domingo, 21 de junho de 2015

Efeito do tratamento intensivo do diabetes sobre a albuminúria no diabetes tipo 1: seguimento de longo prazo dos estudos Controle e Complicações do Diabetes e Epidemiologia das Intervenções e Complicações do Diabetes...

Tratamento intensivo do diabetes reduz o risco de desenvolvimento de albuminúria em indivíduos com diabetes tipo 1. 
Os efeitos sobre o curso clínico da doença renal de longo prazo ainda precisa ser definido.
O objetivo desse estudo, publicado no The Lancet. Diabetes & Endocrinology, foi comparar os efeitos de longo prazo do tratamento intensivo com o tratamento convencional sobre a incidência de albuminúria.
Avaliou-se o efeito do tratamento intensivo do diabetes na albuminúria durante 18 anos. Durante o estudo Controle e Complicações do Diabetes (DCCT, 1983-1993), 1.441 participantes com diabetes tipo 1 foram divididos aleatoriamente em grupos para receber tratamento intensivo (com o objetivo de alcançar níveis de glicemia próximos da faixa de não-diabético, dentro dos limites de segurança) ou tratamento convencional (cujo o objetivo foi prevenir sintomas de hiperglicemia e hipoglicemia). No final do DCCT, todos os participantes foram orientados quanto ao tratamento intensivo, e foram convidados a participar do Estudo Observacional da Epidemiologia das Intervenções e Complicações do Diabetes(EDIC). A HbA1c média durante o estudo EDIC foi semelhante nos dois grupos de pacientes que diferiram quanto ao tratamento no DCCT. A taxa de excreção de albumina foi medida a cada dois anos durante o estudo EDIC. Microalbuminúria foi definida como uma taxa de excreção de albumina de pelo menos 30 mg em 24 h em duas visitas consecutivas, e macroalbuminúria, como uma taxa de excreção de albumina de 300 mg (ou mais ) por dia. Estimou-se o ritmo de filtração glomerular a partir de medidas anuais de creatinina sérica em todo o estudo DCCT e EDIC.
Durante os anos 1-18 do estudo EDIC, observaram-se 191 novos casos de microalbuminúria (71 no grupo que recebeu tratamento intensivo durante o DCCT e 120 no grupo que recebeu o tratamento convencional; redução de risco: 45%, IC 95%: 26-59) e 117 novos casos de macroalbuminúria (31 no intensivo, 86 no convencional; 61%, 41-74). No ano 17-18 do EDIC, a prevalência da taxa de excreção de albumina de 30 mg (ou mais) por 24 horas foi de 18,4% em participantes designados para tratamento intensivo durante o DCCT, contra 24,9% nos participantes submetidos ao tratamento convencional (p = 0,02). Durante os anos 1-18 do EDIC, registraram-se 84 casos de ritmo de filtração glomerular sustentado estimado inferior a 60 mL/min por 1,73m2 (31 no intensivo, 53 no convencional; redução do risco: 44%, IC 95%: 12-64).
Os pesquisadores concluíram que, em indivíduos com diabetes tipo 1, o tratamento intensivo do diabetes alcança benefícios renais duráveis, ​​que persistem por pelo menos 18 anos após a sua aplicação. Em última análise, esses benefícios devem resultar em um menor número de pacientes que necessitará de terapia substituição renal.

Até mais.

Fonte: 
Autores: de Boer IH, Sun W, Gao X, Cleary PA, Lachin JM, Molitch ME, Steffes MW, Zinman B; for the DCCT/EDIC research group.

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