quinta-feira, 26 de julho de 2012

Primeira vacina contra a dengue ...


Laboratório francês Sanofi SA anunciou, nesta quarta-feira (25), que sua candidata a vacina tetravalente contra a doença é segura

Sanofi Pasteur, divisão de vacinas laboratório francês Sanofi SA, anunciou nesta quarta-feira (25), que sua candidata a vacina tetravalente contra a dengue demonstrou eficácia contra a doença que afeta mais de três bilhões de pessoas no mundo e mata cerca de 20 mil por ano. Testes clínicos realizados na Tailândia apresentaram altos níveis de segurança.
A vacina da Sanofi gerou uma resposta imunológica às quatro cepas, mas só houve comprovação da sua eficácia contra três delas. A Sanofi disse estar realizando análises para entender a resistência do quarto tipo, e que a Fase 3 do teste clínico poderá indicar se isso tem relação com alguma situação específica da Tailândia.
O estudo da Fase 2B, envolvendo 4.002 crianças tailandesas de 4 a 11 anos, foi realizado durante um surto de dengue, o que pode explicar o resultado inesperado.
O analista Mark Clark, do Deutsche Bank, disse que a falta de proteção contra o quarto tipo do vírus significa que o lançamento comercial da vacina é mais provável em 2015 do que em 2014, pois a Sanofi aguardará a Fase 3 antes de protocolar o pedido de registro em alguns países. Esta etapa do estudo está sendo realizada com 31 mil participantes em dez países da Ásia e América Latina.
Dados completos do estudo ainda estão sendo revistos por especialistas e autoridades de saúde, e devem ser divulgados ainda neste ano.
A Sanofi Pasteur já investiu 350 milhões de euros (423 milhões de dólares) em uma nova fábrica na França para produzir a vacina, que é administrada em três doses.

Até mais.
Fonte: isaude.net

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Caneta-agulha de 4mm é a mais segura para aplicação de insulina em crianças diabéticas...


Crianças que fazem uso de insulina injetável necessitam de orientações claras quanto ao comprimento adequado da agulha para elas. Um estudo aferiu a distância entre a superfície da pele e o músculo em crianças, a fim de se fazer a melhor escolha de agulhas. Foram acompanhadas 101 crianças com diabetes tipo 1, em três grupos conforme a idade: 2-6, 7-13 e 14-17 anos. 
A espessura da pele e do tecido subcutâneo (SC) foi medido por ultrassonografia em todos os locais de injeção. A espessura da pele variou de 1,58 mm no braço das crianças menores a 2,29 mm nas nádegas dos adolescentes. Valores diminuíram progressivamente com base na idade (2-6 < 7-13 < 14-17) e no local do corpo (braço < coxa < abdômen < nádegas). 
A distância entre superfície da pele e o músculo foi menor de 4 mm em cerca de 10% das crianças, especialmente no grupo de 2-6 anos. Neste grupo, a taxa de injeções intramusculares (IM) usando a caneta agulha de 4-mm sem pinçamento da pele seria de 20,2%. Essa taxa de injeções IM dobra quando utilizando a agulha de 5 mm, e, quando injeções são dadas em condições semelhantes, a taxa triplica quando utilizada a agulha de 6 mm.
Parece apropriado que todas as crianças utilizem agulhas curtas sempre que possível para minimizar injeções intramusculares inadvertidas que podem aumentar a variabilidade glicêmica. Atualmente, a agulha mais segura para todas as crianças parece ser a caneta agulha de 4 mm. 
No entanto, quando utilizada em crianças com idades entre 2-6 anos, deve ser feita sobre uma prega de pele.
O estufo foi publicado antecipadamente no web site da revista Pediatric Diabetes.

Até mais.

Fonte: Pediatric Diabetes, 2012. DOI: 10.1111/j.1399-5448.2012.00865.x

terça-feira, 24 de julho de 2012

Marca-passo cerebral contra a obesidade...



