quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Efeito do tratamento intensivo do diabetes sobre a albuminúria no diabetes tipo 1: seguimento de longo prazo dos estudos Controle e Complicações do Diabetes e Epidemiologia das Intervenções e Complicações do Diabetes...

Tratamento intensivo do diabetes reduz o risco de desenvolvimento de albuminúria em indivíduos com diabetes tipo 1. 

Os efeitos sobre o curso clínico da doença renal de longo prazo ainda precisa ser definido.
O objetivo desse estudo, publicado no The Lancet. Diabetes & Endocrinology, foi comparar os efeitos de longo prazo do tratamento intensivo com o tratamento convencional sobre a incidência de albuminúria.
Avaliou-se o efeito do tratamento intensivo do diabetes na albuminúria durante 18 anos. Durante o estudo Controle e Complicações do Diabetes (DCCT, 1983-1993), 1.441 participantes com diabetes tipo 1 foram divididos aleatoriamente em grupos para receber tratamento intensivo (com o objetivo de alcançar níveis de glicemia próximos da faixa de não-diabético, dentro dos limites de segurança) ou tratamento convencional (cujo o objetivo foi prevenir sintomas de hiperglicemia e hipoglicemia). No final do DCCT, todos os participantes foram orientados quanto ao tratamento intensivo, e foram convidados a participar do Estudo Observacional da Epidemiologia das Intervenções e Complicações do Diabetes(EDIC). A HbA1c média durante o estudo EDIC foi semelhante nos dois grupos de pacientes que diferiram quanto ao tratamento no DCCT. A taxa de excreção de albumina foi medida a cada dois anos durante o estudo EDIC. Microalbuminúria foi definida como uma taxa de excreção de albumina de pelo menos 30 mg em 24 h em duas visitas consecutivas, e macroalbuminúria, como uma taxa de excreção de albumina de 300 mg (ou mais ) por dia. Estimou-se o ritmo de filtração glomerular a partir de medidas anuais de creatinina sérica em todo o estudo DCCT e EDIC.
Durante os anos 1-18 do estudo EDIC, observaram-se 191 novos casos de microalbuminúria (71 no grupo que recebeu tratamento intensivo durante o DCCT e 120 no grupo que recebeu o tratamento convencional; redução de risco: 45%, IC 95%: 26-59) e 117 novos casos de macroalbuminúria (31 no intensivo, 86 no convencional; 61%, 41-74). No ano 17-18 do EDIC, a prevalência da taxa de excreção de albumina de 30 mg (ou mais) por 24 horas foi de 18,4% em participantes designados para tratamento intensivo durante o DCCT, contra 24,9% nos participantes submetidos ao tratamento convencional (p = 0,02). Durante os anos 1-18 do EDIC, registraram-se 84 casos de ritmo de filtração glomerular sustentado estimado inferior a 60 mL/min por 1,73m2 (31 no intensivo, 53 no convencional; redução do risco: 44%, IC 95%: 12-64).
Os pesquisadores concluíram que, em indivíduos com diabetes tipo 1, o tratamento intensivo do diabetes alcança benefícios renais duráveis, ​​que persistem por pelo menos 18 anos após a sua aplicação. Em última análise, esses benefícios devem resultar em um menor número de pacientes que necessitará de terapia substituição renal.

Até mais.

Fonte:
Autores: de Boer IH, Sun W, Gao X, Cleary PA, Lachin JM, Molitch ME, Steffes MW, Zinman B; for the DCCT/EDIC research group.

McDonald's revela que batata frita leva 14 ingredientes...

