sábado, 28 de abril de 2012

Medo da fome aumenta risco de crianças ficarem obesas, diz estudo...


Familiares têm papel fundamental na escolha alimentar certa ou errada.
Familias de baixa renda são as que têm mais pessoas acima do peso.

O medo de passar fome faz muitas mães alimentarem mal seus filhos, aumentando o risco das crianças se tornarem obesas, de acordo com um estudo divulgado neste sábado (28) em um encontro de pediatria em Boston, nos Estados Unidos.

Os pesquisadores perceberam que as mesmas famílias que vivem em situação de “insegurança alimentar”, isto é, a beira da fome, também são as mesmas cujos integrantes geralmente estão acima do peso.
“Entender as razões do porque a pobreza coloca as famílias em maior risco de obesidade é essencial para chegar ao ponto da epidemia [de obesidade]”, diz Rachel Gross, autora do estudo e professora assistente do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina Albert Einstein e do Hospital da Criança de Montefiore em Nova York.
A pesquisadora e seus colegas entrevistaram 201 mães de famílias de baixa renda – a maioria de origem hispânica - que tinham filhos com idades abaixo de seis meses. Elas foram questionadas acerca da alimentação que davam aos filhos, ou seja, se amamentavam e davam mamadeira, e se se preocupavam com o sobrepeso deles.
Estudos mais recentes mostram que padrões de alimentação ligados à obesidade geralmente começam na infância.
Os resultados mostraram que cerca de um terço dessas mães mostraram estar em situação de insegurança alimentar.
"Descobrimos que a insegurança alimentar está relacionada ao controle de práticas de alimentação, que foram relacionadas ao aumento da obesidade infantil", disse Gross. "Essas práticas de alimentação controladoras envolvem tanto a restrição, em que os pais limitam o consumo da criança, mesmo se o bebê está com fome, quanto quando o pai incentiva a criança a comer mais, mesmo se a criança está satisfeita", reitera Gross.
Até mais.
Fonte: Globo.com

Puberdade precoce pode causar problemas psicológicos em meninas...


Condição é definida pelo desenvolvimento de características sexuais secundárias - mamas, pêlos pubianos - antes dos 8 anos

Meninas que entram na puberdade muito cedo são mais propensas a desenvolverem problemas psicológicos. É o que aponta artigo divulgado nesta sexta-feira (27) na publicação The Obstetrician & Gynaecologist (TOG), que ainda destaca o risco aumentado abuso sexual e gravidez precoce.
De acordo com informações publicadas no site Eurekalert, a puberdade é caracterizada pela maturação do eixo hipotálamo hipófise gonadal (HPG - sigla em inglês), que desempenha um papel crítico no desenvolvimento e regulação do sistema reprodutivo.
A puberdade normalmente é iniciada a partir dos 10 anos, e o desenvolvimento da mama geralmente é o primeiro sinal. Nas meninas a puberdade precoce é definida pelo desenvolvimento das características sexuais secundárias, tais como o desenvolvimento de mamas ou pêlos pubianos antes dos 8 anos. Os autores do estudo destacam que a maioria das crianças com desenvolvimento sexual prematuro devem ser encaminhadas a um endocrinologista pediátrico, para avaliação e acompanhamento do caso.
Existem dois tipos principais de puberdade precoce, o primeiro é a puberdade precoce central (PPC) que resulta da ativação prematura do eixo HPG e, na maioria dos casos, a causa é desconhecida. O outro tipo é a puberdade precoce periférica que é resultado da produção de hormônios sexuais e pode ser caudada por tumores no ovário ou distúrbios supra-renais.
As meninas que sofrem de puberdade precoce podem ser afetadas tanto física como psicologicamente, diz que a revisão. Apesar de os sinais físicos da puberdade precoce levarem crianças a apresentar estatura alta, assim como amadurecimento ósseo rápido, o crescimento pode cessar também de forma precoce e comprometer o desenvolvimento final.
Devido aos níveis mais elevados de esteróides sexuais normalmente vistos em meninas mais velhas, problemas psicológicos podem surgir resultando em comportamento adolescente. Além disso, problemas psicológicos também podem surgir se a criança sentir que deve se comportar segundo sua maturidade física ao invés de sua idade. A revisão também afirma que as meninas estão em maior risco de abuso sexual e gravidez precoce.
Tratamento
O tratamento irá depender do tipo de puberdade precoce e da causa subjacente. O objetivo do tratamento para puberdade precoce é parar, e possivelmente reverter o início da puberdade, melhorar a altura final e evitar os efeitos psicossociais / comportamentais prejudiciais.
A maioria das crianças com PPC podem ser tratadas eficazmente com terapias hormonais (GnRHa hormonais), que controlam a liberação dos hormônios responsáveis pelo desenvolvimento das características sexuais secundárias. Os efeitos colaterais incluem dores de cabeça, rubor, alterações de humor e erupções cutâneas. O tratamento é normalmente parado quando o estágio normal da puberdade for iniciado. A análise conclui que a decisão de fornecer o tratamento ou não é uma tarefa difícil, em particular, para as meninas que iniciem a puberdade entre 6 e 8 anos de idade.
Até mais.
Fonte: www.isaúde.net

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Insulina Degludec...


