quarta-feira, 31 de julho de 2013

Orelha artificial...

Orelha recriada em laboratório com tecido animal tem a mesma flexibilidade natural da cartilagem, afirmam cientistas norte-americanos
Cientistas americanos dizem ter dado um passo na direção de produzir uma orelha humana completa em laboratório, a partir de células de um paciente.
Em uma nova experiência de engenharia de tecidos, os pesquisadores conseguiram desenvolver uma orelha humana com tecido animal. O substituto artificial tem a flexibilidade de uma orelha real, dizem os pesquisadores do Massachusetts General Hospital, em Boston, Estados Unidos.A técnica pode um dia vir a ser usada para ajudar pessoas que tenham perdido ou deformado a orelha, eles acreditam.
A engenharia de tecidos é um campo crescente na ciência médica, no qual órgãos substitutos são feitos em laboratório. Anteriormente, os pesquisadores haviam produzido um ouvido artificial, do tamanho do de um bebê, no dorso de um rato.
No mais recente estudo, apresentado na publicação científica Journal of the Royal Society Interface, tecidos vivos de vacas e ovelhas foram usados junto a uma armação de arame flexível, que tinha a forma 3D de um verdadeiro ouvido humano.
O órgão produzido foi, em seguida, implantada num rato cujo sistema imunológico havia sido desativado, permitindo à orelha crescer.
"Nós demonstramos a primeira orelha humana adulta", disse à BBC Thomas Cervantes, que liderou o estudo.
O avanço foi significativo por várias razões, disse ele. "Primeiro, fomos capazes de manter a forma da orelha, após 12 semanas de crescimento no rato. Em seguida, porque conseguimos manter a flexibilidade natural da cartilagem."
Arame de titânio
As células foram cultivadas em uma armação de arame de titânio, que é modelada de acordo com a dimensões de uma verdadeira orelha humana, feita a partir de uma tomografia computadorizada.
O novo trabalho mostra que, em teoria, é possível criar células suficientes - pelo menos em animais - para fazer uma orelha humana em tamanho real.
"Em um modelo clínico, o que gostaríamos de fazer é colher uma pequena amostra de cartilagem do paciente e, em seguida, fazer o mesmo processo", disse Cervantes. "Esta pesquisa é um passo significativo na preparação para testes clínicos em humanos."
Ele disse que espera que o processo avance para os testes em cerca de cinco anos.
Outra pesquisa em órgãos feitos por bioengenharia está progredindo rápido: cerca de dez pacientes receberam transplantes de dutos respiratórios artificiais revestidos com células-tronco retiradas do paciente ou de um doador.
Paralelamente, um rim cultivado em laboratório foi transplantado para um rato, onde começou a produzir urina.
Até mais.
Fonte: uol.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

FDA permite comercialização do primeiro teste de ondas cerebrais para ajudar a avaliar crianças e adolescentes com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)...

O Food and Drug Administration (FDA) permitiu a comercialização nos EUA do primeiro dispositivo médico com base na função cerebral para ajudar a avaliar o transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) em crianças e adolescentes com idades entre 6 e 17 anos. Quando usado como parte de um exame médico e psicológico completo, o dispositivo pode ajudar a confirmar o diagnóstico de TDAH ou a decisão clínica de que testes diagnósticos futuros devem se concentrar no TDAH ou em outras condições médicas ou comportamentais que produzam sintomas semelhantes aos do TDAH.
O dispositivo, conhecido como Neuropsychiatric EEG-Based Assessment Aid (NEBA) System, é baseado no eletroencefalograma (EEG), tecnologia que registra diferentes tipos de impulsos elétricos (ondas) emitidos pelos neurônios (células nervosas) no cérebro e o número de vezes (frequência) que os impulsos aparecem a cada segundo.
O NEBA System é um teste não-invasivo que dura de 15 a 20 minutos e calcula o índice entre duas frequências de ondas cerebrais normais, conhecidas como ondas teta e beta. Estudos têm demonstrado que o índice teta/beta parece ser mais elevado em crianças e adolescentes com TDAH que em crianças que não têm a doença.
"O diagnóstico de TDAH é um processo que segue várias etapas com base em um exame médico e psiquiátrico completo", disse Christy Foreman, diretora do Office of Device Evaluation do FDA’s Center for Devices and Radiological Health. "O NEBA System, junto com outras informações clínicas, pode ajudar os médicos a determinar com mais precisão se o TDAH é a causa de um problema comportamental", completa.
O TDAH é um dos transtornos neurocomportamentais mais comuns na infância. Segundo a American Psychiatric Association, 9% dos adolescentes dos EUA têm TDAH e a idade média do diagnóstico é de 7 anos de idade. Crianças com TDAH têm dificuldade de focar a atenção, apresentam hiperatividade, impulsividade e outros problemas comportamentais. Este transtorno ocorre em 3 a 5% das crianças em várias das regiões do mundo em que já foi pesquisado. Em mais da metade dos casos o transtorno acompanha o indivíduo na vida adulta, embora os sintomas de inquietude sejam mais brandos.