crédito: Shutterstock
Depois de mostrar como são feitos hambúrgueres e nuggets, A gigante rede de fast food resolveu mostraragora como são feitas as batatas-fritas, um dos itens mais consumidos do seu cardápio.
Entre os ingredientes, estão dois aditivos à base de petróleo: dimetilpolissiloxano, um tipo de silicone não-tóxico usado para evitar que se forme espuma no óleo durante a fritura, e butilhidroquinona (TBHQ), um antioxidante que age na preservação do alimento. Segundo o apresentador, os dois produtos são seguros, têm seu uso justificado e são liberados por autoridades de saúde.
Em seguida, elas são mergulhadas em uma mistura de dextrose - um tipo de açúcar natural - que serve  para manter a cor dourada do alimento após frito, e pirofosfato ácido de sódio, usado para evitar que elas fiquem cinza durante o congelamento. Por fim, o sal entra na mistura.
Elas então são fritas pela primeira vez em uma mistura formada por óleo de canola, óleo de soja, óleo de soja hidrogenado, tempero com sabor de carne, trigo hidrolisado, leite hidrolisado, ácido cítrico e o dimetilpolissiloxano, citamos acima.
Nas lojas, elas são fritas mais uma vez em um óleo similar àquele usado na fábrica, mas com um ingrediente extras: butilhidroquinona.
Até mais.
Fonte: MSN

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Marca-passo para o estômago: contra a Obesidade...


A FDA, agência responsável pelo controle de produtos de saúde e drogas nos Estados Unidos, aprovou a comercialização de um aparelho de combate à obesidade que tem funcionamento parecido ao de um marca-passo, mas para o estômago.
Chamado de Maestro Rechargeable System, o aparelho é implantado cirurgicamente sob a pele do abdômen, com anexos fixados onde o esôfago se encontra com o estômago. Dali, ele causa interferências no nervo que controla o coração e a função digestiva.
A ideia é fazer com que diminuam os impulsos de fome que a pessoa sente mesmo após ter recebido a quantidade de alimento necessária, fazendo com que o paciente perca peso. Mas nem a FDA tem certeza se a tecnologia de fato funciona.
No documento de aprovação, divulgado pela NBC, a agência ressalta conhecer a teoria por trás do aparelho, mas que os mecanismos específicos que levariam a perda de peso devido ao uso da tecnologia são desconhecidos.
Foi o primeiro produto de combate à obesidade aprovado pela FDA em sete anos, e nos EUA este é um problema de saúde bem sério. Em testes, o aparelho reduziu apenas 8,5% do excesso de peso em um ano se comparado a pessoas que faziam tratamento com placebo e a agência quer que cheguem a pelo menos 10%.

Até mais.

Fonte: Uol.

Pâncreas artificial com hormônio único apresentou melhor controle glicêmico do que terapia convencional com bomba de insulina em diabéticos tipo 1, em artigo do The Lancet Diabetes & Endocrinology...