O tratamento intensivo com bolus de insulina melhora o controle glicêmico e reduz o risco de complicações associadas ao diabetes mellitus tipo 1. A insulina degludec é uma nova insulina de longa duração. O presente trabalho, publicado pelo The Lancet, comparou a eficácia e a segurança da insulina degludec e da insulina glargina, ambas administradas uma vez por dia, juntamente com insulina Aspart às refeições, em terapia para o diabetes tipo 1.
O desfecho primário foi de não inferioridade da insulina degludec em relação à insulina glargina, avaliado como uma redução na hemoglobina glicosilada (HbA1c) após 52 semanas.
De 629 participantes, 472 foram aleatoriamente designados para receberem insulina degludec e 157 para usar insulina glargina, todos foram analisados em seus respectivos grupos de tratamento. Em um ano, a HbA1c caiu 0,40% e 0,39%, respectivamente, com insulina degludec e insulina glargina. Dos participantes, 188 (40%) e 67 (43%) alcançaram meta de HbA1c inferior a 7%. As taxas de hipoglicemia foram semelhantes nos dois grupos. A taxa de hipoglicemia noturna confirmada foi 25% menor com degludec, quando comparou-se à insulina glargina. O total de eventos adversos graves (14 versus 16 eventos por 100 pacientes por ano de exposição) foram semelhantes para insulina degludec e insulina glargina.
Concluiu-se que a insulina degludec pode ser uma insulina basal útil para o tratamento de pacientes com diabetes tipo 1, pois fornece controle glicêmico eficaz, reduzindo o risco de hipoglicemia noturna, que é uma grande limitação da terapêutica com insulina.

Até mais.

NEWS.MED.BR, 2012. Insulina degludec, nova insulina de longa ação, é útil para tratar o diabetes tipo 1 e diminui a hipoglicemia noturna. Disponível em: . Acesso em: 23 abr. 2012.

domingo, 22 de abril de 2012

Vacine-se contra a GRIPE (campanha - 2012)...


A 14ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa no próximo dia 5 de maio. Na Baixada Santista, a estimativa é que 284 mil pessoas sejam vacinadas. O Ministério da Saúde pretende imunizar 80% da população.

A campanha vai abranger idosos, crianças de 6 meses a 2 anos, gestantes, indígenas e profissionais de saúde.

Para garantir abrangência da imunização, a campanha contará com mais de 7 mil postos de vacinação em todo o estado, entre fixos e volantes, além de 3,5 mil veículos, 32 ônibus e cinco barcos.

Além da vacina contra a gripe (Influenza), os idosos poderão atualizar a carteira de vacinação e receber doses da vacina Dupla Adulto, que imuniza contra o tétano e a difteria.

Até mais.
Fonte: Atribuna.

sábado, 21 de abril de 2012

Células intestinais podem ser induzidas a produzir insulina...


Descoberta tem potencial para levar a novas formas de tratar o diabetes tipo 1 e para livrar pacientes das injeções de insulina