Até mais.



NEWS.MED.BR, 2013. FDA permite comercialização do primeiro teste de ondas cerebrais para ajudar a avaliar crianças e adolescentes com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Disponível em: . Acesso em: 26 jul. 2013.

Teste rápido permite diagnóstico precoce de tuberculose em crianças...

Novo teste para diagnóstico da tuberculose (TB) em crianças detectou 63% dos casos identificados pelo teste de cultura bacteriana, mas em uma fracção do tempo, de acordo com resultados de estudo realizado na África do Sul.
O teste, chamado Xpert MTB / RIF, apresentou resultados em 24 horas, muito abaixo das várias semanas dos testes de cultura em laboratório. Estudos anteriores demonstraram que Xpert MTB / RIF é eficaz para o diagnóstico de TB em adultos e em crianças com sintomas pronunciados de TB.
Os resultados da pesquisa indicaram que a facilidade e rapidez do diagnóstico seria útil para crianças atendidas em clínicas de países com recursos limitados. O teste também foi capaz de identificar crianças com TB resistente a medicamentos. Além disso, os pesquisadores descobriram que Xpert pode facilmente determinar quando o tratamento para a tuberculose não é apropriado. Entre as crianças analisadas que não tinham a doença, os resultados do teste Xpert foram negativos em 99 % dos casos.
O diagnóstico preliminar de TB é muitas vezes feito através da analise de amostra de secreções pulmonares com um microscópio para verificar a presença das bactérias que causam a tuberculose. A amostra também é enviada para um laboratório para a identificação das bactérias. Todo este processo pode levar até 6 semanas porque as crianças têm níveis mais baixos de bactérias infecciosas que os adultos.
O estudo liderado pelo pesquisador Heather J. Zar, da University of Cape Town, coletou quase 1.500 amostras de cerca de 400 crianças encaminhadas para cuidados primários com os sintomas da TB. Os pesquisadores compararam os resultados do Xpert MTB / RIF com o resultado do exame de amostras sob microscópio, e de cultura bacteriana, o método mais preciso para o diagnóstico da doença.
Até mais.
Fonte: isaude.net

quinta-feira, 25 de julho de 2013

InsuOnLine...