Pâncreas artificial com hormônio único apresentou melhor controle glicêmico do que terapia convencional com bomba de insulina em diabéticos tipo 1, em artigo do The Lancet Diabetes & Endocrinology
O pâncreas artificial é uma tecnologia emergente para o tratamento do diabetes tipo 1 e duas configurações têm sido propostas: pâncreas com hormônio único (somente insulina) e o pâncreas duo-hormonal (insulina e glucagon). O objetivo do trabalho publicado pelo The Lancet Diabetes & Endocrinology foi delinear a utilidade do glucagon no sistema de pâncreas artificial.
Foi realizado um ensaio clínico randomizado e cruzado com uso de pâncreas artificial com hormônio único, pâncreas artificial com dois hormônios e terapia convencional com bomba de insulina (infusão contínua de insulina subcutânea) em participantes diabéticos tipo 1, com idade igual ou superior a 12 anos. Os participantes foram distribuídos na proporção de 1: 1: 1: 1: 1: 1 com randomização bloqueada para as três intervenções e compareceram a um centro de pesquisa em três visitas de 24 horas de estudo.
Durante as visitas, quando o paciente utilizava o pâncreas artificial de hormônio único a insulina foi entregue com base em leituras de sensores de glicose e um algoritmo de dosagem preditiva. Durante o uso do pâncreas artificial com dois hormônios, o glucagon também foi entregue durante a queda de glicose ou quando ela estava baixa. Durante as visitas de pacientes em uso de terapia com bomba de insulina convencional, os pacientes receberam infusão contínua de insulina subcutânea. O estudo não foi mascarado. O desfecho primário foi o tempo durante o qual as concentrações de glicose no plasma estavam no intervalo alvo (4,0 a 10,0 mmol/L para a glicemia pós-prandial em duas horas e 4,0 a 8,0 mmol/L para as outras situações). Episódios de hipoglicemia foram definidos como a concentração de glicose no plasma de menos do que 3,3 mmol/L com sintomas ou inferior a 3,0 mmol/L, independentemente dos sintomas. A análise foi por intenção de tratar modificada, na qual foram incluídos dados de todos os pacientes que completaram pelo menos duas visitas. Um valor p inferior a 0,0167 (0,05/3) foi considerado significativo.
A proporção média de tempo gasto no intervalo alvo da glicemia plasmática ao longo de 24 horas foi de 62% [desvio padrão (DP) 18] com o pâncreas artificial de hormônio único, 63% (18) com o pâncreas artificial com dois hormônios e 51% (19) com a terapia convencional com bomba de insulina. A diferença média de tempo gasto no intervalo alvo entre o pâncreas artificial com hormônio único e terapia com bomba de insulina convencional foi de 11% (17; p=0,002) e entre pâncreas artificial duo-hormonal e terapia com bomba de insulina convencional foi de 12% (21; p=0,00011). Não houve diferença (15; p=0,75) na proporção de tempo gasto no intervalo alvo entre os sistemas de pâncreas artificiais duo-hormonal e de hormônio único.
Houve 52 episódios de hipoglicemia com a terapia convencional com bomba de insulina (12 dos quais eram sintomáticos), 13 com o pâncreas artificial com hormônio único (dos quais cinco eram sintomáticos) e 9 com o pâncreas artificial com dois hormônios (sem eventos sintomáticos). O número de episódios de hipoglicemia noturna foi de 13 (nenhum sintomático), zero e zero, respectivamente.
Os sistemas de pâncreas artificiais com hormônio único e com dois hormônios proporcionaram melhor controle glicêmico do que a terapia convencional com bomba de insulina. O pâncreas artificial com hormônio único pode ser suficiente para o controle glicêmico com noites livres de hipoglicemia.
 
 
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
NEWS.MED.BR, 2014. Pâncreas artificial com hormônio único apresentou melhor controle glicêmico do que terapia convencional com bomba de insulina em diabéticos tipo 1, em artigo do The Lancet Diabetes & Endocrinology. Disponível em: . Acesso em: 19 jan. 2015.

Saxenda: novo medicamento é aprovado pela FDA para controle de peso corporal...