Estudo realizado por pesquisadores da Columbia University, nos Estados Unidos, sugere que as células no intestino do paciente podem ser estimuladas a produzir insulina, evitando a necessidade de um transplante de células-tronco. Até agora, os transplantes de células-tronco têm sido vistos por muitos pesquisadores como o caminho ideal para substituir as células perdidas no diabetes tipo 1 e para livrar os pacientes das injeções de insulina.
A pesquisa realizada em ratos foi publicada na revista Nature Genetics. O diabetes tipo I é uma doença auto-imune que destrói as células produtoras de insulina no pâncreas. O pâncreas não pode substituir estas células, por isso, quando elas são perdidas, as pessoas com diabetes tipo I devem receber injeções de insulina para controlar sua glicose no sangue. A glicose no sangue que é muito alta ou muito baixa pode ser uma ameaça à vida, e os pacientes devem monitorar seus níveis de glicose várias vezes ao dia.
A meta de longa data da pesquisa do diabetes tipo 1 é substituir as células perdidas com novas células que liberam insulina na corrente sanguínea, conforme necessário. Embora os pesquisadores possam fazer células produtoras de insulina no laboratório a partir de células -tronco embrionárias, estas células ainda não são adequadas para transplante porque não liberam insulina apropriadamente em resposta aos níveis de glicose. Se estas células fossem introduzidas em um paciente, a insulina seria segregada quando não fosse necessária, podendo causar hipoglicemia fatal.
O estudo, conduzido por Chutima Talchai e por Domenico Accili, professor de medicina do Columbia University Medical Center, mostra que determinadas células progenitoras no intestino dos ratos têm a capacidade surpreendente de fazer células produtoras de insulina.
As células progenitoras gastrintestinais normalmente são responsáveis pela produção de uma vasta gama de células, incluindo células que produzem serotonina, o péptido inibitório gástrico, e outros hormônios secretados para o trato gastrintestinal e para a corrente sanguínea.
Talchai e Accili descobriram que, quando desativaram um gene conhecido por desempenhar um papel nas decisões do destino da célula - Foxo1- as células progenitoras também geraram células produtoras de insulina. Mais células foram geradas quando o Foxo1 foi desligado no início do desenvolvimento, mas as células produtoras de insulina também foram geradas quando o gene foi desativado depois que os ratinhos tinham atingido a idade adulta.
"Nossos resultados mostram que poderia ser possível regenerar células produtoras de insulina no trato gastrointestinal dos nossos pacientes pediátricos e adultos. Ninguém poderia ter previsto esse resultado. Muitas coisas poderiam ter acontecido depois que neutralizamos o Foxo1. No pâncreas, quando neutralizamos o Foxo1, nada acontece. Então, por que algo acontece no intestino? Por que não temos uma célula que produz algum outro hormônio? Nós ainda não sabemos", disse Accili.
As células produtoras de insulina no intestino seriam perigosas se não liberassem insulina em resposta aos níveis de glicose no sangue. Mas os pesquisadores dizem que as novas células intestinais têm receptores sensíveis à glucose e fazem exatamente isso. A insulina produzida pelas células do intestino também foi lançada na corrente sanguínea, funcionou tão bem quanto a insulina normal, e foi feita em quantidade suficiente para fazer com que os níveis de glicose no sangue chegassem próximos aos normais nos ratos que, de outra forma, seriam diabéticos.
"Todas estas descobertas nos fazem pensar que persuadir o intestino de um paciente para fazer células produtoras de insulina seria uma maneira melhor de tratar o diabetes do que as terapias baseadas em células-tronco embrionárias ou iPS", disse Accili. A localização das células no intestino pode também impedir que o diabetes destrua as novas células produtoras de insulina, uma vez que o trato gastrointestinal é parcialmente protegido contra o ataque pelo sistema imunitário.
A chave para transformar a descoberta em uma terapia viável, segundo Accili, será encontrar uma droga que tenha o mesmo efeito sobre as células progenitoras gastrointestinais nas pessoas do que a neutralização do gene Foxo1 tem sobre os ratos. Isso deve ser possível, diz ele, já que os pesquisadores descobriram que podiam também criar células produtoras de insulina a partir de células progenitoras ao inibir o Foxo1 com uma substância química.
"É importante perceber que um novo tratamento para o diabetes tipo I precisa ser tão seguro quanto a insulina e mais eficaz do que ela. Nós não podemos testar tratamentos que sejam arriscados simplesmente para remover o fardo das injeções diárias. A insulina não é simples ou perfeita, mas funciona e é segura", disse Accili.
Até mais.
Fonte: isaude.net

Nódulos tireoidianos em crianças...

