao corpo do que um cansaço posterior. Segundo um novo estudo, quem tem uma hora e 20 minutos a menos de sono desenvolve a a tendência de consumir 549 calorias extras --o equivalente a um lanche de fast-food.

Apesar de apenas 17 pessoas serem incluídas participado da pesquisa, estudos anteriores já indicaram uma relação entre a falta de sono e a obesidade.

As condições analisadas desta última pesquisa englobaram medição de horas dormidas no experimento, alimentos consumidos e atividades físicas.

Mas, entre outros itens, o que chama a atenção é que o hábito alimentar dos que dormiram livremente não mudou, enquanto que o oposto foi verificado no grupo que teve o sono privado.

Estudos anteriores indicam que menos horas de sono afeta o consumo de comida pela redução da produção de um hormônio, a leptina, que inibe o apetite. Ao mesmo tempo, aumenta um outro, a grelina, conhecido também como o "hormônio da fome".

Neste, organizado por médicos cardiologistas da Mayo Clinic, uma companhia norte-americana de saúde, descobriu-se que o processo é inverso. Os níveis de leptina aumentaram e o de grelina, diminuíram, quando a pessoa dormiu menos.

O autor principal do estudo, Virend Somers, acrescenta: "E quanto mais gordura você tem, mais leptina você produz."

Para chegar a essa conclusão, os voluntários tiraram três noites de sono em que puderam dormir uma média de seis horas e 30 minutos.

Depois, foram divididos em dois grupos, com nove deles seguindo o modelo-padrão de sono durante oito dias. Os demais reduziram o período para uma média de cinco horas e dez minutos --o mesmo que uma hora e 20 minutos a menos de sono.

Somers lembra que este é um estudo piloto e precisa ser aprofundado. Mas cita: "Muitos jovens passam horas usando a tecnologia, como em websites como o "Facebook", impedindo-os de ter sono [considerado] suficiente. Isto possui um impacto na obesidade? Talvez sim."

O estudo foi apresentado nesta semana no encontro da Associação Americana do Coração, em San Diego.

Até mais.

Fonte: Folha de São Paulo.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Especialistas belgas desaconselham natação para bebês...

Especialistas belgas chegaram à conclusão que a natação não é recomendável para bebês com menos de um ano.

A diretora do estudo, Micheline Kirsch-Volders, em entrevista ao jornal "Le Soir", disse que não há benefícios reais depois de serem medidos os riscos e as vantagens da natação para menores de 12 meses.

De acordo com ela, as crianças dessa idade são "particularmente vulneráveis, mais sujeitos a infecções, com mucosas muito reativas e pulmões imaturos.

Kirsch-Volders lembrou ainda que as temperaturas da água e do ar costumam ser elevadas nas instalações onde se pratica a natação com bebês, o que aumenta a presença de micro-organismos.

A especialista indica que as vantagens que a piscina traria para os bebês mais jovens --tanto físicas quanto afetivas-- podem ser obtidas com um simples banho.

A recomendação será adotada pelo Conselho Superior da Saúde da Bélgica que, por outro lado, apoia a natação para as crianças com mais de um ano.

Segundo o "Le Soir", cerca de 15% das crianças belgas praticam natação com menos de um ano. A técnica começou a ser popular na década de 1960 para acostumar os bebês à água e melhorar sua coordenação.

Até mais.

Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 6 de março de 2012

Trabalho infantil...

O Estatuto da criança e do adolescente visa proteger os direitos das crianças e dos adolescentes. Uma questão sempre abordada é a respeito do trabalho infantil, o qual é proibido. Porém, "proibido entre aspas".
Ver uma criança na rua, fazendo malabarismo, vendendo balas ou engraçando sapato, para complementar a renda familiar está errado? Se seus pais estão trabalhando também, ganhando pouco, e suas crianças nos horários livres estão na rua trabalhando (sendo bem cuidadas e frequentando a escola regularmente), será que isso é errado?
Como podemos comparar com as crianças e adolescentes que fazem teatro, novelas, comerciais ou mesmo estão quase profissionais do futebol, ganhando altos salários, estes também não estão errados.
Algumas coisas parecem que podem para alguns e para outros não, dependendo da situação econômica e social da família, e de quanto irão ganhar.
Fiquem a vontade de expressar sua opinião.

Até mais.

quinta-feira, 1 de março de 2012

TAK-875...

O agonista seletivo do GPR40, conhecido como TAK-875, é o novo medicamento para o diabetes mellitus tipo 2 na fase 2 de testes clínicos. Ele aumenta a secreção de insulina glicose-dependente sem alterar a secreção de glucagon nas ilhotas pancreáticas isoladas. A nova droga melhorou significativamente o controle glicêmico com risco mínimo de hipoglicemia.

O TAK-875 aumenta a secreção de insulina glicose-dependente sem alterar a secreção de glucagon em ilhotas isoladas em ratos e humanas. O GPR40 é um receptor acoplado à proteína G altamente expresso nas células beta do pâncreas. Ele é ativado por ácidos graxos livres e induz a secreção de insulina mediada por ácidos graxos livres (porém dependente de glicose). O TAK-875 aumenta a concentração de cálcio intracelular e promove a secreção de insulina pelas células-beta através da ativação do GPR40.

O estudo, publicado pelo The Lancet, verificou se a ativação seletiva farmacológica do receptor GPR40 pelo TAK-875 em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 melhorou o controle glicêmico sem risco de hipoglicemia. A administração de TAK-875 nas doses de 6.25, 25, 50, 100 ou 200 mg foi comparada ao uso de placebo ou de glimepirida (4 mg), uma vez por dia durante 12 semanas, em diabéticos tipo 2 que não tinham respondido à dieta ou ao tratamento com metformina. Na fase 2, o estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo teve como desfecho primário a alteração na hemoglobina glicosilada (HbA1c) em relação aos valores do início da pesquisa.

Os participantes foram distribuídos aleatoriamente para receber TAK-875 (n = 303), placebo (n = 61) ou glimepirida (n = 62). O TAK-875 melhorou significativamente o controle glicêmico em pacientes com diabetes tipo 2 com risco mínimo de hipoglicemia. Os resultados mostram que a ativação de GPR40 é um alvo terapêutico viável para o tratamento do diabetes tipo 2.

Até mais.

Fonte: The Lancet, publicação online de 27 de fevereiro de 2012

NEWS.MED.BR, 2012. TAK-875: novo tratamento para diabetes mellitus tipo 2 melhora controle glicêmico com risco mínimo de hipoglicemia, publicado no The Lancet. Disponível em: . Acesso em: 1 mar. 2012.

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