Um médico do SUS quer sair de férias, mas não consegue porque no posto de saúde em que trabalha não há outro colega que saiba tratar de pacientes diabéticos que dependem de insulina.
Ele decide, então, treinar um jovem médico. Poderia ser uma história real, mas é o enredo de um game desenvolvido por um médico paranaense, que está na final de uma competição internacional que começa hoje em São Petersburgo, na Rússia.
Fã de jogos como Battlefield, o endocrinologista Leandro Arthur Dieh, 35, desenvolveu o game como tese de doutorado na Faculdades Pequeno Príncipe, de Curitiba (PR). A ideia surgiu a partir de sua experiência na rede pública de saúde."Testemunhei a dificuldade que os médicos não especialistas em diabetes têm em lidar com a insulina. Muitos retardam a indicação porque não sabem manejá-la. E quem sofre é o paciente do SUS."
Estudos mostram que só 24% dos diabéticos no país estão bem controlados. 
O restante corre o risco de desenvolver complicações como cegueira, insuficiência renal e amputações em razão da glicemia descompensada.
Chamado de InsuOnLine, o jogo ensina a aplicação de insulina em diversos perfis de diabéticos. A complexidade dos casos cresce com o passar dos níveis, até atingir situações como a que o paciente usa várias doses de insulina e sofre de hipoglicemia.
Segundo ele, o jogo começou a ser criado no início de 2011 em parceria com Rodrigo Martins de Souza, sócio de uma empresa de Londrina especializada em jogos.
"Nosso desafio foi desenvolver um game para o ensino, mas que também seja divertido. Há muitos simuladores chatíssimos, que as pessoas só jogam obrigadas."
Embora o público-alvo seja médicos do SUS (as medicações e as orientações são voltadas para o que há disponível na rede pública), Dieh reconhece que os profissionais mais velhos terão mais dificuldade em jogar.
Com o game quase pronto, o próximo passo será testá-lo com um grupo de médicos reais: metade deles vai jogar o game, e a outra metade vai assistir a uma palestra ou aula sobre o tema.
"Vamos comparar o aprendizado dos dois grupos sobre o uso de insulina nas situações mais comuns em um posto de saúde", diz Dieh, também professor da Universidade Estadual de Londrina.
O game venceu a edição brasileira da Imagine Cup 2013 na categoria Cidadania Mundial. Isso o credenciou para disputar na final mundial, na Rússia.
O lançamento comercial do jogo está previsto para 2014, quando o médico concluir a tese de doutorado.


Até mais.

Fonte: A Folha de São Paulo.

terça-feira, 23 de julho de 2013

teste genético para a obesidade...


