sexta-feira, 31 de maio de 2013

Vídeo sobre a "importação" de médicos pelo Brasil...

Relato do Deputado Mandetta (DEM-MG), em vídeo, para a Câmara dos Deputados. Vale a pena ver e refletir a realidade  dos médicos brasileiros que ninguém fala... Isso é tudo verdade...
Até mais.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Baixa remuneração e falta de médicos provoca o fechamento de emergências pediátricas no Brasil...

Saiu na Rede CNT...

Ana Rosa percorreu dois hospitais particulares com a filha doente, até conseguir atendimento em uma emergência pediátrica. (...) No Rio de Janeiro, 11 emergências pediátricas privadas, que atendiam cerca de 9 mil crianças por mês, fecharam as portas, três só nos últimos três meses. As que ainda funcionam estão sobrecarregadas, em média, o tempo de espera para atendimento é de 4 a 6 horas.
(...) O sindicato que representa as clínicas afirmou em nota que faltam médicos, informação contestada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, que diz que no Brasil há vinte pediatras para cada 100 mil habitantes e que o problema, além dos baixos salários, é que, para os planos de saúde, atender um adulto é cinco vezes mais lucrativo do que cuidar de uma criança. 
- O problema é que normalmente as crianças precisam de menos investigação, então o atendimento acaba sendo menos remunerado. Inclusive essa baixa remuneração que o hospital vai ter reflete na baixa remuneração que ele vai pagar – afirma o dr. Carlindo de Souza Machado Silva Filho, diretor da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Até mais.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Beber 340 ml de refrigerante açucarado por dia pode aumentar a incidência de diabetes tipo 2 em cerca de 22%, sugere estudo publicado pelo jornal Diabetologia...


O objetivo da presente análise foi investigar a associação entre o consumo de bebidas adocicadas (ou seja, sucos e néctares de fruta, refrigerantes açucarados e refrigerantes adoçados artificialmente) e a incidência de diabetes tipo 2 em uma coorte Europeia, no EPIC-InterAct Study.
O consumo de bebidas adocicadas e o aumento na incidência do diabetes mellitus tipo 2 tem sido demonstrado principalmente em populações americanas. O EPIC-InterAct Study avaliou esta associação em adultos europeus e foi publicado pelo periódico Diabetologia da European Association for the Study of Diabetes (EASD).
Dados do estudo longitudinal European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC) foram usados e os pesquisadores estabeleceram uma coorte com 12.403 casos incidentes de diabetes tipo 2 e uma subcoorte aleatória de 16.154 indivíduos. Modelos de riscos proporcionais de regressão de Cox (modificados para o estudo de caso-coorte) e meta-análises de efeitos aleatórios foram utilizados para estimar a associação entre o consumo de bebidas adocicadas (dados obtidos a partir de questionários dietéticos validados) e a incidência do diabetes tipo 2.
Os resultados mostraram que, após os ajustes necessários, o consumo de 340 ml de refrigerantes açucarados por dia está associado ao aumento da incidência do diabetes tipo 2, mas a associação do consumo de refrigerantes adoçados artificialmente e o diabetes tipo 2 tornou-se estatisticamente não significativa. O consumo de suco ou néctar de fruta não foi associado ao aumento na incidência da doença.
Este estudo corrobora a associação entre o aumento da incidência de diabetes tipo 2 e o alto consumo de refrigerantes açucarados em adultos europeus.

Até mais.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Emergência pediátrica... Editorial Folha de São Paulo...


O calvário de pais e crianças que precisam de atendimento médico de emergência em estabelecimentos privados não difere tanto do que se percorre na saúde pública.
reportagem da Folha visitou 11 dos principais hospitais paulistanos com pronto-socorro infantil. Constatou que a espera média era de duas horas, chegando a seis horas numa dessas instituições.
Antes de mais nada, cabe um alerta tranquilizador. Apesar da demora, todos os hospitais operam com sistemas de triagem --se o caso fosse realmente grave, a criança quase certamente seria atendida de imediato.
Uma conjunção de fatores, que vão de razões de mercado até falhas no sistema, origina a demora.
Para começar, bebês e crianças não estão entre os pacientes mais rentáveis. Entre 2011 e 2013, houve redução de 14% no total de leitos pediátricos na cidade. Na hora de decidir investimentos, hospitais particulares privilegiam doenças crônicas, que demandam mais exames e procedimentos.
Outro problema está no fato de as pessoas não utilizarem o sistema da maneira recomendada. Como está implícito no nome, o pronto-socorro (PS) atende casos de urgência. Mas a massificação dos planos de saúde em condições longe das ideais, nas quais a criança seria acompanhada por pediatra fixo e acessível a qualquer hora, converteu o PS em linha de frente do atendimento.
Isso acarreta filas maiores e exames desnecessários, que talvez fossem dispensados pelo médico familiarizado com o paciente. No atropelo do PS, o profissional opta por escudar-se no maior número possível de exames.
Fala-se muito, também, na falta de pediatras, o que é uma meia verdade. Em princípio, eles constituem a especialidade com maior número de praticantes (11% do total de médicos titulados). A baixa remuneração oferecida pelas operadoras de saúde os afasta dos serviços privados.
O prognóstico, porém, não é animador. Segundo o estudo "Demografia Médica no Brasil", profissionais jovens se interessam mais por outras especialidades. A idade média do pediatra é maior que a dos médicos em geral.
A questão é saber se os mecanismos de mercado bastarão para corrigir tais distorções --pela lógica, as operadoras terão de pagar mais para contar com esses especialistas-- ou se as autoridades sanitárias precisarão corrigir suas falhas.

Até mais.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Hospital pediátrico da UFRJ fecha emergência por falta de médicos...


O diretor da unidade ressalta que é difícil manter os profissionais em função do baixo salário e a ausência de benefícios


O setor de emergência do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi fechado pela direção da unidade por falta de médicos e de material hospitalar. O instituto, que fica na Ilha do Fundão, na zona norte do Rio, atende casos pediátricos graves.
De acordo com diretor Edimilson Migowski, a emergência do instituto era a única de um hospital universitário do Rio que funcionava durante 24 horas e está fechada desde sexta-feira (26). O diretor ressaltou que é difícil manter os médicos na unidade em função do baixo salário.
" Esses médicos são mais jovens, recebem um terço ou um quarto do que ganhariam em outros hospitais. Eles não têm vínculo empregatício, nem carteira assinada ou benefícios, como o décimo terceiro [salário]. Não consigo manter essas pessoas ganhando tão pouco" , disse o diretor.
Sobre a falta de suprimentos, Migowski informou que há dois meses uma mudança no critério de compras criou uma dificuldade no processo de aquisição de medicamentos e insumos. Segundo ele, faltam funcionários do setor administrativo para cuidar dos trâmites das licitações, já que muitos deixaram a unidade, por diversos motivos, e não houve reposição de pessoal.
Em nota, o reitor da UFRJ, Carlos Levi, disse que a universidade está " disponibilizando apoio à direção do instituto para que promova as ações necessárias a fim de que o setor seja reaberto no prazo mais breve possível" . Segundo Levi, hoje (29) a reitoria e o instituto vão organizar uma força-tarefa, formada por servidores de outros setores da universidade, com o objetivo de reforçar a estrutura de compras do hospital.
O reitor disse que este mês foram publicados editais de concurso para mais de 100 vagas destinadas a técnico-administrativo da UFRJ, incluindo médico de emergência pediátrica, odontólogo para pediatria e administrador hospitalar.
Até mais.
Fonte: isaude.net

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