quarta-feira, 6 de abril de 2011

Febre não é vilã...


No artigo "fresquinho" publicado agora em março de 2011 na revista PEDIATRICS relata o que eu penso e oriento os pais aflitos quanto a febre de seus filhos, vale apena ler o resumo abaixo:


Febre na criança é um dos sintomas mais comuns nas clínicas pediátricas e uma causa freqüente de preocupação dos pais. Muitos pais administram antipiréticos, mesmo quando há pouca ou nenhuma febre, porque eles estão preocupados que a criança deve manter uma "temperatura" normal.

Febre, no entanto, não é uma doença primária, mas é um mecanismo fisiológicao que tem efeitos benéficos na luta contra a infecção.

Não há evidências de que a febre agrave o curso de uma doença ou que provoca complicações neurológicas de longa duração.

Assim, o objetivo principal do tratamento da criança febril deve ser a melhoria do conforto da criança ao invés de focar sobre a normalização da temperatura corporal .

Ao aconselhar os pais ou cuidadores da criança com febre sobre o bem-estar geral da criança, a importância do monitoramento das atividades, observando os sinais de doença grave e incentivando o consumo de líquidos frequentes, devem ser enfatizados.

A febre retarda o crescimento e reprodução de bactérias e vírus, aumenta a produção de neutrófilos e proliferação de linfócitos-T, e auxilia o corpo na fase aguda da doença. O grau de febre, nem sempre se correlacionamcom a gravidade da doença. A maioria das febres são de curta duração, são benignos, e pode realmente proteger o doente.


Portanto, quando seus filhos estiverem com febre não se desesperem pois provavelmente não é nada de grave e sempre comunique seu médico para receber instruções a respeito do caso.


Até mais.


Fonte: PEDIATRICS vol. 127 n º 03 de março de 2011, pp 580-58

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