sábado, 21 de abril de 2012

Nódulos tireoidianos em crianças...

A maioria dos nódulos tireoidianos na faixa etária pediátrica são benignos. A palpação dos nódulos em crianças é muito raro, com prevalência de 0,2 a 1,4%, o qual é 5 a 10x menor do que nos adultos.
Os nódulos malignos, em sua maioria, são achados incidentais com massa tireoidiana indolor e clínica e bioquímica normais. História de irradiação ionizante na cabeça ou pescoço é um fator de risco, independente de outros fatores de acometimento maligno da tireoide.
Outros fatores de risco são:
  • história familiar positiva para câncer de tireoide.
  • deficiência de iodo.
  • nódulos tireoidianos de aparecimento antes da puberdade.
  • tireoidite linfocítica crônica.
  • mudança na voz.
  • sintomas de compressão de vias aéreas.
O tamanho do nódulo não tem valor diagnóstico, porém se firme a palpação, textura irregular, aderência a estruturas vizinhas ou associação a linfadenopatia, relaciona-se a ser maligno.
Massas tireoidianas benignas:
  • cisto coloide simples.
  • adenoma folicular.
  • bócio multinodular.
  • cisto tireoglosso.
  • tecido tímico ectópico.
  • mudanças inflamatórias.
  • agenesia tireoidiana unilateral.
  • abscesso tireoidiano.
  • teratoma.
A complicação mais frequente da tireoidectomia total é o hipoparatireoidismo permanente resultando em hipocalcemia e paralisia permanente do nervo laríngeo, causando alterações na voz (2%) e disfagia (1%), além do hipotireoidismo permanente.
Apesar do risco cirúrgico ser maior, a tireoidectomia total permite varredura com radioiodo e utilização dos níveis sanguíneos de tireoglobulina para detectar metástases e recorrências da doença.

Até mais.

Fonte: Consultation with the Specialist : Thyroid Nodules, Jennifer N. Osipoff and Thomas A. Wilson, Pediatrics in Review 2012;33;75 DOI: 10.1542/pir.33-2-75

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