segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Verduras e legumes no combate ao câncer de pâncreas...

Plantas como aipo, alcachofra, ervas e orégano contêm substâncias que matam as células cancerosas
Cientistas da Universidade de Illinois, nos EUA, descobriram que plantas como aipo, alcachofra, ervas e orégano contêm substâncias que matam as células cancerosas pancreáticas humanas em laboratório.
Os resultados mostraram que as substâncias apigenina, luteolina e flavonoides inibiram uma enzima importante ligada à doença.
"Sozinha a apigenin induziu a morte celular em duas linhas de células humanas do câncer pancreático. No entanto, recebemos os melhores resultados quando nós pré-tratamos as células cancerosas com apigenina por 24 horas e, em seguida, aplicamos o quimioterápico gemcitabina por 36 horas", afirma a líder da pesquisa Elvira de Mejia.
Segundo os pesquisadores, o truque parece ser usar os flavonoides como um pré-tratamento, em vez de aplicá-lo junto com o medicamento quimioterápico ao mesmo tempo.
"Mesmo que o tema ainda seja controverso, nosso estudo indicou que tomar suplementos antioxidantes no mesmo dia de medicamentos quimioterápicos pode anular o efeito dessas drogas", afirma de Mejia.
"Isto acontece porque os flavonoides podem atuar como antioxidantes. Uma das maneiras que as drogas quimioterápicas matam as células é baseada na sua atividade pró-oxidante, o que significa que os flavonoides e os medicamentos quimioterapêuticos podem competir uns com os outros quando são introduzidos ao mesmo tempo", explica a pesquisadora.
Os cientistas descobriram que a apigenina inibiu uma enzima chamada de glicogênio sintase quinase-3ß (GSK-3ß), o que levou a uma diminuição na produção de genes anti-apoptóticos nas células do câncer de pâncreas. Apoptose significa que a célula cancerosa se autodestrói porque seu DNA foi danificado.
Em uma das linhas de células de câncer, a porcentagem de células em apoptose foi de 8,4% em células que não tinham sido tratadas com flavonoide a 43% em células que foram tratadas com a substância. Neste caso, nenhuma droga de quimioterapia tinha sido adicionada.
"Pacientes com câncer pancreático provavelmente não seriam capazes de comer bastante alimentos ricos em flavonoides para elevar os níveis plasmáticos sanguíneos do flavonoide a um patamar eficaz. Mas os cientistas poderiam desenvolver drogas que permitam alcançar as concentrações", afirma de Mejia.
Segundo os pesquisadores, a prevenção desta doença é outra história. "Se você comer um monte de frutas e legumes em toda a sua vida, você vai ter a exposição crônica a esses flavonoides bioativos, o que certamente ajudaria a reduzir o risco de câncer", conclui de Mejia.
Até mais.
Fonte: isaude.

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