A Food and Drug Administration (FDA), dos EUA, aprovou hoje o Saxenda (liraglutide injetável) como uma opção de tratamento para o controle crônico do peso corporal, associado a uma dieta reduzida em calorias e à prática de atividade física regular. A medicação foi aprovada para uso em adultos com um índice de massa corporal (IMC) de 30 ou superior (obesidade) ou adultos com IMC de 27 ou superior (acima do peso), que têm pelo menos uma condição relacionada, tal como hipertensão arterial, diabetes tipo 2, colesterol alto ou dislipidemia.
O índice de massa corporal (IMC), que mede a gordura corporal com base no peso e na altura do indivíduo, é utilizado para definir a obesidade e o excesso de peso em categorias.
Segundo James Smith, vice-diretor da Division of Metabolism and Endocrinology Products in FDA’s Center for Drug Evaluation and Research, o Saxenda, usado responsavelmente em combinação com um estilo de vida saudável, que inclui uma dieta de baixas calorias e exercícios físicos, oferece uma opção de tratamento adicional para o controle crônico de peso para as pessoas que são obesas ou estão acima do peso e têm pelo menos uma comorbidade relacionada ao aumento do peso corporal associada.
O GLP-1 (Glucagon-like peptide-1) é um hormônio produzido no intestino, na presença de alimentos. Entre outras funções, ele estimula a produção e a secreção do hormônio insulina pelo pâncreas. Nos pacientes diabéticos tipo 2, a atividade do GLP-1 é insatisfatória, o que reduz as taxas de insulina e aumenta os níveis de açúcar no sangue - as duas principais características do diabetes. O Saxenda é um agonista do receptor GLP-1 e não deve ser utilizado em combinação com qualquer outro fármaco que pertença a esta mesma classe, incluindo o Victoza, usado para o tratamento da diabetes tipo 2. Saxenda e Victoza contêm o mesmo princípio ativo (liraglutide) em diferentes doses (3 mg e 1,8 mg; respectivamente). No entanto, Saxenda não é indicado para o tratamento de diabetes tipo 2, pois não foram estabelecidas a segurança e a eficácia de Saxenda para o tratamento de diabetes.
A segurança e eficácia do Saxenda foram avaliadas em três ensaios clínicos que incluíram aproximadamente 4.800 pacientes obesos e com excesso de peso com e sem condições significativas relacionadas ao aumento do peso corporal. Todos os pacientes receberam aconselhamento sobre modificações de estilo de vida que consistia em uma dieta de baixas calorias2 e a prática regular de atividade física.
Os resultados de um ensaio clínico que envolveu pacientes sem diabetes mostraram que os pacientes tiveram uma perda de peso média de 4,5% da linha de base em relação ao tratamento com placebo (pílula inativa) em um ano. Neste ensaio, 62% dos pacientes tratados com Saxenda perderam, pelo menos, 5% do seu peso corporal, em comparação com 34% dos pacientes tratados com placebo. Os resultados de outro ensaio clínico que envolveu pacientes com diabetes tipo 2 mostrou que os pacientes tiveram uma perda de peso média de 3,7% da linha de base em relação ao tratamento com placebo em um ano. Neste ensaio, 49% dos pacientes tratados com Saxenda perderam, pelo menos, 5% do seu peso corporal, em comparação com 16% dos pacientes tratados com placebo.
As pessoas que utilizam Saxenda devem ser avaliadas após 16 semanas, para determinar se o tratamento está funcionando. Se um paciente não perdeu pelo menos 4% de peso corporal apresentado no início do estudo, o Saxenda deve ser interrompido, uma vez que é pouco provável que o paciente consiga manter uma perda de peso clinicamente significativa com a manutenção do tratamento.
Saxenda tem na sua bula uma advertência informando que tem sido observado em estudos com roedores a presença de tumores da glândula tireoide (tumores de células-C da tireoide), mas que não se sabe se o Saxenda provoca tumores de células-C da tireoide, incluindo um tipo de câncer de tireoide chamado carcinoma medular da tireoide (CMT), em seres humanos. Saxenda não deve ser utilizado em pacientes com história pessoal ou familiar de CMT ou em pacientes com síndrome de neoplasia endócrina múltipla tipo 2 (uma doença em que os pacientes têm tumores em mais de uma glândula do corpo e que predispõe ao CMT).
Os efeitos secundários graves relatados em doentes tratados com Saxenda incluem pancreatite, doença da vesícula biliar, insuficiência renal e pensamentos suicidas. Saxenda também pode aumentar a frequência cardíaca e deve ser interrompido em pacientes que apresentem um aumento sustentado na frequência cardíaca de repouso.
A FDA está exigindo os seguintes estudos pós-comercialização para o Saxenda:
 
  • Ensaios clínicos para avaliar a dose, segurança e eficácia em pacientes pediátricos.
  • Estudo para avaliar os potenciais efeitos sobre o crescimento, maturação sexual e desenvolvimento e função do sistema nervoso central em ratos imaturos.
  • Registro de caso de CMT, de pelo menos 15 anos de duração, para identificar qualquer aumento na incidência CMT relacionado ao Saxenda.
  • Avaliação do risco potencial de câncer de mama com o uso de Saxenda em ensaios clínicos em curso.
 
Além disso, a segurança cardiovascular da liraglutide está sendo investigada em estudos em curso.
O FDA aprovou Saxenda como uma estratégia Risk Evaluation and Mitigation Strategy (REMS), que consiste em um plano de comunicação para informar os profissionais de saúde sobre os riscos graves associados ao uso de Saxenda.
Saxenda é fabricado pela Novo Nordisk S/A, na Dinamarca, e é distribuído pela Novo Nordisk, em Nova Jersey.
 
 
terça-feira, 06 de janeiro de 2015
NEWS.MED.BR, 2015. Saxenda: novo medicamento é aprovado pela FDA para controle de peso corporal. Disponível em: . Acesso em: 19 jan. 2015.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Verapamil para reversão do diabetes tipo 1...