Cada pessoa responde de um jeito a dieta e exercícios. Enquanto uns restringem os carboidratos e perdem peso rapidinho, outros reclamam que a medida traz muito sofrimento e pouco resultado. O mesmo acontece com os exercícios - para uns, caprichar na musculação só traz dores e pouca mudança na fita métrica, enquanto para outros o resultado aparece em poucos meses. Você já deve ter ouvido que a explicação para isso pode estar nos genes.
É por isso que, de algum tempo para cá, alguns endocrinologistas e nutricionistas vêm utilizando uma nova ferramenta antes de prescrever programas de emagrecimento aos pacientes: o mapeamento genético. No entanto, alguns profissionais - inclusive geneticistas - são bastante céticos em relação a esses testes.
O exame utilizado por especialistas consultados pelo UOL Saúde é feito nos EUA, pela empresa Pathway Genomics. O Pathway Fit, como é chamado o teste, mostra, por exemplo, se você responde melhor aos exercícios aeróbicos ou à musculação, se tem mais benefícios com uma dieta com teor reduzido de carboidratos ou se seu problema maior é a gordura.O exame também indica se você tende a exagerar demais nas porções, a beliscar entre as refeições ou se seu fraco são os doces. Além disso, mostra se você tem propensão a desenvolver intolerância à lactose, se metaboliza bem a cafeína e o álcool, e se tem problemas para absorver certos nutrientes, como ômega 3 e vitaminas. Por fim, o teste ainda avalia se você tem propensão a sofrer com problemas de colesterol, diabetes e obesidade.
O mapeamento é feito a partir da análise da saliva do paciente. A coleta é feita em laboratórios, ou, em alguns casos, no próprio consultório médico, e enviada para os EUA. Os resultados ficam prontos em 40 dias e o exame custa aproximadamente R$ 1.200 reais (cada profissional consultado cobra um valor).
A Pathway Genomics, que diz já ter realizado milhares de testes em brasileiros, analisa variantes genéticas (também chamadas de polimorfismos), ou seja, características nos genes que diferenciam os indivíduos e que, em estudos científicos, foram associados a certas tendências em relação ao metabolismo.
O endocrinologista Tércio Rocha é um dos pioneiros no uso desse teste no Brasil. Ele vem oferecendo o exame desde janeiro do ano passado, com o objetivo de indicar um tratamento mais sob medida aos pacientes. "Na verdade, é mais do que personalizado: é genótipo-especializado", declara.
Ele próprio diz ter se beneficiado muito com o mapeamento. "Mudei totalmente o meu padrão de atividade física e as dores que eu tinha diminuíram bastante", conta ele, que passou a investir mais na musculação. O médico também conta que tem pacientes atletas que sentiram na carreira os benefícios das mudanças implementadas após a realização do exame. Ele cita o caso de um tenista profissional que viu seu desempenho deslanchar após descobrir que era um "perdedor" de vitaminas B6 e B12 e ser orientado sobre como evitar isso.
A nutricionista Giovana Morbi, que tem trabalhado com o mapeamento genético há alguns meses, diz que o exame ajuda especialmente pessoas que já tentaram de tudo, mas não conseguem emagrecer. Ela cita o caso de um paciente que, com a análise dos resultados, descobriu que tinha uma dificuldade de metabolizar a cafeína e também um elemento presente no brócolis. Depois de retirar os dois ingredientes da dieta, conseguiu perder 12 kg em dois meses. Segundo ela, com menos sofrimento do que se seguisse um plano alimentar genérico. 
A nutricionista Daniela Jobst também menciona essa vantagem de que, com o exame, é possível ir "direto ao foco" e evitar privações desnecessárias. "É uma ferramenta a mais, mas não é milagroso, a não ser que a pessoa realmente siga o que está ali", comenta. Em outras palavras, algumas pessoas ficam desanimadas com a ideia, por exemplo, de ter que evitar o café para o resto da vida.Críticas
Para o geneticista Ciro Martinhago, diretor do departamento de genética médica SalomãoZoppi Diagnósticos, boa parte desses testes genéticos tem sido oferecidos mais de forma comercial do que utilitária. Ele esclarece que todo tipo de teste para analisar predisposição a doenças precisa ser validado na população em que o paciente vive. "A maior parte dessas variantes genéticas foram testadas na população dos EUA, e é preciso considerar que o brasileiro é um dos povos mais miscigenados do mundo", afirma.
Ele esclarece que testes genéticos que analisam mutações que levam a doenças são confiáveis. É o caso do que a atriz Angelina Jolie realizou para descobrir sua propensão ao câncer de mama e de ovário. Ou do exame que detecta intolerância à lactose. Mas, em relação a variantes genéticas, ainda não há tanta precisão e existe o risco de que, daqui a dez anos, alguém descubra que o resultado seja até o oposto ao que foi fornecido. "Ainda não conhecemos 97% do nosso DNA", observa Martinhago. Procurada pelo UOL, a geneticista Mayana Zatz também respondeu que, "infelizmente", não acredita nesses testes.
Vale dizer que os resultados enviados pela Pathway Genomics trazem logo no início o aviso de que a maior parte dos estudos refere-se a populações caucasianas. E, para cada item analisado, há uma tabela que fornece de uma a cinco estrelas, de acordo com a força científica do teste, ou seja, a quantidade e a qualidade dos estudos que levaram àquele resultado.
O endocrinologista Márcio Mancini, chefe do grupo de obesidade do HC da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, também enfatiza que estudos de polimorfismos de genes não podem ser extrapolados de forma generalista para todas as populações.
Ele comenta a revisão feita por uma aluna de mestrado, a nutricionista Ariana Fernandes, que questiona a influência de um polimorfismo do gene MC4R na ingestão aumentada de calorias e de gorduras e no consumo fora das refeições - algo que é apresentado pela Pathway Genomics com cinco estrelas de força científica. Pela análise dela, alguns estudos confirmam esses comportamentos, enquanto outros não indicam qualquer associação.
"O conhecimento atual conjunto da genética da obesidade explica menos que 3% do IMC de um indivíduo. Portanto, exceto em muito raros casos de mutações específicas, a pesquisa dessas variações pouco vai colaborar no tratamento individual", defende Mancini.
Tércio Rocha concorda que o conhecimento é dinâmico. Mas ele acredita que, somado a exames convencionais e a testes de intolerância alimentar, o mapeamento é o que existe, hoje, de mais preciso para fazer um diagnóstico mais individualizado.
Mônica Freire, diretora médica do Delboni Auriemo, primeiro laboratório brasileiro a fazer parceria com a Pathway Genomics, há cerca de um ano e meio, concorda que pessoas de origem europeia talvez tenham resultados mais consistentes, mas acredita que, quanto mais exames com diferentes populações forem realizados, mais conhecimento será extraído sobre diferentes genomas. 
Fonte: uol
Até mais.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Livro Obesidade no Paciente Pediátrico...


