domingo, 30 de setembro de 2012

Desconhecimento dos efeitos do consumo de soja no seguimento do hipotireoidismo congênito...


Tem sido demonstrado que os produtos de soja podem interferir com a absorção dos hormônios da tireóide, resultando em hipotireoidismo em indivíduos que recebem a levotiroxina na dose de substituição recomendada. Também foi relatado que a realização de eutireoidismo em pacientes com hipotireoidismo, utilizando produtos de soja exige o aumento das doses de levotiroxina. Temos observado dois pacientes com hipotireoidismo congênito, que continuou com manifestações de hipotireoidismo clínico ao receber doses recomendadas de hormônio e ingestão de produtos de soja.
O primeiro paciente foi diagnosticada pela triagem neonatal (hormônio estimulante da tiróide [TSH] = 169 μIU / mL) e tratado com 50 mg de levotiroxina desde 6 dias de idade, enquanto, simultaneamente, a partir de fórmula de soja. Às 3 semanas de idade, foi clinicamente e bioquimicamente considerado hipotireoidismo (tiroxina = 4,0 mg / dL, TSH = 216 μIU / mL). Paramos sua fórmula de soja e diminuição da sua dose de levotiroxina. Três semanas mais tarde sinais de hipotireoidismo foram resolvendo e, por 10 semanas de idade, ela estava clinicamente e bioquimicamente eutireóideo. Outro paciente foi diagnosticado por triagem neonatal, recebeu levotiroxina, e estava bem. Ela enão veio em consultas para nós por 2 anos. Durante este intervalo, ela começou a consumir o leite de soja e tornou-se profundamente hipotireoidiana (tiroxina livre <0 112="112" a="a" aumentado="aumentado" cuidados="cuidados" de="de" dia.="dia." dico="dico" dl="dl" dose="dose" embora="embora" font="font" levotiroxina="levotiroxina" m="m" ml="ml" ng="ng" o="o" para="para" prim="prim" rios="rios" tinham="tinham" tsh="248" ug="ug">
Ela foi transferida para ingestão de leite de vaca, e sua função tireoidiana lentamente normalizada com a diminuição de doses de levotiroxina. 
Esses dois pacientes reforçam a importância de se lembrar que os produtos de soja interferem com a absorção de levotiroxina e pode colocar em risco lactentes e crianças jovens com hipotireoidismo congênito, que estão em risco de atraso de desenvolvimento e crescimento.

Até mais.

Fonte: Unawareness of the Effects of Soy Intake on the Management of Congenital Hypothyroidism 
  • Abigail Gelb Fruzza
  • Carla Demeterco-Berggren
  • and Kenneth Lee Jones 
  • Pediatrics 2012; 130:e699-e702.

    quinta-feira, 27 de setembro de 2012

    Concentração urinária de bisfenol A (BPA) é associada à obesidade em crianças e adolescentes, em artigo publicado pelo JAMA ...


    O bisfenol A (BPA), uma substância química fabricada, é encontrado em alimentos enlatados, líquidos engarrafados e outros produtos de consumo. Nos adultos, as elevadas concentrações urinárias de BPA estão associadas à obesidade e à doença arterial coronariana incidente. 
    É possível que a exposição ao BPA esteja ligada à obesidade infantil, mas são poucas as informações disponíveis até o momento.
    Com o objetivo de examinar as associações entre a concentração de BPA na urina e os resultados que ela pode ter na massa corporal de crianças, foi realizada uma análise transversal de uma subamostra nacionalmente representativa com 2.838 participantes. A idade variou entre 6 a 19 anos e as crianças foram selecionadas aleatoriamente para medir a concentração de BPA urinário. A pesquisa, que faz parte do programa de estudos National Health and Nutrition Examination Surveys, coordenada por Leonardo Trasande, foi publicada pelo periódico The Journal of the American Medical Association (JAMA). O índice de massa corporal (IMC) foi usado para classificar os participantes como crianças com sobrepeso (IMC ≥ percentil 85 para a idade/sexo) ou obesidade (IMC ≥ percentil 95).
    A concentração urinária mediana de BPA foi de 2,8 ng/ml. Dos participantes, 1.047 estavam com sobrepeso e 590 eram obesos. Após os ajustes estatísticos necessários, as crianças com menor concentração urinária de BPA, no primeiro quartil, tiveram uma menor prevalência estimada de obesidade (10.3%) do que aqueles nos quartis dois (20,1%), três (19%) e quatro (22,3%). A obesidade não foi associada com a exposição a outros fenois ambientais normalmente utilizados em produtos de consumo, tais como filtros solares e sabonetes. Na análise estratificada, associações significativas entre as concentrações de BPA na urina e a obesidade foram encontradas entre os brancos (P <0 entre="entre" hisp="hisp" mas="mas" n="n" negros="negros" nicos.="nicos." o="o" os="os" ou="ou" p="p">
    Os resultados da pesquisa mostram que a concentração urinária de BPA foi significativamente associada à obesidade em crianças e adolescentes. Não se pode descartar a possibilidade de que crianças obesas ingerem alimentos com maior teor de BPA ou têm maiores depósitos de BPA no tecido adiposo.

