sexta-feira, 26 de junho de 2015

Vacina contra Chikungunya...

Até agora não está disponível nenhuma vacina contra a febre Chikungunya (CHIKV). Mas pesquisadores do Instituto alemão Paul Ehrlich (Paul Ehrlich Institute, PEI) estão agora um passo mais próximos de desenvolver a vacina. Experimentalmente foram recombinados segmentos da proteína E2 de superfície do vírus, criando assim proteínas artificiais. Com o então criado domínio “sAB”, os cientistas tiveram como criar com sucesso um efeito protetor contra o vírus Chikungunya em um modelo animal. De acordo com os pesquisadores, o fragmento de proteína poderia dessa forma apresentar a base para a vacina contra a Chikungunya. Os resultados foram publicados na revista “PLOS Neglected Tropical Diseases”.
Para o desenvolvimento de uma vacina eficaz, é fundamental identificar uma estrutura adequada de antígeno do vírus, que criará uma resposta imunológica eficaz em humanos. Abordagens anteriores usaram toda a proteína E2 de superfície como base para a vacina, parcialmente em combinação com outras proteínas de vírus. No entanto, essas proteínas têm uma estrutura relativamente grande, o que tornaria difícil a produção comercial da vacina.
Os pesquisadores do PEI questionaram se os segmentos de E2, que são menores, mais específicos e menos complexos para produzir, bastariam para estimular uma resposta imunológica de proteção. Em termos da estrutura tridimensional da proteína, foram escolhidas áreas diferentes de superfície expostas e combinadas para criar vários fragmentos de proteína artificiais.
Em seguida, camundongos foram imunizados com esses fragmentos de proteína e, mais tarde, o sangue dos animais foi examinado quanto a anticorpos neutralizantes. O fragmento sAB se provou o mais eficaz para induzir anticorpos neutralizantes. Esse fragmento foi usado para imunizar camundongos que eram depois infectados com o vírus Chikungunya do tipo selvagem. Comparados aos animais não vacinados, os camundongos tratados demonstraram consideravelmente menos RNA do vírus no sangue. “Nosso trabalho de pesquisa mostra que fragmentos únicos e artificialmente compostos da proteína de superfície do vírus Chikungunya podem bastar para induzir uma resposta imunológica parcialmente protetora. Consideramos promissora a abordagem da nossa vacina para futuro desenvolvimento”, disse a líder do estudo, Barbara Schnierle.
Até mais.
Fonte: Univadis.

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