terça-feira, 25 de março de 2014

Pediatrics: uso de ceftriaxona pode levar à insuficiência renal aguda em crianças...

O objetivo do estudo chinês, publicado pelo periódico Pediatrics, foi avaliar o perfil clínico, o tratamento e o resultado da terapêutica da insuficiência renalaguda (IRA) pós-renal associada ao uso de ceftriaxona em crianças.
Foram estudados retrospectivamente 31 casos consecutivos de IRA pós-renal entre 2003 e 2012 após tratamento com ceftriaxona. Não havia história pregressa de litíase urinária ou nefropatia nestas crianças.
O tempo médio de administração de ceftriaxona antes da IRA pós-renal foi de 5,2 dias. Os principais sintomas, além da anúria, incluíam dor no flanco (>3 anos, 25/25), choro excessivo (<3 6="" a="" anos="" e="" href="http://www.abc.med.br/p/vida-saudavel/325850/nauseas+e+vomitos+eles+te+incomodam.htm" target="_blank">vômitos
 (19/31). A ultrassonografia mostrou hidronefrose leve (25/31) e cálculos ureterais (11/31). Nove crianças recuperaram-se após um a quatro dias da farmacoterapia. Vinte e uma crianças que eram resistentes à farmacoterapia foram submetidas a cateterismo ureteral retrógrado. Após a cateterização de seus ureteres, observou-se fluxo de urina normal e os sintomas desapareceram imediatamente. A inserção do cateter falhou em uma criança que, posteriormente, foi submetida a três sessões de hemodiálise antes da micção normal ser restabelecida. Verificou-se que a ceftriaxona era o principal componente dos cálculos em quatro crianças por Análise de Espectrometria de Massa em Tandem. A recuperação foi completa em todos os casos.
Concluiu-se que o uso de ceftriaxona em crianças pode causar IRA pós-renal. O diagnóstico precoce e o tratamento farmacológico imediato são importantes para aliviar esta condição. O cateterismo ureteral retrógrado é um tratamento eficaz para aquelas crianças que não respondem ao tratamento farmacológico.


NEWS.MED.BR, 2014. Pediatrics: uso de ceftriaxona pode levar à insuficiência renal aguda em crianças. Disponível em: . Acesso em: 25 mar. 2014.

Até mais.

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