    Até mais.

    NEWS.MED.BR, 2012. Concentração urinária de bisfenol A (BPA) é associada à obesidade em crianças e adolescentes, em artigo publicado pelo JAMA. Disponível em: . Acesso em: 27 set. 2012.

    segunda-feira, 24 de setembro de 2012

    Descoberta do papel da interleucina-6 sobre a perda de peso pode levar a novos tratamentos contra obesidade...


    Pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, identificaram uma molécula no sistema imunológico que afeta a fome e a saciedade. A descoberta pode levar a novos tratamentos para a obesidade.
    A interleucina-6 é um mensageiro químico do sistema imune que desempenha um papel importante no combate à infecção. No entanto, pesquisas recentes têm mostrado que ela também pode provocar a perda de peso.
    Agora, a equipe de pesquisa, liderada por Erik Schele investigou e conseguiu identificar os tipos específicos de células cerebrais que são direcionados pela molécula interleucina-6.
    Os resultados mostram que as células que são afetadas pela interleucina-6 produzem substâncias que não só afetam a sensação de fome e saciedade, mas também controlam a capacidade do corpo de queimar gordura. "Interleucina-6 aumenta os níveis de substâncias no cérebro que desencadeiam a perda de peso, o que poderia explicar por que altos níveis dessa molécula levando ao emagrecimento", afirma Schele.
    Sabe-se que os níveis de interleucina-6 no cérebro, normalmente baixos, aumentam dramaticamente durante uma infecção, normalmente acompanhada de fome reduzida e fadiga. "Nossa pesquisa indica que a interleucina-6 pode desempenhar um papel-chave na regulação do metabolismo de indivíduos saudáveis também", observa o pesquisador.
    A equipe mostrou que ratos que carecem de IL-6 engordam, e que o metabolismo de ratos injetados com IL-6 diretamente no cérebro aumenta significativamente.
    Embora não seja ainda totalmente compreendido como a interleucina-6 no cérebro afeta o peso corporal, os investigadores concluíram que qualquer pessoa cujo cérebro produza interleucina-6 em abundância está protegida contra o excesso de peso.
    Até mais.


    Fonte: isaude.net

    terça-feira, 18 de setembro de 2012

    domingo, 16 de setembro de 2012

    Equipe descobre primeiro gene associado à sensibilidade ao hormônio insulina...


    Cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriram o primeiro gene ligado à maior sensibilidade ao hormônio insulina.
    A pesquisa pode ajudar a desenvolver novos tratamentos para o diabetes tipo 2, causado pela condição oposta, a resistência à insulina.
    "A resistência à insulina é uma característica importante do diabetes tipo 2. As células produtoras de insulina no pâncreas podem estar trabalhando duro e bombeando muita insulina, mas as células do corpo não respondem mais. Encontrar uma causa genética da condição oposta, a sensibilidade à insulina, melhora o entendimento dos processos biológicos envolvidos na condição. Tal entendimento poderia ser importante na produção de novos medicamentos que restauram a sensibilidade à insulina na doença", afirma a líder da pesquisa Anna Gloyn.
    O gene PTEN codifica uma enzima que é parte da via de sinalização da insulina no corpo. Ela é conhecida por ter um papel no controle do metabolismo do corpo, e por desempenhar um papel no crescimento celular. A equipe de Oxford estava interessada em aprender mais sobre esse duplo papel.
    Existe uma doença hereditária genética chamada síndrome de Cowden causada por falhas no gene PTEN. A condição é muito rara e afeta uma pessoa em 200 mil. Há cerca de 300 pessoas com a doença no Reino Unido.
    Existe uma doença hereditária genética chamada síndrome de Cowden causada por falhas no gene PTEN. A condição é muito rara e afeta uma pessoa em 200 mil. Há cerca de 300 pessoas com a doença no Reino Unido.
    "PTEN é um gene que está fortemente envolvido tanto nos processos de crescimento celular quanto no metabolismo. Dado esse papel duplo, estávamos interessados em compreender o perfil metabólico de pessoas com síndrome de Cowden. Era possível que mutações no PTEN poderiam melhorar o metabolismo de pessoas com diabetes", explica o primeiro autor Aparna Pal.
    A equipe realizou testes de tolerância à glicose com 15 pessoas com síndrome de Cowden e 15 controles. Aqueles com síndrome de Cowden tiveram sensibilidade à insulina significativamente maior. Segundo a equipe, isso foi causado pelo aumento da atividade na via de sinalização da insulina.
    Os pesquisadores também notaram que o índice de massa corporal das pessoas com síndrome de Cowden pareceu maior do que os controles. Eles realizaram uma comparação com um grupo controle muito maior de mais de 2 mil e confirmaram que aqueles com a síndrome tinham níveis mais elevados de obesidade. O peso extra pareceu ser causado por excesso de gordura, e não foram observadas diferenças em que a gordura foi armazenada em comparação com os controlos.
    A equipe afirma que isso foi uma surpresa. Normalmente a sensibilidade à insulina acontece juntamente com a redução do peso corporal. "Sabemos agora que as mutações que inativam o gene PTEN resultam em maior risco de câncer e obesidade, mas também aumentam a sensibilidade à insulina, o que é muito provável de proteger contra o diabetes tipo 2", observam os autores.
    Eles concluem que o estudo mostra como as vias biológicas que regulam o crescimento celular e o metabolismo estão intimamente ligadas. "Precisamos entender completamente estes caminhos para identificar quais genes podem ser alvo para o desenvolvimento de novos medicamentos contra o diabetes", relatam os autores.
    Até mais.
    Fonte: isaúde.net

    sexta-feira, 14 de setembro de 2012

    Início da puberdade é acionado pelo cérebro durante o sono profundo...


    Cientistas norte-americanos descobriram que o sono de ondas lentas, ou "sono profundo", está intimamente envolvido no controle do início da puberdade pelo cérebro.
    A pesquisa, apresentada na revista Jounal of Clinical Endocrinology and Metabolism (JCEM), levanta preocupações sobre impacto do sono inadequado entre os adolescentes.
    As muitas mudanças que ocorrem em meninos e meninas durante a puberdade são provocadas por alterações no cérebro. Estudos anteriores demonstraram que as partes do cérebro que controlam a puberdade tornam-se ativas durante o sono, mas o presente estudo mostra que se é o sono profundo, em vez de o sono em geral, que está associado a esta atividade.
    A líder da pesquisa Natalie Shaw e seus colegas do Massachusetts General Hospital examinaram os pulsos de secreção do hormônio luteinizante (LH), em relação aos estágios específicos do sono em crianças de 9 a 15 amos.
    LH é essencial para a reprodução, pois desencadeia a ovulação nas fêmeas e estimula a produção de testosterona nos machos.
    Os participantes passaram por coletas de sangue frequentes e estudos polissonográficos.
    Os pesquisadores descobriram que a maioria dos pulsos de LH que ocorrem após o sono é precedido de sono profundo, sugerindo que o sono profundo está intimamente envolvido no início da puberdade.
    "Se as partes do cérebro que ativam o sistema reprodutivo dependem de sono profundo, então precisamos estar preocupados que o sono inadequado ou perturbado em crianças e jovens adolescentes podem interferir com a maturação puberal normal. Isto é particularmente verdade para as crianças que foram diagnosticadas com distúrbios do sono, mas também pode ter implicações mais amplas para melhorar a qualidade do sono dos adolescentes", conclui Shaw.
    Até mais.
    Fonte: isaude.net

    quinta-feira, 13 de setembro de 2012

    Estudo descarta inalação diária de corticoides para controlar asma...


