sábado, 9 de julho de 2011

Refrigerante Diet...é problema também...


O refrigerante diet, sim, é um sério inimigo para quem quer perder peso ou mesmo preservar sua saúde. Um estudo recente da Escola de Medicina da Universidade do Texas concluiu que quanto mais uma pessoa ingere esse tipo de bebida, ela engorda e ainda pode aumentar seu nível de açúcar no sangue. Tudo por conta do aspartame, substância presente em alto grau de intensidade nos refrigerantes. Segundo Mohamad Barakat,endocrinologista, nutrólogo e fundador do Instituto de Medicina Integrada Health Life, os riscos desse tipo de adoçante vão muito além do aumento de peso.

A reação acontece a partir do momento que a substância é submetida a temperaturas acima dos 30 graus. Nessas condições, acontece a liberação de uma substância denominada ácido fórmico, bastante utilizado como veneno para formigas. "Uma vez que nosso corpo tem uma temperatura média de 36°, toda vez que ingerimos aspartame, ele é transformado em ácido fórmico",explica. Esse ácido age nociva e diretamente nos neurônios. "O neurônio é um nervo que tem uma `capinha' chamada mielina, como um fio elétrico que tem a capa plástica, o ácido fórmico desencapa o neurônio, destruindo essa fibra de mielina. A consequência é o surgimento de problemas neurológicos severos, como Alzheimer, Parkinson, fibromialgia e esclerose múltipla", alerta.
Quando começou a ser comercializado, o aspartame era considerado como a solução para substituir o açúcar dos alimentos e, assim, auxiliar no emagrecimento. Barakat, porém, alerta que não basta trocar o açúcar pelo aspartame. "Emagrecer não é trocar as substâncias, ou a maneira de adoçar seus alimentos. É reeducar a sua forma de se alimentar, seu estilo de vida, sua atividade física. É um grupo de ações que devem ser inseridas na vida dessa pessoa para que possa gerar emagrecimento", afirma o nutrólogo. De acordo com o médico, para quem realmente precisa excluir o açúcar de sua dieta, como no caso dos diabéticos, o mercado já oferece adoçantes a base de sucralose, que adoçam, não causam cáries, têm um paladar agradável e não oferecem os mesmos riscos que o aspartame.
Além do aspartame, a frutose é um fator a ser considerado quando o assunto é perda de peso ou normalização da glicemia, em casos de diabete. Segundo especialistas, além da redução de alimentos gordurosos, também é aconselhável ficar alerta para o excesso de carboidratos provenientes dos açúcares, como os encontrados nos doces, massas, raízes (batata, por exemplo), leite, frutas e principalmente no suco de fruta. Estudos revelaram que os açúcares simples, os monossacarídeos, têm-se mostrado problemáticos para a saúde humana. O açúcar da cana-de-açúcar, tão popular no Brasil, cujo nome específico é sacarose, quando digerido, se transforma em glicose e frutose. "Já está estabelecido que o excesso de glicose não é bom, mas o que alguns estudos estão demonstrando nos últimos anos é que o excesso de frutose é pior.

Ela é derivada do açúcar das frutas e do xarope de milho, que contém frutose concentrada", explica Ivan Cesar Correia de Sousa, especialista em endocrinologia e nutrologia, que integra o corpo clínico do Hospital Sírio-Libanês, na Capital. "Entretanto, esse xarope com alta concentração de frutose e sabor muito doce, bastante utilizado pela indústria alimentícia, principalmente nos Estados Unidos, não é composto somente de frutose, mas de uma combinação quase em partes iguais de glicose e frutose", diz Sousa. "Após a absorção desses açúcares pelo intestino, a frutose é metabolizada no fígado primeiro que a glicose. A partir desse momento, quando ocorre excesso de frutose, desenvolve-se uma situação metabólica anormal chamada de resistência à insulina", adverte.


Até mais.


Fonte: Jornal Atribuna 09/07/2011.

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