Foi lançado no Congresso Paulista de Pediatria de 2013 mais um livro da série de atualizações pediátricas: OBESIDADE NO PACIENTE PEDIÁTRICO da prevenção ao tratamento, com minha colaboração na realização do capítulo 17: "Síndrome dos ovários policísticos".

Até mais.


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Mais da metade dos residentes em pediatria da USP sofre de síndrome de Burnout...


 Mais da metade dos médicos residentes de pediatria participantes de um estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) apresentaram síndrome de Burnout , que é uma condição de sofrimento psíquico ocupacional. A pessoa com Burnout tem cansaço excessivo, desânimo para realizar suas tarefas, sensação de que o que faz não tem propósito e frustração com o trabalho que tem de desempenhar.
Segundo a autora da pesquisa, a médica pediatra Anarella Penha Meirelles de Andrade, do Hospital das Clínicas (HC) da FMUSP, a síndrome pode causar deterioração da relação médico-paciente. " Isso não foi avaliado no meu estudo, mas a relação do médico com o paciente e também com a equipe multidisciplinar pode ficar prejudicada." Os participantes da pesquisa, que começou em 2009, estavam no 1º e 2º ano de residência.
Anarella escolheu médicos residentes aos quais presta assistência no setor do Departamento de Pediatria da FMUSP. Dentre 40 pessoas contatadas, 32 consentiram a realização da pesquisa por meio de um questionário padronizado para investigação do Burnout . O formulário envolve temas como satisfação com o trabalho, excesso na jornada e influência do trabalho na própria individualidade, entre outros. As pontuações variam numa escala de: nunca, algumas vezes ao ano, algumas vezes ao mês, algumas vezes por semana e diariamente.
Os voluntários também foram submetidos a exames de ressonância magnética funcional, que avalia o padrão de ativação cerebral de áreas específicas do cérebro ante a estímulos. No caso da pesquisa, os voluntários fizeram um teste de atenção chamado Stroop Color Word Test , que apresenta conflitos de informações justamente para verificar a intensidade da reação aos desafios propostos. Nesta etapa, 4 voluntários foram excluídos da pesquisa, pois apresentavam achados anatômicos que impediam comparação com os demais.
Estudo Inovador 
As imagens da ressonância funcional mostraram que as regiões do cérebro (especificamente no córtex pré-frontal dorso lateral direito) apresentaram maior sinal de estímulo nos voluntários com Burnout do que nos que não apresentavam a síndrome. Essas áreas estão relacionadas à realização de tarefas cognitivas ou que exijam atenção. " Significa que o voluntário gasta mais " energia" para ativar regiões do cérebro, ou seja, quem temBurnout precisa estimular mais essas áreas de atenção para realizar a mesma tarefa. O estudo é inovador porque não existiam padrões de ressonância funcional para pacientes com Burnout ."