    A inalação diária de corticoides para controlar a asma seriam inúteis, concluiu uma pesquisa realizada nos Estados Unidos e que pode modificar a prática médica no combate a esta doença respiratória crônica que afeta dezenas de milhões de pessoas.
    Atualmente, a recomendação consiste em inalar duas doses de corticoides por dia, além de fazer inalações de albuterol, que dilata as vias respiratórias, em caso de crise aguda de asma, explicaram os autores do estudo, publicado na edição desta quarta-feira (12) da revista Journal of the American Medical Association (JAMA).
    Para estudar as diferentes opções de tratamento antiasmático no longo prazo, os pesquisadores da faculdade de Medicina da Universidade do Texas (sul) acompanharam 340 adultos que sofriam de asma persistente, leve ou moderada.
    Os cientistas examinaram principalmente a reação dos brônquios, as funções pulmonares, a quantidade de dias de trabalho ou de escola perdidos, a intensificação dos sintomas e as crises agudas segundo tratamentos acompanhados durante nove meses. Este período permitiu fazer ajustes, assim como levar em conta as variações sazonais.
    Neste sentido, não foi constatada qualquer diferença notável no fato de se fazer ou não duas inalações de corticoides por dia ou não.
    "A descoberta de que estas duas opções de tratamento não produzem resultados muito diferentes poderiam mudar a forma com que médicos e pacientes tratam a asma, oferecendo-lhes uma opção mais fácil de seguir e menos cara", destacou o doutor William Calhoun, professor de Medicina da Universidade do Texas e principal autor do estudo.
    "Os resultados são baseados em fundamentos sólidos de pesquisa sobre esta doença e são produzidos em um momento em que os casos de asma aumentam a um ritmo alarmante, sobretudo entre os americanos de baixa renda", acrescentou.
    Cerca de 25 milhões de pessoas sofrem de asma nos Estados Unidos e a doença custa 3.300 dólares por doente ao ano em tratamentos médicos, faltas no trabalho e nas escolas, assim como em mortes prematuras
    Até mais.
    Fonte: uol.

    terça-feira, 4 de setembro de 2012

    Obesidade infantil faz aumentar casos de colelitíase ou coledocolitíase em crianças e adolescentes, publicado pelo Journal of Pediatric Gastroenterology & Nutrition ...


    O objetivo do presente estudo foi investigar a associação entre a obesidade na infância e na adolescência, o risco de cálculos biliares e o efeito da modificação potencial do risco pelo uso de contraceptivos orais em meninas.
    Neste estudo transversal de base populacional, peso e altura foram medidos, o uso de contraceptivo oral e o diagnóstico de colelitíase ou de coledocolitíase foram extraídos dos registros médicos eletrônicos de 510.816 pacientes com idades entre 10 a 19 anos.
    Foram identificados 766 pacientes com cálculos biliares. As razões de chances de desenvolvimento de cálculos biliares, com intervalo de confiança de 95%, para peso normal ou abaixo do normal (referência), sobrepeso, obesidade moderada e obesidade extrema em meninos foram 1,00; 1,46 (0,94% -2,27%); 1,83 (1,17% -2,85 %) e 3,10 (1,99% -4,83%) e em meninas foram 1,00; 2,73 (2,18% -3,42%); 5,75 (4,62% -7,17%) e 7,71 (6,13% -9,71%), respectivamente (P para sexo × interação com a classe de peso <0 -2="-2" 1="1" 2="2" 95="95" a="a" as="as" associado="associado" biliares="biliares" c="c" categoria="categoria" chance="chance" chances="chances" com="com" confian="confian" contraceptivo="contraceptivo" contraceptivos="contraceptivos" contrapartes="contrapartes" da="da" de="de" do="do" entre="entre" foi="foi" intervalo="intervalo" lculos="lculos" maior="maior" meninas="meninas" mesma="mesma" n="n" o="o" orais.="orais." orais="orais" oral="oral" p="p" para="para" peso="peso" que="que" raz="raz" risco="risco" suas="suas" ter="ter" tiveram="tiveram" usaram="usaram" usavam="usavam" uso="uso">
    Devido ao aumento da obesidade infantil extrema, os pediatras podem esperar encontrar um número crescente de crianças e adolescentes afetadas pela colelitíase ou coledocolitíase.

