quarta-feira, 22 de junho de 2016

Refrigerantes nas escolas...


A Coca-Cola, a PepsiCo e a Ambev (fabricante do Guaraná Antártica, Soda e Sukita) anunciaram nesta quarta-feira (22) que vão deixar de vender refrigerantes para escolas com alunos de até 12 anos de idade.
Segundo as três empresas, os refrigerantes devem parar de ser vendidos nas escolas a partir de agosto.
Em lugar da bebida, serão vendidos nas cantinas escolares apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos. Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências.
A iniciativa, de acordo com as empresas, tem o objetivo de combater a obesidade infantil. As fabricantes justificam que, no momento do recreio, os alunos vão à cantina da escola sem orientação ou a companhia de responsáveis e podem acabar consumindo açúcares em excesso.
"Crianças abaixo de 12 anos ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo", informaram em nota. 
A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. As empresas também pretendem fazer ações de sensibilização para que supermercados, atacados e outros estabelecimentos não vendam suas marcas de refrigerante para as escolas.

Leia a íntegra do comunicado das empresas:

"A obesidade é um problema complexo, causado por muitos fatores, e as empresas de bebidas reconhecem seu papel de ser parte da solução. A partir de agosto, a Coca-Cola Brasil, a Ambev e a PepsiCo Brasil vão ajustar o portfólio de bebidas vendidas diretamente às cantinas de escolas no país. A principal mudança é que as empresas venderão às escolas para crianças de até 12 anos (ou com maioria de crianças de até essa idade) apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos. O novo portfólio tem como referência diretrizes de associações internacionais de bebidas. Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências.
No momento do recreio, os alunos têm acesso às cantinas escolares sem a orientação e a companhia de pais e responsáveis, e crianças abaixo de 12 anos ainda não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo. Coca-Cola Brasil, Ambev e PepsiCo Brasil entendem que devem auxiliar os pais ou responsáveis a moldar um ambiente em escolas que facilite escolhas mais adequadas para crianças em idade escolar, assim como estimular a hidratação e a nutrição, contribuindo para uma alimentação mais equilibrada.
A escolha do portfólio no Brasil também foi baseada em conversas com especialistas em saúde pública, alimentação e nutrição, além de profissionais e instituições ligadas aos direitos das crianças. A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores. Em relação às demais, aquelas que se abastecem em outros pontos de venda (supermercados, redes de atacados e adegas, por exemplo), haverá uma ação de sensibilização desses comerciantes por meio da qual todos serão convidados a se unir à iniciativa.
As três companhias também estão trabalhando com a ABIR (Associação Brasileira da Indústria de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas) para que essas diretrizes de venda de bebidas a escolas sejam um compromisso de todo o setor."
Até mais.
Fonte: uol.

Síndrome XYY...


Principais características:

  • Altura média de 1,80m
  • Acne nódulo cística severa durante a adolescência
  • Anomalias nas genitálias: criptorquidia, hipospádia
  • Distúrbios motores: tremor fino e déficit de coordenação motora fina 
  • Atraso na fala 
  • Taxa de testosterona aumentada, o que pode ser um fator contribuinte para a inclinação antissocial e aumento de agressividade 
  • Imaturidade no desenvolvimento emocional e menor inteligência verbal, fatos que podem dificultar seu relacionamento interpessoal 
  • Crescimento acelerado na infância 
  • QI 10 a 15 pontos abaixo da média 
  • Problemas no aprendizado: dificuldade de leitura e concentração 
  • Volume cerebral reduzido 
  • Dentes grandes 
  • Glabela saliente 
  • Orelhas mais longas que o normal 
  • Mãos e pés maiores.
Até mais.

Fonte: Revista da AMRIGS, Porto Alegre, 58 (2): 147-149, abr.-jun. 2014

terça-feira, 14 de junho de 2016

Exemplos a serem copiados do Chile...


O governo do Chile proibirá a venda do chocolate "Kinder Ovo", que vem com um brinquedo como brinde, e modificará o "McLanche Feliz", da rede de fast-food McDonald's, a partir do dia 27 de junho, segundo anúncio feito nesta quarta-feira por fontes oficiais.

Nesta data entrará em vigor uma nova lei que pretende frear a obesidade no país.

A nova norma - pioneira no mundo por sua elevada exigência - tem como objetivo estabelecer regras na informação nutricional, a publicidade de alimentos dirigidos às crianças e a venda em escolas de determinados produtos.

O Chile é o segundo país com mais obesos da América Latina e apresenta uma das taxas mais altas de obesidade infantil, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

Obesidade infantil

Segundo o órgão, 9,5% dos menores de 5 anos são obesos, enquanto dados do Ministério da Saúde do Chile garantem que mais de 30% dos meninos e meninas de 0 a 7 anos sofrem de excesso de peso.