A primeira fase de triagem em pacientes com diabetes tipo 1 está prevista para começar no próximo ano, em que os investigadores vão tentar reverter o processo da doença, tentando aumentar a massa de células beta com a ajuda de um medicamento cardiovascular comum.
A equipe já demonstrou que o verapamil, muitas vezes usado para controle da hipertensão e arritmias, pode não só prevenir diabetes tipo 1 em ratos, mas reverter diabetes grave estabelecido, bem como, o pesquisador-chefe, Dr Anath Shalev (Universidade de Birmingham, Alabama [UAB]) , disse a um noticiário ao vivo esta semana.
O julgamento humano, intitulado, "A redefinição do verapamil como uma terapia de sobrevivência de células beta em diabetes tipo 1", está prevista para começar no início de 2015, após mais de uma década de pesquisas sugere que verapamil pode ser capaz de regular negativamente um promotor chave da diabetes tipo 1 e reforçar o que quer que as células beta disfuncionais permanecer no pâncreas, disse o Dr. Shalev.
O estudo será inicialmente durante um ano.
"Nós ... sei que o tratamento definitivamente cria um ambiente onde as células beta são permitidos para sobreviver, e sua sobrevivência é um fator importante na potencial melhora da produção de insulina, por isso a nossa esperança é que veremos um efeito similar em pacientes com diabetes tipo 1 igual ao que temos visto em nossos modelos de ratos. "
Dr Shalev explicou que mais de uma década atrás, a equipe UAB foi capaz de identificar uma proteína chamada proteína-interagindo thioredoxin (TXNIP), que é dramaticamente aumentada em células das ilhotas humanos em resposta a altos níveis de glicose.
Uma vez que é sabido que a hiperglicemia é tóxico para as células beta, "a hipótese de que TXNIP pode estar envolvido na morte da célula beta associada à diabetes."
Assim, é "altamente concebível" que as variações da glicemia pós-prandial, mesmo a curto prazo - como são muitas vezes vistos em pré-diabetes - pode levar a um aumento gradual, cumulativo na expressão TXNIP antes de qualquer início de detecção de diabetes, ela observa.
Além disso, a resistência à insulina ou aumento da procura na célula beta também pode levar a níveis elevados TXNIP de células beta.
A equipe subsequentemente passou a demonstrar que TXNIP, de fato, induzir a morte das células beta por apoptose: em modelos de ratos no que TXNIP tinham sido geneticamente suprimido, por exemplo, os animais foram completamente protegidos contra a diabetes.
O próximo passo foi identificar uma droga que poderia proporcionar a inibição farmacológica da TXNIP.
Redução de cálcio intracelular inibe a transcrição e expressão de TXNIP, a equipe descobriu, por isso, usando o verapamil,que é um  bloqueador dos canais de cálcio, que eles foram capazes de mimetizar os efeitos da TXNIP geneticamente suprimido em ratinhos e preservar as células beta produtoras de insulina .
"Mesmo depois que os animais tinham desenvolvido diabetes, quando começamos a tratá-los com verapamil, os níveis de açúcares no sangue normalizaram, e isso foi devido ao reaparecimento e normalização das células beta produtoras de insulina", explicou Dr. Shalev.
"Com isso, tivemos uma prova de princípio de que a inibição da TXNIP com verapamil poderia servir como um alvo muito atraente para promover a própria massa de células beta produtoras de insulina do corpo."
Movendo-se estes resultados, Dr. Shalev disse: os pesquisadores estão planejando para inscrever 52 pacientes com idades entre 19 e 45 no estudo, de preferência no prazo de 3 meses após ter sido diagnosticado com diabetes tipo 1.
Eles serão randomizados para verapamil ou placebo e serão tratados por 1 ano, enquanto continua com a terapia com insulina-bomba e empregando a monitorização contínua da glicose.
No entanto, ela observou: "Nós não estamos esperando milagres com este estudo, uma vez que será o tratamento de pacientes por apenas um ano, e nós sabemos que para qualquer intervenção para criar um ambiente propício para a sobrevivência de células beta ou mesmo a regeneração após tal um grande número de células beta morreram levará um longo tempo. "
O estudo humano está sendo financiado pela JDRF, o maior apoio de caridade de pesquisa do diabetes tipo 1. Dr Shalev relata que ela não tem relações financeiras relevantes.
Até mais.
Fonte: Mol Endocrinol . 2014: 28:. 1211-1220 artigo

Cólicas em bebês...