    Até mais.

    NEWS.MED.BR, 2012. Obesidade infantil faz aumentar casos de colelitíase ou coledocolitíase em crianças e adolescentes, publicado pelo Journal of Pediatric Gastroenterology & Nutrition. Disponível em: . Acesso em: 4 set. 2012.

    segunda-feira, 3 de setembro de 2012

    Inalação de corticóide para tratamento da asma reduz crescimento das crianças...


    Estudo revela que início da terapia entre os 5 e 11 anos levou a uma redução de mais de um centímetro na altura na idade adulta

    Crianças que inalam drogas esteroides para o tratamento da asma ficam mais baixas na idade adulta do que aquelas que não fazem uso da droga, de acordo com pesquisadores da Washington University School of Medicine, nos EUA.
    Os resultados mostram que as crianças que apresentaram o crescimento mais lento foram aquelas que iniciaram o uso dos remédios entre os 5 e 11 anos de idade.
    O estudo envolveu mais de 1 mil crianças de 5 a 12 anos tratadas para asma ligeira a moderada por mais de quatro anos.
    Elas foram divididas em três grupos: um recebeu duas vezes por dia o budesonida, medicamento corticosteroide inalado; um segundo grupo recebeu nedocromil, medicamento não esteroide inalado; e um terceiro grupo recebeu um placebo.
    Os pesquisadores acompanharam 943 participantes do estudo, em intervalos regulares, até à idade adulta. As mulheres foram consideradas na altura adulta com a idade de 18 anos ou mais e os homens aos 20 anos ou mais. Após o final do estudo, os pesquisadores mediram a altura e o peso dos pacientes a cada seis meses. Ao longo dos oito anos seguintes, altura e peso foram medidos uma vez por ano.
    A altura adulta média foi de cerca de 1,2 centímetros menor no grupo que recebeu budesonida do que nos doentes que receberam placebo ou nedocromil. Os pacientes que apresentaram o crescimento mais lento eram principalmente aqueles que iniciaram o uso do medicamento entre os 5 e 11 anos de idade.
    Segundo os pesquisadores, conforme o estudo progrediu, as crianças que tomaram budesonida permaneceram menores até a idade adulta do que as crianças que não usaram a droga.
    "Isso foi surpreendente, pois em estudos anteriores, verificou-se que o crescimento mais lento seria temporário, não afetando a altura adulta. Mas nenhum desses estudos acompanhou os pacientes a partir do momento que eles entraram no estudo até a vida adulta", afirma o autor sênior do estudo Robert C. Strunk.
    A equipe recomenda que, se uma criança não está crescendo como deveria, pode ser indicado reduzir a dose de esteroides. "Vamos usar a menor dose eficaz para controlar os sintomas e minimizar as preocupações dos efeitos sobre a altura na idade adulta", concluem os pesquisadores.
    Até mais.
    Fonte: isaude.net

    domingo, 2 de setembro de 2012

    Hepatite A no calendário vacinal em 2013...