A vontade de reverter estes números incentivou o governo chileno a criar esta exigente lei que aponta especificamente às crianças. A do próximo 27 de junho não poderão se vendidos produtos alimentícios com nutrientes chamados "críticos" e que ainda oferecem brinquedos.

"O 'Kinder Ovo' tem um brinde e não poderá ser vendido em nosso país. O 'McLanche Feliz' do McDonald's tem grande quantidade de sal, açúcar e gorduras saturadas e não pode ser entregue em um golpe comercial", indicou o chefe do Departamento de Políticas Públicas do Ministério da Saúde, Tito Pizarro.

"O 'McLanche' hoje, do ponto de vista dos nutrientes críticos, não é feliz", ressaltou Pizarro, em declarações a rádio "DNA".

A autoridade sanitária afirmou que se for desenvolvido um produto saudável será permitida a comercialização, mas "se continuar com a alta quantidade (de açúcares, sal ou gorduras) não poderá ser vendido", completou.

Além disso, as novas normas estabelecem que as embalagens e rótulos dos alimentos para o consumo humano devem indicar os ingredientes que contêm, incluindo os aditivos e os conteúdos de energia, açúcares, sódio e gorduras saturadas.

Em todas as embalagens dos produtos que superam os limites fixados como recomendáveis deverá constar em sua frente uma etiqueta com a descrição "Alto em" sobre um fundo negro.
Até mais.
Fonte: Uol.

domingo, 12 de junho de 2016

Uso de Metformina em pacientes com Insuficiência Renal...

Em resposta ao acúmulo de indícios, o Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos anunciou que a metformina, medicamento utilizado para tratar o diabetes, pode ser administrada com segurança para os pacientes com comprometimento renal leve e, em certos casos, moderado, após ter alertado contra a sua utilização durante anos. Isto significa que um medicamento genérico e (ou seja, barato) e eficaz contra o diabetes tipo 2 deve se tornar mais amplamente usado, visto que muitos pacientes com diabetes também apresentam algum grau de disfunção renal.
A metformina tinha sido previamente contraindicada para os pacientes com doença ou disfunção renal, definidas por níveis séricos de creatinina iguais ou maiores que 1,5 mg/dL para homens e 1,4 mg/dL para mulheres, ou alteração da depuração da creatinina.
Agora o FDA informa que, após a revisão de vários estudos, a entidade concluiu que essa contraindicação já não é necessária para alguns pacientes com comprometimento renal. A justificativa da contraindicação era que os pacientes com diminuição da função renal apresentam maior risco de acidose láctica, que é um raro efeito adverso da metformina.
Há tempos os endocrinologistas não gostavam de não poder prescrever metformina a seus pacientes com diabetes tipo 2, por causa da restrição do FDA. Havia a preocupação que o medicamento era subutilizado devido a essa restrição, que muitos consideravam sem fundamento.
De fato, as orientações de prescrição da metformina nos diferentes níveis de comprometimento renal variam em todo o mundo, e no início desse ano, a European Medicines Agency (Agência Europeia de Medicamentos) abordou essa questão, com o objetivo de harmonizar as informações sobre prescrição de metformina na Comunidade Europeia.
Solicitado a comentar esse anúncio do FDA, o Dr. Silvio Inzucchi, médico do Yale Diabetes Center, New Haven, Connecticut, disse para o Medscape Medical News: “Estou muito satisfeito que o FDA tenha decidido expandir o uso potencial da metformina a mais pacientes. Nas últimas duas décadas têm surgido indícios que as diretrizes anteriores eram demasiadamente restritivas no que diz respeito à função renal e, fundamentalmente, limitavam o acesso a esse medicamento genérico barato, importante e eficaz, para centenas de milhares de pacientes nos EUA".
O Dr. Inzucchi faz parte de um grupo liderado pela Dra. Kasia J. Lipska, também médica de Yale, que entregou um abaixo-assinado para o FDA pedindo pela mudança na bula da metformina.
"Nós mostramos ao FDA na nossa petição que embora a acidose láctica seja grave e um quadro potencialmente fatal, não é mais recorrente entre pacientes em uso de metformina do que em outros pacientes".
"Além disso, pesquisas revelaram altas taxas de uso da metformina na vida real por pacientes abaixo dos pontos de corte da função renal determinados pelo FDA quando a metformina foi aprovada em 1995", acrescentou o Dr. Inzucchi. "Apesar disso, não foi observado aumento dos casos de acidose láctica. Na verdade, quando um paciente tratado com metformina apresenta acidose láctica, isso quase sempre ocorre devido a algum outro evento, como um grave quadro hemodinâmico ou infeccioso. Portanto, a metformina provavelmente é 'uma mera figurante' nesses casos", disse ele.
Até mais.
Fonte: Medscape.com

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