Usado há quase duas décadas no controle dos sintomas da doença de Parkinson, o marca-passo cerebral será testado pela primeira vez no Brasil para obesidade mórbida e depressão.
A esperança é adicionar mais uma opção ao arsenal de tratamentos, como medicamentos e cirurgia.
As pesquisas serão desenvolvidas no Centro de Neurociência do HCor (Hospital do Coração) em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do IEP (Instituto de Ensino e Pesquisa) do hospital.
Dois neurocirurgiões brasileiros que acabam de voltar ao país depois de uma longa temporada nos EUA serão os responsáveis pelos estudos.
Professores de neurocirurgia na UCLA (Universidade da Califórnia), Antonio De Salles e Alessandra Gorgulho têm vasta experiência na área.
O grupo de pesquisa do qual fazem parte realizou estudos para o tratamento da depressão com essa técnica. E ambos já desenvolveram pesquisas com a estimulação elétrica cerebral em primatas e suínos para tratar a obesidade mórbida.
"Trata-se de uma ferramenta útil e poderosa que está sendo usada cada vez mais em outras áreas. Com o advento da tecnologia, o potencial de crescimento é enorme", afirma Gorgulho.
Ela diz que no Canadá há uma linha de pesquisa que estuda a técnica para mal de Alzheimer e o próprio casal já fez estudos em animais para o tratamento de estresse pós-traumático.

COMO FUNCIONA

No tratamento da doença de Parkinson e outros distúrbios do movimento, eletrodos são inseridos no cérebro e ligados a um marca-passo colocado sob a pele.

Por meio de impulsos elétricos, os sinais do cérebro que geram tremores e rigidez muscular são inibidos. O tratamento é reversível.
Já para tratar a depressão um dos novos estudos vai testar a eficácia da neuromodulação no nervo trigêmeo, cujas fibras carregam informações sensoriais e as projetam para estruturas do cérebro envolvidas na doença.
Pela primeira vez, os eletrodos serão implantados sob a pele nesse nervo e conectados a um marca-passo para tratar a depressão. A pesquisa deverá ter 22 participantes.
Para a obesidade mórbida o objetivo é implantar eletrodos cerebrais em uma área responsável pela saciedade em seis pacientes que não obtiveram sucesso com a cirurgia bariátrica.
"Também será a primeira vez que os eletrodos serão implantados nesse alvo do hipotálamo para obesidade. A ideia é verificar segurança e viabilidade", diz Gorgulho.
Segundo Henrique Ballalai, da Academia Brasileira de Neurologia, um estudo como esse faz bastante sentido porque há áreas do cérebro que controlam o apetite.
"Mas tem que ter um grande comprometimento; não se pode pensar que isso poderá ser usado para estética", diz.
Otávio Berwanger, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa do HCor, diz que a pesquisa visa uma nova alternativa para os pacientes com obesidade avançada que falharam com todas as opções de tratamento.
Ele ressalta, porém, que se tratam de pesquisas iniciais, que devem ter início em 2013. Apesar de a técnica cirúrgica ser segura e conhecida, é necessário que os estudos apontem que ela também é eficaz para essas novas aplicações.

Até mais.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

FDA aprova Qsymia para perda de peso ...


O Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Qsymia (fentermina e topiramato de liberação prolongada), segundo medicamento para perda de peso que recebeu aprovação da agência em menos de um mês de intervalo, ampliando o leque de opções terapêuticas para um terço dos adultos americanos que são obesos.
O medicamento Qsymia ofereceu a maior perda de peso em ensaios clínicos com medicamentos usados para emagrecer, quando comparado aos três remédios que foram considerados pelo FDA nos últimos anos. Em fase final de ensaios clínicos, os pacientes em uso de uma dose intermediária de Qsymia perderam em média 8,4% do seu peso corporal, após um ano de tratamento. Pacientes em uso de Belviq, medicamento aprovado no mês passado, perderam em média 5,8% do seu peso depois de um ano de uso da droga. No entanto, o novo medicamento também aumenta o risco de defeitos congênitos, quando utilizado por mulheres grávidas e pode causar taquicardia e problemas cognitivos.
Qsymia, anteriormente conhecido como Qnexa, foi desenvolvido pela Vivus Inc. de Mountain View, na Califórnia. Ele é a segunda droga aprovada para a obesidade em menos de um mês, após a aprovação do Belviq, da Arena Pharmaceuticals. Antes disso, nenhuma nova prescrição de medicamentos para emagrecer havia sido aprovada em 13 anos, após o Xenical da Roche.
Ambas as medicações, Qsymia e Belviq, foram rejeitadas pelo FDA em 2010, mas os fabricantes voltaram este ano com novos dados. Em fevereiro, o Comitê Consultivo do FDA votou a aprovação do Qsymia.
A terceira droga, o Contrave da Orexigen Therapeutics, também foi rejeitada e agora está sendo testada em um novo ensaio clínico.
Qsymia é uma combinação de dois fármacos existentes, um dos quais é a fentermina, um supressor do apetite. O outro é o topiramato, uma droga indicada também para tratar a epilepsia e a enxaqueca.
Alguns especialistas em obesidade já prescrevem cada componente de Qsymia separadamente.
O FDA sugeriu medidas de segurança para reduzir o risco de efeitos colaterais com a medicação. Todos os pacientes devem começar com uma dose média do fármaco e devem considerar uma dose elevada apenas se não perderem 3% do seu peso corporal após 12 semanas. Caso os pacientes não percam 5% do seu peso após 12 semanas de tratamento, com a dose mais elevada, devem interromper a medicação.
A agência também alerta para que os batimentos cardíacos dos pacientes em uso de Qsymia sejam monitorados regularmente. Mulheres em idade fértil devem fazer teste de gravidez antes de iniciar o Qsymia e todos os meses enquanto estiverem em uso da droga, além de usarem um método contraceptivo eficaz.