Anarella diz que iniciar sua pesquisa com residentes foi interessante porque ela poderá prosseguir com as avaliações e verificar se há mudança conforme a evolução da carreira desses médicos. Ela aplicou, ainda, um questionário para determinação de estresse, não especificamente relacionado ao Burnout , e também teve prevalência alta como resposta: 56% dos 32 médicos investigados na fase final estavam estressados ou apresentavam sintomas de estresse.
Para a alta prevalência de Burnout , no qual as condições trabalhistas são determinantes, Anarella destaca alguns fatores no cenário estudado: a necessidade e dificuldade em de lidar com os pacientes e a família deles, a carga horária de 60 horas semanais, a necessidade de tempo para estudar e a inabilidade em conciliar a vida profissional e a vida pessoal. Na Pediatria, segundo ela, muitas vezes, lidar com os pais da criança que precisa ser atendida causa tensão aos médicos recém-formados. Anarella disse que essa percepção se constrói com a experiência. " Lidar com isso é um desafio."
Quanto ao excesso de horas trabalhadas, a médica diz: " 53% dos participantes do estudo trabalhavam além da residência." O problema, segundo Anarella, é que fora da residência esses médicos não são supervisionados e há comprometimento do tempo de aprendizado e descanso.
Um fator interessante é que os resultados apontados mostraram que, nos 14 voluntários sem Burnout , 5 praticavam atividade física. No entanto, nos residentes com a síndrome, nenhum praticava exercícios. Isso leva à compreensão de que a prática de atividades físicas ajuda a evitar o estresse no trabalho.

Para aliviar os efeitos da síndrome e do estresse, algumas iniciativas são sugeridas, como acompanhamento de terapeutas e psicólogos. " No entanto" , diz a médica " poucos residentes procuram, por desconhecimento do serviço ou por acharem que o que estão sentindo é normal." O mestrado foi orientado pelo professor Claudio Schvartsman, da FMUSP.
Fonte: isaude.net.
Até mais.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Vacina contra o HPV de graça pelo SUS em 2014...

A vacina contra o papilomavírus (HPV) será oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninas de 10 e 11 anos no início do ano letivo de 2014. De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina estará disponível em cerca de 5 mil postos, entre escolas públicas e particulares e unidades de saúde, de maneira permanente. O Brasil registrou, em 2012, 17,5 mil novos casos de HPV em mulheres.
A meta do governo é atingir 80% das mais de 3,3 milhões de pessoas consideradas público-alvo. Neste primeiro momento, serão disponibilizadas 12 milhões de doses apenas para meninas. Com os custos da vacina, serão gastos R$ 30 por unidade, somando R$ 452,5 milhões. A vacina, que será produzida pelo Instituto Butantã e pela Merck, será administrada em três doses, e protegerá contra quatro subtipos de HPV: 6, 11, 16 e 18 os dois últimos são os que causam o maior risco de câncer. Em 70% dos casos de câncer do colo do útero, há vestígio da presença dos subtipos 16 e 18.
A vacinação será feita em meninas nessa faixa etária, em intervalos de dois e seis meses entre a segunda e a terceira doses, respectivamente. "Temos de preparar esse público, envolver as meninas e a família, reforçar a orientação, o porquê de a faixa etária ser de 10 a 11 anos, antes do início da atividade sexual", disse o minitro da Saúde, Alexandre Padilha. A administração será feita, segundo a autorização dos pais e não elima a necessidade do uso do preservativo ou o exame papanicolau.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que 17,5 mil casos de HPV surjam em 2013 no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, são registrados, em média, 685,4 mil casos da doença por ano, que levam a 4,8 mil mortes. Em 2011, foram 5,1 mil óbitos. Anualmente, são descobertos, em média, 18,4 mil casos. De janeiro a março de 2013, foram feitas 5,6 mil internações por HPV, com as quais foram gastos R$ 7,6 milhões. O Ministério da Saúde estima que, entre 2011 e 2014, sejam gastos mais de R$ 382 milhões em investimentos na doença. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que haja 291 milhões de mulheres com o vírus no mundo, das quais 32% estão infectadas pelos tipos 16 e 18. Segundo a OMS, estudos mostram que 80% da população feminina sexualmente ativa serão infectadas.
Fonte: isaude.net
Até mais.

Paralização dos médicos no dia 3 de julho de 2013...


Até mais.

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