A maioria dos nódulos tireoidianos na faixa etária pediátrica são benignos. A palpação dos nódulos em crianças é muito raro, com prevalência de 0,2 a 1,4%, o qual é 5 a 10x menor do que nos adultos.
Os nódulos malignos, em sua maioria, são achados incidentais com massa tireoidiana indolor e clínica e bioquímica normais. História de irradiação ionizante na cabeça ou pescoço é um fator de risco, independente de outros fatores de acometimento maligno da tireoide.
Outros fatores de risco são:
  • história familiar positiva para câncer de tireoide.
  • deficiência de iodo.
  • nódulos tireoidianos de aparecimento antes da puberdade.
  • tireoidite linfocítica crônica.
  • mudança na voz.
  • sintomas de compressão de vias aéreas.
O tamanho do nódulo não tem valor diagnóstico, porém se firme a palpação, textura irregular, aderência a estruturas vizinhas ou associação a linfadenopatia, relaciona-se a ser maligno.
Massas tireoidianas benignas:
  • cisto coloide simples.
  • adenoma folicular.
  • bócio multinodular.
  • cisto tireoglosso.
  • tecido tímico ectópico.
  • mudanças inflamatórias.
  • agenesia tireoidiana unilateral.
  • abscesso tireoidiano.
  • teratoma.
A complicação mais frequente da tireoidectomia total é o hipoparatireoidismo permanente resultando em hipocalcemia e paralisia permanente do nervo laríngeo, causando alterações na voz (2%) e disfagia (1%), além do hipotireoidismo permanente.
Apesar do risco cirúrgico ser maior, a tireoidectomia total permite varredura com radioiodo e utilização dos níveis sanguíneos de tireoglobulina para detectar metástases e recorrências da doença.

Até mais.

Fonte: Consultation with the Specialist : Thyroid Nodules, Jennifer N. Osipoff and Thomas A. Wilson, Pediatrics in Review 2012;33;75 DOI: 10.1542/pir.33-2-75

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Infecção múltipla pode estar por trás da bronquiolite grave, segundo artigo do Archives of Pediatric Adolescent Medicine ...

Estudo prospectivo, multicêntrico, publicado no Archives of Pediatric Adolescent Medicine, avaliou se o tempo de permanência hospitalar de crianças com bronquiolite aguda grave é influenciado pelo patógeno infectante. Observou-se que a infecção pelo rinovírus está associada ao menor tempo de permanência hospitalar, quando comparada à infecção pelo vírusrespiratório sincicial ou à infecção por ambos os vírus.

Participaram do estudo 2.207 bebês e crianças com menos de dois anos de idade hospitalizados com bronquiolite. O estudo durou três anos e dezesseis hospitais norte-americanos foram incluídos na pesquisa.

Os resultados da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) para Identificação de Vírus em aspirado da nasofaringe serviu como exame de identificação do patógeno infectante.

Dos 2.207 participantes, 72% tinham vírus respiratório sincicial (VRS) e 25,6% tinham rinovírus humano (RVH). A incidência de outros vírus e bactérias foi de 7,8% ou menos. Infecções múltiplas estavam presentes em 29,8% das crianças. Houve 1.866 crianças (84,5%) com VRS e/ou RVH. Dentre estas 1.866 crianças, a média de idade era de quatro meses e 59,5% eram meninos.

As crianças infectadas por ambos os vírus (VRS e RVH) permaneciam mais tempo no hospital, eram mais prováveis de ficar internadas por três ou mais dias, em relação àquelas que tinham apenas RVH. As crianças infectadas apenas pela RVH tinham internações mais rápidas do que crianças infectadas apenas pelo VRS. O controle de 15 fatores demográficos e clínicos foi realizado.

Neste estudo, o VRS foi o vírus mais comum detectado, mas o RVH foi detectado em um quarto das crianças. Uma em cada três crianças tiveram infecção múltipla e o RVH foi associado a uma menor permanência hospitalar. Estes dados questionam a eficácia das atuais práticas médicas em relação à bronquiolite, a verificação esporádica da etiologia viral das bronquiolites e de a etiologia não afetar os resultados de curto prazo nesta patologia.

Fonte: Archives of Pediatric Adolescent Medicine, publicação online de 2 de abril de 2012

NEWS.MED.BR, 2012. Infecção múltipla pode estar por trás da bronquiolite grave, segundo artigo do Archives of Pediatric Adolescent Medicine. Disponível em: . Acesso em: 19 abr. 2012.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Quase metade dos brasileiros está acima do peso...

Uma pesquisa anual feita pelo Ministério da Saúde indica que o país manteve, em 2011, a tendência de crescimento do excesso de peso e da obesidade entre adultos.

Em 2006, 43% dos adultos brasileiros registravam excesso de peso, entendido como IMC (Índice de Massa Corporal) de 25 ou mais. Em 2011, a pesquisa identificou aumento dessa taxa para 48,5%.

O percentual de adultos brasileiros obesos (IMC de 30 ou mais), por outro lado, passou de 11% em 2006 para 15,8% em 2011.

O crescimento é significativo tanto entre homens quanto entre mulheres e é visto como "preocupante" pelo ministério.

"A notícia para olhar com atenção é que continuamos com crescimento [de sobrepeso e obesidade]. Não é abrupto, mas vemos o aumento de maneira sistemática e consistente", afirmou nesta terça-feira Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do ministério.

