terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Pâncreas artificial...

Pâncreas artificial externo: monitor de glicose constante (esquerda), a bomba usada no cinto que injecta a insulina sob a pele do paciente (direita)
Pesquisadores do Institut de Recherches Cliniques de Montréal, no Canadá, demonstraram que o pâncreas artificial pode superar o tratamento convencional do diabetes com a bomba de insulina.
Testes comparando os dois métodos mostraram que o pâncreas artificial provocou melhorias nos níveis de glicose e redução nos riscos de hipoglicemia.
Os resultados, publicados no Canadian Medical Association Journal (CMAJ), pode ter um impacto importante sobre o tratamento do diabetes tipo 1, acelerando o desenvolvimento do pâncreas artificial externo.
O pâncreas artificial é um sistema automatizado que simula o pâncreas normal adaptando continuamente a administração de insulina com base nas mudanças nos níveis de glucose. O pâncreas artificial de duplo hormônio testado no estudo controla os níveis de glicose entregando automaticamente insulina e glucagon, se necessário, com base nas leituras de monitoramento contínuo da glicose (CGM).
"Nós descobrimos que o pâncreas artificial melhorou o controle da glicose em 15%, e reduziu significativamente o risco de hipoglicemia quando comparado com a terapia convencional de bomba de insulina. O pâncreas artificial também resultou em uma redução de 8 vezes no risco de hipoglicemia, e uma redução de 20 vezes no risco de hipoglicemia noturna", explica o autor do estudo Ahmad Haidar.
Pessoas que vivem com diabetes tipo 1 devem gerir cuidadosamente seus níveis de glicose no sangue para garantir que eles permanecem dentro de uma faixa. O controle da glicose no sangue é a chave para evitar graves complicações a longo prazo relacionadas com níveis elevados de glicose (tais como a cegueira ou a insuficiência renal) e reduz o risco de hipoglicemia.
"Cerca de dois terços dos pacientes não conseguem manter a faixa segura de glicose com os tratamentos atuais. O pâncreas artificial poderia ajudá-los a alcançar essas metas e reduzir o risco de hipoglicemia, que é temido pela maioria dos pacientes e continua sendo o efeito adverso mais comum da terapia com insulina. Na verdade, hipoglicemia noturna é a principal barreira para alcançar metas glicêmicas", afirma o pesquisador Rémi Rabasa-Lhoret.
"Nosso trabalho é emocionante porque o pâncreas artificial tem o potencial de melhorar substancialmente a gestão do diabetes e reduzir as frustrações diárias para os pacientes. Estamos buscando novos ensaios clínicos para testar o sistema por períodos mais longos e em diferentes faixas etárias. Ele será, então, introduzido gradualmente na prática clínica, utilizando apenas insulina, com as primeiras gerações focando no controle de glicose durante a noite", conclui Rabasa-Lhoret.
Até mais.
Fonte: isaude.net

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