sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Nature: consumo de açúcar deve ser controlado como cigarro e álcool...

Três cientistas da Universidade da Califórnia (EUA), em artigo publicado na revista Nature, recomendam o controle do consumo de açúcar pela população, da mesma forma que é feito o controle sobre o consumo de álcool e cigarro. Os pesquisadores alegam que o açúcar está alimentando uma epidemia global de obesidade e contribuindo para 35 milhões de mortes todos os anos.

Segundo as Nações Unidas, as doenças infecciosas no mundo já foram superadas pelas doenças não-transmissíveis como diabetes mellitus, câncer e doenças do coração.

Robert Lustig, Laura Schmidt e Claire Brindis afirmam que os efeitos danosos do açúcar são semelhantes aos promovidos pelo álcool e que, por isso, seu consumo também deveria ser regulamentado pelas autoridades de saúde.

O consumo mundial de açúcar1 triplicou nos últimos 50 anos, após a adoção de dietas ocidentais que incluem alimentos de baixo custo e altamente processados. De acordo com os autores do artigo, o cenário chegou a tal ponto que os países deveriam regulamentar a taxação de produtos industrializados açucarados, limitar a venda de tais produtos em escolas e definir uma idade mínima para a compra de refrigerantes.
No entanto, diferente do álcool ou do cigarro, que são produtos consumíveis não essenciais, o açúcar está presente em diversos alimentos, o que dificulta a sua regulação.

A obesidade2 não é o principal problema do consumo excessivo de açúcar. Cerca de 20% das pessoas obesas têm metabolismo normal e terão uma expectativa de vida também normal e aproximadamente 40% das pessoas com pesos considerados normais irão desenvolver doenças no coração e no fígado, diabetes mellitus e hipertensão arterial, de acordo com os cientistas. Além disso, a disfunção metabólica é mais prevalente do que a obesidade.

Até mais.

Fonte:NEWS.MED.BR, 2012. Nature: consumo de açúcar deve ser controlado como cigarro e álcool. Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2012.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Sinusites virais...

Os antibióticos são ineficazes contra a maioria das infecções dos seios nasais, embora com frequência sejam prescritos por médicos, demonstrou um estudo publicado na revista Jama (Journal of the American Medical Association).
"As pessoas que sofrem de sinusite [inflamação da cavidade nasal e dos seios nasais] não se sentem melhor ou apresentam menos sintomas quando tomam antibióticos", disse Jay Piccirillo, professor de otorrinolaringologia da Universidade de Washington em St. Louis, EUA, principal responsável pelo teste clínico publicado na edição de 15 de fevereiro."Nosso estudo com 166 adultos mostra a inutilidade dos antibióticos para tratar a sinusite comum, com frequência de origem viral.
A maioria das pessoas se recupera sozinha", acrescentou.Estes médicos compararam um grupo de participantes tratado com antibióticos e um grupo de controle, cujos participantes tomaram um placebo.Nos EUA, um em cada cinco antibióticos com receita é prescrito para tratar a sinusite, informaram os autores da pesquisa.Em vista da resistência crescente dos antibióticos como resultado de seu uso excessivo, era importante saber se estes medicamentos são eficazes contra a sinusite, disseram os especialistas.
"Acreditamos que os antibióticos são muito receitados pelos clínicos gerais", disse Jane Garbutt, professora associada de medicina na Universidade de Washington, outra autora do estudo.Concretamente, os cientistas recomendam, no lugar de antibióticos como a amoxicilina, tratar a dor da sinusite com analgésicos (aspirina, ibuprofeno) e a congestão nasal com descongestionantes.

Até mais.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo.

Semente de CHIA...

Recém-chegada às lojas de produtos naturais e farmácias do Brasil, a semente de chia é a nova aposta para perder peso de maneira saudável.

Cultivada há 500 anos no México, até recentemente era pouco conhecida por aqui. A jornalista Glória Maria, por exemplo, conta que a descobriu no ano passado, em viagem ao Chile. Foi ao deserto do Atacama e voltou com um pote cheio do grão.

"Sou uma pesquisadora de tudo o que faz bem para a saúde e sempre que chego a um lugar tento ver o que há de novo. Lá estavam usando essa semente de chia, diziam que era boa para tudo. Para mim, era novidade", conta.

Na ocasião, não sabia que a semente tinha a fama de fazer emagrecer. "Se soubesse, teria trazido com mais alegria!" Ela consome uma colher diariamente, pela manhã, e está gostando.

Uma das propriedades da chia é absorver mais de 12 vezes seu peso em água. Quando chega ao estômago, incha e o deixa cheio, além de retardar o esvaziamento gástrico. Dessa forma, prolonga a sensação de saciedade.