Lactobacilus reuteris DSM17938 é o nome do que há de mais moderno para tratar cólicas, mal que faz recém-nascidos e bebês até por volta dos três meses sentirem dores e chorarem por horas, sem consolo.
Trata-se de um probiótico, segundo explica Melissa Ramos Morais, pediatra nutróloga da clínica Casa Curumim, em São Paulo.
"Esse micoorganismo vivo age no intestino diminuíndo o crescimento de outras bactérias prejudiciais à saúde e, com isso, ajuda a melhorar o funcionamento do intestino, tratando, consequentemente a cólica infantil". 
Ainda não se sabe com exatidão porque o Lactobacilus reuteris DSM17938 funciona. Melissa diz que há duas hipóteses: ele reduz a produção de gases e diminui os movimentos peristálticos no corpo da criança. 
De acordo com Mauro Batista de Morais, professor de gastroenterologia pediátrica da Escola Paulista de Medicina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), estudos realizados na Itália, Canadá, Polônia e outros países mostram que os bebês que foram medicados com esse lactobacilo choravam menos durante uma crise de cólica em relação aos do grupo que tomou placebo.
O lactobacilo em questão é uma alternativa para o uso de remédios com dimeticona, prescritos por alguns pediatras para que o bebê consiga eliminar com mais facilidade os gases que provocam as cólicas. "Porém, não existe demonstração científica que a substância reduza os gases realmente", diz a pediatra. Apesar disso,  por não causar efeitos colaterais, muitos pais ficam mais tranquilos ao administrá-la aos filhos, ainda que o resultado não seja o esperado. "Eles ficam mais calmos, e isso, às vezes, ajuda a serenar a criança também", conta Melissa. 
Lactobacilus reuteris DSM17938 deve ser prescrito pelo pediatra após uma avaliação do quadro apresentado pela criança. A cólica intestinal deve ser encarada como normal em crianças pequenas. "É um processo natural do corpo humano, já que o tubo gastrointestinal dos bebês é imaturo e precisa de um tempo para funcionar bem, sem provocar dores", diz Monica Picchi, neonatologista e pediatra no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
Em conversa com o pediatra, os pais devem avaliar o quanto as dores incomodam eles e o filho. Com base nisso, alguns médicos nem chegam a indicar medicamentos para tratar o problema. Preferem dar tempo ao tempo e recomendam que a família recorra a procedimentos como o uso de bolsas térmicas sobre a barriga.
"Também é indicado fazer massagens na área e movimentar as pernas do bebê, dobrando os joelhos em direção ao tronco. Essas manobras colaboram para a liberação de gases", explica Alexandre Funcia de Azeredo Silva, pediatra da clínica Casa Curumim, em São Paulo. Outras dicas dos médicos são: deitar a criança de bruços sobre o antebraço e dar um banho morno no ofurô ou balde para bebês --às vezes, o resultado é tão bom que o bebê chega a evacuar na água.
Além da imaturidade do organismo infantil, outros fatores podem provocar cólicas. "Por isso, uma única escolha de tratamento pode não ser eficaz", diz Melissa. A médica fala que é necessário avaliar bem o bebê, conhecer a história detalhada da cólica (como duração e os tratamentos anteriores com e sem sucesso), observar e corrigir a mamada, seja do leite materno ou da fórmula, porque a criança pode engolir ar ao sugar o leite.
Rever a dieta da mãe também pode ajudar, já que grãos, leite de vaca e derivados, por exemplo, podem desencadear o problema pois passam para o leite materno. Silva ainda ressalta que os pais devem ficar bem atentos ao choro do bebê que julgam ser sinal de cólica. "Não raro, a criança está chorando porque tem fome. Basta oferecer o peito", finaliza. 
Até mais.
Fonte: UOL.

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