Até mais.

Fonte: NEWS.MED.BR, 2012. Obesidade: FDA aprova Qsymia para perda de peso. Disponível em: . Acesso em: 19 jul. 2012.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Qnexa ... FDA aprova remédio contra obesidade...


Medicamento é indicado para adultos obesos e com sobrepeso, droga proporciona perda média de massa corpórea de 8,9%

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA, aprovou nesta terça-feira (17) o medicamento contra obesidade Qnexa.
A droga é indicada para adultos com Índice de Massa Corporal (IMC) de 30 (obesidade) ou mais, ou pessoas com sobrepeso (IMC 25 a 30) com alguma doença condicionante a esta situação, como diabetes, colesterol alto e pressão alta.
IMC, que mede a gordura corporal, com base no peso de um indivíduo e altura, é utilizado para definir a obesidade e categorias com excesso de peso. Segundo os Centros para Controle e Prevenção de Doenças, mais de um terço dos adultos nos Estados Unidos são obesos.
"Qnexa, usado responsavelmente em combinação com um estilo de vida saudável, que inclua uma dieta de baixas calorias e exercícios, é uma opção para quem trata de sobrepeso crônico", diz Janet Woodcock, diretora do Centro para avaliação de medicamentos e pesquisa da FDA.
Qnexa é uma combinação de duas drogas aprovadas pela FDA, fentermina e topiramato, em uma formulação de libertação prolongada. Fentermina é indicada para perda de peso em curto prazo para adultos com sobrepeso ou obesos, que estão se exercitando e comendo uma dieta hipocalórica. O topiramato é indicado para tratar certos tipos de convulsões em pessoas que têm epilepsia e na prevenção de enxaquecas.
Em testes clínicos realizados durante um ano com 3.700 pacientes com sobrepeso ou obesos, pacientes que tomaram altas doses do medicamento perderam até 8,9% de peso na comparação com aqueles que tomaram pílulas de açúcar.
A FDA adverte que Qnexa "não deve ser usado durante a gravidez, pois pode causar dano ao feto".
Os efeitos colaterais mais comuns do medicamento são: formigamento das mãos e dos pés (parestesia), tonturas, sensação de alteração do paladar, insônia, constipação e boca seca.
Até mais.
Fonte: isaude.net.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Suplementos alimentares ... CUIDADO ...