O ministro Alexandre Padilha rejeitou a tese de que o fator determinante para o aumento das taxas de obesidade e sobrepeso tenha sido a melhoria econômica brasileira e, consequentemente, o ganho de poder aquisitivo pelas famílias.

"Não mudou o hábito alimentar nos últimos seis anos, não foi nesse período que aumentou o consumo de leite com gorgura, carne com gordura", disse Padilha. "Agora é a hora de virar o jogo se não quisermos chegar nos patameres do Chile, da Argentina e, muito menos, dos Estados Unidos."

Enquanto o Brasil tem 15,8% da população obesa, o Chile tem 25,1%, a Argentina tem 20,5% e os Estados Unidos, 27,6%.

O inquérito por telefone (Vigitel) ouviu 54.144 pessoas com 18 anos ou mais em 26 Estados, durante o ano de 2011. O objetivo da pesquisa é identificar hábitos de vida que podem ter impacto na saúde pública.

MENOS CIGARRO
Se o brasileiro mantém a tendência de aumento do peso, por outro lado, continua em queda a prevalência do tabagismo no país.

Entre 2006 e 2011, o percentual de fumantes no país caiu de 16,2% para 14,8%. A queda ocorreu entre os homens (20% em 2006 e 18,1% em 2011). Entre as mulheres, um dos principais alvos atuais da indústria do tabaco, a prevalência ficou estável na faixa dos 12% e 13%.

Se feito o corte por escolaridade, é possível perceber a presença mais forte do tabaco entre os menos instruídos. O percentual de fumantes chega a 18,8% entre os brasileiros com até oito anos de escolaridade e cai para 10% entre os que têm 12 anos ou mais de estudos.

A disparidade entre pessoas com mais e menos escolaridade se repete em quase todos os hábitos analisados e é marcante quando referente à realização de exames preventivos, como a mamografia.

Entre mulheres de 50 a 69 anos com até oito anos de instrução, apenas 68,5% afirmaram em 2011 ter realizado o exame nos dois anos anteriores. O percentual chega a 87,9% entre mulheres dessa faixa etária com 12 anos ou mais de escolaridade.

A diferença, segundo Barbosa, demonstra que "apesar de estar crescendo [a cobertura da mamografia], ainda há esforços a serem realizados".

Durante entrevista coletiva nesta terça, o ministério listou medidas que foram adotadas nos últimos meses para combates os problemas identificados nessa pesquisa e nas anteriores, como aumento da oferta de mamografias, aumento na taxação do cigarro e a implantação de academias nos municípios.

Até mais.

Fonte: Folha de São Paulo.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Consumo de refrigerante associado ao risco de doença coronariana, em artigo divulgado pelo periódico Circulation...

Sabe-se que o consumo de bebida adoçada com açúcar está associado ao ganho de peso e ao risco de desenvolver diabetes mellitus tipo 2.

Mas poucos estudos têm avaliado a relação dessas bebidas com as doenças coronarianas ou com alterações de biomarcadores. O papel das bebidas adoçadas artificialmente também ainda não está claro.
Foi realizado um estudo de coorte prospectivo incluindo 42.883 homens. Associações do consumo de bebidas adoçadas com açúcar (refrigerantes, por exemplo) e de bebidas adoçadas artificialmente (refrigerantes diet, por exemplo) com doença foram examinadas utilizando modelos de riscos proporcionais.
Os participantes que mais ingeriam bebidas adoçadas com açúcar tiveram um risco 20% maior para doenças coronarianas do que aqueles que menos consumiam essas bebidas, após os ajustes necessários para analisar os dados. O consumo de bebidas adoçadas artificialmente não foi significativamente associado à doença arterial coronariana. A ingestão de bebidas adoçadas com açúcar, mas não de bebidas adoçadas artificialmente, foi significativamente associada ao aumento de triglicérides, proteína C reativa, interleucina-6, fator de necrose tumoral R1 e Fr2, diminuição do HDL e da leptina (valores de p <0,02).
Concluiu-se que o consumo de bebidas adoçadas com açúcar estava associado com aumento do risco de doença coronariana e com algumas mudanças adversas nos lipídios, fatores inflamatórios e leptina. O consumo de bebidas adoçadas artificialmente não foi associado ao risco de doença coronariana ou de alterações nas dosagens de biomarcadores.


Até mais.


Fonte: Circulation, publicação online, de 12 de março de 2012
NEWS.MED.BR, 2012. Consumo de refrigerante associado ao risco de doença coronariana, em artigo divulgado pelo periódico Circulation. Disponível em: . Acesso em: 2 abr. 2012.

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