Ficar satisfeito por mais tempo tende a fazer com que se coma menos, mas não há evidências científicas de que o alimento faça emagrecer --poucos estudos foram feitos até agora e nenhum constatou relação entre consumo de chia e redução no peso.

Prolongar a saciedade não é exclusividade da chia. "Qualquer alimento com fibras faz isso. Só que a quantidade de fibras na chia é muito grande", afirma a nutricionista funcional Daniela Jobst.

Sandra Guimarães, autora de um blog de culinária vegetal, come chia pela manhã e fica satisfeita até a hora do almoço. "Mas sinto a mesmíssima coisa quando como um prato de papa de aveia com banana. O segredo é comer algo rico em fibra e proteína, pouco importa se é aveia, linhaça ou chia", diz.

BENEFÍCIOS

A chia pode não ser a solução milagrosa para emagrecer, mas faz bem à saúde. "É a maior fonte de ômega 3 que existe hoje no mercado", afirma Tanise Amon, nutricionista do Instituto de Metabolismo e Nutrição.

O ômega 3 ajuda a controlar os fatores de risco para diversas doenças, pelo seu poder anti-inflamatório, explica a nutricionista funcional Paula Gandin.

A chia também é rica em antioxidantes, proteínas e minerais. A semente pode ser acrescentada a frutas e cereais ou usada como farinha no preparo de pães e bolos. Jobst recomenda o consumo de duas colheres de sopa cheias por dia. "Não é muito calórica. Uma colher tem em torno de 70 calorias", diz.

Ela ressalta que só a chia não faz a diferença. "Tem que fazer parte de uma dieta saudável. Não adianta você levar a vida que está levando, acrescentar chia e achar que vai fazer um milagre."

Até mais.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

Estudo relaciona refrigerante diet a risco de infarto e derrame...

Refrigerante diet em excesso eleva consideravelmente o risco de se ter um infarto ou derrame, segundo estudo que acompanhou adultos consumidores da bebida durante uma década.

A probabilidade de incidência de doenças coronárias entre aqueles que ingeriram refrigerante diet foi significativo: 44% maior do que os que não tomaram. Para detectar as diferenças entre os dois grupos, um deles bebeu drinques diet todos os dias.

Dos 2.564 adultos com idade média de 69 anos, 591 (homens e mulheres) sofreram um infarto ou um derrame ou morreram por causas cardiovasculares ao longo de dez anos.

Os autores, pesquisadores da Escola de Medicina Miller, da Universidade de Miami (EUA), salientam que não há provas de que os drinques sem açúcar são os responsáveis pelo quadro, mas sim que há uma associação entre beber muito refrigerante diet e desenvolver uma doença do coração.

Hannah Gardener, que participou do monitoramento, diz que quem bebeu refrigerante diet diariamente apresentou mais fatores de risco como pressão arterial elevada, diabetes e colesterol alto.

Ela lembra que a forma como a bebida diet interfere na saúde não está muito clara, e que mais estudos precisam ser feitos para entender essa relação.

A pesquisa foi publicada na versão on-line do "Journal of General Internal Medicine" de 27 de janeiro.

Até mais.

Fonte: Jornal Folha de São Paulo

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Consumo de frutose está associado à gordura visceral e a fatores de risco cardiometabólicos, de acordo com estudo do The Journal of Nutrition...

Embora os adolescentes consumam mais frutose do que qualquer outro grupo etário, a relação entre o consumo de frutose e os marcadores de risco cardiometabólicos ainda não foi estabelecida nesta população.

O estudo publicado pelo The Journal of Nutrition estabelece associações de ingestão total de frutose (frutose livre mais metade da ingestão de sacarose livre) com fatores de risco cardiometabólicos e tipo de adiposidade em um grupo de 559 adolescentes com idades entre 14-18 anos, na Geórgia.
Os parâmetros estudados foram: glicemia, insulina, lipídios, adiponectina e proteína C-reativa. A dieta foi avaliada e a atividade física foi determinada por acelerometria. Tecidos moles livres de gordura e massa gorda foram medidos por Dual Energy X-Ray Absorption (DEXA). Já o tecido adiposo abdominal e a gordura visceral foram avaliados através de ressonância magnética.

As avaliações estatísticas revelam que a ingestão de frutose está associada à gordura visceral, mas não parece estar relacionada ao tecido adiposo abdominal. Também foram observadas as relações entre o consumo de frutose e uma tendência de aumento da pressão arterial sistólica, da glicemia de jejum e da proteína-C reativa (um sinal de inflamação sistêmica), além de uma diminuição nos níveis de HDL-colesterol (colesterol bom) e da adiponectina.

Os resultados mostram que, em adolescentes, o maior consumo de frutose está associado a múltiplos marcadores de risco cardiometabólicos e parece que essas relações são mediadas pela obesidade visceral.

Até mais.