O consumo de alguns suplementos alimentares, como Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros, pode causar graves danos à saúde das pessoas. É o que alerta a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em informe, publicado nesta terça-feira (10/7).
De acordo com o alerta da Agência, alguns desses suplementos contêm ingredientes que não são seguros para o consumo como alimentos ou contêm substâncias com propriedades terapêuticas, que não podem ser consumidas sem acompanhamento médico.  Os agravos à saúde humana podem englobar efeitos tóxicos, em especial no fígado, disfunções metabólicas, danos cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e, em alguns casos, levar até a morte.
“O forte apelo publicitário e a expectativa de resultados mais rápidos contribuem para uso indiscriminado dessas substâncias por pessoas que desconhecem o verdadeiro risco envolvido”, afirma o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Anvisa, José Agenor Álvares. O alerta da Anvisa ressalta, ainda, que muitos desses suplementos alimentares não estão regularizados junto à Agência e são comercializados irregularmente em nosso país.
Segundo o diretor da Anvisa, são produtos fabricados a partir de ingredientes que não passaram por avaliação de segurança. “Esses suplementos contém substâncias proibidas  para uso em alimentos como: estimulantes, hormônios ou outras consideradas como doping pela Agência Mundial Antidoping”, explica Álvares.
DMAA
Recentemente, a Organização Mundial de Saúde, por meio da Rede de Autoridades em Inocuidade de Alimentos, alertou que vários países têm identificado efeitos adversos associados ao consumo da substância dimethylamylamine (DMAA), presente em alguns suplementos alimentares. O DMAA é um estimulante usado, principalmente, no auxílio ao emagrecimento, aumento do rendimento atlético e como droga de abuso.
Essa substância,  que tem efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso central, pode causar dependência, além de outros efeitos adversos, como insuficiência renal, falência do fígado e alterações cardíacas, e pode levar a morte. Alguns países já proibiram a comercialização de produtos que contém DMAA, como Austrália e Nova Zelândia.
“O DMAA tem sido adicionado indiscriminadamente aos suplementos alimentares, apesar de não existir  estudos conclusivos sobre a sua dose segura”, afirma Álvares. No Brasil, o comércio de suplementos alimentares com DMAA também é proibido.
Na última terça-feira (3/7), a Anvisa incluiu o DMAA na lista de substâncias proscritas no país, fato que impede a importação dos suplementos que contenham a substância, mesmo que por pessoa física e para consumo pessoal. Entre os suplementos alimentares que possuem DMAA estão: Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros.
Importados
A regulamentação sanitária brasileira permite que pessoas físicas importem suplementos alimentares para consumo próprio, mesmo que esses produtos não estejam regularizados na Anvisa. Entretanto, esses suplementos não podem ser importados com finalidade de revenda ou comércio ou conter substâncias sujeitas a controle especial ou proscritas no país, como é o caso do DMAA.
Cada país controla esses produtos de maneira específica e, em muitos casos, não são realizadas avaliações de segurança, qualidade ou eficácia antes da entrada desses suplementos no mercado.  “Os consumidores devem estar atentos e checar se esses suplementos foram avaliados por autoridades sanitárias do país de origem e se não foram submetidos ao processo de recolhimento”, orienta o diretor da Anvisa.
Brasil
No Brasil, alimentos apresentados em formatos farmacêuticos (cápsulas, tabletes ou outros formatos destinados a serem ingeridos em dose) só podem ser comercializados depois de avaliados quanto à segurança de uso, quando se considera eventuais efeitos adversos já relatados. Além disso, precisam ser registrados junto à Anvisa antes de serem comercializados.
De acordo com o diretor da Anvisa, produtos conhecidos popularmente como suplementos alimentares não podem alegar propriedades ou indicações terapêuticas. “Propagandas e rótulos que indicam alimentos para prevenção ou tratamento de doenças ou sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de massa muscular, aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são ilegais e podem conter substâncias não seguras para o consumo”, alerta Álvares.
Ate mais.
Fonte: Anvisa.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Hipotireoidismo - Uptodate 2012 ...

HIPOTIREOIDISMO:

É uma das causas mais comuns tratáveis de deficiência mental. A doença afeta 1:2000 a 1:4000 crianças nascidas, por isso a importância da realização do teste do pezinho.
O atraso no diagnóstico resultará em prejuízo das funções neurocognitivas (medida pelo quociente de inteligência - QI). Os primeiros 2 a 3 anos de vida, o cérebro necessita de hormônio tireoidiano e sua falta pode acarretar essas disfunções no futuro.
O tratamento de escolha é com LEVOTIROXINA (T4). Apesar do T3 ser biologicamente mais ativo a maioria do T3 utilizado pelo cérebro deriva da deiodinação do T4, não sendo necessário sua reposição. Não existe preparações líquidas de levotiroxina na Brasil e nos Estados Unidos, somente na Europa. Os comprimidos deverão ser triturados e misturados com um pouco de leite materno ou água e não devem ser misturados com fórmulas de soja, preparações contendo ferro, ou cálcio, pois reduzem a absorção do hormônio.
O objetivo do tratamento é deixar o T4livre próximo dos limites superiores da normalidade e o TSH nos limites inferiores da normalidade.O seguimento do tratamento de acordo com a Academia Americana de Pediatria, recomenda a dosagem de TSH e T4Livre da seguinte maneira:

  • com 2 e 4 semanas de início do tratamento.
  •  a cada 1-2 meses, durante os primeiros 6 meses de vida.
  • a cada 3-4 meses entre 6 meses e 3 anos de idade.
  • a cada 6-12 meses até que o crescimento esteja completo.
  • 2 semanas após qualquer alteração da dose.
  • em intervalos mais frequentes quando o cumprimento é questionado ou resultados anormais são obtidos.
Após 36 meses de idade, 38% das crianças diagnosticadas e tratadas para hipotireoidismo congênito, conseguem ficar sem a medicação, sendo sugerido um hipotireoidismo transitório.
Em geral, as crianças tratadas precocemente (2-6 semanas de vida) e de forma adequada durante os 3 primeiros anos de vida tem pontuação de QI semelhante as crianças normais.

Até mais.

Fonte: LaFranchi Stephen et cols. Treatment and prognosis of congenital hypothyroidism UptoDate Literature review current through: May 2012. | This topic last updated: Jan 3, 2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Terapia com anticorpo reverte sintomas do diabetes em 48 horas...


Duas aplicações mantiveram remissão da doença indefinidamente sem prejudicar o sistema imune dos ratos testados

Cientistas da University of North Carolina School of Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveram injeções de anticorpos que rapidamente revertem o aparecimento do diabetes tipo I em camundongos geneticamente criados para desenvolver a doença.
Os resultados, publicados na revista Diabetes, mostram que apenas duas aplicações mantiveram a remissão da doença indefinidamente sem prejudicar o sistema imune dos animais.
A pesquisa sugere pela primeira vez que o uso da imunoterapia pode algum dia ser capaz de reverter o aparecimento do diabetes recém-diagnosticado.
Esta forma de diabetes, anteriormente conhecida como diabetes mellitus insulino-dependente, é uma doença autoimune na qual as células T imunes do próprio corpo atacam e destroem as células produtoras de insulina no pâncreas.
O sistema imunológico consiste de células T que são necessárias para manter a imunidade contra diferentes agentes patogênicos bacterianos e virais. Nas pessoas que desenvolvem diabetes tipo 1, células T auto reativas que ativamente destroem as células beta não são combatidas como em pessoas saudáveis.
"Clinicamente, houve alguns resultados promissores utilizando outros anticorpos em pacientes recém-diagnosticados com diabetes tipo 1, mas o processo da doença é bloqueado apenas por um curto período de tempo. Estes anticorpos não discriminam entre as células T normais e aquelas auto reativas. Portanto, as células T envolvidas na manutenção da função imune normal também vão ser eliminadas", observa Roland Tisch.
Tisch de seus colegas começaram a estudar "anticorpos de não empobrecimento" que se ligam a proteínas específicas conhecidas como CD4 e CD8 expressas por todas as células T.
A equipe quis, então, determinar se estes anticorpos poderiam ter efeito terapêutico em camundongos diabéticos.
Eles descobriram que em alguns ratos recentemente diagnosticados, os níveis de açúcar no sangue voltaram ao normal dentro de 48 horas de tratamento. Dentro de cinco dias, cerca de 80% dos animais tinham sido submetidos a remissão do diabetes.
"O efeito protetor é muito rápido, e uma vez estabelecido, é de longo prazo. Seguimos os animais por 400 dias e a maioria permaneceu livre da doença. E, embora os anticorpos tenham sido eliminados do organismo dos animais em 2 a 3 semanas após o tratamento, o efeito protetor persistiu", observa Tisch.
Segundo os pesquisadores, os anticorpos tiveram um efeito muito seletivo sobre as células T que mediaram a destruição das células beta. Após o tratamento, todas as células T normalmente vistas no pâncreas ou nos tecidos associados com o pâncreas haviam sido eliminadas. No entanto, as células T encontradas em outros tecidos e no sangue não foram afetadas.
A equipe planeja, agora, lançar um projeto criar e testar anticorpos específicos para a versão humana das moléculas CD4 e CD8.

Até mais.
Fonte: isaude.net

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