    O Ministério da Saúde deve anunciar ainda neste ano a incorporação da vacina contra a hepatite A no calendário infantil de imunização.
    A Conitec, comissão que assessora o ministério na adoção de novas tecnologias no SUS, recomendou ao governo incluir essa vacina na rede pública após uma demanda feita pela Secretaria de Vigilância em Saúde, um setor do próprio ministério.
    A recomendação foi feita no início do mês e divulgada ontem, juntamente com uma consulta pública a respeito do tema.
    Segundo Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do ministério, a expectativa é que seja definida uma posição sobre a possível transferência de tecnologia com um dos laboratórios produtores da vacina até o mês que vem.
    "Provavelmente anunciaremos a medida neste ano para implantá-la no ano que vem", afirmou.
    A ideia, diz o relatório da comissão, é incluir essa nova vacina já em 2013 junto com a vacina contra a catapora -essa última, anunciada neste mês pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde) e também objeto de recomendação pela Conitec neste mês.
    O esquema sugerido é de duas doses da vacina contra a hepatite A para crianças, aos 12 meses e aos 18 meses de idade.
    Um estudo entregue ao ministério no início do ano classificou essa vacina como "econômica", o que significa que vale a pena oferecê-la na rede pública considerando seus impactos na saúde e na economia. O custo anual da medida estimado pelo relatório é de R$ 149 milhões.
    Segundo Barbosa, a recomendação da OMS (Organização Mundial da Saúde) de oferecer a vacina passou a valer para o Brasil quando o país melhorou as condições sanitárias, o que fez com que menos pessoas tivessem contato com o vírus de forma natural, na infância, fase em que é menos perigoso.
    "Era um país de alta endemicidade da doença. Aos 15 anos, 95% das pessoas tinham tido contato com o vírus", explica ele. O problema pode se tornar mais sério quando atinge jovens.
    Essa é uma doença transmitida pela via oral, por água e alimentos contaminados e também de pessoa a pessoa.

    Segundo o relatório da Conitec, entre 1999 e 2009, 354 surtos de hepatite A foram registrados no país, atingindo 4.446 pessoas. Mais de 50% dos casos identificados ocorreram na faixa dos 5 a 19 anos. A vacina contra a hepatite B já é oferecida no SUS.

    Até mais.

    Fonte: Folha de São Paulo.

    Uso do ácido fólico na gravidez...


    Uma medida simples para evitar malformações em bebês ainda é pouco adotada pelas brasileiras e será tema de campanha nacional com lançamento marcado para hoje em São Paulo.
    Um levantamento com 500 mulheres realizado pelo médico Eduardo Borges da Fonseca, professor de obstetrícia da Universidade Federal da Paraíba, mostra que só 13,8% tomaram suplemento de ácido fólico antes de engravidar.
    O uso dessa vitamina ao menos 30 dias antes do início da gestação, continuando até o terceiro mês, reduz em cerca de 75% a ocorrência dos defeitos de fechamento do tubo neural (a região do embrião que vai dar origem ao sistema nervoso central).
    Hoje, 1 em 1.000 crianças nasce com algum desses problemas no país. Os mais comuns são espinha bífida (exposição dos nervos da medula espinhal) e anencefalia.
    A anencefalia leva à morte do bebê. No caso da espinha bífida, a gravidade varia conforme a posição da lesão e a extensão. Algumas crianças não precisam de tratamento e outras podem ser submetidas a cirurgia logo após o parto. Mas muitas, mesmo após a operação, sofrem sequelas, como paralisia e dificuldades de aprendizagem.
    No estudo, feito em João Pessoa, a maioria das que usaram o ácido fólico o fez de forma incorreta, muitas vezes com doses maiores dos que as ideais (de 400 microgramas por dia). Estudos com animais apontam que a suplementação em excesso pode levar a bebês com baixo peso.
    Cerca de metade da amostra era de mulheres atendidas pelo SUS e a outra metade, de clínicas particulares. "Não houve diferença entre os grupos", afirma Fonseca, que é presidente da comissão de medicina fetal da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).
    "Os números que nós encontramos são muito semelhantes aos de um estudo feito em Pelotas (RS) há seis anos. A situação não melhorou desde então."
    O fechamento do tubo neural acontece entre a segunda e a quarta semana de gravidez. No Brasil, segundo pesquisa da Fiocruz com 22 mil mulheres, 55% das gestações não são planejadas.
    "Em geral, a mulher só chega ao médico de dois a três meses depois do início da gravidez, o que já é uma fase tardia para o início da suplementação", afirma o médico.
    Por isso, um dos focos da campanha da Febrasgo é estimular médicos a informar as mulheres sobre a importância do suplemento durante as consultas anuais.
    A fortificação de farinhas de trigo e de milho com ácido fólico, obrigatória no Brasil desde 2004, consegue reduzir em 39% a ocorrência das malformações.
    "Mas essa medida não atinge a todas. Muitas mulheres hoje adotam dietas da proteína, com baixa ingestão de carboidrato. Por isso é melhor usar as duas formas de prevenção: a alimentação fortificada e a suplementação."

    Até mais.

    Fonte: Folha de São Paulo.

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