Fonte: The Journal of Nutrition, de fevereiro de 2012, www.news.med.br

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Esgoto a céu aberto...

Minha nossa... Foi essa minha reação ao entrar para um banho de mar na praia de Santos neste domingo. Que a balneabilidade não é boa, todo mundo sabe, mas neste domingo passou dos limites.
E olha que nem choveu, pois essa é uma das desculpas escutadas na cidade.
Tenho pena dos triatletas que tiveram que nadar numa imundice sem tamanho, e não era só folhas e gravetas, aliás quem dera fosse só isso, era esgoto mesmo, para não dizer outra palavra.
Resultado disso, pode crer com certeza, hospitais e pronto-socorros lotados de pacientes com vômitos e diarréia. A cidade cresce e o esgoto é lançado no meio da baía de Santos, até quando a população e também os turistas que vem a Santos suportarão isso.

Até mais.

Número de casos de dengue em janeiro caiu 79% na Baixada...

O número de casos de dengue no Estado de São Paulo diminuiu 95% em janeiro de 2012 na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com o balanço preliminar da Secretaria de Estado da Saúde com base em boletim produzido pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado (CVE).

No primeiro mês deste ano, os municípios paulistas informaram, por intermédio do Sinan (Sistema de Informações de Agravos de Notificação), 129 casos autóctones (com transmissão dentro do estado). No mesmo período do ano passado houve 2.562 casos confirmados da doença.

Nenhum município da Baixada Santistas aparece na lista que relaciona as 10 cidades com mais casos autóctones de dengue em janeiro. Os dados regionais de casos autóctones aponta que as nove cidades da região apresentaram 38 registros da doença em janeiro de 2011. Em 2012, esse número caiu para 8 (redução de 79%).

Até mais.
Fonte: Jornal ATribuna

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Kalydeco (ivacaftor)...

O Food and Drug Administration (FDA) aprovou o Kalydeco (ivacaftor) para o tratamento de uma forma rara de fibrose cística (FC). O novo medicamento pode ser usado em pacientes que apresentam uma mutação específica no gene regulador de condutância transmembranar da fibrose cística (CFTR), a G551D.

A fibrose cística1 (FC) afeta cerca de 30.000 pessoas nos Estados Unidos e é a doença genética fatal mais comum na população caucasiana. Acredita-se que cerca de 4% das pessoas com FC tenham a mutação G551D.

No Brasil, a fibrose cística afeta cerca de 1,5 mil pessoas.

"Kalydeco é um excelente exemplo da promessa de uma medicina personalizada - drogas específicas que tratam pacientes com uma composição genética específica", disse a Comissária do Food and Drug Administration (FDA), Margaret A. Hamburgo. "A parceria única e mutuamente benéfica que levou à aprovação de Kalydeco serve como um modelo para que empresas e grupos de pacientes possam colaborar para o desenvolvimento de novos medicamentos". Kalydeco (ou Ivacaftor) é um medicamento inovador, pois as terapias atuais apenas amenizam os sintomas desta doença genética.

O FDA analisou e aprovou Kalydeco em aproximadamente três meses no programa de revisão prioritária - um projeto para acelerar a revisão de drogas. Este programa utiliza uma revisão de seis meses (em vez dos dez meses usuais) para drogas que podem oferecer avanços significativos em tratamentos, além das terapias disponíveis.

Em pacientes com a mutação G551D, Kalydeco melhora a função pulmonar e auxilia no ganho de peso. O medicamento deve ser tomado duas vezes ao dia com alimentos que contenham gordura.

Estudos clínicos controlados por placebo envolvendo 213 pacientes com 12 anos de idade ou mais e pacientes com idades entre 6 a 11 anos, foram utilizados para avaliar a segurança e a eficácia de Kalydeco em pacientes com a mutação G551D. Em ambos os estudos, o tratamento resultou em melhora significativa e sustentada da função pulmonar.

Kalydeco se apresentou eficaz apenas nos pacientes com FC que têm a mutação G551D. Não é eficaz em pacientes com FC com duas cópias da mutação delta-F508 no gene CFTR, que é a mutação mais comum que resulta na doença. Se o status da mutação de um paciente não é conhecido, o teste de mutação aprovado pelo FDA para fibrose cística deve ser usado para determinar se a mutação G551D está presente.

Os efeitos secundários mais comuns do Kalydeco incluem infecção do trato respiratório superior, dor de cabeça, dor de estômago, erupção cutânea, diarreia e tontura.

Kalydeco é fabricado pela Vertex Pharmaceuticals Inc., de Cambridge, Massachusetts.

Fonte: FDA

NEWS.MED.BR, 2012. Fibrose cística: FDA aprova Kalydeco (ivacaftor) para tratar a doença. Disponível em: . Acesso em: 3 fev. 2012.

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